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As peças de teatro que tem de ver nos próximos meses

A agenda do teatro em Lisboa está cheia de bons motivos para fazer da cena a sua segunda casa nos próximos tempos. Saiba o que não pode perder

Timão de Atenas
José Caldeira
Por Miguel Branco |
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Assim como as férias dos políticos e as compras do regresso às aulas, há tradições que são para manter. Setembro já cruzou a porta do quintal e com ele voltam os teatros e as suas programações. Por aqui, esticamos isto até ao final do ano, porque a rentrée teatral vai sempre mais longe. Sim, nas próximas linhas dizemos o que não pode perder nos palcos da cidade até Dezembro, para se organizar com tempo suficiente para não utilizar a falta de tempo como desculpa para falhar. Que venha de lá esse teatro. Do Teatro Nacional D. Maria II à Culturgest, são sete as casas de teatro (e dança) que analisamos para levantar o pano para os próximos meses em cena. Espreite e aponte o que mais lhe entusiasma. Estas são as peças de teatro que tem de ver nos próximos meses. Como perceberá, os palcos estão em grande. E as cadeiras chamam por nós.

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As peças de teatro que tem de ver nos próximos meses

Teatro
Filipe Ferrreira
Teatro

Teatro Nacional D. Maria II

icon-location-pin Santa Maria Maior

Nada como começar por falar de Teatro, espectáculo de abertura da temporada na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II que nos fala de actores, personagens acumuladas, histórias nas múltiplas gavetas destes profissionais imbatíveis, tudo com encenação do francês Pascal Rambert, um dos grandes criadores franceses do momento – para ver até 14 de Outubro. Há ainda À Espera de Godot, o clássico de Beckett, encenado por David Pereira Bastos, na Sala Estúdio até 7 de Outubro. De 1 a 18 de Novembro não esquecer de visitar Worst Of, do Teatro Praga, onde a dramaturgia portuguesa vai estar à prova, com um selecção de actores cheios de mediatismo como Márcia Breia ou São José Correia.

Pulmões
Sara Pazos
Teatro

São Luiz Teatro Municipal

icon-location-pin Chiado

Saindo do Rossio, em direcção ao Chiado, encontramos uma temporada de celebração. O São Luiz Teatro Municipal celebra 125 anos em 2019, com uma programação condizente. Mas antes disso, já em Setembro, há uma espécie de invasão Ao Cabo Teatro, estrutura dirigida por Nuno Cardoso no Porto, e que vai apresentar o clássico de Shakespeare Timão de Atenas (esta quinta, dia 23) e Apeadeiro (20 a 22), ambas com encenação do próprio Cardoso. Já Luís Araújo, actor da companhia, encena Pulmões, do inglês Duncan Macmillan de 28 a 30 de Setembro na Sala Mário Viegas. Mais para a frente, de 25 de Outubro a 11 de Novembro dá-se o regresso d’O Bando de João Brites ao São Luiz, com Netos de Gungunhana, de Mia Couto, naquela que será, certamente, um dos mais desejados espectáculos dos próximos tempos.

A Time Out diz
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A Pior Comédia do Mundo
©DR
Teatro

Teatro da Trindade

icon-location-pin Chiado

Bem perto está o Teatro da Trindade que desde o final de 2017 é liderado por Diogo Infante, e que agora já tem uma temporada totalmente programada a seu gosto, ou, melhor dizendo, a gosto do seu director artístico. Vai daí, duas estreias logo a abrir. A Pior Comédia do Mundo, encenação de Fernando Gomes de Noises Off, peça de Michael Frayn que correu o mundo como um dos grandes textos cómicos do século XX – está na Sala Carmen Miranda até 27 de Janeiro. E temos ainda Credores, texto de Strindberg que Paulo Pinto encena para si, para Sofia Marques e Ivo Canelas, na Sala Estúdio, claro.

Retrato de Mulher Árabe Diante do Mar
JORGE_GONCALVES
Teatro

Artistas Unidos

icon-location-pin Princípe Real

Já os Artistas Unidos, que neste momento têm em cena no Teatro da Politécnica O Vento num Violino, do argentino Claudio Tolcachir, apresentarão, também com encenação de Jorge Silva Melo e Pedro Carraca, Retrato de Mulher Árabe Diante do Mar. Um texto de Davide Carnevali, autor italiano de quem João Pedro Mamede já havia apresentado Sweet Home Europa o ano passado no Teatro Nacional D. Maria II, e que estará em cena de 31 de Outubro a 7 de Dezembro.



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A Fera na Selva
D.R.
Atracções

Centro Cultural de Belém

icon-location-pin Belém

O Centro Cultural de Belém, que celebra até 2019 os seus 25 anos de vida, dá-nos A Fera na Selva, um texto de Marguerite Duras a partir de um conto de Henry James com encenação de Miguel Loureiro e interpretação de Filipe Duarte e Margarida Marinho, com estreia a 4 de Outubro. No início de Dezembro, podemos ver em que é que deu a encomenda à mala voadora de recuperar a história do CCB até aqui, num uma encomenda à mala voadora que vai recuperar a história do CCB até aqui, num espectáculo chamado Fausto, que promete.

Teatro

Companhia de Teatro de Almada

icon-location-pin Grande Lisboa

Cruzando o Tejo também se encontra teatro. A Companhia de Teatro de Almada começa a temporada no seu Teatro Municipal Joaquim Benite com um encenador convidado: Peter Kleinert, criador alemão que com um elenco nacional onde se podem encontrar actores como Rita Cabaço, Érica Rodrigues e Tomás Alves vai montar Boa Alma de Sé-Chuão, de Bertolt Brecht. Tudo isto para ver a partir de 19 de Outubro.

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Os seis Concertos Brandeburgueses
Anne Van Aerschot
Atracções

Culturgest

icon-location-pin Avenidas Novas

Sobra ainda tempo para falarmos da Culturgest, que com a chegada de Mark Deputter se deixa contaminar (ainda mais) pela dança, recheando a sua programação com propostas deste género. Os seis Concertos Brandeburgueses marca o arranque da temporada para os lados do Campo Pequeno – e logo esta que assinala os 25 anos do surgimento da Culturgest. Falamos de um espectáculo que une dança e música, com Anne Teresa de Keersmaeker e a sua companhia Rosas a atirarem-se para a obra-prima de Bach, artista que volta a estar no centro de uma obra da coreógrafa belga. Conte com 18 bailarinos em cena para serem vistos a 12 e 13 de Outubro no Grande Auditório, com direcção musical de Amandine Beyer. Os músicos, ao vivo, são da B’Rock Orchestra.

A Time Out diz

Rentrée 2018

House Of Cards 6
David Giesbrecht/Netflix
Filmes

Dez séries que tem de ver até ao final do ano

Apesar de ainda existirem muitos canais e produtoras com o trabalho de casa por fazer no que toca à rentrée, já é possível perceber o que vamos poder ver na televisão (ou no telefone, no tablet ou no computador) nos próximos meses. Há regressos esperados há muito tempo, despedidas difíceis e novidades que prometem ser boas. Por agora, deixamos-lhe dez títulos com estreias anunciadas até ao final de 2018 que não pode mesmo perder. O mais provável é que nas próximas semanas se anunciem mais novidades, tendo em conta as estreias internacionais ainda sem data em Portugal. Seja como for, não vão faltar motivos para não sair do sofá. 

Tadashi Kawamata
DR
Arte

Cinco exposições em Lisboa a não perder nos próximos meses

A agenda de exposições em Lisboa vai de vento em popa. Há cinco, pelo menos, que não pode mesmo perder. Pode deitar o olho (e meter a mão na consciência) numa exposição sobre alterações climáticas e sobre poluição marítima no MAAT ou aventurar-se a descodificar as várias concepções sobre o amor no Museu Berardo. Também a marca Time Out celebra este ano meio século de vida e isso foi pretexto para uma exposição em pleno Time Out Market que tem suspensas no tecto 50 capas de revistas de várias cidades da família.  Vá, sabemos que o Outono já entrou oficialmente, mas o bom tempo ainda está aí para as romarias de fim-de-semana ou finais de tarde nos museus da cidade. Aponte já na agenda, porque estas são daquelas exposições que não inauguram todos os dias. 

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Anna Calvi
©DR
Música

Os concertos mais aguardados até ao final do ano

Desde figurões do samba como Zeca Pagodinho a históricos cantauroes portugueses como Fausto Bordalo Dias (ainda por cima a cantar a sua trilogia sobre a diáspora), passando por nomes cruciais da música anglo-saxónica como os Low, há muita música para ouvir até ao final do ano. Portanto, tem de se organizar. Não faz contas para as suas contas? Não cria tópicos e lembretes telefónicos para bater tudo certo e o orçamento esticar até ao final de cada mês? É encarar os concertos como o IMI ou o IUC e escolher ao que vai. 

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