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As novas lojas em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Da moda independente à segunda mão, eis o guia pelas novas lojas que estão a ditar as tendências na cidade.

Mauro Gonçalves
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Lisboa não pára de somar novos balcões e montras que merecem uma visita. Entre marcas nacionais empenhadas em promover um consumo sustentável, uma nova vaga de lojas de segunda mão, roupa para ir a banhos, cosmética coreana – e até um gigante da fotografia –, o roteiro de compras está em permanente renovação. Para que não lhe escape nada, passamos a cidade a pente fino e reunimos os espaços mais surpreendentes que abriram portas nos últimos meses. Prepare a carteira e vá para a rua conhecer as melhores novas lojas de Lisboa.

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Novas lojas em Lisboa

  • Compras
  • Cosmética
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Em Junho de 2025, noticiávamos a abertura de uma loja exclusivamente dedicada à k-beauty, ali para os lados de Entrecampos. Mais de um ano depois, a Occasion2Smile mudou de morada e de identidade. Chama-se agora Mitso e ocupa uma loja novinha em folha – maior e com mais visibilidade. O novo espaço reúne novas famílias de produtos, para além do skincare, nomeadamente a maquilhagem, os produtos para o cabelo e os produtos de banho, segmentos ainda pouco explorados no mercado português.

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  • Chiado

Foi durante anos a Latte, uma loja recheada de marcas internacionais de streetwear. O projecto chegou ao fim e a loja, com as suas estantes e painéis em madeira escura foi ocupada por uma marca portuguesa, a Coup D'État. Chegou ao mercado em Abril de 2025, pelas mãos de Edgar Ferreira e Guilherme Pinto de Oliveira, os fundadores da concept store The Feeting Room. As diferentes linhas e colecções enchem a loja. Num guarda-roupa maioritariamente masculino, mas onde uma grande parte das peças acabam por ser unissexo, há lugar para aproximações ao sportswear, alguns elementos preppy, mas sobretudo para um streetwear de inspiração mediterrânica, alavancado por uma bateria de acessórios como lenços, bonés, cintos, sapatos, óculos de sol, pins e meias.

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  • Chiado/Cais do Sodré

A Parlamento chegou à Rua da Boavista em 2023. Passados três anos, o amor a esta artéria lisboeta, a meio caminho entre Santos e o Cais do Sodré, é tal que resolveu abrir uma segunda loja, a apenas alguns metros de distância. O portfólio de marcas cresceu, a carteira de clientes também e a rua está, na verdade, a transformar-se num centro comercial a céu aberto. A curadoria salta logo à vista. Um rol de marcas contemporâneas, com foco na moda feminina, e uma montra de acessórios igualmente generosa, com especial destaque para a joalharia, para não falar da zona dedicada à perfumaria, cheia de boas experiências olfactivas.

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  • Lojas de segunda mão
  • Lisboa

Saiu a Moss Vintage, uma loja de roupa e acessórios em segunda mão que tinha inaugurado neste mesmo espaço em 2025, e entrou a The Wardrobe. Por detrás do projecto estão Lazzinnaro Valerio e Vladyslav Bryk, dois jovens apaixonados pela moda de outros tempos que uniram os seus projectos e criaram um espaço onde convivem diferentes décadas, estilos e designers. Valerio mantém o foco na moda masculina e em marcas e designers italianos, como a Stone Island. São sobretudo peças dos anos 90, muitas vezes com materiais inovadores para a época. Bryk também é ucraniano, mas as peças que colecciona são diferentes. Pela loja encontramos achados de designers bem conhecidos – Jean Paul Gaultier, Alexander McQueen, Ann Demeulemeester, Vivienne Westwood e ainda uma generosa selecção de criadores japoneses, entre eles Yohji Yamamoto, Issey Miyake e Junya Watanabe.

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  • Avenida da Liberdade

Localizada na Avenida da Liberdade, a primeira loja da histórica marca alemã Leica em Lisboa é muito mais do que um ponto de venda de equipamento fotográfico de alta gama. O espaço estende-se por dois pisos e assume-se como um autêntico refúgio e ponto de encontro para entusiastas, amadores e profissionais da imagem, integrando uma secção dedicada a câmeras em segunda mão (pre-owned), uma sala de projecções e uma mezzanine com uma galeria de fotografia e programação artística regular.

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  • Roupa interior e fatos de banho
  • Chiado/Cais do Sodré

Depois de mais de uma década no palacete Ribeiro da Cunha – aka galeria comercial Embaixada – a Latitid abriu a primeira loja de rua em Lisboa. A marca portuguesa de swimwear das irmãs Inês e Marta Fonseca não foi para longe: continua no Príncipe Real e partilha o novo espaço com a Hirundo. O espaço cheio de luz natural tem como elemento principal uma plataforma em forma de onda, forrada com azulejos brancos, que convida a percorrer o espaço de 120 metros quadrados até ao fundo, onde ficam os provadores. Pelo caminho há espelhos, molduras, baús, um balcão redondo, e, claro, muitos biquínis, fatos de banho, vestidos de praia e conjuntos de fitness a baloiçar em cabides pretos. A mezzanine, com a parede forrada de azulejos amarelos, ficou para a também 100% nacional Hirundo e para os seus ténis brancos de sola verde, azul, vermelha, roxa e por aí fora.

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  • Roupa interior e fatos de banho
  • Campo de Ourique

As montras com manequins decorados com flores secas e tiradas como “It’s bloody normal” convidam a atravessar a porta cor-de-rosa sem medos. Lá dentro, a roupa interior menstrual da marca portuguesa fundada por Catarina Barreiros e as irmãs Cristina e Patrícia Faria tem duas vezes mais espaço para brilhar do que na loja anterior. O tapete confortável, os candeeiros de casa e o provador espaçoso foram todos pensados para a experiência ser o mais humana possível. Os tamanhos vão do XS ao XL (alguns modelos existem até em XXS e XXL) e prometem agradar a diferentes gostos, idades, alturas, pesos e curvas. Às cuecas e sutiãs com e sem rendas, em preto, rosa, latte ou mocha, mais ou menos decotados (e, assim, com mais ou menos capacidade de absorção, que vai de um penso diário a quatro tampões), junta-se a colecção de swimwear, com fatos-de-banho e biquínis com uma tecnologia absorvente, impermeável e que garante que as peças não ganham volume na água. 

  • Coisas para fazer
  • Lisboa

Eram quase quatro da manhã em Paris quando Alexis Augusto decidiu que ia mudar-se para Lisboa, onde já não vivia desde a adolescência. Começou à procura de lojas na capital portuguesa e encontrou uma “raridade” na Calçada de Sant’Ana, onde decidiu inaugurar o primeiro espaço da Rest in Peace, RIP para as amigas. A especialidade da editora e livraria – que existe desde 2023 de forma itinerante – são publicações ácidas, eróticas, punk e queer, como Women de Nadia Lee Cohen, Public Body de Marina Abramović ou Vampires in Space de Isadora Neves Marques.

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  • Joalharia
  • Baixa Pombalina

A marca portuguesa continua determinada em recuperar velhos estabelecimentos lisboetas, dando-lhes nova vida, mas também um novo brilho. Na Baixa Pombalina, reabriu portas uma casa histórica, do século XIX, em tempos responsável por servir a Casa Real Portuguesa. A loja do mestre gravador acabaria por fechar portas em 2025. No ano seguinte, a Portugal Jewels reabriu o espaço, com a assinatura de Ricardo Preto. A fachada mantém-se intacta. No interior, encontramos elementos portugueses como a Chita de Alcobaça, pratos a faiança Ratinho, cestaria feita à mão e mobiliário restaurado.

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  • Lojas de segunda mão
  • Chiado/Cais do Sodré

Pedro Leote é já um velho conhecido de quem acompanha de perto o roteiro vintage lisboeta. É que estamos perante um aplicado coleccionador de óculos, cujo acervo conta com centenas de exemplares. Depois ter passado os últimos anos num showroom à porta fechada, a Wide Shades ganhou uma loja num dos eixos de compras mais apetecíveis da cidade. Lá dentro, encontra centenas de óculos, uns mais especiais do que outros e com preços que começam nos dois dígitos. Os anos 2000 são a década de ouro. Quem não se lembra das lentes futuristas da Dior ou das pequenas lentes rectangulares que fizeram furor na época. Encontra ambas nestes expositores e com várias opções de marcas. A loja também alberga uma selecção de peças de roupa, especialmente focada em workwear.

Às compras em Lisboa

  • Compras
  • Música e entretenimento

Tal como acontece com a moda de outros tempos, não é só uma questão de nostalgia. De facto, o som do Spotify ou de uma pequena coluna sem fios não nos transporta para dentro da música como faz um gira-discos. É por isso, e porque as capas dos LPs enchem o olho, que há quem se mantenha fiel ao vinil. Lisboa tem várias lojas e o nosso roteiro é extenso, do rock à electrónica, passando pelas músicas do mundo e indie.

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