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Underdogs, Acts of Transformation, Future e Revok
DRExposição "Acts of Transformation", na Underdogs

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

À procura de coisas para fazer na cidade sem ter de gastar um tostão? Aqui tem: grandes sugestões grátis em Lisboa.

Helena Galvão Soares
Escrito por
Helena Galvão Soares
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São não uma, não duas, mas sim três exposições acabadas de estrear que não vai querer perder por nada. Duas são sempre de entrada livre: "Atelier", a grande retrospectiva de Pedro Cabrita Reis, organizada por ele próprio; e "Paradigm", com peças de cerâmica e lego, de Ai Weiwei. Já "Siza", a grande exposição da Gulbenkian sobre o primeiro Pritzker português, é gratuita a partir das 14.00 ao domingo. E na terça-feira, inaugura "Irisalva Moita – fotografias de viagem", exposição de homenagem à arqueóloga e olisipógrafa fundadora do Museu da Cidade e responsável pelas escavações do teatro romano na década de 1960. Não perca ainda a ida das Arpyes ao Café Dias – o concerto de estreia foi classificado como "uma pedra no charco". E há literatura no Lounge, e passeios e cinema. Tudo esta semana e tudo à borla.

Recomendado: Entrada em 38 museus, monumentos e palácios vai ser gratuita todos os dias

Grátis em Lisboa esta semana

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Santa Maria Maior

Na terça-feira, 21 de Maio, é inaugurada uma exposição em homenagem a Irisalva Moita, fundadora do Museu da Cidade, no Campo Grande, e responsável pelas escavações do teatro romano na década de 1960. A exposição, por ocasião do 100.º aniversário da olisipógrafa, presta-lhe homenagem com uma mostra fotográfica da viagem que realizou em 1975 a Itália e que ficará patente na sua Casa de Fresco do Teatro Romano.

A não perder, na inauguração, pelas 18.00, a conversa com a arqueóloga Jacinta Bugalhão, que vai pôr em destaque "o papel pioneiro de Irisalva Moita na afirmação da arqueologia urbana, partindo do trabalho desenvolvido nas escavações do Teatro Romano de Lisboa, o primeiro exemplo a nível nacional de arqueologia urbana tal como hoje é entendida e praticada", pode ler-se no site do Museu de Lisboa.

Museu de Lisboa | Teatro Romano. Até 7 Jul. 21 Mai (Ter) 18.00. Entrada livre

  • Coisas para fazer
  • Concertos
  • Estrela/Lapa/Santos

Esta terça, 21 de Maio, o Ciclo de Concertos da Antena 2 apresenta, no ISEG, um recital de guitarra de Aires Pinheiro em homenagem a J. Duarte Costa. 

José Duarte Costa (1921-2004) foi uma figura de destaque no que respeita ao desenvolvimento da prática da guitarra em Portugal, sendo determinante para o reconhecimento e aceitação da guitarra como instrumento de música erudita no país. O site da Antena 2 detalha o programa que vai ser executado e dá conta da biografia do compositor e instrumentista homenageado, bem como do guitarrista Aires Pinheiro.

Auditório do ISEG. Rua do Quelhas, 6. 21 Mai (Ter) 19.00. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Concertos
  • Alcântara

Esta quinta, 23 de Maio, às 19.00, abram-se alas para as Arpyes, novo grupo da violinista Maria do Mar, com Catarina Custódio Silva na trompa e Ana Gonçalves Albino na guitarra eléctrica, que o crítico musical Rui Eduardo Paes classificou como "uma pedrada no charco", quando as ouviu em estreia, no início deste ano.

Quem passe à porta talvez nem suspeite, mas o Café Dias é um sítio muito especial. Já lá vão mais de 500 concertos desde que começou as suas sessões de jazz, em 2003. A partir de 2011, o Jazz às quintas nunca mais saiu da agenda (pode ver uma pequena amostra dos cartazes na cave). Casa também de criatividade gastronómica, o Café Dias publica as novidades da ementa (os pastéis de massa tenra andam a ser um sucesso) e da programação de jazz no Facebook (página com 4,2 mil seguidores).

Rua Pedro Calmon, 3 B (no Alto de Santo Amaro). 08.00-23.59. Jazz às quintas: 19.00-20.30 (às quintas, há jazz e não há jantares)

  • Coisas para fazer
  • Concertos

Esta quinta, 23 de Maio, o trio Luso-Turco apresenta um recital de piano, violoncelo e flauta no Palácio Marquês de Fronteira. O Trio Luso-Turco, constituído pelo pianista Bernardo Santos, o violoncelista Burak Özkan e a flautista Dilan Oğuz, está em digressão pela Península Ibérica a apresentar em recital duas obras emblemáticas de música de câmara do período romântico para esta formação: o Trio em Sol menor, Op. 63, de Carl Maria von Weber, e o Trio em Mi menor, Op. 45, da compositora francesa Louise Farrenc.

Palácio Marquês de Fronteira. 23 Mai (Qui) 19.00. Entrada gratuita mediante reserva em loja.fronteira-alorna.pt

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  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios
  • Lisboa

Isabel Colher, profissional de conservação e restauro de azulejo, ceramista e membro do Movimento de Acção para a Protecção do Azulejo, vai alertar para os perigos que os azulejos das fachadas da cidade correm, mostrando exemplos práticos no percurso. Embora exista legislação destinada a proteger as fachadas de azulejo, “ela não é cumprida e não há fiscalização”, afirmou à Time Out em Abril passado. Para lá do problema do roubo de azulejos das fachadas e posterior venda ilegal, há uma onda de “reabilitações duvidosas” a acontecer em Lisboa e no Porto, em que em vez de se recuperarem os azulejos se destroem milhares de exemplares originais, mesmo os em boas condições, substituindo-os por réplicas.

Ponto de encontro: Rua do Telhal, 70. 25 Mai (Sáb) 10.30. Participação livre

  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios
  • Chiado

O que têm em comum a Assembleia da República e o Museu Nacional de Arte Antiga? São ambos antigos espaços conventuais e ambos vão abrir portas à boleia do Open Conventos, esta quinta-feira, 23 de Maio. Mas não são os únicos. A programação inclui actividades em 36 conventos de Lisboa. A ideia é dar a conhecer os locais, as suas narrativas, quem os construiu e quem os habitou, ao mesmo tempo que se promove uma reflexão em torno deste património e se fomenta o pensamento sobre a cidade e os diferentes modos de organização social e comunitária.

Open Conventos. 23 Mai, Qui 15.00 e 19.00 (Igreja e Museu de São Roque), 17.00 (Brotéria) e 20.30 (Convento de São Pedro de Alcântara). 24-25 Mai, Sex-Sáb 10.00-18.00 (visitas livres em vários espaços). Participação grátis nos itinerários e visitas guiadas, mediante inscrição (culturasantacasa@scml.pt)

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  • Coisas para fazer
  • Grande Lisboa

Último fim-de-semana desta iniciativa que pretende levar os lisboetas a descobrirem mais sobre o património botânico da cidade onde vivem. São cerca de 30 os jardins que se abrem para esta edição. Uns são secretos, outros contêm espécimes raros; uns são palco de projectos comunitários, hortas inovadoras e florestas citadinas, enquanto outros, ainda, fazem parte de claustros e palácios. O festival quer este ano estimular a todos os sentidos, do olfacto ao paladar. Entre os espaços que, este ano, entram no roteiro estão o Jardim do Dragão, do Centro Científico e Cultural de Macau, o Jardim do Atelier do Grilo e a Real Quinta das Necessidades. Encontre a programação detalhada no site.

  • Coisas para fazer
  • Concertos
  • Mafra/Ericeira
Neste domingo, 26 de maio, pode assistir ao concerto de carrilhão do Palácio Nacional de Mafra, com entrada livre, em horário de Verão, às 17.30. Até 27 de Outubro, todos os domingos, no claustro sul do Palácio Nacional de Mafra, o carrilhonista Abel Chaves toca grandes clássicos – prepare-se para ouvir desde Mozart a ABBA ou Ennio Morricone. Prepare-se também para uma experiência única de grande intensidade sonora – sim, o corpo vibra. O carrilhão tem 57 sinos, o maior dos quais com quase 10 mil quilos, num conjunto de cerca de 200 toneladas. Antes ou depois do concerto, aproveite para visitar o Palácio Nacional de Mafra, que é de entrada livre ao domingo para residentes em Portugal.
Palácio Nacional de Mafra. 26 Mai (Dom) 17.30. Entrada livre
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  • Coisas para fazer
  • Lisboa

No domingo, 26 de Maio, a CML promove uma visita que vai dar a conhecer a Igreja de São Bartolomeu da Charneca, edifício em que se encontra inscrita a data de 1685, mas que possui elementos quinhentistas, nomeadamente um cruzeiro manuelino e lápides com inscrições góticas, e interiores com talha dourada, telas da oficina de Bento Coelho da Silveira e painéis de azulejo de António Oliveira Bernardes e Gabriel de Barco, dois nomes de destaque da azulejaria deste período. Segue-se o Palácio da Quinta Alegre, uma quinta de recreio do século XVIII, que foi alvo de profundas obras de reabilitação das suas notáveis pinturas murais, estuques e painéis de azulejo, entre outros.

A iniciativa pertence ao programa O Meu Bairro a Pé, que em Maio, Junho e Julho, vai fazer passeios culturais nas freguesias de Santa Clara, Lumiar e Marvila, para dar a conhecer a história e memórias destas freguesias.

Igreja de São Bartolomeu da Charneca. Largo Defensores da República. Inscrições em 21 817 0593 / visitas.comentadas@cm-lisboa.pt. Programação de Maio aqui. 26 Mai (Dom) 09.00.  Participação gratuita

  • Arte
  • São Sebastião

Aproveite o horário gratuito após as 14.00 de domingo e vá ver "Siza", no Museu Calouste Gulbenkian, que se debruça sobre a obra, mas sobretudo sobre o génio de Álvaro Siza Vieira. A exposição está marcada por uma humanização sem precedentes daquele que foi o primeiro Pritzker português. A partir dos seus cadernos, item essencial para um desenhador compulsivo, a dupla de curadores – o galego Carlos Quintáns assistido por Zaida García-Requejo – revisitou a obra feita, mas sobretudo a obra imaginada e esboçada, os fascínios e adorações, os laivos de humor e de tédio. A mostra reúne elementos dos principais arquivos do arquitecto português, como é o caso do Canadian Centre for Architecture, em Montreal, da Fundação de Serralves, da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian, da britânica Drawing Matter e do próprio atelier de Siza Vieira, mas também de pequenas colecções particulares ou de instituições internacionais como o MoMA ou o Pompidou.

Museu Calouste Gulbenkian. Até 26 Ago. Qua-Dom 10.00-18.00. 10€ (gratuito aos domingos, após as 14.00)

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  • Arte

Um dos maiores artistas plásticos portugueses, Pedro Cabrita Reis, pega em cerca de 1500 peças do seu atelier e transporta-as para oito pavilhões. Na Mitra, inaugura-se assim "Atelier", uma mostra que resgata do ambiente de oficina, com toda a sua beleza e caos, aquilo que tem sido a produção artística de Cabrita nos últimos 50 anos, do desenho à escultura.

Pavilhões da Mitra. Rua do Açúcar, 56 (Marvila). 19 Mai-28 Jul, Qui-Dom 14.00-18.00. Entrada livre

  • Arte
  • Lisboa

O conjunto de peças de porcelana, de várias dimensões, a que chamou Pazar, foi criado pelo artista e dissidente chinês em 2017, e exposto no mesmo ano no Sakıp Sabancı Müzesi, em Istambul. Inspirado pelos mercados turcos, este trabalho insere-se na tradição chinesa de replicar formas e objectos orgânicos em porcelana, e é apenas uma das várias criações de Ai Weiwei neste suporte que vão estar expostas na galeria São Roque de segunda a sábado, até 31 de Julho. “Paradigm” é mais modesta e focada do que a exposição retrospectiva “Rapture”, que ocupou a Cordoaria Nacional durante aproximadamente cinco meses, em 2021. Ao invés de 80 obras, inclui apenas 17, divididas por quatro salas e dois andares e sempre nos mesmos dois materiais: porcelana e peças de LEGO, acompanhando só uma parte da sua produção nos últimos 15 anos.

São Roque – Antiguidades e galeria de arte. Rua de São Bento, 199 B. Até 31.07. Seg-Sáb 10.30-19.00. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Lisboa

A exposição "Para lá do Tapume", com 30 fotografias de Heleno Vaz Queiró, mostra os bastidores e pormenores das obras de construção da linha Circular, mas também imagens que ajudam a compreender a escala de uma obra desta dimensão, a maquinaria em causa e a evolução dos trabalhos.

"Para lá do Tapume" está instalada no edifício da Farmácia do antigo Hospital Militar, na Estrela, onde no futuro será a entrada da estação da Estrela da nova linha Circular do Metropolitano de Lisboa, pelo que os visitantes vão ter a oportunidade de entrar numa zona até agora vedada ao público e que se encontra ainda em obra, criando o ambiente ideal para mergulhar nesta exposição.

Antigo Hospital Militar. Calçada da Estrela. Até 31 de Maio. Seg-Sex 14.00-18.30, Sáb-Dom 12.00-18.30. Entrada livre 

  • Coisas para fazer
  • Grande Lisboa

Depois de 42 anos ao serviço da Marinha Portuguesa e 800 mil milhas percorridas (o equivalente a 36 voltas ao mundo), o submarino Barracuda, de 1968, iniciou a 9 de Maio uma nova existência como navio-museu. Está agora na doca seca de Cacilhas junto à fragata D. Fernando II e Glória e, por enquanto, é de visita gratuita, das 10.00 às 18.00.

Apesar de, quando emergem, pouco mais vermos deles do que a torre do periscópio, um submarino causa sempre uma mistura de surpresa e fascínio. O Barracuda podia descer até 300 metros de profundidade e passar 31 dias submerso, invisível para o mundo. Para a tripulação de 54 homens havia 35 camas, o famoso sistema de cama quente, com a tripulação a dormir por turnos. Os 12 mil litros de água que transportava eram para consumo, banhos nem vê-los. No processo de musealização, um dos grandes desafios foi abandonar a entrada e saída pelas estreitas escotilhas. Perdeu-se esse frisson, mas ganhou-se em acessibilidade e segurança: o agora navio-escola passou a ter duas entradas laterais. Saiba mais aqui.

Largo Alfredo Dinis, Cacilhas. Visita por agora gratuita, desde sábado 11 Maio. Ter-Dom 10.00-18.00

Mais exposições grátis

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Santa Maria Maior

No ano em que se comemoram 50 anos de 25 de Abril e, consequentemente, 50 anos de liberdade, o Museu de Lisboa | Teatro Romano apresenta "Dez histórias de liberdade – de escravo a liberto em época romana". 

Na exposição esclarece-se que a escravatura da época era muito diferente da de períodos posteriores, pelo que o mais correcto é chamar-lhe servidão. Um escravo podia ter escravos. Podia fazer trabalho remunerado e assim comprar a sua liberdade, passando a ser um liberto. Como liberto estavam-lhe vedados alguns cargos públicos, mas podia ter propriedade, enriquecer e ter até vários escravos. Na direcção oposta, um homem livre podia tornar-se escravo, por ter dívidas incomportáveis, que não conseguia saldar. Vendia-se a si próprio. Crianças abandonadas eram também tornadas escravas.

As histórias escolhidas são bastante curiosas. Há um escravo médico, um liberto que é sacerdote imperial, uma actriz, um marmorista, um escravo conselheiro do imperador Cláudio, outro secretário de Cícero... Mas atenção, isto era uma minoria. O bem-estar dos escravos estava dependente da vontade dos seus proprietários.

Museu de Lisboa | Teatro Romano. Até 8 Set. 10.00-18.00. 3€

  • Arte
  • Marvila

A Underdogs é ponto de encontro de dois artistas norte-americanos: FUTURA e Jason REVOK. “Acts of Transformation” apresenta obras inéditas, que reflectem acerca dos processos criativos, estéticas e abordagens de cada um deles. Os dois artistas juntam-se numa mostra que procura realçar corpos de trabalho que são divergentes e, igualmente, complementares, ao mesmo tempo que explora a interação dinâmica entre o movimento, a existência humana e a paisagem urbana.

Galeria Underdogs (Marvila). 10 Mai-22 Jun. Ter-Sáb 14.00-19.00. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Grande Lisboa

O concerto de 29 de Janeiro de 1983 no Coliseu de Lisboa é alvo desta exposição da Associação José Afonso, que pode ser vista no Núcleo AJA Lisboa até 29 de Junho. A exposição, com fotografias de Carlos Martins, inclui retratos do palco e da plateia, dos capitães de Abril presentes e da actuação final de “Grândola, Vila Morena”, nesse 1983 ainda tão perto da revolução dos cravos. Citado pela AJA, Carlos Martins recorda o concerto com “todos os corações a chorarem de alegria imensa, num banho de liberdade, democracia e muita alegria”. Uma exposição tocante e a não perder.

Núcleo AJA Lisboa. Rua de São Bento, 170. Até 29 Jun. Seg, Qua, Sex, Sáb 16.00-19.00. Entrada livre

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Logo após o 25 de Abril as paredes começaram a cobrir-se de pichagens, murais e cartazes. A Biblioteca Nacional guarda nos seus Serviços de Iconografia uma grande colecção de cartazes deste período que quis mostrar ao público nestes 50 anos do 25 de Abril. A exposição resultante dessa vontade, A Revolução em Marcha: Os cartazes do PREC, 1974-1975, foi comissariada por Paulo Catrica, fotógrafo e investigador do Instituto de História Contemporânea, que seleccionou 92 cartazes de entre as centenas existentes. Os originais foram replicados e colados num mural de 16 metros de comprimento sob instruções do comissário (veja a lista completa de cartazes aqui).

“A produção e a colagem massiva de cartazes, em particular nos anos de 1974 e 1975, foram o instrumento preferencial de afirmação e consolidação dos novos protagonistas políticos e sociais, partidos políticos, sindicatos, comissões de moradores e de trabalhadores, associações cívicas e de dinamização cultural, etc.”, explica o comissário na folha de sala, onde cita ainda um dos pioneiros da poesia visual, E. M. de Melo e Castro, num artigo da Colóquio Artes de 1977: "Assim, Portugal se transformou num enorme Poema visual, que todos os dias, durante dois anos, se transformou, porque todos podiam escrever e escreviam: porque todos sabiam ler e liam".

Biblioteca Nacional de Portugal (Entrecampos). Seg-Sex 09.30-19.30, Sáb 09.30-17.30. Até 21 de Setembro. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios

Acid Flamingo é uma vídeo-instalação de Nuno Cera, com curadoria de Sofia Marçal, que pode ver durante o mês de Maio no Museu de História Natural e Ciência. “Acid Flamingo é uma investigação artística e poética sobre a relação entre o ambiente natural/modificado e o mundo mais do que humano, que acontece no estuário do Tejo (Lisboa, Portugal) e no delta do Ebro (Catalunha, Espanha). A partir de uma expedição a dois pontos quase opostos na Península Ibérica, pretendo estabelecer ligações entre os ecossistemas pantanosos, entre dois tipos de biodiversidade, e ao mesmo tempo desenhar um retrato e captar uma memória da paisagem destes dois estuários neste momento de emergência climática”, descreve Nuno Cera no texto de apresentação.

Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Rua da Escola Politécnica, 56. 03 Mai-03 Jun 09.00-18.00. Entrada livre

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Oeiras

A Censura Prévia, que com Marcello Caetano se eufemiza para Exame Prévio, foi uma das principais medidas, a par da acção, mais robusta, da polícia política, para reprimir a divulgação de opiniões políticas contrárias ao regime ou a expressão de posições incómodas no plano dos costumes. “Só existe aquilo que o público sabe que existe”, frase de Salazar, resume bem a estratégia da Censura.

“O material aqui exposto olha para um aspecto especial da censura em Portugal, o aspecto da defesa da autoridade e da ordem estabelecida, o respeito”, descreveu, na inauguração da exposição, José Pacheco Pereira, ele próprio autor de dois livros que foram censurados e mandados para a PIDE durante a ditadura. Nesta exposição do Palácio do Egipto, em Oeiras, há sobretudo livros e textos de jornais censurados, acompanhados dos despachos da Censura que descrevem as razões da proibição, que actualmente muitas vezes nos parecerão insólitas.

Destaque também para o design da exposição. Citando uma frase do site da Ephemera, "instalação ímpar de Carlos Guerreiro. Perdem muito se não forem lá".

Palácio do Egipto. Rua Álvaro António dos Santos, 10. Ter-Sáb 11.00-17.00. Até 28 Dez. Entrada livre

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Grande Lisboa

O Mercado do Forno do Tijolo acolhe a exposição “10 dias que abalaram Portugal”, do Arquivo Ephemera, que dá testemunho do início da democracia após a revolução. Foi nos primeiros dez dias depois do 25 de Abril que os partidos clandestinos passaram à legalidade, novos partidos foram constituídos, os presos políticos foram libertados e o caminho para as eleições livres se tornou realidade. Foi nesses dez dias que a Revolução ganhou a enorme dimensão popular que se manifestou no 1º de Maio.

A exposição é maioritariamente centrada na imprensa desses primeiros dias, em que os jornais tinham mais do que uma tiragem diária, para acompanhar a vertigem dos acontecimentos. O República imprime orgulhosamente "Este jornal não foi a nenhuma comissão de censura". Após 48 anos de ditadura.

Mercado do Forno do Tijolo. 23 Mar-26 Mai. Ter-Dom 11.00-19.00. Entrada livre 

  • Arte
  • Grande Lisboa

A plataforma Underdogs e a Câmara Municipal de Almada inauguram “Portais do Tempo” a 13 de Abril, nos antigos estaleiros da Lisnave. Com curadoria de Pauline Foessel, a exposição colectiva, que integra as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, reúne obras de Ana Malta, Fidel Évora, Inês Teles, Márcio Carvalho, Pedro Gramaxo, Petra.Preta e Raquel Belli, artistas que não viveram o 25 de Abril de 1974, mas foram convidados a dialogar com os trabalhos de Alfredo Cunha, autor das famosas séries fotográficas dedicadas à revolução dos cravos e à descolonização portuguesa. Cada uma das peças criadas, compostas por lonas de escala monumental (7x12 metros), procura oferecer “uma leitura nova e pessoal” dos acontecimentos vividos pelo fotógrafo, da revolução e do seu significado nos dias de hoje.

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  • Coisas para fazer
  • Exposições

A exposição "Rua da Beneficência, 175", de Henrique Amaro, Luís Carlos Amaro e Pedro Félix, revisita o ambiente do mítico Rock Rendez Vous (RRV), com fotografias, em parte inéditas, Rui Vasco, Peter Machado, Pedro Lopes, José Faísca, Fred Somsen, Céu Guarda e Álvaro Rosendo, acompanhando o lançamento do livro Rock Rendez Vous – Uma História em Imagens, da Tinta da China, que documenta, também em fotografia, a existência da antiga catedral do rock em Lisboa, por onde passaram cerca de 1500 bandas, entre 1980 e 1990. Leia mais aqui.

Lançamento do livro e exposição são parte dos dois meses de celebração do RRV, que inclui ainda um ciclo de duas conversas, a 20 de Abril e 17 de Maio, e a exibição do documentário Rock Rendez Vous – A Revolução do Rock, de Ricardo Espírito Santo, a 11 de Maio, tudo no Avenidas. 

Avenidas – Um Teatro em Cada Bairro. Rua Alberto de Sousa, 10 A (Bairro de Santos). 11 Abr-31 Mai. Seg-Sex 09.30-18.30. Para as conversas, inscreva-se em umteatroemcadabairro.avenidas@cm-lisboa.pt.

 

  • Arte
  • São Sebastião

Maria Lamas foi jornalista, escritora e tradutora e uma voz sempre presente na defesa dos direitos das mulheres durante a ditadura, o que a levou por três vezes à prisão, em 1949, 1951 e 1953, e ao exílio em Paris, de 1962 a 1969. A sua obra mais conhecida, já mais etnográfica do que jornalística, As mulheres do meu país, é um documento precioso do que era ser mulher, de norte a sul do país, nesse período.

É aqui que surge a Maria Lamas fotógrafa, mas a sua obra permanece basicamente desconhecida em Portugal. Jorge Calado, que tem combatido esta invisibilidade, é o curador de “As Mulheres de Maria Lamas”, onde se pode ver uma seleção de 67 das suas fotografias, maioritariamente provas de época, de pequenas dimensões, entre 8x6 cm e 14x18 cm, e também algumas ampliações. O catálogo apresenta as fotografias da exposição, cada uma em página inteira, e textos de Jorge Calado, Alexandre Pomar, Raquel Henriques da Silva e Alice Vieira.

Fundação Gulbenkian. Até 28 de Maio. Qua-Seg 10.00-18.00. Entrada livre

Lisboa low cost

  • Museus

Há museus completamente gratuitos em Lisboa (já os listámos) e depois há outros que não dão o braço a torcer e onde vai ter sempre de se chegar à frente e abrir a carteira. Mas ainda há um meio termo, aqueles que dão tréguas em pelo menos um dos dias da semana ou do mês, para que possa entrar sem gastar dinheiro. Seja ao sábado, no primeiro domingo do mês ou depois de uma certa hora – há opções para tudo e não há grandes desculpas para não aderir a estas borlas. Está pronto para apontar estas dicas?

  • Museus

Não é ao domingo de manhã, sábado à tarde ou segunda de madrugada. Estes museus são de entrada gratuita sempre que a porta está aberta ao público ou recebem-no a troco de nada, sob marcação, para uma visita. E a busca pela descoberta de um museu gratuito também pode significar a descoberta de um museu que nem sempre está na ribalta. Fomos à procura dos museus grátis em Lisboa e arredores e descobrimos algumas pérolas museológicas. Da sala de operações do Movimento das Forças Armadas ao museu que respira dinheiro, há muito para aprender sem gastar um tostão.

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