The Bespoke Garden, Next Memory
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As novas lojas em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Se perdeu o rasto às inaugurações, fizemos-lhe uma lista das lojas que abriram portas nos últimos meses em Lisboa (e arredores).

Vera Moura
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Porque não queremos que perca o fio à meada na hora de renovar o armário ou de repensar a decoração da sala, damos-lhe um lamiré das aberturas dos últimos meses. Há lojas que ajudam a revitalizar bairros, enquanto outras reforçam a tese de que o que é nacional é bom. Mesmo para aqueles que se preocupam com a sustentabilidade, há sítios à espera de visita. As lojas abriram e nós registámos. Agora é só definir o orçamento e fazer a lista de compras, ou simplesmente deixar-se levar por este roteiro de novas lojas em Lisboa.

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Novas lojas em Lisboa

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  • Princípe Real

Há sempre mais um cantinho na cidade que pode ser ocupado por esta marca portuguesa de joalharia, que já está tão bem instalada no Chiado. Agora, subiu um pouco mais, até ao Príncipe Real, ocupando temporariamente (por seis meses) uma das salas da Embaixada. Lá, vai poder encontrar peças seleccionadas da Mel Studio, num conceito inspirado pelos quatro elementos da natureza: Água, Fogo, Terra e Ar.

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  • Livrarias
  • Bairro Alto

A nova livraria da cidade abriu no Bairro Alto, pela mão de Júlia Oliveira e Luís Gonçalo. Chama-se Utopia 111, encontra-se mesmo em frente à famosa sauna gay Trombeta Bath, e vai ter programação cultural, como conversas e pequenos concertos. A ideia é que seja um espaço de encontro, que faça também parte da vida nocturna, e que convide a estar, mais do que a passar. O nome é, por um lado, um desejo – o de criar uma espécie de paraíso cultural – e, por outro, uma homenagem – ao Armazém 111, o negócio alfarrabista dos pais de Júlia. Os livros – todos em segunda-mão, a maior parte em muito bom estado – estão em destaque, claro, e há-os para todos os gostos, em várias línguas, sobretudo português, inglês e francês. Mas também se encontram posters, postais, CDs, DVDs e algum estacionário.

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Não é de hoje que conhecemos a Next Memory. É uma séria candidata ao título de loja mais bonita de Lisboa – também uma das mais cheirosas – e, desde que abriu portas, em 2022, ainda não parou de crescer. O entra-e-sai e, muitas vezes, a fila à porta falam por si. São as velas e difusores, os aromas para a casa, os perfumes sólidos, os chás, os cuidados para a pele e, claro, as fragrâncias de assinatura a chamar viajantes e residentes, mas também a exigir que o espaço da Rua de São José aumente em área, balcões e estantes. Em Outubro, a marca criada por Dennis de Vries e Patrick van den Berg, dois neerlandeses há muito a viver em Portugal, iniciou mais um capítulo. Ao fundo da loja, numa zona acessível apenas por marcação – e que chegou a ser um laboratório no século XIX –, nasceu o The Bespoke Garden, um atelier de personalização de fragrâncias.

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  • Avenida da Liberdade

É impossível não entrar nesta loja sem, automaticamente, olhar para cima. A marca é italiana, mas o interior é do mais português que há. Estamos no histórico edifício do Diário de Notícias, projectado por Porfírio Pardal Monteiro, vencedor do Prémio Valmor em 1940. Desde a saída do jornal da Avenida da Liberdade, há quase uma década, que o piso térreo permanecia fechado ao público. Após a reabilitação, que transformou o prédio em 34 apartamentos de luxo, o espaço volta a abrir portas. É agora a primeira loja da Eleventy em Portugal. A marca, fundada em Milão em 2007, destaca-se pelo design sóbrio e intemporal das suas colecções, tanto para homem como para mulher, e pelo diálogo entre a alfaiataria e peças mais casuais. Com uma atenção redobrada aos materiais, tudo é produzido em Itália.

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  • Lisboa

A primeira Re-Read abriu em Dezembro do ano passado, na Avenida de Roma, pelas mãos de Inês Toscano, que trouxe o franchise para Portugal. Na nova morada, na Rua Pascoal de Melo, também se compram e vendem livros usados, mas o espaço é mais amplo e parte da cave poderá vir a servir para pequenos eventos. Os livros são todos escolhidos a dedo, apesar de em segunda-mão, e o catálogo ecléctico – que não é fixo, naturalmente – vai da ficção à não-ficção para diferentes públicos, incluindo edições já esgotadas ou “coisas raras”. Mas é sempre uma surpresa, porque o stock também depende das pessoas que frequentam o espaço. Quanto aos preços, não se preocupe que continuam na mesma: um livro nunca custa mais do que 4€, dois têm o valor de 7€ e cinco podem ser adquiridos por 15€. Se quiser vender, cada exemplar rende-lhe 25 cêntimos, desde que esteja em bom estado.

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  • Grande Lisboa

Fundada em 1941 como chapelaria para cavalheiros, ainda circulavam carros a brilhar na Rua Augusta, a Lord veio mais tarde a ser o ponto de encontro da elite que procurava calçado, gravatas e malas de alta qualidade. Também as senhoras passaram a ter na Lord o seu programa e solução, até porque, à época, sair de casa sem luvas, chapéu e mala era de mau tom. No interior, havia um chapeleiro em exclusividade e uma oficina para tratar de pequenos acidentes ou desgastes, que as peças eram para durar para sempre. A Lord deixou a Baixa em 2023, na sequência de uma drástica transformação da zona, que viu muito do seu comércio histórico ser subsituído por lojas de bugiganga e cadeias internacionais. Mas não foi o fim. Instalou-se em 2025 no coração de Alvalade. À frente de tudo está Ana Silva, filha do antigo proprietário. A qualidade e o charme das colecções e do mobiliário mantêm-se.

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  • Lojas de segunda mão
  • Chiado

Em 2017, António Branco abria uma loja de roupa em segunda mão em pleno Chiado. A Pop Closet distinguiu-se logo das demais, em boa parte por causa do faro apurado do seu mentor. Com um extenso currículo como buyer, stylist e editor de moda, percurso que traçou sobretudo nos Estados Unidos e no Brasil, António fez do espaço uma referência. Oito anos depois, fez as malas e mudou-se. A Pop Closet continua no Chiado, mas foi para o Pátio Siza Vieira, refinando a selecção de peças. Pode encontrar Loewe, Dior, Saint Laurent, mas também Acne Studios e Off-White. Acabamentos industriais, arcadas e pedras centenárias e móveis em madeira que já tiveram outras vidas emolduram não apenas a roupa e acessórios (com preços que podem ir dos 30€ aos 1500€), mas também peças de arte e de decoração.

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  • Areeiro/Alameda

Há mais de 600 milhões de anos, Gondwana era um supercontinente que reunia a maior parte das zonas de terra firme do hemisfério Sul. Agora, é uma livraria no Campo Pequeno. A ideia é de David Gough e Walter DeMirci, que partiram da imagem de uma geografia única para criar um espaço dedicado a autores oriundos desse lado do globo, onde a língua mais falada é o português e há vários laureados com o Prémio Nobel da Literatura. Mas, atenção: não há secções nem uma organização evidente. Misturam-se autores vivos e mortos, géneros literários e temáticas. Além dos livros, há uma zona de cafetaria ao fundo, que inclui uma modesta esplanada num quintal. Servem café e vinhos.

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  • Arte
  • Cascais

Foi em Outubro de 2024 que a Desvio Ceramics abriu portas no Bairro do Rosário, em Cascais, pela mão de Sofia Santo – que, após uma década a trabalhar na área de serviço social, decidiu fazer um Desvio feliz na sua vida profissional ao dedicar-se por completo à cerâmica. Em 2025, abriu a segunda loja da marca no Art District da Cidadela, num espaço que também promove workshops, sempre dedicados à construção da peças com roda de oleiro.

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  • Floristas
  • Estoril

Nesta florista no Estoril, (quase) tudo o que está à vista está à venda: além das flores, claro, os espelhos antigos, lustres, jarras e cómodas da vizinha Armazém 105 também se podem levar para casa. A canadiana Paige Birnie trocou Londres pelo Estoril para abrir um espaço de encontro, onde além de muitos arranjos de flores ao estilo "garden style" (descontraídos, românticos, orgânicos e com espécies da época), possa haver workshops de cerâmica ou noites de vinho.

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  • Cascais

Quatro anos depois de se terem tornado apenas um atelier com showroom, a empresa portuguesa Fusion Interior Design, de projectos de arquitectura e design de interiores, voltou a abrir as portas ao público com a abertura de uma nova loja em 2025. O espaço combina uma área de loja, um showroom de tecidos e materiais e um atelier onde as responsáveis trabalham. Dos candeeiros ao mobiliário, passando pelos tapetes, aqui encontra peças de marcas portuguesas e internacionais.

Às compras em Lisboa

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