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A Provinciana
Fotografia: Arlindo Camacho

Os melhores restaurantes em Lisboa até dez euros

Cá vai bom e barato. Nestes restaurantes em Lisboa até dez euros encontra bons almoços, jantares e petiscos.

Cláudia Lima Carvalho
Editado por
Cláudia Lima Carvalho
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Já foi mais fácil encontrar restaurantes em Lisboa até dez euros e a culpa não é só do turismo ou dos tempos difíceis que o sector atravessa depois de dois anos intermitentes, uma guerra na Europa e uma inflação. Na maior parte das vezes, a qualidade paga-se, mas ainda há excepções. Comer fora não tem de ser uma extravagância e na cidade existem verdadeiros achados. Pense num prato rico, em comida saborosa e atendimento simpático às vezes até familiar. Para encher a barriga sem esvaziar a carteira, este barato não lhe vai sair caro. Corremos a cidade em busca de pechinchas gastronómicas e reunimos aqui 15 restaurantes onde poderá ser feliz com uma nota vermelha. 

Recomendado: Os melhores restaurantes de petiscos em Lisboa

Os melhores restaurantes em Lisboa até 10 euros

  • Restaurantes
  • Chiado

Já se temeu o pior quando a construção do novo hotel da Vista Alegre ameaçava fechar portas desta tasca de Lisboa. Mas o Sr. José Fernandes por lá continua, forte, a abrir só aos almoços e quase sempre com as mesas preenchidas. A comida é boa e barata – já há poucos sítios assim na cidade. Os croquetes são imperdíveis e as iscas outro prato obrigatório. Tudo caseiro e em doses generosas. 

  • Restaurantes
  • Bairro Alto

No Trevo, pequeno snack-bar no Chiado, é tudo díspar, da ementa às figuras que lá entram a cada segundo. Mas vão quase todos ao mesmo – a bifana. É feita à vista de todos, de frente para o Largo Camões, numa gordura controlada e saborosa. Já no pão, é seguir a recomendação do piripíri caseiro. Além desta sanduíche icónica, tem bons pratos do dia e sopas. 

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  • Coisas para fazer
  • Cais do Sodré

Um quiosque à moda antiga e como a cidade há muito não tinha. A comida é feita na cozinha da Taberna da Rua das Flores, de André Magalhães e companhia, e aqui as coisas são apenas finalizadas (o pão das sandes, por exemplo, é aquecido numa pequena grelha). Numa ardósia anunciam-se petiscos como peixinhos da horta, salada de polvo ou punheta de bacalhau, mais sandes de pernil fumado ou de lula frita – tudo com uma relação qualidade/preço difícil de bater. Um festival de petiscaria popular que nos faz suspirar por uma cidade mais autêntica e clamar por um destes quiosques em cada esquina.

  • Restaurantes
  • Português
  • Santa Maria Maior
  • preço 1 de 4

Para almoçar na Provinciana, convém chegar antes das 13.00, ou arrisca-se a ficar na fila à porta. E por mais boa vontade que tenha Carla, a filha do dono – o Sr. Américo, que trata do serviço, rápido e simpático – é coisa para demorar. Com a pandemia, este pequeno restaurante escondido nas Portas de Santo Antão ganhou até uma pequena esplanada e o título de Loja com História. À segunda-feira costuma haver bacalhau à minhota e à quarta pernil. Depois há sempre os bons clássicos, da alheira com ovo aos choquinhos grelhados ou bitoque, tudo a menos de sete euros.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Santa Maria Maior

O self-service da Associação Católica Internacional ao serviço da Juventude Feminina é mais conhecido como Cantina das Freiras – é aberto a todos e, para cantina, tem das melhores vistas da cidade. Fica em pleno Chiado e deixa ver o rio e a outra margem. O melhor de tudo é que come por 7,50€ com menus completos, incluindo sobremesa. Há pataniscas, quiches e pratos do dia sempre variados. 

  • Restaurantes
  • Chiado/Cais do Sodré

Aqui serve-se a comida tradicional cabo-verdiana, com especial destaque para a cachupa de carne, de peixe ou a especial, em meias doses (7€) ou doses completas, para duas pessoas (14€). Há também muamba de galinha, mandioca com carne de vaca e uma sobremesa de coco com leite condensado cozido muito gulosa. 

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  • Restaurantes
  • Italiano
  • Lisboa
  • preço 1 de 4

No novo restaurante dos Anjos sentimos o aconchego de uma casa italiana. Cheira a massa fresca, a música é alegre e o ambiente descontraído. Nas prateleiras, há frascos com molhos, pacotes de massa e garrafas de vinho. A ardósia anuncia os pratos, que incluem relíquias gastronómicas de Bolonha, e os preços são amigos da carteira. Há cappelletti (6,50€), tagliatelle (5,50€) e gnocchi (6€) para acompanhar de molho de tomate ou carne (+2€/3,50€), entre outras opções. Nas sobremesas não faltam o clássico tiramisù e bolo de chocolate (3€).

  • Restaurantes
  • Chinês
  • Martim Moniz

Não tem nome à porta, mas esta cantina chinesa chama-se Mi Dai – corre a ideia de que ficou baptizada assim depois de o crítico da Time Out a ter visitado, há uns anos, e ter visto um pequeno letreiro com este nome. Não fique “lost in translation” quando lá chegar: tem de entrar, dirigir-se ao balcão e apontar para os ingredientes que quer. Depois são levados para o wok e temperados, com alho, gengibre e pimentas. Há ainda sopas de noodles (entre os 5€ e os 8€), gyosas (5€) e crepes chineses (5€). Claro está que o preço da refeição pode subir se não resistir a provar vários dos petiscos da casa.

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  • Restaurantes
  • Lisboa

Quando Rafael Anaruma idealizou o The Wall Burger, ainda em 2019, imaginou uma cadeia de restaurantes “todos iguais, mas diferentes”, recuperando o espírito dos diners americanos de meados do século passado. Mas aqui não há representações do passado. Nunca foi essa a ideia. “Se pensarmos no boom dos hambúrgueres nos Estados Unidos, nos anos 50, o que acontecia era que os hambúrgueres eram bons, frescos, rápidos e baratos. Há várias combinações, da mais básica com um smash burger duplo, queijo cheddar e maionese caseira (5,70€) – o menu com batata e bebida fica por 8,50€.

  • Restaurantes
  • São Vicente 

Depois da fábrica em Campolide e dos quiosques nos centros comerciais Colombo e Vasco da Gama, os argentinos Carolina Cifuentes e Gaston Costa levam as suas empanadas – uma receita com herança portuguesa – para a rua. As empanadas Mbq, uma sigla que se traduz em mi Buenos Aires querido, chegam agora à Graça para uma experiência argentina mais completa. De momento há opções de empanadas como a caprese, com mozzarella e tomate ou a tradicional empanada argentina, também com carne (2,5€ a unidade; 10€ um pack de cinco). 

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  • Restaurantes
  • Chinês
  • Martim Moniz

O Dawanmian é a mais recente cantina chinesa do Martim Moniz e tem óptima comida. Aqui, a clientela procura noodles e petiscadas, a preços que já quase não se praticam em lado nenhum. Não se deixe enganar pela entrada pouco convidativa. O serviço não é muito simpático, mas o que interessa é o que está dentro das enormes taças de noodles. Há várias hipóteses de sopa de noodles, como a agri-picante ou a de marisco, mas a que mais sai é a de massa-fita caseira, tipo tagliatelle, com entrecosto assado no forno – todas boas, a 6,50€ cada.

  • Restaurantes
  • Indiano
  • Lisboa
  • preço 1 de 4

O Zaafran by Chef Khan fica a poucos minutos do irmão mais velho (Zaafran), no largo da Estefânia. É mais descontraído e virado para o take-away mas tem mesas (10 lugares) para ir comendo por ali. Não é só cozinha indiana, embora tenha boas chamuças de vegetais, gambas e carne (a partir de 1€) e tikka massala sem picante, com picante ou com muito picante (entre os 5,20€ e os 6,50€). Tem ainda asinhas de frango picantes (4,50€), moelas (5,50€) e combinados de frango (½ 3,60€, um inteiro, 7€). Sai de barriga cheia por menos de 10€. 

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  • Restaurantes
  • Campo de Ourique

No Hummusbar, no Mercado de Campo de Ourique, todos os pratos que existem na carta (maioritariamente vegetariana e com opções vegan), têm hummus feito com grão de bico trazido do Egipto. Há sanduíches de pita bem recheadas, saladas, shakshuka e pratos de hummus, sempre acompanhados pelo pão pita fresco. O mais simples é o hummus com tahini (7,90€). Depois é consoante a fome e o tipo de refeição que quer fazer.

  • Restaurantes
  • Padarias
  • Lisboa

É a meca dos bagels em Lisboa, já com duas moradas (em Campo de Ourique e na Estefânia). As receitas caseiras de bagels vêm da família de Raphael Schneider, o dono, e são sempre servidas com um acompanhamento (sopa, coleslaw, salada mista ou chips). O preço dos menus, que inclui ainda uma bebida, começa nos 6,90€ – dependendo do bagel que escolher. 

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  • Restaurantes
  • Português
  • Lisboa
  • preço 1 de 4

O Verde Minho, casa concorrida
de clientela autóctone mas estrategicamente escondida da transumância turística numa curva da Calçada de Santana, serve meias doses que são, na verdade, doses inteiras. Isto tudo por tuta e meia. A grelha a carvão, plantada 
à janela direita de quem entra, 
é a oficina da melhor parte de uma ementa que vai rodando em dias mais ou menos fixos. 

Lisboa em modo poupança

  • Coisas para fazer

Não sabe o que fazer em Lisboa? De concertos de rock a aulas de swing, de recitais de poesia até às estrelas, damos-lhe uma grande variedade de sugestões para aproveitar tudo quanto é à borla na cidade. São dezenas de coisas grátis para fazer em Lisboa, afinal não queremos que deixe de aproveitar o melhor que a cidade tem apenas por ter a carteira mais vazia. Há muito para fazer à borla em Lisboa. 

  • Coisas para fazer
  • Eventos desportivos

Equipamentos de fitness municipais, paredões, espaços verdes amplos, enfim, uma variedade de locais onde pode compensar os excessos calóricos. Nestes ginásios ao ar livre em Lisboa, e não só, pode aventurar-se num treino solitário ou com uma grupeta de amigos e sem gastar um tostão. E não, não é ginástica de reformado, mas de bem informado – depois de ler este artigo de uma ponta à outra, claro.

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