Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães e bem divertidos

A experiência pode garantir diversão a dobrar – para os adultos e para os mais novos. Basta seguir o nosso roteiro de museus para crianças em Lisboa
Actividades para crianças no Museu Berado
©Museu Berardo Museu Colecção Berardo
Por Editores da Time Out Lisboa |
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É uma grande injustiça dizer que a palavra museu cheira a mofo. Mas se começou por arrastar os miúdos para uma exposição interminável que só interessou aos pais... é bem possível que o programa enfrente alguma resistência. Não desanime. Fomos à procura dos melhores museus para crianças em Lisboa. Para ir ao passado e ao futuro, sem sair do presente. Se preferir também lhes pode dar a conhecer os cinco museus mais estranhos de Lisboa.

Exposição Risco no Pavilhão do Conhecimento ( 2016)
©DR
Museus, Ciência e tecnologia

Pavilhão do Conhecimento

icon-location-pin Parque das Nações

É um daqueles casos em que se inverte a ordem dos factores: é, primeiro que tudo, fascinante para miúdos; depois corre o risco de ser surpreendente também para os adultos. O Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva é o museu de ciência nascido em 1999 no Pavilhão do Conhecimento dos Mares da Expo 98. O edifício foi desenhado pelo arquitecto Carrilho da Graça e acolhe uma exposição permanente, várias exposições temporárias simultâneas, e um sem-fim de actividades que eles vão adorar. Toca a saber tudo sobre morcegos, o impacto do plástico ou uma cozinha que mais parece um laboratório. 

newsmuseum
Fotografia: Ana Luzia
Coisas para fazer

NewsMuseum

icon-location-pin Sintra

No Newsmuseum há ecrãs gigantes para tocar e estúdios de rádio e televisão (com teleponto) onde se pode ser pivô e registar a gravação para levar para casa. O espaço inaugurou no dia 25 de Abril de 2016, a assinalar a Revolução dos Cravos. Esse é, aliás, um dos temas de reportagem que eles podem escolher logo à entrada para noticiar. Um alerta: não lhes vista roupa verde. É a cor de fundo na parede e isso tem uma razão de ser: permitir a sobreposição da figura da criança sobre imagens reais do acontecimento, a fingir um directo. A brincadeira repete-se no piso de cima, dentro de um estúdio de rádio, com um texto que começa com a frase: “Aqui, posto de Comando das Forças Armadas”, replicando o primeiro comunicado dos militares, lido por Joaquim Furtado em 1974. Mas até lá chegar há muito para ver nas salas temáticas dedicadas ao jornalismo de guerra ou aos duelos de opinião. Mais especificamente 16 horas de conteúdos. Este é sobretudo um espaço interactivo, bem ao gosto dos miúdos. 150 anos de história mediática de Portugal são resumidos num filme de nove minutos que passa num ecrã gigante com 67 m2.

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Casa do Futuro
©Museu das Comunicações
Museus, Ciência e tecnologia

Museu das Comunicações

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

A exposição permanente chama-se Casa do Futuro e é mesmo uma casa, com porta, cozinha e sala de jantar. Só que especial: a aplicação da robótica às exigências do lar – que se chama domótica – faz com que tudo aqui seja controlável a partir do exterior. Os miúdos podem imaginar-se de férias do outro lado do mundo, ao mesmo tempo que acendem as luzes ou mexem nas persianas na sua casa. Lá dentro, a mesa da sala tem um ecrã led que permite mudar a cor do tampo, o frigorífico lê códigos de barras para não deixar nada estragar-se e os armários abrem-se com cartões magnéticos. No fim desta viagem ao futuro, eles vão gostar de perceber o caminho percorrido até lá, desde os meios de comunicação mais antigos, como o excêntrico telégrafo. Aos sábados há workshops que incluem oficinas de televisão e espionagem com walkie-talkies.

MAAT
Fotografia: Arlindo Camacho
Museus

MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

icon-location-pin Belém

Projecto da Fundação EDP, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia já está mais do que consagrado nas iniciais MAAT. As suas formas arquitectónicas marcaram o ano de 2016 na cidade, justificando frutíferas romarias à zona de Belém, uma tendência que, de resto, está longe de abrandar. Mesmo que a sua criança ainda não tenha idade para fotografar a belíssima curva do edifício ao pôr-do-sol, não faltam ideias para aproveitar o espaço. Sem ideias para um aniversário? À procura de uma oficina criativa? Não procure mais. Aqui aprende-se a fazer carrinhos solares ou eléctricos e a ocupar as férias com livros mágicos. 

 

Actividades para crianças no Museu Berado
©Museu Berardo
Museus

Museu Colecção Berardo

icon-location-pin Belém

Não é difícil fazer da visita ao museu um momento divertido só com comentários bem-humorados sobre a arte do século XX. Até a Matemática é bem-vinda, se quiser pôr os miúdos a calcular o peso da obra mais valiosa no valor total da colecção, que vale 316 milhões de euros – o quadro de Picasso Femme dans un fauteuil (métamorphose), de 1929, avaliado em 18 milhões. Se falta imaginação aos pais, o melhor é deixá-los descobrir o museu por si, numa das actividades previstas, como as oficinas de magia, que ajudam a revelar os segredos das formas e cores das obras do Museu Berardo.

Oficina Uopia no Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian
©Maria Remédio
Museus

Museu Calouste Gulbenkian

icon-location-pin São Sebastião

Os jardins valem a pena, mas já não é só a morada que une o CAM ao Museu da Fundação Calouste Gulbenkian. Penelope Curtis assumiu a direcção conjunta das instituições e isso sente-se, com um programa cheio a cruzar os dois acervos. Para famílias, a agenda encontra-se carregada aos fins-de-semana (atenção às inscrições, que costumam esgotar cedo): há concertos comentados, visitas às exposições que são jogos de mistério para descobrir quem está ali desenhado, actividades de botânica e urban scketchers no jardim.

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Museu Nacional da História Natural e da Ciência
©Museu Nacional da História Natural e da Ciência
Museus, História natural

Museu Nacional de História Natural e da Ciência

icon-location-pin Princípe Real

É o sítio ideal para explorar a evolução das espécies e ficar a saber mais sobre o reino animal e sobre o mundo vegetal, em destaque no Jardim Botânico. E porque o conhecimento não vem só do que se lê, nem mesmo de visitas guiadas (que também há), vale a pena espreitar a agenda do museu que também inclui festas e workshops.

Museu do dinheiro
Fotografia: Arlindo Camacho
Museus

Museu do Dinheiro

icon-location-pin Baixa Pombalina

O museu dedica-se ao dinheiro, mas não lhe pede nem um cêntimo para entrar. E sendo o vil metal um tema sempre presente, nada como aprofundá-lo para que eles aprendam a dar-lhe valor. O espaço começou por ser a Igreja de São Julião (em finais do século XVIII) e depois caixa forte e estacionamento do Banco de Portugal. Até que em 2007 se decidiu devolver-lhe alguma dignidade. Inaugurado em 2016 e com uma forte aposta na interactividade, aqui é possível percorrer a história do dinheiro e a sua relação com a sociedade e ainda aceder ao Núcleo de Interpretação da Muralha D. Dinis, construída no século XIII. Pode também cunhar uma moeda à sua imagem e tocar numa barra de ouro de 12 kg.

Museu do Oriente
©Museu do Oriente
Museus

Museu do Oriente

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Os pais adoram brunches, mas estão sempre a adiar por causa dos miúdos? Arranquem já no próximo domingo para o Museu do Oriente, com vista para o rio, onde eles são muito bem-vindos. Os sábados também são animados, com oficinas a cruzar as duas culturas, do Ocidente e do Oriente, e temas que passam pelos rituais sagrados, os hábitos à mesa e muitas histórias de países e pessoas, às vezes contadas de forma inusitada, como a partir dos formatos dos chapéus. O passado dos Descobrimentos mostra-se na exposição permanente. Quando chegarem a casa, eles vão ter muitas perguntas difíceis para lhe fazer.

Mosteiro dos Jerónimos
Fotografia: Arlindo Camacho
Museus

Museu Nacional de Arqueologia

icon-location-pin Belém

Alberga uma múmia famosa e não é só por ter mais de 2000 anos. O único caso conhecido em todo o mundo de uma múmia a que foi diagnosticado cancro na próstata (uma descoberta feita em 2011) faz parte da colecção deste museu, instalado no Mosteiro dos Jerónimos. E é também bom saber que os guerreiros galaico-lusitanos de granito, à entrada, datam do século I d.C. e são tesouro nacional. Mas há mais para ver: máscaras funerárias, esfinges egípcias e achados nacionais de ourivesaria, numismática, vidro e escultura. Em dias especiais, há actividades também para famílias. Fique atento ao site para saber quais.

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Museu da Farmácia
Fotografia:Ana Luzia
Museus

Museu da Farmácia

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

A agenda de actividades está cheia de opções para escolas. Há ateliês onde se aprende a fazer champô e uma aula de aprendiz de feiticeiro – pode dar-lhes o recado para levar ao professor. Visitar a exposição é, por si só, uma viagem ao passado. Eles vão gostar de saber que havia raspas de corno entre os ingredientes da Pedra de Goa, um segredo usado pelos jesuítas no século XVII para mordeduras de serpente. E até os pais vão ficar surpreendidos com a farmácia portátil que pertenceu aos czares russos. A geringonça data de 1800, era transportada por cavalos e fazia parte da bagagem nas viagens de família.

Museu nacional dos coches
©MNCoches
Museus

Museu Nacional dos Coches

icon-location-pin Belém

É uma colecção única no mundo e agora respira melhor desde que em 2015 passou para um novo edifício na Avenida da Índia, a poucos metros do antigo Picadeiro Real, a primeira morada dos coches a partir de 1905, onde ainda existe um núcleo expositivo. Os miúdos vão adorar descobrir que havia um tempo em que se circulava sem cinto de segurança (e quem sabe brincar aos príncipes e às princesas). O primeiro coche a entrar no novo museu foi o Landau do Regicídio, talvez o mais icónico da colecção composta por viaturas de gala e de passeio dos séculos XVI a XIX, provenientes da Casa Real Portuguesa, Igreja e colecções particulares.

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Museus

Museu de Lisboa - Palácio Pimenta

icon-location-pin Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Este antigo palácio e antigo Museu da Cidade de veraneio é o núcleo-sede dos cinco núcleos do novo museu (Palácio Pimenta, Teatro Romano, Santo António, Torreão Poente e Casa dos Bicos) criados em 2015. A exposição permamente mostra a evolução de Lisboa, desde a pré-história até ao início do séc. XX. Para os miúdos há reconstituições históricas, oficinas de expressão plástica e workshops.

A Time Out diz
museu do aljube, lisboa
©José Frade
Museus

Museu do Aljube

icon-location-pin Santa Maria Maior

Salazar é já uma figura longínqua na memória dos mais novos, mas a história do antigo regime, ainda do tempo dos avós, faz parte das memórias dos pais, o que torna o Museu do Aljube, apesar de um programa pesado, uma boa sugestão para uma tarde de história em família. Aljube foi cadeia eclesiástica, presídio de mulheres e, a partir de 1928, destino de presos políticos e sociais. Ainda lá estão as celas exíguas, de um metro por dois, e o telefone do corredor, que anunciava a chamada dos detidos para os interrogatórios da PIDE. Perante o cenário 3D de uma reunião política clandestina, os miúdos mais curiosos vão ainda querer saber porque havia uma máquina de escrever protegida por uma espécie de caixa de madeira em toda a volta. Servia para redigir os panfletos da propaganda comunista e a protecção confirma o secretismo que rodeava o momento: era preciso abafar o som das teclas.

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Museus

Central Tejo

icon-location-pin Belém

Integrada no MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, a antiga termoelétrica primeiro iluminou a Avenida da Liberdade e a Avenida 24 de Julho. Depois electrificou toda a cidade, e se fosse preciso voltaria a funcionar. Hoje é possível percorrer todos os espaços que estavam fechados graças ao percurso "Circuito Central Elétrica", visitas guiadas que acontecem no primeiro domingo de cada mês, pelas 16.00. Aviso: se for fazer o percurso não leve saltos altos. Nem as vertigens.

Mais programas para fazer com crianças

Rua das lisboa com movimento
Fotografia: Arlindo Camacho
Miúdos

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parque da serafina
Fotografia: Manuel Manso
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