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Os melhores restaurantes em Lisboa até 10 euros

Bom e barato não é impossível. Nesta lista, encontra sete dos melhores restaurantes baratos em Lisboa para comer por 10 euros. Ou menos

Fotografia: Ana Luzia
The Food Temple

Comer fora não tem de ser de caro e na cidade existem verdadeiros achados entre alguns dos restaurantes baratos em Lisboa. Na nossa lista dos melhores restaurantes até 10 euros, há espaço para restaurantes tradicionais, asiáticos, argentinos e até vegetarianos. Para enchar a barriga sem esvaziar a carteira.

Os melhores restaurantes em Lisboa até 10 euros

Pho-Phu

4 /5 estrelas

Fica na Mouraria, o bairro mais internacional de Lisboa, não tem gerência vietnamita (os donos são chineses), mas serve os noodles que são a especialidade dessas latitudes. Pronuncia-se "fô" e trata-se de uma sopa fumegante, de propriedades quase medicinais, com massa de arroz, carne, especiarias, rebentos de soja, salsa, cebola, hortelã e caldo de marisco. Além do pho, há mais duas sopas chinesas (uma das quais de massa de arroz), crepes e raviolis. E mais? Não é preciso mais nada quando se tem uma sopa pho destas.

Mais: 
- Os empregados não falam português, por isso vai ter de gesticular um pouco.
- Tem a clássica cerveja chinesa Tsingtao.
- Em cima da mesa há molho de peixe que pode (e deve) verter para o caldo a ferver.

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Martim Moniz
Das Flores

Das Flores

5 /5 estrelas

A tasquinha da Rua das Flores tem a vida em risco desde que a construção de um hotel no edifício foi aprovada. Mas enquanto ainda não há data para o encerramento de portas, mais vale aproveitar para ir lá comer os croquetes (às terças, sextas e sábados), os pasteis de bacalhau (às terças e quintas), a alheira com batatas fritas e ovo, as iscas, as sopas caseiras, a tarte de amêndoa... Bom, apesar de a ementa não ser quilométrica, a verdade é que é sempre difícil escolher o que comer. Em caso de dúvida volte à infância e brinque ao pim-pam-pum. 
 
Mais:
- Só serve almoços e às onze da manhã já costuma ter a agenda do dia completa.
- Os pastéis de bacalhau ganharam uma prova cega dos criticos da Time Out.
- Não há letreiro à porta. Só tem de decorar o número da porta: 76. 

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Mi Dai

5 /5 estrelas

Sem nome à porta, para encontrar esta verdadeira cantina chinesa tem de procurar o número 7 da Calçada da Mouraria. Lá dentro, fica uma sala despojada com um balcão ao fundo, o sítio onde tem de se deslocar – é o procedimento mais adequado – apontar para os ingredientes que quer, e vê-los serem levados para dentro. Dali vão para o wok, de onde saem perfumados a alho, gengibre e pimentas. Mais: há excelentes sopas de noodles, de peixe ou carne, em caldos aromáticos que chegam a ferver.

Mais:
- Tem sempre a televisão sintonizada em canais chineses.
- Ensinaram-lhe a não sorver a sopa de forma audível? Esqueça. Aqui pode.
-Prove o entrecosto frito, a beringela roxa e a barriga de porco.

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Martim Moniz

Empanaderia El Pibe

4 /5 estrelas

Os menus de almoço do El Pibe, que mudou de Santos para a colina de Santana em meados de 2016, são tão baratos que o instinto de quem se senta é de vasculhar a ementa de uma ponta à outra à procura da rasteira. Ela não existe. São mesmo em conta e não deixam ninguém com fome. Isto porque as empanadas, estrelas da casa, são muitíssimo bem recheadas. De quê? Espinafres e mozzarella, caril de vitela e porco, de cebola, malagueta e gengibre ou de cogumelos, alho francês e farinheira. É que além da tradição sul-americana, aqui gostam de viajar pelos sabores portugueses.

Mais:
- Também há um bom prego de lombo de vitela, de nome lomito
- À sobremesa tem alfajores, as famosas bolachas com doce de leite.
- O restaurante não tem grande graça e à noite está cheio de miudagem. Mas nem tudo pode ser perfeito.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real
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Templo Hindu Radha Krishna

5 /5 estrelas

É preciso percorrer uns 100 metros barreiras para chegar à Cantina da Comunidade Hindu em Portugal. Sobe-se e desce-se escadas, passa-se por um parque de estacionamento gigante, mais escadas, uma porta, outra porta. Chega-se a uma sala grande e sem janelas, pega-se em tigelas e pratos de inox e ataca-se – de forma ordeira, s.f.f. – o buffet. A comida é 100% vegetariana, não há ementa, não há álcool, não há facas nem garfos: o pão serve para empurrar a comida.

Mais:
- Há sempre sopa, arroz branco, roti (pão indiano) e leguminosas cozinhadas.
- Tem sempre caril de vegetais. E atenção que não são comedidos no picante.
- Levou cinco estrelas na nossa crítica.

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Lumiar

The Food Temple

4 /5 estrelas

O restaurante fica num largo pitoresco da Mouraria, cheio de árvores no meio, uma escadaria em anfiteatro em frente, e tem uma vizinha que de vez em quando abre a janela e desata a cantar fado vadio. Agora esqueça a portugalidade e foque-se na cozinha vegetariana de Alice Ming, uma canadiana de ascendência chinesa, que pratica no seu restaurante, conseguido através de crowdfunding, uma gastronomia de pratos mediterrânicos, às vezes asiáticos e outras vezes portugueses. A ementa, como o mundo, está em constante mudança. 

Mais:
- Alice Ming costuma dar workshops de cozinha. Inscreva-se na mailing list para saber as datas.
- Prepare-se para pratos com frutos secos, muitos frutos secos.
- As refeições fazem-se na esplanada ou na mesa comunitária no interior.

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Castelo de São Jorge
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Zé dos Cornos

4 /5 estrelas

O ano que passou não deve ter sido fácil para o Zé dos Cornos. As escadinhas em frente à porta, que dão acesso ao centro da Mouraria, estiveram sempre em obras e a zona tornou-se um caos nos acessos. A única vantagem para si, caro comensal, é ter mais facilidade em arranjar lugar. As mesas são corridas, os bancos são de pau, mas depois de ver chegar os pães, os queijos e os presuntos de entrada e de escolher o prato que vai comer – peixe ou carne na grelha – nem sequer se vai lembrar onde é que está sentado.

Mais: 
- Família, vinho e receitas têm todos a mesma origem: Ponte de Lima.
- O entrecosto, isto é, um piano assado no ponto, é um dos bestsellers.
- O arroz de feijão que acompanha alguns peixes fritos é dos bons.

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Comentários

4 comments
Andreia V

O pho pronuncia-se "fâ" no limite. No Food Temple só comendo um dos pratos (que são sempre mini pratos em jeito de petisco) é que seria eventualmente possível pagar menos de 10€ - se for para jantar a seguir num sítio a sério, talvez dê. Podia continuar a enumerar praticamente todas as outras sugestões batidas e repetidas pela revista e argumentar contra a selecção já que na esmagadora maioria não se faz uma refeição por menos de 10€, sendo isso possível apenas se se optar por comer uma entrada, nunca uma refeição completa. A Timeout precisa de renovar urgentemente a lista, já chateia ler sempre a mesma coisa. E o pho, de facto, é um dos piores restaurantes da cidade. O caldo é péssimo, requentado e com carne enlatada.

Karina C

Vim experimentar o restaurante de PHO e sendo uma conhecedora do prato/sopa/caldo, qual não foi a surpresa. De PHO não tem nada. A carne processada que juntam ė intragavel. O mais grave é ter pedido vegetariano, e o caldo ter aquele paladar a carne processada. O que me faz questionar o rating atribuido pela Time Out ao restaurante.

maria v

O restaurante do Templo Hindu não é 100% vegetariano, é ovo-lacto-vegetariano. 100% vegetariano significa que não contém quaisquer ingredientes de origem animal, o que não é o caso.
De resto, óptimo artigo!