Coolture tours, cocheiro
DR | Visita encenada da Coolture Tours ao Museu dos Coches
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Os melhores museus para crianças em Lisboa

Quer diversão em família? Siga o nosso roteiro de museus para crianças em Lisboa. São mais que as mães e bem divertidos.

Raquel Dias da Silva
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É uma grande injustiça dizer que a palavra museu cheira a mofo. Mas se começou por arrastar os miúdos para uma exposição interminável que interessa apenas a adultos... é bem possível que o programa enfrente uma certa resistência. Não desanime. Um roteiro museológico não tem de ser um programa aborrecido, muito pelo contrário. Fomos à procura dos melhores museus para crianças em Lisboa. Para ir ao passado e ao futuro, sem sair do presente. Há museus que guardam memórias de outros tempos, outros que fazem uso da imaginação. Uns dedicam-se às pinturas, outros às instalações, por vezes interactivas, e outros ainda ao insólito. Divirtam-se! 

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Museus para crianças em Lisboa

Entre Sintra e Cascais, a Albuquerque Foundation não possui apenas um dos mais notáveis acervos de porcelana chinesa de exportação. Esta fundação no Linhó, que é também um museu de arte, abre as portas a famílias com um enorme jardim que todos podem explorar e um programa educativo pensado para todas as idades. Visitas guiadas, oficinas criativas, palestras e piqueniques no jardim fazem parte de uma proposta que alia arte, história e contacto com a natureza.  

  • Museus
  • Chiado/Cais do Sodré

Numa realidade em que a política é tão complexa, existe um espaço onde não é – A Casa do Parlamento. Mesmo à frente do Palácio de São Bento, esta instituição torna a política nacional um pouco mais fácil de entender. O Centro Interpretativo nasceu no 50.º aniversário da Revolução dos Cravos para explicar o que é a democracia e mostrar como todos nós fazemos parte dela.

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  • Museus
  • Belém

Projecto da Fundação EDP, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia já está mais do que consagrado nas iniciais MAAT. As suas formas arquitectónicas marcaram o ano de 2016 na cidade, justificando frutíferas romarias à zona de Belém, uma tendência que, de resto, está longe de abrandar. Mesmo que a sua criança ainda não tenha idade para fotografar a belíssima curva do edifício ao pôr-do-sol, não faltam ideias para aproveitar o espaço. Para eles há brincadeiras aos fins-de-semana como construir um carrinho solar ou descobrir a magia do electroíman.

  • Museus
  • Belém

No Museu de Arte Contemporânea – Centro Cultural de Belém, pode fazer uma viagem pelos principais movimentos artísticos dos séculos XX e XXI. A colecção estende-se por cerca de 1000 obras de mais de 500 artistas com Marcel Duchamp, Piet Mondrian, Francis Bacon, Andy Warhol, Sol LeWitt, Fernando Botero, Andreas Gursky entre muitos outros. Para os miúdos, há sempre oficinas para descobrirem os pequenos artistas que há em si. Há ainda jogos e actividades durante os períodos de férias escolares.

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  • Museus
  • História
  • Chiado

Não tenha medo de levar os miúdos a ver as peças que se mostram neste museu (que partilha o edifício com a Associação dos Arqueólogos Portugueses) – são deles as perguntas mais curiosas e são eles que menos incómodo revelam quando se cruzam com o ex-líbris do espaço nascido das ruínas deixadas pelo terramoto de 1755. Falamos das múmias que deram entrada na colecção em finais do século XIX, pela mão daquele que viria a ser o segundo presidente do museu, o Conde de São Januário. Mas há muito mais a descobrir, acredite: grandes achados, peças históricas e artísticas, da pré-história à época contemporânea.

  • Museus
  • Sete Rios/Praça de Espanha

Os maluquinhos do futebol (e do Benfica, em particular) encontram aqui um espaço onde aprendem sobre a história do clube e da cidade, além de podem entrar na sala das taças, cheia de pratas, galhardetes e medalhas. Sabia que em 1960 o Benfica foi campeão nacional de actividades submarinas? E que em 1918 o Benfica recebeu a visita do tenor lírico Tito Schipa? Se tivesse visitado o Museu Cosme Damião, já sabia. Há ainda filmes, jogos e actividades interactivas, da qual destacamos a atracção final: um simulador de penaltis que vale o preço do bilhete.

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  • Museus
  • Alcântara

É uma viagem imperdível à memória dos transportes públicos da cidade. Fundada em 1872, a Carris abriu este museu 127 anos depois e a colecção permanente inclui de tudo um pouco: fotografias, uniformes, títulos de transporte, equipamento oficinal, elétricos e autocarros ou documentos de interesse histórico. Para os mais pequenos, as visitas-jogo são uma forma divertida de aprender sobre o tema. Há uma visita pensada para toda a família, um género de jogo orientado por um monitor do Serviço Educativo do museu. Há ainda muitas oficinas à escolha e programas para as férias.

  • Museus
  • Chiado/Cais do Sodré

Visitar a exposição permanente é, por si só, uma viagem ao passado. Eles vão gostar de saber que havia raspas de corno entre os ingredientes da Pedra de Goa, um segredo usado pelos jesuítas no século XVII para mordeduras de serpente. E até os pais vão ficar surpreendidos com a farmácia portátil que pertenceu aos czares russos. A geringonça data de 1800, era transportada por cavalos e fazia parte da bagagem nas viagens de família. Mas o nome do museu não faz justiça a toda a sua colecção, já que visitá-lo é ficar também a conhecer a história da saúde em todo o seu esplendor e embarcar numa viagem que ultrapassa todas as fronteiras, exosfera incluída.

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  • Museus
  • Estrela/Lapa/Santos

Além de uma enorme colecção de marionetas portuguesas tradicionais, este Museu da Marioneta tem no seu acervo uma significativa colecção de marionetas do sudeste asiático, bem como outras respeitantes à ancestralidade africana e brasileira. Também há uma exposição de máscaras, da tragédia grega às danças autóctones, para ver mesmo quando não é Carnaval. E outra ainda de adereços, como a almofada da coroa ou a arca de Salomé. Para diversão a dobrar, sugerimos que espreite também a agenda de espectáculos. E prometemos que há oferta pedagógica para toda a família.

  • Museus
  • Ciência e tecnologia
  • Chiado/Cais do Sodré

No Museu das Comunicações, as visitas e actividades focam-se nos correios e nas telecomunicações, inserindo-as na História de Portugal, na ciência e na tecnologia, nas profissões, nos meios de comunicação, no património, na língua e na memória. O programa educativo propõe desde oficinas para famílias com crianças até aos 36 meses até aulas de expressão dramática. A entrada é gratuita na última quinta-feira do mês, a partir das 18.00 até às 22.00, e em dias comemorativos.

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  • Museus
  • Santa Maria Maior

Aberto ao público em Julho de 2014, resulta da transformação do anterior Museu Antoniano num novo espaço expositivo, ampliado e totalmente reformulado. O motivo de interesse não tem nada que enganar. Localizado na zona histórica da cidade, junto à Igreja de Santo António, próximo da Sé, este núcleo do Museu de Lisboa dá a conhecer a figura do Santo, com destaque para a sua relação com Lisboa, cidade onde nasceu e viveu até aos 20 anos. Para as crianças, o grande destaque está na agenda: nunca há falta de oficinas para eles, faça chuva ou faça sol.

  • Museus
  • Santa Maria Maior

Salazar é já uma figura longínqua na memória dos mais novos, mas o antigo regime, ainda do tempo dos avós, torna o Museu do Aljube, apesar de um programa pesado, uma sugestão incontornável para uma tarde de história em família. Aljube foi cadeia eclesiástica, presídio de mulheres e, a partir de 1928, destino de presos políticos e sociais. Ainda lá estão as celas exíguas e o telefone do corredor, que anunciava a chamada dos detidos para os interrogatórios da PIDE. Perante o cenário 3D de uma reunião política clandestina, os miúdos mais curiosos vão querer saber porque havia uma máquina de escrever protegida por uma espécie de caixa de madeira em toda a volta. Resposta: servia para redigir os panfletos da propaganda comunista e a protecção confirma o secretismo que rodeava o momento... Era preciso abafar o som das teclas.

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  • Museus
  • Baixa Pombalina

O museu dedica-se ao dinheiro, mas não lhe pede nem um cêntimo para entrar. Começou por ser a Igreja de São Julião (em finais do século XVIII) e depois caixa forte e estacionamento do Banco de Portugal. Até que em 2007 se decide devover-lhe alguma dignidade. Inaugurado em 2016 e com uma forte aposta na interactividade, aqui é possível percorrer a história do dinheiro e a sua relação com a sociedade e ainda aceder ao Núcleo de Interpretação da Muralha D. Dinis, contruída no século XIII. Pode também cunhar uma moeda à sua imagem e tocar numa barra de ouro de 12kg. De vez em quando, ao fim-de-semana, há actividades para famílias. Fique atendo à agenda.

  • Museus
  • Estrela/Lapa/Santos

A relação entre o Ocidente e o Oriente conta-se neste museu através de peças sumptuosas que remontam às explorações marítimas portuguesas, mas também de algumas raridades curiosas, como o chapéu Namban, uma peça de papel e laca que os japoneses inventaram inspirada no modelo de abas dos portugueses. Aos domingos, é servido um menu especial de almoço em família. Comece já a planear o próximo fim-de-semana com um programa diferente. Depois de almoço, aproveite para dar uma espreitadela nas exposições permanentes. Mas não se esqueça de espreitar a agenda de actividades e workshops: as crianças estão sempre bem servidas com ideias do outro mundo, que vão do desenho à dança, da música às manualidades.

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  • Atracções
  • São Sebastião

Na Gulbenkian, há muito mais para entusiasmar os miúdos do que os jardins, os patos ou os gelados. Ao longo do ano, o museu – que reabriu em Julho de 2026 depois de um projecto de renovação que durou mais de um ano – organiza oficinas de desenho, experiências sensoriais e actividades que incentivam as crianças a pensar, criar e explorar. Há também concertos pensados para os mais novos, que ligam música e imaginação, e programas educativos que desafiam a curiosidade desde cedo. Pode visitar a agenda desta instituição e rapidamente descobrir todas as actividades dedicadas aos jovens. Ah, e não sabe o que lhes fazer nas férias? As propostas da Gulbenkian são sempre incrívreis. 

  • Museus
  • História natural
  • Princípe Real

É o sítio ideal para explorar a evolução das espécies e ficar a saber mais sobre o reino animal e sobre o mundo vegetal em destaque no Jardim Botânico. Há ateliers, visitas, sessões de planetário e muitas outras actividades para fazer em família, quer no museu quer nos jardins. Da demonstração de jogos e desafios matemáticos à descoberta da diversidade de plantas e de animais das áreas protegidas de Portugal, as crianças podem aprender enquanto se divertem. No Príncipe Real, o edifício principal (classificado como Imóvel de Interesse Público), o Laboratorio Chimico, o Observatório Astronómico e o Jardim Botânico (Monumento Nacional desde 2010) são oitocentistas e o Real Picadeiro, também classificado, é de 1761. Os 250 anos de actividade científica (desde o tempo em que era Real Museu...) traduzem-se nos mais de três milhões de objectos que constituem as colecções do museu.

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  • Museus
  • Belém

É uma colecção única no mundo e respira melhor desde que em 2015 passou para um novo edifício na Avenida da Índia, a poucos metros do antigo Picadeiro Real, a primeira morada dos coches a partir de 1905, onde ainda existe um núcleo expositivo. Os miúdos vão delirar com o tempo em que se circulava sem cinto de segurança (e quem sabe brincar aos príncipes e às princesas). O primeiro coche a entrar no novo museu foi o Landau do Regicídio, talvez o mais icónico da colecção composta por viaturas de gala e de passeio dos séculos XVI a XIX, provenientes da Casa Real Portuguesa, Igreja e colecções particulares. Dentro do museu, tem ainda à disposição sete ecrãs interactivos, 11 ecrãs passivos e duas grandes projecções que completam a informação sobre a colecção. Vale a pena estar atento às visitas encenadas, uma forma bem divertida de viajar até ao passado. 

  • Museus
  • Ciência e tecnologia
  • Parque das Nações

É um daqueles casos em que se inverte a ordem dos factores: é, primeiro que tudo, fascinante para miúdos; depois corre o risco de ser surpreendente também para os adultos. O Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva é um museu de ciência nascido em 1999 no Pavilhão do Conhecimento dos Mares da Expo 98. O edifício foi desenhado pelo arquitecto Carrilho da Graça e acolhe uma exposição permanente, várias exposições temporárias e um sem-fim de actividades que os mais novos vão adorar.

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Minutos antes de a terra tremer, sente-se a tensão. O Quake – Centro do Terramoto de Lisboa recria o impacto do sismo de 1755 numa experiência sensorial e imersiva, onde história, ciência, arquitectura e política se cruzam. Pensado para todas as idades, é especialmente eficaz com crianças e jovens curiosos, que aqui aprendem sobre riscos sísmicos, mas também sobre o passado de Lisboa, de forma envolvente e pedagógica. A entrada faz-se por grupos a cada dez minutos e as salas estão recheadas de efeitos especiais, tecnologia 4D e estações interactivas. A tecnologia do novo espaço tem o dedo da experiente empresa holandesa Jora Vision, que tem na carteira de clientes nomes como a Disney ou a LEGO. Na equipa trabalham pessoas de cerca de 20 nacionalidades.

Mais programas para fazer com crianças

  • Miúdos

O que não falta em Lisboa são coisas para fazer com crianças, grandes e pequenas, dentro e fora de portas. Para aproveitar os tempos livres da melhor maneira, reunimos mais de duas mãos cheias de sugestões, desde espectáculos de teatro até oficinas criativas, passeios ao ar livre e exposições mais ou menos imersivas e interactivas.

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