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Fotografia: Arlindo Camacho

Guia para não pagar entrada nos museus em Lisboa

Nestes museus em Lisboa é preciso pagar bilhete para entrar, excepto em dias específicos que não lhe pedem cartão.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Há museus completamente gratuitos em Lisboa (já os listámos) e depois há outros que não dão o braço a torcer e onde vai ter sempre de se chegar à frente e abrir a carteira. Mas ainda há um meio termo, aqueles que dão tréguas em pelo menos um dos dias da semana ou do mês, para que possa entrar sem gastar dinheiro. Seja ao sábado, no primeiro domingo do mês ou depois de uma certa hora – há opções para tudo e não há grandes desculpas para não aderir a estas borlas. Está pronto para apontar estas dicas?

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Há dias especiais nos museus em Lisboa

  • Museus
  • São Vicente 

Entrada livre no primeiro domingo de cada mês, das 10.00 às 17.30 (até às 13.00, durante o Estado de Emergência). Bilhete normal a 2€-4€.

A primeira tentativa de musealização do espólio da Companhia das Águas de Lisboa deu-se em 1919, através de uma deliberação da Assembleia-Geral. Em 1990, o já Museu da Água foi galardoado com o Prémio do Conselho da Europa, sendo o único museu português detentor desta distinção. Agora, pode visitar gratuitamente, no primeiro domingo de cada mês, todos os seus núcleos, desde a Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, onde pode ver a exposição permanente, ao Aqueduto das Águas Livres, Reservatório Patriarcal e Reservatório da Mãe D'Água das Amoreiras, onde também encontrará a exposição patente.

  • Museus
  • Estrela/Lapa/Santos

Entrada livre às sextas-feiras das 18.00 às 22.00 (até às 20.00 durante o Estado de Emergência). Bilhete normal a 6€.

No fundo, fomentar as ligações entre Ocidente e Oriente, entre a Ásia e Portugal, é a missão do Museu do Oriente. Entre outras coisas, por agora, pode ver a exposição Ópera Chinesa, que nos aproxima dessa tradição, e ir espreitando as exposições temporárias que revisitam vários países a oriente. Até ao final do ano, também recomendamos descobrir o mundo da porcelana chinesa numa exposição composta por mais de uma centena de peças decoradas com cenas europeias e datadas dos séculos XVII e XIX.

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  • Museus
  • Belém

Entrada livre aos sábados, das 10.00 às 19.00 (até às 13.00, durante o Estado de Emergência). Bilhete normal a 5€.

A colecção Berardo é uma viagem pelos principais movimentos artísticos dos séculos XX e XXI inicia-se com “Tête de Femme”, uma pintura cubista de Pablo Picasso. Estende-se por cerca de 1000 obras de mais de 500 artistas com Marcel Duchamp, Piet Mondrian, Francis Bacon, Andy Warhol, Sol LeWitt, Fernando Botero, Andreas Gursky entre muitos outros. As exposições temporárias seguem, por norma, uma forte aposta na fotografia e nas instalações, no piso -1. 

  • Atracções
  • São Sebastião

Entrada livre aos domingos a partir das 14.00 (das 09.30 às 12.00, durante o Estado de Emergência). Bilhete All-inclusive (Colecções + Exposições temporárias) a 12,50€.

Muito temos que agradecer ao senhor Calouste Gulbenkian. Enquanto mecenas criou uma das maiores estruturas lisboetas no que à promoção da arte diz respeito. Inaugurada em 1969 a Fundação Calouste Gulbenkian tem um jardim que se tornou um dos símbolos da capital, como lugar de descanso e leitura. Recebe concertos (quase sempre de música erudita ou de jazz), tem um museu dedicado à arte contemporânea, auditórios, bibliotecas, até tem uma orquestra. Não falha a sala dedicada aos artistas emergentes, a Sala Projecto, que acolhe aqueles que estão em início de carreira.

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  • Museus
  • Belém

Entrada livre no primeiro domingo de cada mês, das 10.00 às 19.00 (até às 13.00, durante o Estado de Emergência). Bilhete total (Central + MAAT) a 9€. Até aos 18 anos, a entrada é gratuita.

As suas formas arquitectónicas continuam a marcar a cidade, justificando frutíferas romarias à zona de Belém. Afinal, mais que não fosse, aquela estrutura assinada pela britânica Amanda Levete e o pôr-do-sol em fundo ficam mesmo a matar numa foto, muitas delas imortalizadas no Instagram dos visitantes. Claro que a visita não deve terminar aqui, recomendando-se que consulte as exposições programadas na agenda, sobretudo porque as da Sala Oval pelo seu tamanho e capacidade de receber grandes estruturas. 

  • Museus
  • Chiado

Entrada livre aos domingos e feriados, das 10.00 às 14.00 (até às 13.00, durante o Estado de Emergência). Bilhete normal a 4,5€.

Situado no convento de São Francisco da Cidade, o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado tem uma exposição permanente que atravessa a história da arte em Portugal, uma viagem desde 1850 até à actualidade. Assistiu ainda à explosão vanguardista, tendo as suas melhores concretizações na obra de Amadeo de Souza-Cardoso, na quase única peça de Santa Rita e no Orfismo de Eduardo Viana. Apresenta obras de artistas como Almada Negreiros, Júlio Pomar, Paula Rego, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis ou Rui Sanches, e culmina já em produções de artistas que estão a protagonizar a actualidade artística deste séc. XXI, como Alexandre Estrela, João Onofre ou João Pedro Vale. 

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  • Museus
  • Estrela/Lapa/Santos

Entrada gratuita aos fins-de-semana, entre as 10.00 e as 14.00 (até às 12.00 durante o Estado de Emergência), mediante comprovativo de morada. Bilhete normal a 5€. Gratuito até aos 12 anos.

Além de uma enorme colecção de marionetas portuguesas tradicionais, este Museu da Marioneta tem no seu acervo uma significativa colecção do sudeste asiático, assim como uma coleccção dedicada à ancestralidade africana e brasileira.

  • Arte
  • Santa Maria Maior

Entrada livre aos domingos e feriados até às 14.00, para residentes no concelho de Lisboa (até às 12.00 durante o Estado de Emergência). Bilhete normal a 3€ (a visita ao piso 0 - núcleo arqueológico da Casa dos Bicos é sempre gratuita).

É cinco em um. O museu da cidade alberga cinco núcleos distintos: Palácio Pimenta, com o grande jardim com pavões; Teatro Romano, onde pode visitar as ruínas romanas; o de Santo António, uma homenagem a este símbolo de Lisboa e ao santo mais casamenteiro; o Torreão Poente, com exposições de grande dimensão; e a Casa dos Bicos, núcleo dedicado ao escritor português José Saramago – cada um na sua colina. Trabalham todos para o mesmo objectivo: o de mostrar Lisboa tal e qual como ela é, mas de diferentes formas, cada um com a sua identidade. 

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  • Museus
  • Belém

Entrada gratuita aos domingos e feriados das 10.00 às 14.00 (até às 12.00 durante o Estado de Emergência). Bilhete normal a 8€. Gratuito até aos 12 anos.

É uma colecção única no mundo e respira melhor desde que em 2015 passou para um novo edifício na Avenida da Índia, a poucos metros do antigo Picadeiro Real, a primeira morada dos coches a partir de 1905, onde ainda existe um núcleo expositivo. Quase desde a sua fundação que se sentia a necessidade de um espaço maior, o que só aconteceu mais de 100 anos depois. O primeiro coche a entrar no novo museu foi o Landau do Regicídio, talvez o mais icónico da colecção composta por viaturas de gala e de passeio dos Séculos XVI a XIX, provenientes da Casa Real Portuguesa, Igreja e colecções particulares.

Mais museus em Lisboa

  • Museus

Edifícios relativamente novos, com linhas que são uma perdição para a fotografia, e clássicos da cidade que patrocinam autênticas viagens no tempo. Destacam-se ainda os inúmeros e regulares workshops e eventos que promovem para adultos e crianças, ou mesmo as cafetarias e brunches que também são pequenas obras de arte. Deixamo-lo com uma visita guiada aos melhores museus em Lisboa, dando razões para redescobrir endereços obrigatórios e ideias para explorar colecções surpreendentes e que, por vezes, passam despercebidas. A lista de melhores museus em Lisboa não pára de crescer e nós estamos cá para actualizá-la.

  • Arte

Não há muitos museus de arte contemporânea em Lisboa (e arredores), mas os que existem merecem uma visita. Têm colecções importantes (alguns guardam exemplares dos maiores nomes da arte contemporânea mundial) e exposições que os colocam cada vez mais em destaque no panorama intercional das artes. Lisboa entrou no mapa da arte contemporânea e tem razões para isso, a contrabalançar os artistas internacionais com os grandes portugueses que puseram a arte contemporânea num pedestal. De Júlio Pomar a Andy Warhol, de José de Almada Negreiros a Marcel Duchamp, pode correr as mais variadas variantes artísticas ao longo deste roteiro que aqui lhe traçamos.

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  • Miúdos

É uma grande injustiça dizer que a palavra museu cheira a mofo. Mas se começou por arrastar os miúdos para uma exposição interminável que interessa apenas a adultos... é bem possível que o programa enfrente uma certa resistência. Não desanime. Um roteiro museológico não tem de ser um programa aborrecido, muito pelo contrário. Fomos à procura dos melhores museus para crianças em Lisboa. Para ir ao passado e ao futuro, sem sair do presente. Há museus que guardam memórias de outros tempos, outros que fazem uso da imaginação. Uns dedicam-se às pinturas, outros às instalações, às vezes interactivas. Aí estão os melhores museus para crianças em Lisboa.

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