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Fotografia: Arlindo Camacho

Os melhores restaurantes baratos em Lisboa

Os melhores restaurantes baratos em Lisboa não vão decepcionar a barriga nem a carteira de ninguém

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Comer fora é caro, que o digam as marmitas e o fim do mês. Restam uns quantos achados que cumprem os requisitos quando chega o prato à mesa mas também quando chega a hora de pedir a conta. Para rebolar rua fora de barriga cheia em dias de festa, para intervalos de almoço em dias de trabalho e para jantar antes de seguir com a noite, damos-lhe 26 restaurantes baratos em Lisboa. Entre tascas, petiscos, cozinha africana, sul-americana, chinesa, italiana e israelita, a garantia é que a dolorosa nunca vai ser realmente dolorosa. 

Recomendado: Os melhores restaurantes em Lisboa até 10 euros

Os melhores restaurantes para comer muito e pagar pouco

  • Restaurantes
  • Português
  • Oeiras
  • preço 2 de 4

Miguel Gonçalves começou o Sítio de Gente Feliz em Janeiro de 2019. “É uma coisa descontraída, não tens de pedir nada. Chegas à mesa e há logo bom azeite, bom queijo, pão, uma broa. A coisa vai acontecendo”, explica. Não é para ir com ideias de comer numa horinha e está despachado – é o sítio para tirar a tarde e deixar-se ficar. “É uma forma diferente de estar na restauração”, reforça, até porque “restaurantes e comidas maravilhosas há muitos, mas sítios para estar não”. Entrar aqui é entrar na casa de um amigo, não se apressa nada, o que vier vem. O investimento de Miguel é essencialmente numa boa matéria-prima e depois é o que lhe vier à cabeça no dia, mas há muita proteína animal, enchidos ou queijo. Comida de tacho, de forno, que fazem lembrar a dos avós e sempre à conta certa de 20€, com bebida incluída. 

  • Restaurantes
  • Português
  • Alvalade
  • preço 2 de 4

Da cozinha desta casa virada para o quartel de bombeiros de Alvalade estão sempre a sair pratos com boa comida do Minho, dos rojões e do bacalhau à minhota à lampreia, por encomenda quando é tempo dela. Isso e um dos melhores bitoques da cidade. Na cozinha está a D. Idalina há já 16 anos, e é ela quem, juntamente com mais duas cozinheiras, leva para a frente esta Adega. Entre as duas salas e a esplanada cabem umas 45 pessoas – chegue cedo que não aceitam reservas.

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  • Restaurantes
  • Santa Maria Maior

A primeira especialidade da Beira Gare, que está à frente da estação de comboios do Rossio desde o século XIX, são as bifanas no pão. Comem-se ao balcão servidas por empregados rápidos rodeados por fotografias de alguns dos pratos nas paredes. Os turistas incautos vão pedir peixes grelhados, mas o leitor deste texto há-de apostar numa sandes como a de choco frito e, para completar a refeição, na sopa de legumes mais saborosa da Baixa.

  • Restaurantes
  • Italiano
  • Chiado

Mudou-se da Rua do Crucifixo para a Rua de São Julião, mas não deixou de ser um achado para os fanáticos da autêntica comida italiana. Mantém as mesas com toalhas aos quadrados vermelhos, com um vero italiano na cozinha, Marcello, a fazer boas pastas, como spaghetti carbonara, bucatini alla matriciana ou gnocchi alla sorrentina em pratadas que rondam os nove euros. O tiramisù é de ir aos céus e há sempre o pormenor da televisão sintonizada nos canais italianos — meio caminho andado para nos sentirmos mesmo em Itália. 

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  • Restaurantes
  • Português
  • Oeiras

O Caçador, uma casa de comida tradicional na Cruz Quebrada, ostenta os arrozes de tacho como a sua especialidade. Há quatro a assinalar: de lingueirão, de bacalhau, de garoupa e de coelho. Há outros pratos de qualidade – como qualquer uma das receitas que inclua raia – e tudo em doses bem generosas, boas para dividir por duas ou mais pessoas. Não atire com o nome para o GPS à confiança porque há várias casas com este nome pela cidade, e nem todas têm os pratos do dia e o picante caseiro potente que aqui se encontra. 

  • Restaurantes
  • Pan-africano
  • Castelo de São Jorge

Neste cantinho de África semi-escondido nas traseiras do Centro Comercial Martim Moniz faz-se a festa com uma nota de 10. O menu de almoço (que durante muitos anos foi apenas 5€, o melhor negócio da cidade) inclui prato e bebida. Fora do menu os preços crescem (especialmente em pratos como o caril de caranguejo, o ikala ou n'biji com marisco) mas não arruínam ninguém. Neste bastião africano vai encontrar música a condizer e uma esplanada com happy hour entre as 16.00 e as 18.30. Pontos extra para a ementa que entretém qualquer convidado com os comentários escritos à frente de cada prato.

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  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Há 26 anos nesta casa, Maria Júlia Cabral não tem mãos a medir em dias de cozido, especialmente porque, da sala, cada um o pede à sua maneira - sem orelha, sem couve - "às tantas deixa de ser cozido", diz. Nesta tasca a atirar para o restaurante nas traseiras da Avenida, a travessa vem personalizada, seja ao domingo e à quarta — dias de cozido durante a sua época —, ou nos dias de cabidela, bacalhau à Brás e afins. Ao balcão ou na mesa, esta casa de minhotos é uma cantina diária como Lisboa gosta.

  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Os menus de almoço do El Pibe, que se mudou de Santos para a colina de Santana em meados de 2016, são tão baratos que o instinto de quem se senta é vasculhar a ementa de uma ponta à outra à procura da rasteira. Ela não existe. Andam entre os 4,90€ e os 6,90€ e não deixam ninguém com fome. Isto porque as empanadas, estrelas da casa, são muitíssimo bem recheadas. De quê? Espinafres e mozzarella, caril de vitela e porco, de cebola, malagueta e gengibre ou de cogumelos, alho francês e farinheira. Fora da hora do almoço também não fazem grande estrago nas nossas poupanças.

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  • Restaurantes
  • Mexicano
  • Grande Lisboa

É o primeiro restaurante de rua da marca Guacamole, que serve comida mexicana em centros comerciais como o Colombo ou o Alegro Alfragide. Na loja do 8 Building há tudo o que se espera deste mexicano: os burritos recheados à vontade do freguês, as saladas, os totopos para molhar em pico de gallo, molho de queijo derretido ou um creme de feijão. A juntar a tudo isto, há um bar onde se servem margaritas de assinatura, cucumberitas ou TNT — Tequilla e tónica. 

  • Restaurantes
  • Português
  • Baixa Pombalina
  • preço 1 de 4

Foi um galego que abriu o restaurante, em frente ao célebre animatógrafo do Rossio, numa altura em que ainda havia carroças
 a passar, em 1944. Há 14 anos que está nas mãos de David Castro, mas os bons pratos 
e petiscos desta casa são obra da mulher, Fátima. O ambiente de tasca está lá todo, desde o balcão de alumínio aos garrafões pendurados na parede – só já não tem pata de presunto suspensa porque a ASAE não deixa. Serve refeições completas a toda a hora, com destaque para o galo de cabidela à segunda-feira e a mão de vitela com grão à terça. As moelas são “cinco estrelas” e comem-se pataniscas ao balcão.

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  • Restaurantes
  • Chinês
  • Martim Moniz

Fica no número sete da Calçada da Mouraria, não tem nome à porta e é conhecido entre os frequentadores da zona como a “cantina chinesa”. O modus operandi para fazer o pedido assemelha-se, de facto, ao de um exemplar da espécie. Entra, dirige-se ao balcão do fundo, aponta para os ingredientes que quer e vê-os serem levados dali para o wok, de onde saem perfumados a alho, gengibre e pimentas – peça o arroz branco para acompanhar. Há ainda sopas de noodles para sorver e sair de barriga cheia e quentinha.

  • Restaurantes
  • Chinês
  • Lisboa

Tudo começou num chinês clandestino na Rua do Benformoso, mas há três anos Zhiaming Lu, o Mr. Lu, ganhou um restaurante a sério. A carta mantém-se intacta e com todos os pratos que lhe deram fama e clientes (tanto chineses como portugueses) – da carne de porco picante e dos camarões com amendoins, às pernas de rã fritas. Também há boas massas de arroz salteadas, espetadas, raviólis chineses fritos e bolinhos de camarão a vapor, entre outras iguarias.

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  • Restaurantes
  • Chinês
  • Baixa Pombalina

Nesta cantina, com uma mesa corrida e uns quantos lugares ao balcão, serve-se comida de conforto asiática. E é o sítio ideal para uma refeição rápida, barata e descontraída, num espaço decorado com personalidade. No menu há três tipos de ramen (7,90€): o de carne de vaca, o de carne de porco ou o de tofu panado, todos eles com bons noodles
 e sem molhos nem pós instantâneos. Aos almoços há um menu com uma das sopas, bebida e sobremesa por 9,80€.

  • Restaurantes
  • Chinês
  • Martim Moniz
  • preço 1 de 4

Mesmo ao lado do supermercado chinês Hua Ta Li, no Martim Moniz, estão alguns dos melhores tigelões de sopas de noodles chineses da cidade. A massa é feita na casa e o caldo tem um sabor profundo a osso e especiarias. Há várias modalidades, todas entre os 5€ e os 6€, mas nós sugerimos a clássica de porco, com um pedaço de entrecosto assado imerso, a desfazer-se, ou a de noodles de batata doce, bem picante e guarnecida com amendoins. Suba as escadas até ao primeiro andar e quando vir um cabeleireiro, chegou ao seu destino.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Santa Maria Maior
  • preço 1 de 4

Há uns 50 relógios na sala e são todos obra do Sr. Américo Fernandes, à frente desta casa desde 1988, depois de a ter comprado aos galegos que a fundaram em 1930. Repare-se que o tema das pipas domina e a razão é simples: o pai de Américo fazia-as em Castro d’Aire, e Américo, que sempre gostou de trabalhar madeira, aproveita-as para os trabalhos mais complexos. Na sala está a filha Carla, a tornar o serviço rápido e simpático, e na cozinha, a mulher, Judite, com mão para tudo o que aqui se serve em doses individuais certeiras em proporções e tempero. Cabidela à segunda, chanfana à terça e pernil à quarta, tudo em doses que rondam os cinco euros.

  • Restaurantes
  • Mediterrâneo
  • Bairro Alto
  • preço 2 de 4

É o nome de uma pequena aldeia a norte de Telavive e de um restaurante israelita no Bairro Alto. Elad e Itamar são os responsáveis por uma cozinha que junta influências do Norte de África, Médio Oriente e Sul da Europa, mas que não se esgota no hummus. Têm, por exemplo, uma secção da carta dedicada à shakshuka, o típico prato comido pelos israelitas de manhã e que está destinado a fazer o almoço do lisboeta: um molho de tomate de tempero complexo, com ovos escalfados e vegetais por cerca de oito euros. Há ainda uma série de pitas com pão caseiro feito em forno de lenha e vários petiscos. Marque mesa que esta casa, aberta no Verão de 2017, tornou-se muito popular.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Belém
  • preço 2 de 4

As romarias a esta barateza de Pedrouços entopem o restaurante à hora do almoço, por isso chegue cedo. Assim que se entra – cuidado com o degrau 
– vê-se logo o topo das paredes forradas a cachecóis vermelhos com toques aqui e ali de um branco e verde do Rio Ave ou de um azul do Belenenses. Essa primeira sala é só a entrada para um tasco cheio de potencialidades, com o expoente máximo no terraço das traseiras, com direito a umas quantas árvores e espaço para as corridas dos miúdos. Isto enquanto os pais resolvem uma dose de dobrada com feijão branco bem apurada, a especialidade por que é conhecida esta casa em Pedrouços. Não diga que não ao pernil.

  • Restaurantes
  • Campo de Ourique

No hummusbar, no Mercado de Campo de Ourique, todos os pratos que existem na carta (maioritariamente vegetariana e com opções vegan) têm hummus feito com grão de bico trazido do Egipto. Há sanduí ches de pita bem recheadas, saladas, shakshuka e pratos de hummus, sempre acompanhados pelo pão pita fresco. O mais simples é o hummus com tahini (6,90€). Depois é consoante a fome e o tipo de refeição que quer fazer – pode completá-lo com dez pequenos falafel crocantes (7,90€) ou escolher o hummus completo, que combina seis bolas de falafel, cogumelos cozinhados com cominhos e grão de bico cozido (8,90€).

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  • Restaurantes
  • Indiano
  • Lumiar

Comer bem por pouco. A cantina do Templo Hindu segue esta máxima com um regime buffet de gastronomia indiana e serve almoços por 8€ e jantares por 10€. Os pratos mudam todos os dias e não há ementa que lhe dê espaço para indecisões. Também não há álcool, nem faca e garfo, coisa sem importância uma vez que o roti (pão indiano) serve de talher. Nesta cozinha, onde não entra carne, peixe nem ovos – alegria para os vegetarianos – há sempre sopa, arroz branco e leguminosas, que acompanham os pratos principais, normalmente um dhal e dois guisados.

  • Restaurantes
  • Português
  • Baixa Pombalina
  • preço 1 de 4

Para petiscos rápidos, variados e alfacinhas, há a Tendinha, que é “como se fosse uma família”, garante Alfredo Gramaça, que trabalha na tasca do Rossio há 20 anos. O espaço é a mesmo “há uns 100 anos”, mas a localização turística fez com que as opções crescessem – além das sandes de panado e das bifanas grelhadas no pão, há agora também sandes de bacalhau. Juntam-se ao leque de opções os rissóis
 de leitão, de camarão, pastéis de bacalhau e croquetes para comer nas mesas junto à parede ou ao balcão com um copinho de vinho a acompanhar. 

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  • Restaurantes
  • Martim Moniz

Não há nenhum Zé no Zé da Mouraria. Há um Virgílio, minhoto de origem, que abriu o restaurante mais popular do bairro há quase 20 anos, no mesmo sítio onde um galego teve uma casa de grelhados de nome Zé dos Grelhados. Esclarecimentos feitos, resta dizer que a casa tem um bacalhau assado com fama além-fronteiras, cujo segredo é usar postas altas, tirar as espinhas e juntar-lhes grão do bom, azeite e batata assada. Tem também uns bifinhos de novilho ao alho que são de perder a cabeça, óptimos chocos ao alhinho e iscas com batata no forno como já vai custando encontrar. Como ao jantar está fechado, vá em direcção ao Zé da Mouraria II, junto ao Campo Mártires da Pátria.

  • Restaurantes
  • São Sebastião

O kebab é comida de eleição para finais de noite – a maior parte das vezes, portanto, é visto como junk food. Má junk food. Aqui, Bernardo Agrela, chef que antes esteve dedicado ao fine dining, tornou os kebabs mais do que comida tapa-buracos num espaço pequenino perto de São Sebastião. Não peça a carta – veja na parede os menus (a partir de 10€) e peça ajuda. Para começar vai poder provar o cheese naan, feito de raíz no tandoor, com queijo do Monte da Vinha, e os golden chicken, uns nuggets de frango concorrentes dignos para o gigante da fast food. Depois é perguntar quais os kebabs, mas certo é que haja o de borrego, um de frango e um vegetariano. Remate tudo com o lava cake de caramelo salgado, que se desmorona à primeira colherada.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Lisboa
  • preço 1 de 4

No Verde Minho, casa concorrida e estrategicamente escondida da clientela estrangeira numa curva da Calçada de Santana, meia dose é dose inteira por tuta e meia. A grelha a carvão, plantada 
à janela direita de quem entra, 
é a oficina da melhor parte de uma ementa que vai rodando em dias mais ou menos fixos. Para garantir mesa, não vá mais tarde que o meio dia nem mais cedo que as duas. Saiba que precisa de imaginação para sair daqui a pagar mais de 10€, da azeitona à sobremesa.

  • Restaurantes
  • Asiático contemporâneo
  • Santa Maria Maior
  • preço 2 de 4

Na verdade, o Mercado Oriental não é um restaurante mas vários restaurantes que partilham as mesmas mesas. O maior promotor e ideólogo do projecto é o chef André Magalhães (da Taberna da Rua das Flores e da Taberna Fina), que tem três bancas no Mercado Oriental. Dos baos às katsu sandos, dos phos ao sushi, do bibimpap aos petiscos macaenses, aqui tem um bocadinho da Ásia toda e a preços mesmo simpáticos.

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  • Restaurantes
  • Coreano
  • Lisboa
  • preço 2 de 4

Encontrar um restaurante de comida coreana autêntica no centro de Lisboa ainda não é tarefa fácil, embora já tratemos o kimchi e o bibimbap por tu. Em 2019, porém, começaram a aparecer uns quantos espaços de barbecue coreano – um microtendência na cidade onde, no centro de cada mesa, há uma chapa para cada pessoa ir cozinhando e comendo (por cima há um exaustor a impedir a fumarada). No Han Table, deixe- se guiar pela expertise de Liu, o dono da casa. Para primeira vez, o melhor será seguir a recomendação do nosso crítico Alfredo Lacerda, que começou com as fatias finas de cachaço de porco ou entremeada, que podem ser temperadas com oito sabores diferentes, e partir depois para sabores marinhos, como a enguia. Os vegetais também vão para a grelha, por isso acompanhe com cogumelos enoki, o cebolinho chinês e o rioma de lótus. Nos acompanhamentos frios, prove a salada de rebentos de soja.

  • Restaurantes
  • Turco
  • Santa Maria Maior

Na saúde e na ressaca, no dia de trabalho e no que se segue à farra, juramos manter-nos fiéis ao kebab. O do Alif, entre o Rossio e o Martim Moniz, é dos melhores que Lisboa conhece, especialmente se falarmos no durum: o pão que embrulha o recheio é feito na casa e é mais fofo que o normal a estrela do prato que rouba a cena à carne (frango ou vaca) e a salada. Para quem gosta da comida bem picante há o molho sriracha e o menu com batatas fritas e bebida (não se vende aqui álcool) não passa os seis euros.

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