Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os melhores restaurantes de cozinha tradicional em Lisboa

Os melhores restaurantes de cozinha tradicional em Lisboa

Gostamos de comida do mundo e de fusão, mas não há nada como um bom cozido. Estes são os melhores restaurantes de cozinha tradicional em Lisboa

Solar dos Presuntos - Cozido à Portuguesa
Fotografia: Arlindo Camacho Cozido à Portuguesa no Solar dos Presuntos
Por Mariana Correia de Barros e Inês Garcia |
Publicidade

Do Minho ao Algarve, do interior ao litoral – não é preciso sair de Lisboa para experimentar os melhores sabores da cozinha portuguesa. Açordas, bacalhaus, rissóis e pataniscas. Entremeadas, croquetes, cozidos e empadões – o que não falta nestes restaurantes de cozinha tradicional em Lisboa são especialidades do país inteiro. E temos de tudo, dos restaurantes com toalhas de papel e travessas de inox, aos pratos cuidados a roçar o fine dining. Verdade seja dita, é a melhor comida de conforto que alguém pode querer. Troque as fusões e a comida do mundo por um destes pratos com sabor a Portugal.

Recomendado: Tascas a não perder em Lisboa

Os melhores restaurantes de cozinha tradicional em Lisboa

Casa do Bacalhau - Arroz de Linguas de Bacalhau
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

A Casa do Bacalhau

icon-location-pin Alfama

A Time Out costuma definir este restaurante como o sítio certo para apanhar uma overdose de bacalhau. A brincadeira é óbvia, mas ainda não encontrámos melhor forma de descrever uma casa – casa a sério, com arcos de pedra, que em tempos albergaram as cavalariças do Palácio do Duque de Lafões – onde são tão fiéis ao fiel amigo que ele está representado em 25 pratos. Do à Brás ao Gomes de Sá, do Margarida da Praça ao Zé do Pipo, encontra os suspeitos do costume e ainda aquelas partes menos nobres, como a língua ou as caras.

Perfeito para: levar um amigo estrangeiro de visita a Lisboa. E fazer um brilharete, claro.

Obrigatório provar: as pataniscas de bacalhau, vencedoras do primeiro concurso da Melhor Patanisca de Lisboa.

A Time Out diz
A Floresta do Salitre - Entremeada de Leitão
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

A Floresta do Salitre

icon-location-pin Avenida da Liberdade

Quando o relógio bate a uma da tarde já a sala d’A Floresta do Salitre está a rebentar pelas costuras – ler: se quer mesa ao almoço, chegue uns minutos antes. À medida que os minutos avançam, o Sr. Joaquim vai distribuindo as sopas caseiras, anunciando os pratos do dia, contando uma piada, trazendo peixes na brasa, bitoques e abrindo boas garrafas de vinho (aqui bebe-se e percebe-se do assunto). No final é só passar pela Sr. Rosa, pagar a conta e martirizar-se por não ter ido mais cedo ao balcão espreitar as sobremesas.

Perfeito para: comer bem, barato e em quantidade na Avenida da Liberdade.

Obrigatório provar: a entremeada de leitão acompanhada de batata frita caseira pala-pala (às sextas).

Publicidade
Adega da Tia Matilde - Coelho à Caçador
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Adega da Tia Matilde

icon-location-pin São Sebastião

É difícil escolher a razão pela qual a Adega da Tia Matilde é mais conhecida: se pela comida tradicional, se por ter sido durante anos um dos poisos favoritos de Eusébio. Mas se não está familiarizado com ela ainda (como não?) pode lá ir tanto para ver a justa homenagem ao Pantera Negra, como para provar as pataniscas, o cozidos, os filetes de garoupa, o coelho à caçador, o bacalhau à Isabel, a feijoada à transmontana, o leite-creme, tudo o que é português e bom, em doses sempre muitíssimo generosas.

Perfeito para: matar saudades dos restaurantes da velha guarda, com serviço à antiga.

Obrigatório provar: o cozido à portuguesa (às terças).

A Time Out diz
Adega das Gravatas - Prato
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Adega das Gravatas

icon-location-pin Carnide/Colégio Militar

Várias Insta Stories poderão ser feitas na Adega das Gravatas. Primeiro apontar a máquina à bizarra colecção de gravatas que os clientes vão deixando no restaurante; depois para imortalizar o bife a assentar na pedra, aquele leve barulho da confecção e provocar inveja nos seguidores; depois para fotografar a companhia, que este é um restaurante bom para ir em grupo e/ou família; e no final para gravar aquelas sobremesas à antiga, como o molotof, um pudim flan ou um pudim abade priscos. Likes? Ui, vão disparar.

Perfeito para: deixar aquela gravata que a sogra lhe deu e você “adorei, obrigada”, mas…

Obrigatório provar: o polvo à lagareiro, a nadar em azeite quente, com batatas a murro

A Time Out diz
Publicidade
Adega Saraiva - Cabrito Assado no Forno
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Adega do Saraiva

icon-location-pin Sintra

“Cuidado com a Adega do Saraiva, o restaurante onde é tudo tão bom que é preciso ter mais barriga que olhos”, escreveu Miguel Esteves Cardoso numa das suas crónicas do Público. Uma grande verdade quando se trata desta casa tradicional em Nafarros, lugar de romarias de fim-de-semana, famosa pelo seu cabrito assado no forno, receita com décadas de vida, que também pode ser encomendado para fora. Quartas, sábados e domingos tem um óptimo cozido e serve ainda um bacalhau à Tia Emília bem conhecido.

Perfeito para: arrastar o grupo de Whatsapp para uma almoçarada em Sintra.

Obrigatório provar: o cabrito assado no forno.

As Colunas - Sericaia
©DR
Restaurantes, Português

As Colunas

icon-location-pin Grande Lisboa

É um dos restaurantes mais peculiares da Grande Lisboa, mas merece a sua atenção. Ora veja: a cozinheira vem do Minho e serve as doses à moda do Norte; a ementa tem uma série de pratos tradicionais, carnes e peixes na brasa e boa cozinha de tacho; e depois há uma secção dedicada à caça brava, que podia ser a lista de espécies de um Jardim Zoológico, com coelho, perdiz, faisão, galinhola, rola, kudu, zebra, camelo, veado, canguru, não acaba; tem óptimas sobremesas conventuais; e a garrafeira é de luxo.

Perfeito para: comer carnes exóticas com acompanhamentos portugueses.

Obrigatório provar: o coelho bravo fritinho em azeite para duas pessoas.

A Time Out diz
Publicidade
Café Lisboa - Croquetes de Novilho
©Mariana Marques
Restaurantes

Café Lisboa

icon-location-pin Chiado

Foi mais uma conquista territorial de José Avillez no Chiado, desta feita dentro (e fora também, com uma boa esplanada) do Teatro Nacional de São Carlos, onde se aprende que um chef pode brilhar em pratos bem simples. Falamos de croquetes, pastéis de massa tenra, um caldo verde, um bacalhau assado com cebolada e de uma série de arrozes caldosos muito bons, tudo bem apresentado, com um ou outro toque de autor, que arrebatam o coração dos turistas e, admita-se, também derretem os dos portugueses

Perfeito para: ir a um restaurante com marca Avillez sem gastar por aí além.

Obrigatório provar: os nuggets de bacalhau com arroz de tomate.

A Time Out diz
Picanha do Cova Funda
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Português

Cova Funda

icon-location-pin Areeiro/Alameda

Antes de mais, face à proliferação de Cova Fundas pela cidade, a pergunta que se impõe é: qual Cova Funda? O da Alameda, caro leitor, aquele onde se come excelente peixe fresco na grelha, um óptimo cozido (às quintas-feiras) e uma picanha de primeiríssima qualidade, ladeada por arroz e batatas fritas às rodelas. O nome do estabelecimento, mais popular que o “Café Central”, a “Bijou” ou o “Cantinho dos Amigos” está relacionado com o facto de ficar numa cave, claro, apesar de ser um restaurante arejado e bom para ver a bola.

Perfeito para: não ser incomodado com telefonemas – a sala da cave não tem rede.

Obrigatório provar: a picanha com batatas fritas e arroz.

A Time Out diz
Publicidade
tripas do dom feijão, tema  526
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Português

Dom Feijão

icon-location-pin Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

É um daqueles templos da boa comida tradicional servida com requinte, ali no eixo Roma-Alvalade, que nasceu como dissidente d’Os Courenses. Também criado por pessoas de Paredes de Coura, é fortíssimo ao nível da grelha, por onde passam óptimos exemplares de peixe fresco e muitas carnes, gosta de trabalhar os pratos à lagareiro (polvo, ovas, lulas e bacalhau) e tem sempre lampreia na devida época. Convém marcar mesa, sobretudo ao fim-de-semana, e convém lembrar-se dele quando quiser uma esplanada para noites de calor.

Perfeito para: uma almoçarada de família, com pratos que agradam do avô ao neto.

Obrigatório provar: a massada de garoupa.

A Time Out diz
Restaurante Das Flores
Fotografia:Ana Luzia
Restaurantes

Das Flores

icon-location-pin Chiado

Os rumores caíram como uma hecatombe na cidade: o Das Flores – a.k.a. “a tasca” da Rua das Flores – corria o risco de fechar porque o prédio ia para obras. Felizmente, garantiram-nos, vão-se aguentar. Até porque a cidade não estava preparada para perder os croquetes, as iscas, os pastéis de bacalhau, as sopas caseiras, enfim, tudo o que sai da cozinha deste pequenino restaurante no Chiado.

Perfeito para: conhecer um negócio familiar.

Obrigatório provar: os croquetes.

A Time Out diz
Publicidade
Farol da Torre - Pica Pau de Javali
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Farol da Torre

icon-location-pin Oeiras

Por mais restaurantes étnicos que apareçam em Lisboa, ainda há uma pontinha de orgulho em cada um de nós, que vem ao de cima cada vez que se fala de um restaurante português de comida tradicional. Este Farol da Torre, casa minhota que fica em Linda-a-Velha, é um daqueles que não gostaríamos de ver trocados nem por uma estrela Michelin japonesa. Tem peixes e carnes nas brasas, alguns pratos de forno, bons pratos de caça, lampreia na devida época e até caracóis nos meses de Verão. Às quintas há cozido com carnes fumadas

Perfeito para: levar aquele amigos que acha que conhece todos os segredos da cidade.

Obrigatório provar: o pica-pau de javali com batatas fritas caseiras.

Gambrinus - Sandes de Rosbife com Tartaro
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Português

Gambrinus

icon-location-pin Santa Maria Maior

Manual de conduta para comer na barra do Gambrinus: 1) comer sempre um croquete com mostarda da casa; 2) pedir a tulipa Gambrinus, uma cerveja mista muito boa; 3) não ignorar as amêndoas torradas; 4) esperar pacientemente pelas torradas de pão de centeio; 5) trincar um prego ou uma sandes de rosbife com tártaro; 6) assistir à preparação do café de balão - e bebê-lo, claro. Convém também decorar que às segundas é dia de empadão de perdiz, às quartas de empadão de lagosta e às quintas de eisbein com chucrute.

Perfeito para: almoçar sozinho. Com tantos empregados, nunca está mesmo sozinho, percebe?

Obrigatório provar: Os croquetes? O prego? Ou serão os crepes suzette?

A Time Out diz
Publicidade
Laurentina
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Português

Laurentina

icon-location-pin Avenidas Novas

Marco e Rita Pires herdaram o título de reis do bacalhau e fizeram poucas mexidas na carta. Aliás, as mexidas mais vísiveis no restaurante que o pai inaugurou há 40 anos, foram ao nível da decoração. Criaram um género de oásis a um canto do restaurante, com uma clarabóia e flores naturais, e juntaram elementos da Bordallo Pinheiro à decoração, que remete sempre para a história do bacalhau.  A patanisca de bacalhau está na carta há cerca de 20 anos (o restaurante tem 40), mas dantes era comida no pão, como uma sandes, e tinha menos bacalhau. Não houve grandes mexidas na receita, só “um upgrade”, explicam. Utilizam a farinha com fermento em vez da cerveja, tal como na receita tradicional, mas com a parte mais alta do bacalhau. 

Perfeito para: uma barrigada de bacalhau

Obrigatório provar: as pataniscas 

Maria Azeitona - Mexilhões com Queijo da Ilha
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Português

Maria Azeitona

icon-location-pin Grande Lisboa

Atenção tripulação, o vosso comandante Time Out informa que uma das mesas mais difíceis de marcar de Lisboa fica na freguesia da Venteira, concelho da Amadora. Leu bem. Chama-se Maria Azeitona, é um restaurante bonitinho e bem decorado com madeiras claras e cadeiras desirmanadas, fortíssimo nos pratos do dia, sempre portugueses, e a apostar várias fichas em petiscos, muitas vezes reinvenções de clássicos tradicionais - caso dos mexilhões com queijo da Ilha. Fuja ao trânsito da cidade e não se esqueça de marcar mesa.

Perfeito para: desenjoar dos bairros cool, trendy e hipsters do centro de Lisboa.

Obrigatório provar: os ovos rotos com linguiça de Barrancos.

A Time Out diz
Publicidade
Orelhas
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Orelhas

icon-location-pin Oeiras

Um dos bastiões da comida tradicional nos arredores de Lisboa, o Orelhas, em Queijas, é um simpático restaurante onde se come por 20€ (a menos que se estique nos vinhos). A cozinha é aberta para a sala e tem uma vitrine de carnes e bom peixe de mar para assar, tarefa sob a alçada do Sr. Travassos. A carta é feita com base no que há no dia, pode nunca chegar a vê-la e confiar no que sugerem e apanhar pratos como o rabo de boi assado, as bochechas de porco, a língua de vaca estufada ou a barriga de freira.

Perfeito para: quem não gosta de decidir e prefere ser levado pelas sugestões do dia.

Obrigatório provar: a cabidela de galinha.

A Time Out diz
Os Arcos - Arroz de Lebre
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Os Arcos

icon-location-pin Oeiras

Aqui ao lado onde se lê “Tradicional”, pode ler-se também “Peixe e marisco”. Porque se há tema em que a antiga casa de Paço de Arcos dá cartas é nas especialidades vindas do mar - o robalo no capote e a açorda de marisco são dois must try. Acontece que além das amêijoas, gambas e santolas, também servem pratos menos avistados hoje em dia, como a perdiz estufada com castanhas ou o bife do lombo em folhado à General Wellington, e outras especialidades a marcar a herança galega. É ideal para reuniões de família.

Perfeito para: um bom repasto depois de um passeio à beira mar.

Obrigatório provar: o arroz de lebre desfiada.

A Time Out diz
Publicidade
nobre
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

O Nobre

icon-location-pin Areeiro/Alameda

Justa Nobre é uma estrela da cozinha portuguesa e um marco na história da restauração lisboeta. Na casa que tem junto ao Campo Pequeno há uns bons anos, mostra os melhor da sua cozinha de inspiração transmontana, mas sempre a cruzar outras regiões do país. Há de tudo, desde as iscas de cebolada aos ovos mexidos com tomate, desde o folhado de caça brava aos camarões de fricassé. E há uma família inteira a servi-lo com um sorriso de orelha a orelha. Marido e filho na sala, irmãs a contribuir na rectaguarda – sobretudo nas sobremesas.

Perfeito para: nos domingos mais frios ir em família comer cozido.

Obrigatório provar: a sopa de santola.

A Time Out diz
Restaurante Pap'açorda
Fotografia:Arlindo Camacho
Restaurantes

Pap'Açorda

icon-location-pin Cais do Sodré

O Pap'Açorda mudou-se de malas e bagagens para o primeiro andar no Time Out Market. Manuela Brandão, a cozinheira que não gosta de ser chamada de chef, manteve todos os suspeitos do costume: pastéis de massa tenra, costeletas de borrego panadas, tomatada de ovo escalfado e, óbvio, a mousse de chocolate. 

Perfeito para: um jantar com entrada directa no Rive-Rouge

Obrigatório provar: as costeletas de borrego panadas com esparregado

A Time Out diz
Publicidade
Restaurantes

Panorâmico by Marlene Vieira

icon-location-pin Oeiras

Até meados de 2017 a cozinha da chef Marlene Vieira podia apenas ser experimentada na sua banca do Time Out Market, onde apresentava (e ainda o faz) pratos de cariz português, com combinações originais. Em Abril, abriu o Panorâmico no Tagus Park, onde tem o seu próprio espaço de produção, num menu também de produtos portugueses, com comida de conforto, mas sempre uns apontamentos de chef. Há alguns pratos fixos e um menu executivo (a 18€), com sugestões diferentes todos os dias da semana.

Perfeito para: provar os pratos da chef com o mar ao fundo.

Obrigatório provar: o tártaro de espadarte rosa com ervilhas e wasabi.

Salsa e Coentros
© Arlindo Camacho
Restaurantes

Salsa e Coentros

icon-location-pin Alvalade

Os frequentadores da casa estão familiarizados com a separação da dupla José Duarte e Belarmino Jesus, ocorrida em 2015, e sabem que nada mudou neste templo da boa comida. Estão também, com certeza, a par daquele dia de 2014 em que Mick Jagger jantou na cave do restaurante, até porque isso costuma ser usado como moeda de troca para convencer os clientes a descer as escadas. E sabem que aqui se come o melhor da cozinha alentejana e transmontana, em pratos que não vamos enumerar porque o leitor não pode comer estas páginas, ok? 

Perfeito para: se encher de entradinhas, beber água com gás, e partir para os pratos de caça.

Obrigatório provar: o bacalhau confitado com grão.

A Time Out diz
Publicidade
Solar dos Duques - Prato
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Português

Solar dos Duques

icon-location-pin Campo de Ourique

A Time Out descobriu tarde este excelente restaurante de comida tradicional em Campo de Ourique – tão tarde que só lhe apanhou a versão moderna da sala. Mas o povo é sábio nestas alturas e como mais vale tarde que nunca, eis que Solar dos Duques entrou para os 150 melhores de Lisboa. Será pelas empadinhas de frango de entrada? Pelas batatas-fritas aos palitos e rodelas? Será pelos peixes grelhados? As iscas à portuguesa? A garrafeira com propostas sérias? Vá lá e descubra aquilo que a Time Out só agora aprendeu.

Perfeito para: se convencer que Campo de Ourique não é só pastelarias e lojas de crianças.

Obrigatório provar: o pica-pau do lombo com batatas-fritas e arroz branco.

A Time Out diz
Solar dos Nunes
©DR
Restaurantes, Português

Solar dos Nunes

icon-location-pin Alcântara

Madonna jantou lá numa das primeiras vezes que esteve em Lisboa e só podemos dizer que foi muito bem recomendada – será que nos leu? A artista, que não é dada a grandes conversas e, a julgar pelo físico, grandes repastos, deve ter ficado rendida aos encantos da família Nunes e ter saído a rebolar com a boa comida tradicional que se faz neste solar. Dos queijos e enchidos de Serpa à açorda de alho com bacalhau, das especialidades de caça às Lambarices do Solar (as sobremesas), é tudo óptimo.

Perfeito para: pedir um pijaminha à sobremesa e ter uma overdose de açúcar.

Obrigatório provar: o caldo de cação à moda de casa da avó.

A Time Out diz
Publicidade
Arroz de Lagosta e gambas do Solar dos Presuntos
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

Solar dos Presuntos

icon-location-pin Lisboa

A melhor sugestão que pode dar a um turista que visite Lisboa e queira provar cozinha portuguesa sem olhar a custos é mandá-lo ao Solar dos Presuntos – se for famoso vai acabar imortalizado na parede do restaurante e tudo. Na casa que se orgulha de fazer cozinha de Monção com alguns toques da vizinha Galiza, é tudo excelente: desde as fatias retiradas aos presuntos pendurados na montra ao arroz de lagosta e gambas, desde o vinagrete de ovas de entrada ao pudim flan da sobremesa.

Perfeito para: conhecer o Sr. Evaristo, marco da restauração lisboeta.

Obrigatório provar: o cozido, servido só às quartas, confeccionado em 24 horas.

A Time Out diz
Tasquinha do Lagarto - Filetes de Polvo
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Tasquinha do Lagarto

icon-location-pin Campolide

É verdade que está numa relação com os sportinguistas, mas também não nega mesa a gente com outras preferências clubísticas. E fica desde já a saber que é um bom sítio para ver a bola, dias em que a reserva é obrigatória. O que comer? Os pratos do dia são sempre opções seguras, especialmente quando os donos, com ligação a Ponte de Lima, se aventuram em pratos nortenhos, os filetes de polvo com arroz do mesmo das quartas são óptimos, o arroz de garoupa e as favinhas à tasca, idem.

Perfeito para: se rodear de sportinguistas quando o Sporting for campeão. Desculpe, quando?

Obrigatório provar: o arroz de garoupa.

A Time Out diz
Publicidade
Toscana Casa de Pasto - Peixe Espada Preto
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Português

Toscana Casa de Pasto

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Com presença no Guia de Restaurantes da Time Out desde a primeira edição, a Toscana Casa de Pasto é uma daquelas moradas onde os conaisseurs da gastronomia tradicional em Lisboa vão quando querem comer bom peixe grelhado. A lista de peixe fresco é interminável, tem também um bacalhau assado delicioso, e joga bem também no campeonato das carnes, todas com passagem na grelha. Atenção ao dialecto próprio, com batatas à Sá Pinto (a murro) e desconfiados (descafeinados).

Perfeito para: comer bom peixe grelhado sem sair do centro de Lisboa.

Obrigatório provar: o bacalhau assado na brasa com batatas a murro (Sá Pinto, já sabe).

Zé da Mouraria - Bacalhau com Grão
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Zé da Mouraria

icon-location-pin Martim Moniz

Também conhecido “como aquele sítio na Mouraria que está sempre cheio” e tem um “granda bacalhau assado”, o Zé da Mouraria é o restaurante ideal para quem quer comer muito (muitíssimo), pagar pouco e passar uma tarde pós-almoço, à mesa, sem ser enxotado. Nenhuma fotografia faz jus ao tamanho e à beleza da travessa que chega à mesa com a posta alta, as batatas e o grão. Vale a pena também ferrar o dente no entrecosto com arroz de feijão, nos bifinhos ao alhinho ou nos chocos. Tudo excelente.

Perfeito para: um almoço demorado, bem regado a vinho.

Obrigatório provar: o bacalhau assado.

A Time Out diz
Publicidade
Piano do Zé dos Cornos
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Português

Zé dos Cornos

icon-location-pin Castelo de São Jorge

Jogador feroz no campeonato de tascas lisboetas, o Zé dos Cornos é um restaurante para ir sem preconceitos e sem medo de sujar as mãos. Mesas corridas, bancos de pau, interessantes pães, queijos e presuntos de entrada, um balcão com um mostrador de petiscos completo e uma ardósia que apresenta os pratos do dia. A família à frente do Zé dos Cornos veio de Ponte de Lima e instalou-se na Mouraria com o vinho da sua terra para instituir uma das grelhas mais clássicas da cidade, tanto na carne – é obrigatório provar o piano – como nos peixes. A acompanhar, o arroz de feijão e a salada sempre fresca e bem temperada.

Perfeito para: almoçaradas que nos dão vida.

Obrigatório provar: o piano.

A Time Out diz

À procura de mais ideias para jantar?

Afuri
Duarte Drago
Restaurantes

Os melhores restaurantes que abriram em Lisboa durante as férias

Entre Junho e Agosto, enquanto os lisboetas foram a banhos noutras paragens, a cidade não parou. Abriram novos e bons espaços para tomar pequenos-almoços demorados, muitos daqueles que apetece pôr nas redes sociais e fazer pirraça, restaurantes para almoços mais ou menos light, sítios coloridos para lanchar ou alguns clássicos a reproduzirem-se na cidade e muitos outros para jantar. Antes de voltar a arrumar todos os dias o tupperware para comer na copa da firma, aproveite o regresso à cidade para provar alguns dos restaurantes que abriram em Lisboa durante as férias. 

tripas do dom feijão, tema  526
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

O melhor da cozinha tradicional portuguesa em Lisboa

Demos uma volta ao país sem sair da cidade e reunimos uma colecção de grandes exemplares da cozinha tradicional portuguesa, região por região, servidos nos restaurantes de Lisboa. É muito provável que a sua comida de conforto esteja aqui. Esta é a nossa zona de conforto. 

Publicidade
Marco - Francesinha
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Três sítios para comer francesinhas

O tema é controverso e não faltam opiniões sobre boas francesinhas em Lisboa, mesmo que haja quem diga que só no Porto é que se come bem este monumento ao colesterol. Mas que as há, há. E bem boas. Já foi eleita umas das melhores sandes do muito, embora seja muito mais do que uma sandes, ora atente nos ingredientes básicos: bife, lombo assado, salsicha, linguiça, fiambre e queijo (muito queijo!). E depois há o molho – há quem diga que o segredo de uma francesinha está exactamente no molho. Com ou sem ovo, mas sempre em camadas, dizemos-lhe três sítios para comer francesinhas em Lisboa. 

More to explore

Publicidade