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Gabriell Vieira

As novas lojas em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Se perdeu o rasto às inaugurações, fizemos-lhe uma lista das lojas que abriram portas nos últimos meses em Lisboa.

Mauro Gonçalves
Escrito por
Mauro Gonçalves
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Reunimos as novas lojas que abriram nos últimos meses para que não perca o fio à meada na hora de renovar o armário, de repensar a decoração da sala ou até mesmo de pensar numa mudança de visual. Há espaços que dão nova vida aos bairros e outras que vão buscar inspiração ao outro lado do mundo ou a outras épocas. Mesmo para aqueles que se preocupam com a sustentabilidade, há sítios à espera de visita. As lojas abriram e nós registámos. Agora é só definir o orçamento e fazer a lista de compras, ou simplesmente deixar-se levar por este roteiro de novidades.

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Novas lojas em Lisboa

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  • Estrela/Lapa/Santos

Em Santos, a nova paragem é mais do que mais um ponto de venda. Em vez das linhas de mobiliário e da natural vocação para os projectos de interiores, as pequenas peças de design e os acessórios cheios de pinta são a especialidade. Uma ideia há muito na gaveta, que a pandemia adiou mas não por muito tempo. Na LDV Santos, as peças de grande escala dão lugar a candeeiros, pequenos electrodomésticos, peças em cerâmica e estacionário, entre outros acessórios apetecíveis. O segredo está na curadoria, que privilegia função e originalidade.

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  • Lisboa

Da união de esforços e vontades de Catarina Portas, a fundadora d'A Vida Portuguesa, e de Filipa Belo, mentora da plataforma Portugal Manual, nasce o Depozito. Dentro desta loja-armazém, encontram-se dezenas de marcas e autores portugueses, uma curadoria dividida entre o velho e o novo artesanato, em que ambos dialogam e se complementam. Dos mestres de olaria alentejanos aos novos talentos da joalharia contemporânea portuguesa, dos trajes da Nazaré às pequenas marcas que dão cartas no estacionário, há muitos produtos para descobrir e até um pequeno café para quem precisar de uma pausa entre compras.

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  • Avenida da Liberdade
  • preço 3 de 4

Lembra-se da antiga loja da Loewe no edifício do hotel Tivoli? Nada a ver. A marca espanhola reforçou a presença em Lisboa com a abertura de um novo espaço, muito maior e luminoso, e no qual apresenta uma atmosfera bem mais rica e diversa do que uma mera loja de roupa. Os interesses do director criativo, Jonathan Anderson, no mundos das artes e do artesanato ditaram a escolha de obras assinadas por artistas de várias nacionalidades, de elementos das artes decorativos e de peças de design contemporâneo. Nos expositores, encontram-se as diferentes linhas da marca, incluindo marroquinaria, joalharia e fragrâncias para a casa. Tudo isto na Casa Loewe, um espaço onde arte e moda se fundem. 

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  • Chiado/Cais do Sodré

Depois de um showroom com atendimento por marcação, a marca portuguesa abriu a primeira loja. O Príncipe Real foi o bairro escolhido. No interior, o cenário branco faz brilhar o portfólio da Lachoix — dos loafers em pêlo aos slip-on de veludo, sem esquecer os clássicos "Tomboy". No futuro, o mesmo espaço irá servir de montra a outras marcas portuguesas, mas também ao trabalho de artistas plásticos emergentes.

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  • Avenidas Novas

Três anos depois da abertura da primeira loja, no bairro dos Anjos, os irmãos Tomás e Tiago Marques afastaram-se uns bons metros e abriram um segundo espaço. O Armazém das Malhas tem agora uma porta virada para o Jardim do Arco do Cego. Tudo aqui é feito em Portugal: camisolas, casacos, pulôveres, meias, cachecóis e mantas, ou seja, presentes de Natal para todos os gostos e carteiras. O Armazém das Malhas é uma casa de clássicos, se bem que nos expositores já espreitam as últimas novidades de 2021. São hoodies de malha, um novo modelo de camisola de efeito espinhado e os torcidos que vão sempre bem nesta altura do ano.

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  • Grande Lisboa

A estética em tons pastel, o aroma a talco, as texturas têxteis, a fruta desidratada à mão de semear, a música ambiente e – para absoluto gáudio dos mais novos – o playground estratégico. Na Kids R, em Odivelas, as famílias são convidadas a fazer uso do máximo de sentidos possível. “A ideia é orientar a jornada do cliente através da visão, do olfacto, do tacto, do paladar e da audição, numa experiência interactiva e positiva”, diz à Time Out Lisboa Susana Alvarinho, o rosto por trás desta nova concept store de decoração e design infantil. Entre a oferta de diferentes marcas de autor, como a portuguesa Mrs Ertha e a dinamarquesa Maileg, sobressaem os artigos feitos em madeira, do mobiliário minimalista aos brinquedos didácticos, como equipamentos de ginástica inspirados na natureza.

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  • Grande Lisboa

Os aficionados da decoração e dos pequenos makeovers domésticos têm mais um parque de diversões, onde vão querer passar horas a fio. Chama-se Maisons du Monde e abriu uma loja em Alfragide — a primeira na grande Lisboa e terceira em solo nacional. As inspirações chegam de muitas latitudes. Dos interiores nórdicos às texturas e cores neutras do Sul de França, passando por uma paleta de tons naturais com origem na Cidade do Cabo e pela atmosfera quente e envolvente de Istambul, é somar carimbos no passaporte.

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  • Cascais

 A marca de cerâmica de Inês São Pedro vivia no digital há mais de dois anos e queria um espaço para se mostrar ao vivo e a cores, fazendo-se acompanhar de outras peças para a mesa de refeição perfeita. Em Monte Estoril, brilham as cerâmicas orgânicas, minimalistas e em tons neutros da San Pi. Mas não só: Inês quis juntar às suas peças outras para compor uma mesa inteira, sendo possível comprar, por exemplo, os guardanapos da portuguesa Bicla, que usa excedentes e desperdício têxtil para fazer guardanapos, ou as colheres de madeira de um pequeno produtor local da Zambujeira do Mar, na Costa Vicentina. Há ainda uma estante reservada a um artista convidado (aquando da nossa visita tinha peças do artista plástico Caetano de Oliveira) e muitas ideias para dinamizar o espaço.

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  • Cascais

Homy saltou da loja online dedicada à decoração e ao design para um espaço físico que dá montra às peças criativas e funcionais (quase todas portuguesas) escolhidas a dedo por Margarida Bragança. A marca nasceu há quase uma década, mas que nunca tinha tido casa própria: primeiro produzia conteúdos digitais relacionados com tendências de decoração, designers e artesãos, depois evoluiu para um marketplace agregador de dezenas de marcas portuguesas, como a Musgo, a The Red Wolf ou a mais recente Branca de Neve Home Jungle. Além de loja, a Homy também tem um espaço de galeria destinado a receber rotativamente obras de artistas plásticos.

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Durante mais de 40 anos, este foi o espaço ocupado pela emblemática Loja das Meias. Uma superfície colossal que em 2016 deixou as galerias do velho Castil parcialmente vazias para recentrar atenções na movimentada Avenida da Liberdade. Para trás ficou um pequeno centro comercial à espera de ver regressar o entra e sai de outros tempos.

Além de terem trazido as próprias marcas, Miguel Pinto e Teresa Conde Belo juntaram outros projectos a este generoso pacote de etiquetas portuguesas, uns mais conhecidos do que outros. Falamos das malas António, marca exímia no trabalho da pele, dos produtos da Antiga Barbearia de Bairro, dos bonés e t-shirts da Imago e das meias, botas e camisolas do Armazém das Malhas, um negócio lisboeta com loja própria no bairro dos Anjos.

Outros nomes soam ainda pouco familiares. É o caso da Raízes e da sua selecção de velas aromáticas, hidratantes para o corpo e óleos (e um dos best-sellers da nova loja), mas também da Tian, uma marca de óculos de sol albicastrense que chegou ao mercado no último Verão. Outro dos destaques vai para a Luê, a marca de uma jovem designer que encontrou numa fibra proveniente do ananás a matéria-prima ideal para produzir malas e bolsas.

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  • Papelarias
  • Chiado

A marca tem uma vasta legião de fãs, todos eles unidos por um apetite estético pautado por tons pastel, carinhas sorridentes, mensagens optimistas e amorosas e objectos úteis, se bem que com um ou outro detalhe absolutamente acessório. Pois bem, abriu a primeira loja da Mr. Wonderful em Portugal. Fica no quinto piso dos Armazéns do Chiado e promete responder aos mais diversos desejos de fofice. São 52 metros quadrados recheados de estacionários e acessórios vários. Agendas, blocos e cadernos, bolsas, capas e canecas, porta-chaves, canetas e postais fazem parte de um catálogo até então só disponível em superfícies multimarca e na loja online.

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  • Moda
  • Chiado/Cais do Sodré

Alexandre Guarneri conheceu Portugal há 30 anos, na mesma altura em que fundou a sua própria marca de moda e lhe deu um nome que perdura até hoje, Homecore. Disposta em dois expositores, a colecção divide-se entre as linhas masculina e feminina. No vestuário, há um tipo de minimalismo que privilegia os cortes e os materiais, e muitas das roupas são reversíveis. Mas há mais marcas para descobrir nesta loja, incluindo Veja, La Boite Concept, Cécile Mestelan, Buly ou Flores Textile Studio.

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  • Bairro Alto

Mais do que uma loja, este é um daqueles sítios onde nos podemos perder — em épocas e acabamentos, em detalhes e medidas, a visualizar como esta ou aquela peça ficariam lá em casa. Os objectos são às centenas e atravessam séculos de história. No espaço anteriormente ocupado pela República das Flores, as peças de decoração, mobiliário e luminária são a perder de vista. Há de tudo um pouco: arte sacra, móveis oitocentistas, candeeiros da década de 60, porcelanas orientais, lustres, letreiros e até um antigo posto de gasolina.

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  • Lojas vintage
  • Grande Lisboa

Nem toda a gente gosta de ter uma casa igual ao catálogo do Ikea e não há arquitectura moderna onde não encaixe que nem uma luva uma ou outra peça vintage. No Cantinho do Vintage, local de romaria de muitos lisboetas, as peças de mobiliário e os acessórios de decoração de outros tempos são a perder de vista, sobretudo agora que este projecto português ocupa um armazém com nove mil metros quadrados. Assim, é fácil perdermo-nos lá dentro.

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  • Estrela/Lapa/Santos

A vontade de reunir as novas descobertas – em áreas tão distintas como o mobiliário, a cerâmica, o têxtil, a luminária, a tapeçaria e mesmo a ilustração – num único espaço trouxe os irmãos Paz e Gonçalo Braga até ao número 23 da Avenida Infante Santo. São poucos metros quadrados recheados com o que de melhor se faz aquém-fronteiras, mas também com múltiplas possibilidades de colaborar, co-criar e firmar parcerias.

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  • Lisboa

É uma referência na produção e venda de fios para tricot em Portugal, mas não só. Na Retrosaria de Rosa Pomar, encontra também meadas importadas, livros da especialidade, vários utensílios e ainda uma seleção de tecidos portugueses criteriosamente escolhidos pela grande mestra da malha. Rosa Pomar não guarda todo este conhecimento só para si. Há uma agenda de workshops onde partilha (ou convida quem mais sabe a partilhar) saberes e técnicas em labores como o tricot, o crochet, o macramé ou mesmo a cestaria. Ao fim de mais de uma década, a Retrosaria mudou de poiso: está agora na Rua Maria Andrade, no bairro dos Anjos.

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  • Estrela/Lapa/Santos

As lojas não se medem aos palmos e a House of Curated é uma prova disso. O projeto de Catarina Justino e Miguel Marques da Costa pauta pela exclusividade, mas também pela originalidade das propostas na área da moda e do lifestyle. Da portuguesa C.R.T.D. à colaboração com a Poeira, passando por uma mão cheia de pequenas marcas independentes trazidas da América do Sul, a curadoria serve uma montra perfeita para quem procura peças singulares e para todos os bolsos.

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  • Lisboa

Esta nova morada resulta da união de esforços de duas marcas portuguesas, a B.Simple e a Maray. O resultado está à vista: uma loja, que apesar de pequena, quer tornar-se uma paragem obrigatória para quem segue no encalço de etiquetas 100% nacionais. De um lado, o guarda-roupa feminino e confortável da B.Simple. Do outro, os sapatos que não poupam na cor e nos padrões, cortesia da Maray.

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  • Cascais

Um pretexto (e de peso) para rumar a Cascais com o intuito de fazer compras. Depois de 12 anos sem qualquer ponto de venda próprio em solo português, a Osklen abriu uma nova loja na Marina de Cascais. O espaço congrega estilo e sustentabilidade, os princípios fundadores da marca fundada por Oskar Metsavaht em 1989 e conhecida por ser um dos expoentes máximos da moda minimalista brasileira. Com cerca de 70 metros quadrados, a nova loja reúne vestuário (feminino e masculino), calçado e acessórios, tudo com o selo made in Brasil.

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Depois do Príncipe Real e do Chiado, Nuno Gama leva a sua assinatura inconfundível para a zona da Estefânia onde abriu a sua mais recente loja. O Atelier Nuno Gama conta com as principais coleções do criador português. Vestuário, joalharia, sapatos e outros acessórios têm agora uma nova perspetiva sobre a cidade. E os fãs do designer que fiquem atentos – entre saldos e descontos de última hora, há sempre boas oportunidades à espreita.

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  • Chiado/Cais do Sodré

Da Calçada da Estrela, esta ceramista francesa radicada em Lisboa mudou-se para a Rua Poiais de São Bento e com ela levou as suas peças mais inconfundíveis. Pratos, taças, chávenas de café, copos, caixas e bules decoram as prateleiras – tudo é feito à mão e com detalhes gráficos que já são uma imagem de marca de Cécile Mestelan.

Mais em Lisboa

  • Miúdos

Agora, mais do que nunca, é tempo de apostar no que de melhor se faz por cá. Desde brinquedos científicos a propostas faça-você-mesmo ou peças tão bonitas que até para decoração servem, não faltam marcas portuguesas para entreter os miúdos. 

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As t-shirts têm origem nas peças interiores que se usavam por baixo de camisas e camisolas para aquecer o corpinho. Mas a t-shirt propriamente dita (a clássica branca de algodão) começou por ser usada por militares americanos a partir do início do século XX. Foi popularizada pelo cinema na década de 50, normalmente acompanhada pelos igualmente populares jeans, e ainda hoje é um básico indispensável de qualquer guarda-roupa. 

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