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© DR: Denise Jans/Unsplash

As peças de teatro (e não só) que tem de ver nos próximos meses

A agenda de artes performativas em Lisboa está cheia de bons motivos para fazer do palco a sua segunda casa nos próximos tempos.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Raquel Dias da Silva
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Não tenha dúvidas: a agenda da cidade está cheia de peças apetecíveis que surgem tanto pela mão de companhias já com provas dadas como à boleia de novos talentos. Para não ficar perdido no meio de tanta oferta, fomos à procura das peças de teatro e de muitos outros espectáculos performativos, desde dança a comédia, que não deve mesmo perder nos próximos meses em Lisboa. Alguns ficam apenas alguns dias em cena, outros esgotam num ápice. O que fazer? Apontar na agenda, comprar o bilhete e garantir o lugar. 

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As peças de teatro (e não só) que tem de ver

  • Teatro
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Com texto e encenação de Alice Azevedo, que também sobe a palco, juntamente com Teresa Coutinho e Cristina Carvalhal, este espectáculo parte de um artigo homónimo, publicado na primeira edição da revista lésbica Lilás, em 1993. Em palco, três lésbicas entram num bar, mas uma não gosta de lá estar, porque não acredita em rótulos. É o mote perfeito para fazer uma viagem pela literatura lésbica e traçar uma história sobre as palavras que foram descrevendo ou prescrevendo o que eram certas pessoas, comunidades e práticas.

Teatro do Bairro Alto. 21-24 Fev, Qua-Sáb 19.30. 12€

  • Teatro
  • Avenidas Novas

As criações de Victor de Oliveira estão intimamente ligadas à história colonial do seu país, Moçambique. Neste espectáculo, que parte da adaptação do romance As Areias do Imperador, de Mia Couto, o dramaturgo e encenador prossegue o seu caminho em torno das relações entre a Europa e África. Transportando a plateia para o fim do século XIX, no meio dos processos de ocupação e colonização, durante os quais o imperador Ngungunhane se opõe aos avanços das tropas portuguesas, 15 vozes de Moçambique, Portugal e França contam uma história de amor impossível: Germano, um soldado português, e Imani, uma intérprete moçambicana, apaixonam-se perdidamente.

Culturgest (Lisboa). 20-23 Mar, Qua-Sáb 20.00.14€

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  • Teatro
  • Avenidas Novas

Em estreia nacional, a nova peça de Tiago Rodrigues procura resgatar a experiência de profissionais humanitários para falar das suas vivências em condições limite. Como administrar um campo de refugiados? Como lidar com as escolhas de vida ou morte? Como continuar quando sabem que não vão mudar o mundo? São as grandes questões colocadas pelo texto, elaborado a partir de entrevistas com trabalhadores das associações de ajuda humanitária do Comité Internacional da Cruz Vermelha e dos Médicos Sem Fronteiras

Culturgest. 17-25 Abr, Ter-Sáb 21.00, Dom 17.00. 20€

  • Teatro
  • Belém

Esta é a primeira de duas criações que compõem Díptico, um projecto que resulta do encontro entre a encenadora Zia Soares e a escritora Djaimilia Pereira de Almeida. Partindo de uma leitura livre de Voyage of the Sable Venus and Other Poems, da poeta americana Robin Coste Lewis, e do arquivo fotográfico de Alberto Henschel, explora-se a natureza da relação entre a superfície do corpo e aquilo que sobre ele somos capazes de dizer. Em palco, com Filipa Bossuet e Sara Fonseca da Graça, o artista visual Kiluanji Kia Henda intervém com a instalação de possíveis direcções para o conflito entre o corpo e os modos mais ou menos opressivos de o representar.

Centro Cultural de Belém. 24-26 Mai, Sex 21.00, Sáb-Dom 19.00. 10€-15€

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  • Teatro
  • Chiado

A convite da Arts Over Borders, líder irlandês do projecto Ulisses: uma odisseia europeia, Marco Martins baseia-se em Ulisses, de James Joyce, e no que acontece em 24 horas a um herói do dia-a-dia, para celebrar o quotidiano e os pensamentos que preenchem continuamente a mente humana. Para isso, o encenador volta a trabalhar com um elenco não profissional para criar uma peça que parte das circunstâncias e experiências de um grupo de jovens acolhidos institucionalmente. A história debruça-se sobre o que significa ser novo e ser velho.

São Luiz Teatro Municipal. 8-16 Jun, Qui-Sáb 20.00, Dom 17.30. 12€

  • Teatro
  • Santa Maria Maior

Laura Alves (1921-1986) foi uma estrela em vários filmes e palcos, do teatro e da revista, do Politeama, onde se estreou, ao Teatro Nacional Dona Maria II. Agora, Filipe La Féria presta homenagem à actriz com um novo musical, que se foca nos acontecimentos mais importantes da sua vida e da história do país desde o final da Primeira República até à viragem para o século XXI. O elenco inclui um corpo de baile, coreografado por Marco Mercier, e uma orquestra, dirigida por Miguel Teixeira.

Teatro Politeama. Até 30 Jun, Qua-Qui 21.00, Sex-Sáb 17.00/ 21.00, Dom 17.00. 10€-35€

Mais artes dentro e fora de portas

  • Coisas para fazer

“A Cidade da BD”, como se tem afirmado em Portugal e como confirma a parede de um túnel a caminho do Fórum Luís de Camões, é uma referência da expressão artística no espaço público e na cultura urbana da Grande Lisboa. Na rota da arte pública, contam-se mais de uma centena de murais, graças sobretudo ao projecto “Conversas na Rua”, organizado pelo município desde 2015, que promove todos os anos várias intervenções artísticas, em articulação com o património e a paisagem urbana da cidade. Entre as diferentes propostas visuais, encontramos obras de artistas como Odeith, Akacorleone, Vile e Smile. Pode vê-las num acervo virtual ou aproveitar para programar um passeio em família com este roteiro de arte urbana na Amadora, onde procurámos reunir alguns dos mais bonitos ou surpreendentes graffitis.

Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

  • Arte

A agenda cultural em Lisboa continua sem dar sinais de abrandar. Com tantas galerias e museus, às vezes até ao ar livre, é quase impossível não ter o que ver. Nos próximos tempos, há uma série de exposições que merecem o seu olhar atento. Artes plásticas ou exposições documentais? Prefere pintura, desenho ou fotografia? O que se está a fazer de novo? Ou o que faz furor são retrospectivas de artistas de nome consolidado? Não há desculpa para não ir ver o que Lisboa tem para oferecer – até porque pode visitar boa parte das exposições sem gastar um cêntimo. Não acredita? Ora, espreite.

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