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Museus, MAAT, Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia
©Gabriell VieiraMAAT

Guia para não pagar entrada nos museus em Lisboa

Nestes museus em Lisboa é preciso pagar bilhete para entrar, excepto em dias específicos que não lhe pedem cartão.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Há museus completamente gratuitos em Lisboa (pode descobri-los aqui). Outros há que abrem excepções à bilheteira e, pelo menos um dos dias da semana ou por mês, deixam que entre sem ter de puxar da carteira. Seja ao sábado, no primeiro domingo do mês ou depois de uma certa hora – só tem de estar atento e apontar na agenda. Acabaram-se de vez as desculpas para não acompanhar a par e passo esta vertente da vida cultural lisboeta. Aproveite este guia para não pagar entrada nos museus em Lisboa.

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Há dias especiais nos museus em Lisboa

  • Museus
  • São Vicente 

Entrada livre no primeiro domingo do mês em todos os núcleos e em dias comemorativosBilhete normal a 4€ (Reservatório da Patriarcal a 2€).

A primeira tentativa de musealização do espólio da Companhia das Águas de Lisboa deu-se em 1919, através de uma deliberação da Assembleia-Geral. Em 1990, o já Museu da Água foi galardoado com o Prémio do Conselho da Europa, sendo o único museu português detentor desta distinção. Agora, pode visitar gratuitamente, no primeiro domingo de cada mês, todos os seus núcleos, desde a Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, onde pode ver a exposição permanente, ao Aqueduto das Águas Livres, Reservatório Patriarcal e Reservatório da Mãe D'Água das Amoreiras, onde também encontrará uma exposição permanente.

  • Museus
  • Estrela/Lapa/Santos

Entrada gratuita às sextas-feiras das 18.00 às 20.00. Bilhete normal a 6€.

A relação entre o Ocidente e o Oriente conta-se neste museu através de peças sumptuosas que remontam às explorações marítimas portuguesas, mas também de algumas raridades curiosas, como o chapéu Namban, uma peça de papel e laca que os japoneses inventaram para imitar o modelo de abas dos portugueses. Entre outras coisas, por agora, também pode ver a exposição “Japão: Festas e Rituais” – que se associa às comemorações dos 480 anos de amizade entre Japão e Portugal – dá a conhecer essas festividades e o seu papel na sociedade japonesa, na sua forma de conceber o mundo, o lugar do indivíduo e a relação com a comunidade. Ao todo, são mais de 1500 peças, do acervo da Fundação Oriente, em exposição pela primeira vez.

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  • Museus
  • Belém

Entrada livre todos os domingos até às 14.00, para portugueses e residentes em Portugal, mediante apresentação do CC ou de comprovativo de residênciaBilhete normal a 10€ (5€ para portugueses e residentes em Portugal). 

No novo MAC/CCB, de Berardo ficou apenas a colecção, uma das três com lugar nas reservas no renovado Museu de Arte Contemporânea. Em depósito estão também a Colecção Ellipse, arrestada após a falência do Banco Privado Português, com cerca de 800 obras de arte, e a Colecção Teixeira de Freitas, em resultado do acordo assinado com o coleccionador brasileiro radicado em Portugal. Estas duas últimas, totalizam cerca de 2000 peças.

  • Atracções
  • São Sebastião

Entrada gratuita aos domingos a partir das 14.00. Bilhete normal a 10€ (12€ para a colecção do museu mais as exposições temporárias).

Muito temos que agradecer ao senhor Calouste Gulbenkian. Enquanto mecenas criou uma das maiores estruturas lisboetas no que à promoção da arte diz respeito. Inaugurada em 1969 a Fundação Calouste Gulbenkian tem um jardim que se tornou um dos símbolos da capital, como lugar de descanso e leitura. Recebe concertos (quase sempre de música erudita ou de jazz), tem um museu dedicado à arte contemporânea, auditórios, bibliotecas, até tem uma orquestra. Não falha a sala dedicada aos artistas emergentes, a Sala Projecto, que acolhe aqueles que estão em início de carreira.

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  • Museus
  • Belém

Entrada gratuita no primeiro domingo de cada mês, entre as 10.00 e as 13.00. Bilhete normal a 11€.

As suas formas arquitectónicas continuam a marcar a cidade, justificando frutíferas romarias à zona de Belém. Afinal, mais que não fosse, aquela estrutura assinada pela britânica Amanda Levete e o pôr-do-sol em fundo ficam mesmo a matar numa foto, muitas delas imortalizadas no Instagram dos visitantes. Claro que a visita não deve terminar aqui, recomendando-se que consulte as exposições programadas na agenda, sobretudo porque as da Sala Oval pelo seu tamanho e capacidade de receber grandes estruturas. 

  • Museus
  • Chiado

Entrada gratuita aos domingos e feriados para todos os residentes em Portugal. Bilhete normal a 8€.

Situado no convento de São Francisco da Cidade, o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado tem uma exposição permanente que atravessa a história da arte em Portugal, uma viagem desde 1850 até à actualidade. Assistiu ainda à explosão vanguardista, tendo as suas melhores concretizações na obra de Amadeo de Souza-Cardoso, na quase única peça de Santa Rita e no Orfismo de Eduardo Viana. Apresenta obras de artistas como Almada Negreiros, Júlio Pomar, Paula Rego, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis ou Rui Sanches, e culmina já em produções de artistas que estão a protagonizar a actualidade artística do século XXI, como Alexandre Estrela, João Onofre ou João Pedro Vale. 

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  • Museus
  • Estrela/Lapa/Santos

Entrada gratuita aos domingos e feriados até às 14.00, mediante apresentação de comprovativo de residência em Portugal. Bilhete normal a 5€.

Além de uma enorme colecção de marionetas portuguesas tradicionais, este Museu da Marioneta tem no seu acervo uma significativa colecção de marionetas do sudeste asiático, bem como outras respeitantes à ancestralidade africana e brasileira. Para além da exposição de marionetas, também há uma de máscaras, da tragédia grega às danças autóctones, e outra de adereços, como a almofada da coroa ou a arca de Salomé. Para diversão a dobrar, sugerimos que espreite também a agenda de espectáculos. E prometemos ainda que há oferta pedagógica para toda a família.

  • Arte
  • Santa Maria Maior

Entrada gratuita aos domingos e feriados até às 14.00, para residentes no concelho de Lisboa. Bilhete normal a 3€ (a visita ao piso 0 - núcleo arqueológico da Casa dos Bicos é sempre gratuita).

É cinco em um. O museu da cidade alberga cinco núcleos distintos: Palácio Pimenta, com o grande jardim com pavões; Teatro Romano, onde pode visitar as ruínas romanas; o de Santo António, uma homenagem a este símbolo de Lisboa e ao santo mais casamenteiro; o Torreão Poente, com exposições de grande dimensão; e a Casa dos Bicos, núcleo dedicado ao escritor português José Saramago – cada um na sua colina. Trabalham todos para o mesmo objectivo: o de mostrar Lisboa tal e qual como ela é, mas de diferentes formas, cada um com a sua identidade. 

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  • Museus
  • Belém

Entrada gratuita aos domingos e feriados até às 14.00, para todos os residentes em Portugal. Bilhete normal a 8€.

É uma colecção única no mundo e respira melhor desde que em 2015 passou para um novo edifício na Avenida da Índia, a poucos metros do antigo Picadeiro Real, a primeira morada dos coches a partir de 1905, onde ainda existe um núcleo expositivo. Quase desde a sua fundação que se sentia a necessidade de um espaço maior, o que só aconteceu mais de 100 anos depois. O primeiro coche a entrar no novo museu foi o Landau do Regicídio, talvez o mais icónico da colecção composta por viaturas de gala e de passeio dos Séculos XVI a XIX, provenientes da Casa Real Portuguesa, Igreja e colecções particulares.

Mais borlas

Mais museus e monumentos de entrada livre aos domingos e feriados para todos os residentes em Portugal:

- Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves (Bilhete normal 5€)

- Museu de Arte Popular (Bilhete normal 5€)

- Museu Nacional de Etnologia (Bilhete normal 5€)

- Museu Nacional do Traje (Bilhete normal 5€)

- Palácio Nacional da Ajuda (Bilhete normal 5€)

- Mosteiro de Jerónimos (Bilhete normal 12€)

- Panteão Nacional (Bilhete normal 4€)

- Torre de Belém (Bilhete normal 8€) 

- Museu Nacional do Azulejo (Bilhete normal 8€)

- Museu Nacional de Arte Antiga (Bilhete normal 10€)

Mais museus em Lisboa

  • Museus

Não substituem a riqueza analógica de um Museu Nacional de Arte Antiga ou de uma Fundação Calouste Gulbenkian, mas piscam o olho à modernidade e ao crescente hábito de metermos a mão em tudo o que é ecrã-táctil. A realidade virtual está também cada vez mais presente nos museus interactivos de Lisboa, Sintra ou Cascais. Está na hora de conhecê-los.

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