Mude, reabertura
© Francisco Romão Pereira | Sala dos cofres de aluguer

Crítica

Mude - Museu do Design

5/5 estrelas
  • Arte | Design
  • Baixa Pombalina
  • Recomendado
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A Time Out diz

O Mude reabriu, ao fim de oito anos de portas fechadas na Rua Augusta para obras. Agora, é possível percorrer cada um dos oito pisos do edifício, que em tempos foi sede do Banco Nacional Ultramarino. Com um total de 3600 metros quadrados de área expositiva, o renovado Museu do Design conta com uma galeria principal, reservada a exposições de longa duração, e ainda três galerias secundárias, entre elas a emblemática Sala dos Cofres, na cafe do edifício. Há uma área dedicada à loja e livraria no piso térreo, um auditório, que se mantém, uma cafetaria de apoio, uma área de reservas abertas ao público, que receberá parte do acervo de design gráfico de museu. Existem ainda salas para acolher residências de projectos de design, uma biblioteca e um terraço no último andar. Além da vista privilegiada sobre a Baixa Pombalina, há ainda espaço para um restaurante, que ainda não abriu.

Mude. Rua Augusta, 24. Ter-Qui e Dom 10.00-18.00/19.00, Sex, Sáb 10.00-20.00/21.00. 11€ (visita guiada +2€). Grátis Sex 17.00-20.00 e Dom 10.00-14.00 para residentes no concelho de Lisboa

Detalhes

Endereço
Rua Augusta, 24
Lisboa
1100-053
Horário
Ter-Qui e Dom 10.00-18.00/19.00, Sex, Sáb 10.00-20.00/21.00. 11€ (visita guiada +2€). Grátis Sex 17.00-20.00 e Dom 10.00-14.00 para residentes no concelho de Lisboa

Novidades

Meu nome António

Teresa Couto Pinto foi fotógrafa, agente e amiga de António Variações. Com a sua máquina fotográfica, captou a essência e a espontaneidade do músico como nenhuma outra pessoa. Até final de Maio, o MUDE, em colaboração com a Terra Esplêndida, recebe a exposição "Meu nome António", com 85 destas imagens e ainda uma selecção de vestuário e acessórios usados pelo artista, que nasceu em Dezembro de 1944.

Ver e Ler Paulo de Cantos

Professor e editor, Paulo de Cantos desenvolveu, entr 1917 e 1969, uma produção gráfica singular, marcada pelo experimentalismo pedagógico e em diálogo com o modernismo. Com curadoria de António Silveira Gomes e Cláudia Castelo, a exposição evidencia o papel do livro como suporte privilegiado pelo autor, bem como uma prática orientada para a superação de limites físicos e conceptuais.

Autocolante. Iconografia da Liberdade

"A minha liberdade fala por via desse humilde pedaço de papel, da sua imagem e das suas palavras. E como a democracia é o império da diferença, cada uma das vozes dos autocolantes não dá origem a uma cacofonia, mas a um coro. O coro da liberdade." Assim descreve o historiador e fundador da associação Ephemera a exposição que leva para o MUDE - Museu do Design 1800 autocolantes de cinco décadas. A mostra "explora a diversidade do autocolante como ferramenta de mobilização, pertença e activismo", começando na explosão do pós-25 de Abril até às urgências de hoje, como a habitação, os direitos LGBTQIA+ ou a emergência climática. Se os posters e cartazes têm estado na fila da frente de exposições que querem contar a história através do material gráfico produzido, os autocolantes foram como que esquecidos. A própria ideia do autocolante político implica "um desafio de design gráfico exigente", como qualifica o MUDE. "Deve sintetizar mensagens, mais ou menos complexas, num espaço delimitado, o que pede um domínio exímio da composição, da tipografia, da cor e das técnicas de impressão – num apelo surpreendente ao engenho e à criatividade dos autores."
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