Jardim Botânico Tropical
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As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Não sabe o que fazer em Lisboa sem gastar dinheiro? Aqui tem: eventos grátis por toda a cidade, todos os dias da semana.

Rute Barbedo
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A semana que enterra o Inverno é também forte em eventos. Em Belém, o MACAM celebra o primeiro aniversário com entrada livre, visitas guiadas, exposição permanente renovada e concertos, e o Jardim Botânico Tropical festeja 120 anos. Do outro lado da cidade, na Musa de Marvila, a editora Cuca Monga faz arrancar o ciclo Casa Andante com um concerto de bbb Hairdryer e um DJ set de Filipe Sambado. Pelo meio, pode-se ir a Monsanto conhecer o trabalho de recuperação de animais selvagens do LxCRAS e a artesania (e não só) local no Mercado Comunitário da Primaveraem Arroios.  

Recomendado: As melhores coisas em Lisboa em Março

Grátis em Lisboa esta semana

  • Arte
  • Fotografia
  • Cais do Sodré

Profissões e mercados de Lisboa, entre 1975 e 1980. Assim se resume o foco de atenção do fotojornalista Fernando Negreira, que tem agora esta exposição no Mercado da Ribeira, organizada pela associação CC11. As imagens vêm de um "deambular pela cidade enquanto fazia tempo para executar os trabalhos agendados pela redacção ao longo de cada dia" e hoje mostram a evolução social em Lisboa. De lavadeiras a moços de frete, eis uma Lisboa que já não existe. Para ver de segunda a sábado.

Avenida 24 de Julho (Cais do Sodré). Seg-Sáb 06.00-14.00. Até 2 Mai. Entrada livre

  • Arte
  • Chiado

Na sua primeira exposição individual num museu (neste caso, o Museu Nacional de Arte Contemporânea, no Chiado), Jaime Welsh exibe três exemplos incontornáveis do modernismo português, mas também da arquitectura monumental do Estado Novo. No interior do Banco Nacional Ultramarino, da Reitoria da Universidade de Lisboa e da Biblioteca Nacional de Portugal, coloca figuras humanas desconhecidas, retratando-as – a elas e aos espaços – em fotografias "meticolosamente construídas". A viver em Londres, Welsh é hoje um dos jovens artistas portugueses de percurso internacional mais sólido. Para ver gratuitamente de terça-feira a domingo, ao abrigo do programa de 52 visitas gratuitas por ano para portugueses e residentes em Portugal.

Rua Serpa Pinto, 4 (Chiado). Até 2 Abr, Ter-Dom 10.00-18.00. Entrada livre ao abrigo do programa Acesso 52 

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  • Museus
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Instalado no Salão Nobre do Hospital de Santo António dos Capuchos, este museu protagoniza um programa eventualmente estranho e assustador, certamente original. Aberto para visitas todas as quartas-feiras, tem centenas de máscaras de cera onde é possível testemunhar os efeitos dermatológicos de doenças como a sífilis. Para ter esse prazer, é preciso marcar previamente.

Alameda de Santo António dos Capuchos (Campo Mártires da Pátria). Qua 10.00-12.30, 14.00-17.00. Entrada livre mediante marcação. 

  • Coisas para fazer

Esta quarta-feira, aproveite para visitar o Observatório Astronómico de Lisboa, uma instituição científica do século XIX, quando a beleza ainda não tinha dado lugar a ambientes assépticos. Chãos em madeiras valiosas, paredes com embutidos de mármore, mobiliário de época e sobretudo o equipamento científico histórico, nomeadamente o da incrível cúpula central, numa sala toda forrada a madeira, vão ficar-lhe na memória. Para não falar do piso superior, cuja cobertura é uma cúpula que gira a toda a volta, 360 graus, de forma a que se possa apontar o telescópio, com uma objectiva de 38 centímetros e uma distância focal de sete metros, para qualquer direcção do universo.

Tapada da Ajuda. Rua da Tapada. Quartas-feiras 15.00-16.00. Marcações em geral@museus.ul.pt ou 21 392 1808/ 24/ 25

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  • Arte
  • Fotografia
  • Beato

Uma nasceu nos anos 60, outra nos anos 90. Juntam-se, assim, duas gerações e duas perspectivas sobre os lados pagão e religioso, da tauromaquia às procissões. Mas com muitos pontos em comum. Em "A Prova do Tempo", para ver a partir de quarta-feira, Inês Gonçalves e Ana Paganini mostram-se "surpreendentes afinidades temáticas, formais e simbólicas", como o facto de as fotógrafas terem retratado, ambas aos 30 anos, diferentes protagonistas da festa brava, de toureiros a forcados. A acompanhar os trabalhos, no espaço Le Mur, na mesma galeria, está a instalação de Sebastião Castelo Lopes, O som de fazer o último poema.

Rua Actor Vale, 53 A (Alameda). Até 28 Mar, Qua-Sex 15:00-19:00, Sáb 15.00-20:00. Entrada livre

  • Arte
  • São Sebastião

O artista portuense Bruno Zhu ocupa o Espaço Projeto do CAM Gulbenkian. Com uma obra influenciada pelo design de moda, pela edição e pela cenografia, o trabalho do artista reflecte a "desconstrução de hiererquias de poder e de gosto que estruturam as práticas museológicas". Em "Belas Artes", Zhu expõe seguindo normas por si estabelecidas no âmbito do projecto "Licença para Viver", apresentado em Londres, em 2024. Através da reconfiguração dos espaços, mas também de jogos cromáticos, vitrines, bustos em bronze e gesso e manequins do Museu Nacional do Traje, o artista aborda temas como o coleccionismo, o papel dos museus e a apresentação da arte. Para ver de quarta-feira a segunda.

Rua Marquês de Fronteira, 2 (Gulbenkian). Até 27 Jul, Qua-Seg 10.0-18.00 (Sáb 10.00-21.00). Entrada livre

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  • Arte
  • Fotografia
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Catarina Cesário Jesus, Cátia Valente, Denis Graeff, Fernando Pimenta, João Pedro Almeida e Raquel Antunes frequentaram a 7.ª Masterclass Narrativa. Do trabalho resultou esta exposição, que conduz a paisagens como o pinhal da Beira Baixa, às várias pressões vividas em Lisboa ou ainda à morte de alguém muito próximo. Para ver de quarta a sexta-feira.

Rua Dr. Gama Barros (Alvalade/Roma). Até 18 Abr, Qua-Sex 14.00-19.00, Sáb 14.00-17.00

"Movie Experiments, Los Angeles", no Pavilhão Julião Sarmento

Esta quarta-feira, o ciclo de cinema experimental do Pavilhão Julião Sarmento conta com quatro filmes em 16 mm, de Morgan Fisher a Gary Beydler. Destaque para Life is a Saxophone (1985), de S. Pearl Sharp e Orlando Bagwell, que passa pela primeira vez em Portugal.

Avenida da Índia, 172 (Belém). 11 Mar, Qua, 18.00. Entrada livre

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  • Filmes
  • São Sebastião

Neste ciclo de cinema organizado pela Universidade Nova de Lisboa e acolhido pelo espaço Avenidas - Um Teatro em Cada Bairro, propõe-se a reflexão pública sobre os desafios contemporâneos associados ao mundo do trabalho e ao seu impacto na saúde mental. Ao pensamento e à discussão ajudam quatro filmes seguidos de debates com convidados de diferentes áreas. Como em Março se assinala o Mês da Mulher, o ciclo também faz um enquadramento às questões de género, bem como às condições materiais e afectivas que atravessam a vida profissional e pessoal, em particular a partir de perspectivas femininas. Esta quinta-feira, passa no ecrã On Falling, de Laura Carreira, sobre as precariedades, prisões e esvaziamentos do trabalho contemporâneo, a partir da história de Aurora, funcionária num armazém de e-commerce em Glasgow.

Rua Alberto de Sousa, 10 A (Bairro do Rego). 19 Mar, Qui 18.30. Entrada livre mediante inscrição através do site da Nova

  • Arte
  • Alvalade

"Um amigo meu, que é dono de um café, falou-me de uma obra que encontrou abandonada na rua, ali perto. Ligou-me logo porque me queria mostrar, perguntar se eu via nela algum valor”, enquadra Nuno Aníbal Figueiredo, curador da exposição "ID | Quando a identidade (não) é só um rosto", onde figura a peça de autoria desconhecida. A acompanhá-la estão obras de Gonçalo Pena, Hélder Rodrigues, José Luís Neto, Martinha Maia, Micaela Fikoff, Pedro Cabrita Reis, Stella Kaus e Tiago Severino (artistas com e sem diagnóstico psiquiátrico). Algumas estiveram anteriormente expostas, outras foram feitas de propósito para a mostra que ocupa agora o Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos e que pode ser vista de quarta-feira a sábado, fazendo pensar sobre identidade, olhar clínico e criação artística.

Avenida do Brasil, 53 (entrada pela Rua das Murtas). Até 2 Mai, Qua-Sáb 14.00-19.00. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Concertos

Esta quinta-feira, o Jazz às Quintas regressa a um dos cafés mais simpáticos do Alto de Santo Amaro, com João Espadinha na guitarra, João Almeida no trompete e João Sousa na bateria. As quintas de jazz acontecem desde 2011 (às segundas, é a vez da poesia). A programação pode ser acompanhada através do Facebook

Rua Pedro Calmon, 3 B (Alto de Santo Amaro). Ditos às Segundas (poesia): 19.00. Jazz às Quintas: 19.00-20.30 (no dia de jazz, não há jantares). Entrada livre

  • Arte
  • Baixa Pombalina

Teresa Couto Pinto foi fotógrafa, agente e amiga de António Joaquim Rodrigues Ribeiro, mais conhecido como António Variações. Com a câmara captou a essência e a espontaneidade do músico como nenhuma outra pessoa. As 85 imagens que compõem "Meu nome António" podem ser vistas de forma gratuita para residentes no concelho de Lisboa, sempre à sexta-feira, entre as 17.00 e as 20.00, janela em que vale a pena também experimentar a exposição de Vhils, com 73 obras de edição limitada.

Rua Augusta, 24 (Baixa). Até 26 Abr, Ter-Qui e Dom 10.00-18.00, Sex-Sáb 10.00-20.00 (a entrada é gratuita à sexta-feira, das 17.00 às 20.00, e ao domingo, das 10.00 às 14.00 para residentes no concelho de Lisboa)

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Casa Andante, na Musa de Marvila

A Casa Andante da editora Cuca Monga chega até à Musa de Marvila esta sexta-feira, às 21.30, com o rock enraivecido de bbb Hairdryer e um DJ set de Filipe Sambado. O ciclo que agora começa será mensal e o programa já está definido até ao fim do ano. Sempre de entrada livre.

Rua do Vale Formoso, 9 (Marvila). 20 Mar, Sex 21.30. Entrada livre

Dia aberto no LxCRAS

Neste percurso guiado até ao LxCRAS — Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa, conhece-se o trabalho de recuperação e reabilitação de animais selvagens antes do seu regresso à natureza. A actividade acontece no sábado, com participação gratuita, mediante registo através de lxcras@cm-lisboa.pt.

Estrada do Barcal, Monte das Perdizes. 21 Mar, Sáb 14.30-16.00. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Vida urbana

Há um ano, a cidade ganhava um novo museu de arte contemporânea. Com o primeiro aniversário à porta, o MACAM (Museu de Arte Contemporânea Armando Martins) prepara dois dias de programação especial, com entrada gratuita e horário prolongado até às 20.00. Sábado e domingo são, por isso, dias para visitar a exposição permanente renovada, actividades para crianças, uma visita guiada pelo escritor Afonso Reis Cabral, poesia lida por Eva e Diogo Dória e um concerto-performance de Nuno Cintrão (há também um concerto de Márcia, o único evento com entrada paga, nos valores de 25€ e 30€).

Rua da Junqueira, 66 (Alcântara). Sáb-Dom 21-22 Mar 10.00-20.00. Entrada livre

 

  • Coisas para fazer
  • Vida urbana

Quando foi criado, a 25 de Janeiro de 1906, em Sete Rios, chamava-se Jardim Colonial. Seis anos depois foi transferido para perto do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, onde ainda hoje se encontra. Há, portanto, razões para comemorar a vida de um belíssimo jardim com mais de 600 espécies vindas de vários continentes. A "festa" acontece no sábado, com um programa do qual fazem parte visitas guiadas, conversas com antigos trabalhadores, investigadores e jardineiros ou a plantação de diferentes espécies no jardim. Todas as actividades são gratuitas, com inscrição prévia obrigatória (geral@museus.ulisboa.pt ou 213 921 808), sendo o ponto de encontro sempre a bilheteira do jardim. O evento chegou a estar marcado para o final de Janeiro mas foi adiado devido ao mau tempo. 

Largo dos Jerónimos, 1 (Belém). 25 Jan, Dom 10.00-17.00. Entrada livre (lotação máxima de 30 participantes nas actividades)

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  • Coisas para fazer
  • Vida urbana

Este sábado, o Mercado de Arroios conta com criadores de várias áreas, das artes à agricultura, mas também com projectos de gastronomia e organizações comunitárias. O encontro surge na sequência do Mercado Comunitário de Inverno, que contou com mais de 80 inscrições para bancas.

Rua Ângela Pinto, 40 (Arroios). 21 Mar, Sáb 10.00-18.00. Entrada livre

 

  • Arte

Com entrada livre a partir das 14.00 (não esquecendo que o Museu Gulbenkian está encerrado para obras até Julho de 2026, pelo que a aposta é no Centro de Arte Moderna - CAM e no Edifício Sede), domingo é dia de ir à Gulbenkian. Lá estarão Complexo Brasil ou a exposição de Carlos Bunga, que transforma o museu em "casa". Já em "Xerazade, a Coleção Interminável do CAM", 160 obras de quase uma centena de artistas estão divididas por 14 núcleos, sob a inspiração dos contos As Mil e uma Noites. Em "Zineb Sedira. Standing Here Wondering Which Way to Go", as obras da artista franco-argelina radicada em Paris e Londres centram-se "numa profunda reflexão sobre temas como a migração" ou "a parcialidade das histórias oficiais". Por último, Francisco Trêpa apresenta "Baile dos Bugalhos", um projecto a partir do contacto com "estas reacções biológicas resultantes da interacção entre plantas (como os carvalhos) e agentes externos (como as vespas)", que dão forma a inchaços no exterior das plantas, usados como abrigos pelos insectos que o induzem.

Rua Marquês de Fronteira, 2 (São Sebastião). Qua-Seg 10.00-18.00 (Sáb até 21.00). Entrada livre ao domingo depois das 14.00

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"May I help you? Posso ajudar?", no MAC/CCB

De entrada livre ao domingo de manhã, esta exposição do MAC⁄CCB congrega obras de 90 artistas "da década de 1970 em diante", de Jeff Koons a Ernesto Neto, passando por Helena Almeida ou Richard Serra. O ponto de partida é a pergunta um dia formulada por Andrea Fraser (que dá o título à exposição), que numa performance decidiu abordar "as complexas relações institucionais no mundo da arte". Ao mesmo tempo, a exposição visa questionar que tipo de ajuda é realmente oferecida por um museu e "que tipo de conexão ainda é possível esperar numa era de crescente fragmentação, dissonância e impermanência". 

Praça do Império (Belém). Entrada livre domingos até às 14.00

  • Coisas para fazer
  • Vida urbana

No domingo, o Palácio de Mafra volta a ser o palco do som directo e dos ecos do seu grande carrilhão, tocado a partir das 16.00. A actuação é de Abel Chaves, que garante uma passagem por grandes clássicos e uma experiência de grande intensidade sonora.

Antes do concerto (a última entrada é às 16.30), aproveite para visitar o Palácio Nacional de Mafra, que é de entrada livre para portugueses e residentes nacionais, ao abrigo do programa Voucher 52.

Palácio Nacional de Mafra. Dom 16.00. Gratuito

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