Gosta de livros? Descubra os clubes de leitura e tertúlias em Lisboa

Ler não tem de ser uma actividade solitária. Saia da toca e conheça outras pessoas que gostam de passar horas com os livros apontados à cara, nos melhores clubes de leitura e tertúlias em Lisboa

Fotografia: Ana LuziaNo Titanic sur Mer pode dançar ou ler

O maior e mais antigo clube de leitura do mundo chama-se missa e repete-se todos os domingos, sempre com o mesmo livro: a Bíblia. Mas quem procura alternativas laicas e gosta de variar, tem muito por onde escolher na cidade: eis alguns clubes de leitura e tertúlias em Lisboa. 

Gosta de livros? Descubra os clubes de leitura e tertúlias em Lisboa

Leituria

A Leituria é uma das livrarias mais activas da cidade neste momento. Para além do habitual Lançamento do Livro, praticam-se outras modalidades de divulgação literária: há um clube de leitura (esta sexta-feira debate-se O Meças, de José Rentes de Carvalho), uma mostra de fanzines de dia 20 deste mês a 4 de Março e uma tertúlia, com os Tertúlia dos Devoradores de Livros. A próxima é no dia 23 e tem como convidado o argumentista Tomás Múria, da série Ministério do Tempo.

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Lisboa

Culturgest

A mais antiga e vigorosa comunidade de leitores está na Culturgest. De 15 em 15 dias, às 18.30, vários bibliófilos debatem uma obra anunciada meses antes. Dia 23 vai discutir-se O Céu é dos Violentos, de Flannery O’Connor, e a 9 de Março a conversa vai andar à volta de O Fantasma de Canterville, romance de Oscar Wilde. A Comunidade de Leitores tem sempre um tema para cada temporada e a que está a decorrer dedica-se à literatura gótica.

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Avenidas Novas
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Livraria Almedina

Não é um clube de leitura, mas encaixa bem na agenda das pessoas que gostam de livros – ou das pessoas que odeiam árvores e querem vê-las abatidas para fazer papel. A livraria Almedina organiza uma vez por mês uma conversa chamada Recordar os Esquecidos em que dois convidados falam de livros e autores que se perderam no caminho para a fama e imortalidade. Este sábado, dia 18, conhecemos as escolhas de Afonso Cruz e Ana Margarida de Carvalho.

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Lisboa

A Viagem

Se o que procura é um sítio com gente a declamar poesia – é, infelizmente, o mais parecido que há com uma discoteca a passar audiolivros – o Cais do Sodré tem várias opções. O bar A Viagem organiza este sábado uma noite de Leituras de Escárnio para quem gosta de mandar os outros à fava – e comê-las. É que por mais 8€ os convivas podem jantar umas favas com entrecosto.

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Cais do Sodré
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Titanic Sur Mer

As terças-feiras no Titanic Sur Mer são dias de Poesia Clandestina. No próximo dia 21 há leituras, música e performances, como Se Repetir Muitas Vezes, um exercício de liberdade contra Trump de Zé Luís C.

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Cais do Sodré

Comentários

6 comments
Assys M

Uma ótima idéia para leitura é o livro: Viva em versos:4 elementos para acalmar a alma


https://www.chiadobooks.com/livraria/viva-em-versos-4-elementos-para-acalmar-a-alma 


Neste livro, o escritor apresenta  quatro elementos para acalmar a alma. Ao entendê-los sua vida poderá mudar. Em forma de poemas são descritos a importância dos quatro elementos. Cada um  leva a reflexão, de batalhar pelo que se quer, de manter nossa alma de energias positivas, de renovar nosso coração daquilo que está velho e de agradecer pelo presente que é a vida. Assim como nosso corpo nossa alma também precisa ser bem alimentada de coisas boas e o Viva em versos- 4 elementos para acalmar a alma propicia a paz interior, a alegria e a gratidão que lhe pode estar a faltar.


São poemas muito interessantes, com idéias importantes para a reflexão!

  • Adquiram já o seu e bons estudos!
Sandra B

Abri este artigo da Time Out (revista que me passa ao lado e da qual já pouco ouço falar) porque o título me despertou curiosidade, visto que me enquadro no tipo de pessoas que vocês desdenham neste artigo. Referirem-se a pessoas que gostam de ler como "pessoas que gostam de passar horas com os livros apontados à cara", não sei se demonstra ignorância ou estupidez de quem o escreveu. Mas deixem lá...não se pode ter tudo. E antes ter livros apontados à cara, do que artigos preconceituosos e que acabam por não levar a lado nenhum. Já para não falar da ofensiva frase "encaixa bem na agenda das pessoas que gostam de livros – ou das pessoas que odeiam árvores e querem vê-las abatidas para fazer papel". Tenham vergonha na cara! Foi mesmo um jornalista isento e responsável a escrever isto? Houve algum editor a ler antes de ser publicado? Ou deram carta branca aos estagiários mal pagos para escreverem o que lhes apetece? Não sei se ria, se vos chame ignorantes ou apenas desinformados, o que será um insulto do pior a jornalistas como deve ser. Sabem, é que ler expande os horizontes. Torna as pessoas mais sensíveis, mais atentas, dá-lhes mundo e enriquece-as de uma forma que quem escreveu isto jamais irá compreender. Nunca ouvi um leitor ávido dizer que gosta do abatimento de árvores.  Até porque em vários países há certos tipos de florestas plantadas especialmente para fazer papel. Sabiam ou estou a dar-vos uma novidade? Tal como há criação de abetos específicos para vender como árvores de natal, sem se andar por aí a desbravar pinhais à toa. Mas isto é só um exemplo. Podia continuar a dar exemplos, fossem bons ou maus, mas acho que isso devia ser trabalho vosso. Assim se vai afundando uma revista que já foi uma das mais giras do mercado. Paz à sua alma. 

Anacleta S

@Sandra B vossemecê tem muito tempinho livre e o seu sentido de humor está a milhas de resultar! Numa outra vida espero que reencarne como um abeto especifico para vender como árvore de natal. Talvez aí a sua vida fique mais animada!

Alice A

Eu bem que tinha ouvido por aí que uma das marcas desta geração é o pessoal ofender-se por tudo e por nada, mas aparentemente as minhas centenas de horas a ler não chegaram para me deixar atenta ou sensível o suficiente para conseguir sequer imaginar que houvesse algo de potencialmente ofensivo neste artigo.

Mas se a moda é essa não quero estar de fora. Posso ofender-me antes consigo? É que o discordar de tudo também está na moda, portanto não posso apoiá-la, e ao menos no seu comentário ainda consigo desenterrar algo para me indignar. É que dá cá uma imagem aos restantes bibliófilos!

Vou mas é ter cuidado com o que leio, não me dê também para a sensibilidade patológica. Felicidades na sua próxima vida como abeto natalício (se estes não se tornarem, entretanto, demasiado ofensivos)

Aproveito para recomendar as segundas-feiras no Povo, Cais do Sodré. Leituras de poesia acompanhadas por ótimos músicos num ambiente extremamente convidativo. Só para que haja algum comentário útil por aqui.

Cláu F

Concordo com a Sandra B! Achei as "piadas" de mau gosto. Um artigo escrito supostamente para leitores por alguém que não os compreende ou se empatiza. Eu adoro livros e árvores, achei ofensivo como foi colocada a questão...e leio muito no tablet.