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A Provinciana
Fotografia: Arlindo Camacho

Os melhores restaurantes em Lisboa até dez euros

Cá vai bom e barato. Nestes restaurantes em Lisboa até dez euros encontra bons almoços, jantares e petiscos.

Editado por
Cláudia Lima Carvalho
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Já foi mais fácil encontrar restaurantes em Lisboa até dez euros e a culpa não é só do turismo ou dos tempos difíceis que o sector atravessa depois de dois anos intermitentes. Na maior parte das vezes, a qualidade paga-se, mas ainda há excepções. Comer fora não tem de ser uma extravagância e na cidade existem verdadeiros achados. Pense num prato rico, em comida saborosa e atendimento simpático às vezes até familiar. Para encher a barriga sem esvaziar a carteira, este barato não lhe vai sair caro. Corremos a cidade em busca de pechinchas gastronómicas e reunimos aqui 21 restaurantes onde poderá ser feliz com uma nota vermelha. 

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Os melhores restaurantes em Lisboa até 10 euros

  • Restaurantes
  • Princípe Real

O sítio é pequeno e quase passa despercebido, não fosse um cartaz na Rua da Escola Politécnica com o nome que chama imediatamente à atenção, “Sujamãos”, e logo abaixo a exclamação: “É do cachaço!”. Virando o olhar para onde aponta, para a Rua do Monte Olivete, avista-se a pequena esplanada. A carta é pequena e não tem que enganar: para comer há apenas sandes de cachaço (4,50€), croquetes de cachaço (1,30€) e sopa (2,50€). O nome do espaço também não é só para abrir o apetite: aqui sujam-se realmente as mãos. Ora se engorduram os dedos com o molho da sandes, ora é a carne que quase cai do pão e que obriga a uma ligeira ginástica rítmica entre mãos e boca. 

  • Restaurantes
  • Português
  • Castelo de São Jorge

O piano é o rei da grelha do Zé dos Cornos, restaurante de mesas corridas e bancos de pau. E é para comer sem preconceitos e sem medo de se agarrar ao osso com as mãos, com umas garfadas pelo meio no saboroso arroz de feijão e na salada de tomate (a meia dose custa 8,50€). Se o orçamento for mesmo 10€, nem olhe para os pratos de queijo e presunto e atire-se directamente aos principais. 

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  • Restaurantes
  • Chiado

Já se temeu o pior quando a construção de um hotel ameaçava fechar portas desta tasca de Lisboa. Mas o Sr. José Fernandes por lá continua, forte, a abrir só aos almoços e quase sempre com as mesas preenchidas. A comida é boa e barata – já há poucos sítios assim na cidade. Os croquetes são imperdíveis e as iscas outro prato obrigatório. Tudo caseiro e em doses generosas. 

  • Restaurantes
  • Bairro Alto

No Trevo, pequeno snack-bar no Chiado, é tudo díspar, da ementa às figuras que lá entram a cada segundo. Mas vão quase todos ao mesmo – a bifana. É feita à vista de todos, de frente para o Largo Camões, numa gordura controlada e saborosa. Já no pão, é seguir a recomendação do piripíri caseiro. Além desta sanduíche icónica, tem bons pratos do dia e sopas. 

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  • Coisas para fazer
  • Cais do Sodré

Um quiosque à moda antiga e como a cidade há muito não tinha. A comida é feita na cozinha da Taberna da Rua das Flores, de André Magalhães e companhia, e aqui as coisas são apenas finalizadas (o pão das sandes, por exemplo, é aquecido numa pequena grelha). Numa ardósia anunciam-se petiscos como peixinhos da horta, salada de polvo ou punheta de bacalhau, mais sandes de pernil fumado ou de lula frita – tudo com uma relação qualidade/preço difícil de bater. Um festival de petiscaria popular que nos faz suspirar por uma cidade mais autêntica e clamar por um destes quiosques em cada esquina.

 

  • Restaurantes
  • Português
  • Santa Maria Maior
  • preço 1 de 4

Para almoçar na Provinciana, convém chegar antes das 13.00, ou arrisca-se a ficar na fila à porta. E por mais boa vontade que tenha Carla, a filha do dono – o Sr. Américo, que trata do serviço, rápido e simpático – é coisa para demorar. Com a pandemia, este pequeno restaurante escondido nas Portas de Santo Antão ganhou até uma pequena esplanada e o título de Loja com História. À segunda-feira costuma haver bacalhau à minhota e à quarta pernil. Depois há sempre os bons clássicos, da alheira com ovo (5,25€) aos choquinhos grelhados (6,75€) ou bitoque (5,95€). 

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  • Restaurantes
  • Português
  • Avenidas Novas
  • preço 2 de 4

Esta casa no Campo Pequeno é hoje mantida por Carlos Pinheiro e Diogo Meneses, dois rapazes que não seriam ainda nascidos quando foi aberta, há 30 e tantos anos, por um casal de Paredes de Coura. Chamava-se O Buraquinho e, ontem como hoje, resumia-se a uma sala esconsa onde não se enfiam mais de 20 pessoas. A dupla tomou conta do espaço há cerca de três anos e se à noite a carta tem umas dez entradas, todas com apelo de petisco e preço de amigo, ao almoço há um menu completo pelo preço fixo de 8,50€ e não mais que três pratos à escolha. Tudo bom, como comprovou o nosso crítico José Margarido que deu cinco estrelas a este Petisco Saloio. 

  • Restaurantes
  • Português
  • Lumiar
  • preço 1 de 4

Os pratos do dia andam ali entre os 5,80€ e os 7€. Estamos a falar de pataniscas com arroz de feijão, carne de porco à portuguesa e boa carne e peixe que levam tratamento de grelha, montada à porta, sempre acompanhados por uma saladinha bem temperada. A casa, como boa tasca à antiga, está forrada a bandeirolas e cachecóis de clubes. 

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  • Restaurantes
  • Português
  • Santa Maria Maior

O self-service da Associação Católica Internacional ao serviço da Juventude Feminina é mais conhecido como Cantina das Freiras – é aberto a todos e, para cantina, tem das melhores vistas da cidade. Fica em pleno Chiado e deixa ver o rio e a outra margem. O melhor de tudo é que come por 7 euros com menus completos, incluindo sobremesa. Há pataniscas, quiches e pratos do dia sempre variados. 

  • Restaurantes
  • Português
  • Beato
  • preço 2 de 4

O Sr. Rui do Barrote teve de sair do Poço do Bispo, onde geria o restaurante bem conhecido pela picanha e outros grelhados no ponto. Mudou-se para a Penha de França, mas só mudou mesmo o espaço físico, o resto continua tudo igual. Além dos grelhados há bons pratos do dia, cozido à portuguesa à quinta e volta e meia uma mão de vaca que vale a pena. Se tiver com desejos, ligue a perguntar por ela. Os preços rondam habitualmente os 7€.  

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  • Restaurantes
  • Chiado/Cais do Sodré

Aqui serve-se a comida tradicional cabo-verdiana, com especial destaque para a cachupa de carne, de peixe ou a especial, em meias doses (7€) ou doses completas, para duas pessoas (14€). Há também muamba de galinha, mandioca com carne de vaca e uma sobremesa de coco com leite condensado cozido muito gulosa. 

  • Restaurantes
  • Chinês
  • Martim Moniz
  • preço 1 de 4

O menu pendurado na parede está em chinês e é provável que fique confuso, mas a ementa em papel dá-lhe mais informações – os preços dos pratos estão entre os 5€ e os 7€. As sopas são grandes e a nossa escolha vai para a número 40, com noodles de batata doce, bem picante e bem guarnecida de amendoins.

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  • Restaurantes
  • Chinês
  • Martim Moniz

Não tem nome à porta mas esta cantina chinesa chama-se Mi Dai – corre a ideia de que ficou baptizada assim depois de o crítico da Time Out a ter visitado, há uns anos, e ter visto um pequeno letreiro com este nome. Não fique “lost in translation” quando lá chegar: tem de entrar, dirigir-se ao balcão e apontar para os ingredientes que quer. Depois são levados para o wok e temperados, com alho, gengibre e pimentas. Há ainda sopas de noodles (entre os 5€ e os 8€), gyosas (5€) e crepes chineses (5€).  

  • Restaurantes
  • Indiano
  • Lisboa
  • preço 1 de 4

O Zaafran by Chef Khan fica a poucos minutos do irmão mais velho (Zaafran), no largo da Estefânia. É mais descontraído e virado para o take-away mas tem mesas (10 lugares) para ir comendo por ali. Não é só cozinha indiana, embora tenha boas chamuças de vegetais, gambas e carne (a partir de 1€) e tikka massala sem picante, com picante ou com muito picante (entre os 5,20€ e os 6,50€). Tem ainda asinhas de frango picantes (4,50€), moelas (5,50€) e combinados de frango (½ 3,60€, um inteiro, 7€). Sai de barriga cheia por menos de 10€. 

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  • Restaurantes
  • Chiado/Cais do Sodré

Maria Fuchs e Martin começaram a fazer as mais típicas salsichas austríacas na Herdade do Freixo do Meio, no Alentejo, com saudades da comida da sua terra-natal. São 100% biológicas e seguem a tradição à risca para as vender depois no Mercado de São Bento. Tem as frankfurter, de bovino e suino, as debreziner, condimentadas com pimentão doce e piripíri, as bratwurst, brancas, de sabor suave, e as kaskrainer, normais ou picantes, recheadas com queijo. Todas podem ser servidas cozidas ou grelhadas com pão e acompanhamento. O molho também é à escolha, da mostarda doce à de estragão, rábano picante, ketchup e maionese. Os preços começam nos 4,50€ e o mais caro, com tudo a que tem direito, fica a 9,90€. Há um menu para duas pessoas por 17,40€. 

  • Restaurantes
  • Campo de Ourique

No Hummusbar, no Mercado de Campo de Ourique, todos os pratos que existem na carta (maioritariamente vegetariana e com opções vegan), têm hummus feito com grão de bico trazido do Egipto. Há sanduíches de pita bem recheadas, saladas, shakshuka e pratos de hummus, sempre acompanhados pelo pão pita fresco. O mais simples é o hummus com tahini (6,90€). Depois é consoante a fome e o tipo de refeição que quer fazer.

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  • Restaurantes
  • Cachorros quentes
  • Lisboa

No Hottie há salsichas bratwurst, frankfurter ou vegetarianas, todas servidas em pão artesanal (4,50€). Mas vale a pena olhar para o resto da ementa, bem completa, onde está o mac ‘n’ cheese, aqui feito com macarrão, três tipos de queijo e flocos de pão tostados como topping, para as três variedades de asinhas de frango ou para as suas ribs de entrecosto de porco ou de vaca com molho BBQ. Ao almoço há um menu com cachorro e bebida por 4,90€. 

  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A Empanaderia El Pibe leva-nos até à América do Sul com as mais típicas empanadas recheadas. Há de cebola e mozarela (1,80€); a Papa Francisco com mozarela, tomate cherry e pesto (1,95€) e a El Pibe, recheada com polvo, grelos e cebola (2€). Acompanhe com o ceviche de manga (6,60€) para refrescar. É perfeito para picar qualquer coisa rápida e beber umas imperiais (1€) ou jarros de mojito (18€).

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  • Restaurantes
  • Padarias
  • Lisboa

É a meca dos bagels em Lisboa, já com duas moradas (em Campo de Ourique e na Estefânia). As receitas caseiras de bagels vêm da família de Raphael Schneider, o dono, e são sempre servidas com um acompanhamento (sopa, coleslaw, salada mista ou chips). Experimente, por exemplo, o bagel Manhattan (6,90€) com maionese de coentros, peito de frango marinado, tomate seco, curgete marinada e alface roxa. Por mais 1,50€ pode acrescentar uma bebida e se não abre mão de um docinho, pode sempre somar uma sobremesa (+2,50€).  

  • Restaurantes
  • Chinês
  • Baixa Pombalina

Aproveite a comida de conforto asiática nesta cantina, com uma mesa corrida e uns quantos lugares ao balcão, para ter uma refeição rápida, barata e descontraída. No Panda Cantina encontra três tipos de ramen (7,90€): o de carne de vaca, o de carne de porco ou o de tofu panado. Aos almoços há um menu com uma das sopas, bebida e sobremesa da casa por 9,80€.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Lisboa
  • preço 1 de 4

O Verde Minho, casa concorrida
 de clientela autóctone mas estrategicamente escondida da transumância turística numa curva da Calçada de Santana, serve meias doses que são, na verdade, doses inteiras. Isto tudo por tuta e meia. A grelha a carvão, plantada 
à janela direita de quem entra, 
é a oficina da melhor parte de uma ementa que vai rodando em dias mais ou menos fixos. 

Lisboa em modo poupança

  • Coisas para fazer

Não sabe o que fazer em Lisboa? De concertos de rock a aulas de swing, de recitais de poesia até às estrelas, damos-lhe uma grande variedade de sugestões para aproveitar tudo quanto é à borla na cidade. São dezenas de coisas grátis para fazer em Lisboa, afinal não queremos que deixe de aproveitar o melhor que a cidade tem apenas por ter a carteira mais vazia. Há muito para fazer à borla em Lisboa. 

  • Coisas para fazer
  • Eventos desportivos

Equipamentos de fitness municipais, paredões, espaços verdes amplos, enfim, uma variedade de locais onde pode compensar os excessos calóricos. Nestes ginásios ao ar livre em Lisboa, e não só, pode aventurar-se num treino solitário ou com uma grupeta de amigos e sem gastar um tostão. E não, não é ginástica de reformado, mas de bem informado – depois de ler este artigo de uma ponta à outra, claro.

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