Os melhores restaurantes baratos em Lisboa

Amigos da carteira, os melhores restaurantes baratos em Lisboa não vão decepcionar a barriga nem a carteira de ninguém

Fotografia: Arlindo Camacho

Comer fora é caro, que o digam as marmitas e o fim do mês. Restam uns quantos achados que cumprem os requisitos quando chega o prato à mesa mas também quando chega a hora da dolorosa. Para rebolar rua fora de barriga cheia em dias de festa, para intervalos de almoço em dias de trabalho e para jantar antes de seguir com a noite, damos-lhe 15 restaurantes baratos em Lisboa. Entre tascas, petiscos, cozinha africana, sul-americana, chinesa, italiana e israelita, alvitramos que não vai passar os dez euros. Os 13, vá.

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Os melhores restaurantes para comer muito e pagar pouco

Empanaderia El Pibe

4 /5 estrelas

Os menus de almoço do El Pibe, que se mudou de Santos para a colina de Santana em meados de 2016, são tão baratos que o instinto de quem se senta é vasculhar a ementa de uma ponta à outra à procura da rasteira. Ela não existe. Andam entre os 4,90€ e os 6,90€ e não deixam ninguém com fome. Isto porque as empanadas, estrelas da casa, são muitíssimo bem recheadas. De quê? Espinafres e mozzarella, caril de vitela e porco, de cebola, malagueta e gengibre ou de cogumelos, alho francês e farinheira. Fora da hora do almoço também nao desfalcam ninguém.

Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Zé da Mouraria

4 /5 estrelas

Não há nenhum Zé no Zé da Mouraria. Há um Virgílio, minhoto de origem, que abriu o restaurante mais popular do bairro há quase 20 anos, no mesmo sítio onde um galego teve uma casa de grelhados de nome Zé dos Grelhados. Esclarecimentos feitos, resta dizer que a casa tem um bacalhau assado com fama além-fronteiras, cujo segredo é usar postas altas, tirar as espinhas e juntar-lhes grão do bom, azeite e batata assada. Tem também uns bifinhos de novilho ao alho que são de perder a cabeça, óptimos chocos ao alhinho e iscas com batata no forno como já vai custando encontrar. Como ao jantar está fechado, vá em direcção ao Zé da Mouraria II, junto ao Campo Mártires da Pátria.

Martim Moniz
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Cantinho do Aziz

4 /5 estrelas

Seja bem-vindo a Moçambique num canto recatado por trás da Praça do Martim Moniz. Especialmente à hora do almoço, quando se faz a festa com uma nota de cinco euros para prato do dia, bebida e café. Fora do menu os preços crescem (especialmente em pratos como o caril de caranguejo, o ikala ou n'biji com marisco) mas não arruínam ninguém. Neste bastião africano vai encontrar música a condizer e uma esplanada com happy hour entre as 16.00 e as 18.30. Pontos extra para a ementa que entretém qualquer convidado com os comentários escritos à frente de cada prato.

Castelo de São Jorge

Merendinha do Arco Bandeira

4 /5 estrelas

Foi um galego que abriu o restaurante, em frente ao célebre animatógrafo do Rossio, numa altura em que ainda havia carroças
 a passar, em 1944. Há 14 anos que está nas mãos de David Castro, mas os bons pratos 
e petiscos desta casa são obra da mulher, Fátima. O ambiente de tasca está lá todo, desde o balcão de alumínio aos garrafões pendurados na parede – só já não tem pata de presunto suspensa porque a ASAE não deixa. Serve refeições completas a toda a hora, com destaque para o galo de cabidela à segunda-feira e a mão de vitela com grão à terça. As moelas são “cinco estrelas” e comem-se pataniscas ao balcão.

Baixa Pombalina
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Tasca do Gordo

As romarias a esta barateza de Pedrouços enchem a hora do almoço, por isso chegue cedo. Assim que se entra – cuidado com o degrau 
– vê-se logo o topo das paredes forradas a cachecóis vermelhos com toques aqui e ali de um branco e verde do Rio Ave ou de um azul do Belenenses. Essa primeira sala é só a entrada para um tasco cheio de potencialidades, com o expoente máximo no terraço das traseiras, com direito a umas quantas árvores e espaço para as corridas dos miúdos. Isto enquanto os pais resolvem uma dose de dobrada com feijão branco bem apurada, a especialidade por que é conhecida esta casa em Pedrouços. Não diga que não ao pernil.

Belém

Bella Ciao

4 /5 estrelas

Mudou-se da Rua do Crucifixo para a Rua de São Julião, mas não deixou de ser um achado para fanáticos de autêntica comida italiana. Mantém as mesas com toalhas aos quadrados vermelhos, com um vero italiano na cozinha, Marcello, a fazer boas pastas, como o spaghetti carbonara, o bucatini alla matriciana ou os gnocchi alla sorrentina em pratadas que rondam os nove euros. O tiramisù é de ir aos céus e há sempre o pormenor da televisão sintonizada nos canais italianos — meio caminho andado para nos sentirmos mesmo em Itália. 

Chiado
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Beira Gare

A primeira especialidade da Beira Gare, que está à entrada da estação de comboios do Rossio desde o século XIX, são as bifanas no pão. Comem-se ao balcão de alumínios servidas por empregados rápidos emoldurados por fotografias de alguns dos pratos nas paredes. Os turistas incautos vão pedir peixes grelhados, mas o leitor deste texto há-de apostar numa destas sandes em papo-secos leves, em sandes de choco frito e, para completar a refeição, na sopa de legumes mais saborosa da Baixa.

Santa Maria Maior

Pangzi

4 /5 estrelas

Mesmo ao lado do supermercado chinês Hua Ta Li, no Martim Moniz, estão alguns dos melhores tigelões de sopas de noodles chineses da cidade. A massa é feita na casa, no momento, e o caldo tem um sabor profundo a osso e especiarias. Há várias modalidades, todas entre os 5€ e os 6€, mas nós sugerimos a clássica de porco, com um pedaço de entrecosto assado imerso, a desfazer-se, ou a de noodles de batata doce, bem picante e guarnecida com amendoins. Suba as escadas até ao primeiro andar e quando vir um cabeleireiro, chegou ao seu destino.

Martim Moniz
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A Provinciana

4 /5 estrelas

Há uns 50 relógios na sala e são todos obra do Sr. Américo Fernandes, à frente desta casa desde 1988, depois de a ter comprado aos galegos que a fundaram em 1930. Repare-se que o tema das pipas domina e a razão é simples: o pai de Américo fazia-as em Castro d’Aire, e Américo, que sempre gostou de trabalhar madeira, aproveita-as para os trabalhos mais complexos. Na sala está a filha Carla, a tornar o serviço rápido e simpático, e na cozinha, a mulher, Judite, com mão para tudo o que aqui se serve em pratos individuais certeiras em proporções e tempero. Cabidela à segunda, chanfana à terça, pernil à quarta e assim semana fora, em doses que andam nos cinco euros.

Santa Maria Maior

Tantura

4 /5 estrelas

É o nome de uma pequena aldeia a norte de Telavive e de um restaurante israelita no Bairro Alto. Elad e Itamar são os responsáveis por uma cozinha que junta influências do Norte de África, Médio Oriente e Sul da Europa, mas que não se esgota no hummus. Têm, por exemplo, uma secção da carta dedicada à shakshuka, o típico prato comido pelos israelitas de manhã e que está destinado a fazer o almoço do lisboeta: um molho de tomate de tempero complexo, com ovos escalfados e vegetais por cerca de oito euros. Há ainda uma série de pitas com pão caseiro feito em forno de lenha e vários petiscos. Marque mesa que a casa aberta no Verão de 2017 tornou-se popular.

Bairro Alto
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