Ao entardecer, depois da forte discussão de um casal de amantes na praia de Gulpiyuri, um fantasma chamado Analphabet aparece sobre o mar a cantar e a contar a sua história, que abre a caixa das violências intragénero e expõe a necessidade de extremar também os cuidados nas relações gay atravessadas pela herança patriarcal. Como espírito atormentado, bebe da poesia do romantismo alemão e das suas paisagens (Goethe, Hölderlin ou Novalis acompanharam esta escrita), mas também se serve da idiossincrasia andaluza e da ferida mortal de um amor em Euskadi. Em castelhano, com legendas em inglês, conta com conceito, dramaturgia, textos, encenação e interpretação de Alberto Cortés. Em cena nos dias 23 e 24 de Abril, quinta e sexta às 19.30, no TBA. O bilhete custa 12€.
Não tenha dúvidas: a agenda da cidade está cheia de peças apetecíveis que surgem tanto pela mão de companhias já com provas dadas como à boleia de novos talentos. Para não ficar perdido no meio de tanta oferta, fomos à procura das peças de teatro e de todos os outros espectáculos performativos, desde a dança contemporânea ao bailado clássico, que não deve mesmo perder nos primeiros meses do ano em Lisboa. Alguns ficam apenas alguns dias em cena e outros esgotam num ápice, por isso há que ser rápido.
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