Miradouro de São Pedro de Alcântara
Rita Chantre | Miradouro de São Pedro de Alcântara
Rita Chantre

Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Mais ou menos secretos, com vista para o Tejo ou para o coração da cidade. Estes são os melhores miradouros de Lisboa.

Rute Barbedo
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Não fosse uma cidade feita sobre colinas e não teríamos a sorte de apanhar miradouros em cada contracurva. Se é preciso subir muito? Claro. Mas, ao contrário da expressão popular, em Lisboa, a subir todos os santos ajudam (de Santo António a São Vicente, há por cá muitos). As vistas revelam telhados cor-de-tijolo, monumentos imponentes, o Tejo, as copas das árvores, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril ou a Margem Sul. Quase todos são de acesso livre e não obedecem a horários, pelo que a única dificuldade que resta é escolher aonde ir. Como bónus desta lista dos melhores miradouros de Lisboa, piscamos o olho aos miradouros de Monsanto e também a alguns miradouros pagos pela cidade. Na companhia de um amigo, de um livro ou de um amante, descubra a cidade de outros prismas.

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Os melhores miradouros de Lisboa

  • Atracções
  • Edifícios e locais históricos
  • Castelo de São Jorge

É o miradouro. Começou por ser uma fortificação construída pelos muçulmanos que aqui reinavam antes da chegada de D. Afonso Henriques em 1147 e ao longo dos tempos foi sendo readaptado. Foi Paço Real, mas chegou ao século XX em ruínas. As grandes obras de restauro aconteceram entre 1938 e 1940 e foi então que se descobriram inúmeros vestígios históricos, que podem ser visitados na exposição ou através de visitas guiadas. A vista é quase imbatível: da silhueta de Palmela à Serra da Arrábida ao litoral de Almada e até aos campos do Ribatejo. 

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  • Parques e jardins
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Ao longo dos anos sofreu várias intervenções que lhe mudaram drasticamente a aparência. Uma coisa nunca mudou: a vista soberba, seja no piso superior ou no inferior. Localizado na Colina de Santana, foi durante décadas um jardim-miradouro não tão frequentado assim, até que, em 2014, a ideia de transformar o lago principal numa "praia urbana" e o boom do turismo retiraram-no da lista de esconderijos românticos da cidade. Ainda assim, há quase sempre espaço para estender a toalha e continua a ser lugar eleito por músicos amadores de guitarra ao ombro.

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  • Chiado/Cais do Sodré

Marco Aurélio, a imperatriz Faustina, Homero, Ulisses, Vasco da Gama. Estas são apenas algumas das figuras históricas representadas nos bustos do século XIX assentes em pedestais do tabuleiro inferior do Miradouro de São Pedro de Alcântara, o "tabuleiro dos bustos". Mas é no patamar superior que o miradouro inaugurado em 1864 convida a apreciar a paisagem. Junto ao gradeamento, existe um painel de azulejos que dá as coordenadas para a Lisboa que se vê a partir daqui, da autoria do pintor Fred Kradolfer (1903-1968), um suíço radicado em Portugal. Curiosidade: o gradeamento foi requisitado ao Palácio da Inquisição do Rossio (ou Palácio dos Estaus), que ardeu em 1864. No seu lugar nasceria o Teatro Nacional Dona Maria II.

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  • Torres e miradouros
  • Castelo de São Jorge

É uma verdadeira varanda pública com vista sobre o Tejo, o bairro de Alfama e as igrejas de São Miguel, Santo Estêvão e São Vicente de Fora. E é um dos mais amplos miradouros da cidade, resultado da demolição do quarteirão da Igreja de São Tomé, entre o século XIX e o século XX. Portas é que nem vê-las. O seu nome tem origem medieval, já que era aqui que existia a Porta do Sol, uma das entradas da Cerca Moura de Lisboa, danificada durante o terramoto de 1755. A estátua que se encontra junto ao miradouro representa São Vicente, padroeiro da cidade. Da autoria do escultor Raul Xavier, foi inaugurada em 1970.

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  • Coisas para fazer
  • Alfama

É um miradouro com vista privilegiada para Alfama, para o Cais de Cruzeiros e, claro, para o rio Tejo. Além disso, oferece vista para algumas atracções alfacinhas, como a cúpula de Santa Engrácia, a Igreja de Santo Estevão e as duas torres brancas da Igreja de São Miguel. Se quiser admirar Lisboa, recomendamos o lugar à sombra junto às videiras. Se prefere o sol, a plataforma inferior fica junto a um espelho de água. A muralha Sul de Santa Luzia tem ainda dois grandes painéis de azulejos, um da Praça do Comércio antes do terramoto e outro com os cristãos a atacarem o Castelo de São Jorge, ambos da autoria de António Quaresma e fabricados na Fábrica da Viúva Lamego. Muitas das peças de cerâmica têm desaparecido, infelizmente, nos últimos anos.

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  • Chiado/Cais do Sodré

Para os lisboetas, é o Miradouro do Adamastor, porque é lá qu está o gigante em pedra que nos lembra da força dos mares e das obscuridades. Na Misericórdia, perto do Bairro Alto, tem uma bela vista sobre o Tejo e um ponto de encontro de quem gosta de viver a música e até de cantar e dançar em conjunto. Ao lado, fica o não menosprezado quiosque.

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  • Torres e miradouros
  • Castelo de São Jorge

Continua a ser um segredo dentro do circuito de miradouros e essa é, em parte, um pedaço da magia deste miradouro. A vista é sobre a zona de Alfama e de Santa Apolónia, e é inconfundível pela panorâmica que oferece logo acima do miradouro das Portas do Sol. Para lá chegar, deve ir até ao Castelo de São Jorge e, antes das bilheteiras, seguir pela Rua de Santa Cruz do Castelo, passar pelo Beco e continuar até à Rua do Recolhimento. Depois de passar o portão (fecha às 19.00 no Verão e às 17.30 no Inverno), é só apreciar a vista. No local existe ainda um parque infantil e uma instalação em forma de losango, onde se pode tirar umas belas chapas. Paródia com assinatura portuguesa? Fecha à hora do almoço, das 13.00 às 14.00.

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  • Torres e miradouros
  • São Vicente 

É ainda melhor do que um mapa da cidade, já que, além de podermos vê-la de um ponto alto e privilegiado, no local existe um painel de azulejos dedicado aos principais monumentos de Lisboa. Com vista da Baixa às Avenidas Novas tem ao lado a Capela de Nossa Senhora do Monte, onde se encontra a lendária cadeira de São Gens, onde pregava o primeiro bispo de Lisboa, antes de ser martirizado, em 284. Uma cadeira de mármore sempre sob vigilância e cobiçada por mulheres grávidas. Reza a lenda que quem se senta nela tem um parto tranquilo.

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  • Torres e miradouros
  • São Vicente 

Todos lhe chamam Miradouro da Graça (por estar localizado junto à Igreja e antigo Convento da Graça), mas o nome oficial é Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen, em homenagem à poeta que aqui gostava de se inspirar. Enquanto o seu busto, em bronze, observa a cidade, é possível ler um poema de sua autoria. A silhueta do Castelo de São Jorge é uma das atracções principais, mas, deslizando os olhos pela Costa do Castelo abaixo, também se passa pelos telhados da Mouraria até à Praça do Martim Moniz. 

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  • Lisboa

Fica entre a Graça e os Anjos, mas passa despercebido, já que é preciso seguir um caminho depois de um portão, nas traseiras de uma escola, que nem todos sabem aonde vai dar. O Miradouro do Monte Agudo resultou de uma obra que nos anos 50 do século passado o transformou num parque-miradouro, com uma pérgula que oferece sombra aos visitantes. É atravessado por um percurso pedonal que liga a Rua Heliodoro Salgado à Rua Ilha do Príncipe e também dispõe de um painel de azulejos para consultar os pontos de interesse da paisagem. Se o calor der sede, há uma esplanada onde abastecer.

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  • Atracções
  • São Vicente 

Se a Feira da Ladra, que acontece neste ponto alto da cidade todas as terças-feiras e sábados, é um miradouro para o passado, através da muita quinquilharia e roupa vintage que ali se vende, o Miradouro de Santa Clara é aquele lugar com namoradeiras e vista presente para o Tejo. No jardim (de nome Botto Machado), há quiosque, parque infantil e parque para cães. Não falta ainda o democrático bebedouro nem a relva onde esticar as pernas ou a toalha.

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  • Torres e miradouros
  • Beato

É mais um miradouro natural da cidade, mas este tem a particularidade de oferecer uma visão pouco habitual da cidade. Daqui é possível ver zonas como o Areeiro, a Alameda e – se o tempo ajudar, claro – partes como Marvila e mais além. Além disso, é um dos miradouros menos frequentados. Pontuado por bancos e oliveiras, fica próximo de um reservatório de água e à Igreja de Nossa Senhora da Penha de França. A construção original, de 1597, ficou completamente arrasada no terramoto de 1755, seguindo-se depois a reconstrução. 

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  • Coisas para fazer
  • Alcântara

Junto à Capela de Santo Amaro, Monumento Nacional desde 1910, está um dos miradouros menos cobiçados, mas nem por isso menos especial, de Lisboa. O Tejo, a Ponte 25 de Abril e Almada lá estão, bem como, mesmo ao lado, a capela do século XVI, dedicada a Santo Amaro, protector dos navegantes. Este foi, assim, lugar de peregrinações até 1911. Não se consegue ignorar, também, o conjunto de azulejos de traço rude, onde se destacam desenhos de membros superiores e inferiores, iconografia ligada ao santo, também protector de pernas e braços partidos.

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  • Grande Lisboa

Mesmo ao lado do Museu Nacional de Arte Antiga, este miradouro do Jardim da Rocha do Conde de Óbidos (também conhecido por Jardim 9 de Abril ou Jardim das Albertas) tem vista panorâmica sobre o porto e os seus contentores, a Ponte 25 de Abril e a Margem Sul. Está ligado à Avenida 24 de Julho por duas escadarias mas também se pode chegar até ele pela Rua das Janelas Verdes. Sendo ponto de vista é também lugar calmo de sombra, com o seu pequeno jardim romântico.

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  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Estrela/Lapa/Santos

Em 1910, o Governo Provisório da República Portuguesa avisou: “A Tapada estará aberta ao público permanentemente, servindo para passeio (...) bem como para a lição das coisas.” A declaração mantém-se actual e o parque botânico encaixado entre Alcântara e a Lapa, que terá inspirado Manet a pintar o seu famoso Almoço na Relva, continua a ser um dos melhores spots da cidade para os fins-de-semana com bom tempo. A vista abarca a Ponte 25 de Abril, o Cristo-Rei e a linha ribeirinha de Almada.

Os miradouros de Monsanto

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  • Parques e jardins
  • Alcântara

Baptizado em honra do arquitecto português Francisco Keil do Amaral, que ajudou a desenhar espaços verdes (e não só) como o Parque Florestal de Monsanto, este anfiteatro ao ar livre costuma ser palco de concertos. Mas também tem uma bela vista para a ponte e para o rio.

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  • Parques e jardins
  • Benfica/Monsanto

Ainda na senda de miradouros e sítios dignos de visita nas imediações do Parque do Monsanto, na ponta mais isolada (e sossegada) do Parque da Serafina está um miradouro com um telescópio apontado para Lisboa. Não que o super zoom do seu telefone não faça o mesmo, mas a nostalgia também nos põe vivos.

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  • Atracções
  • Torres e miradouros
  • Sete Rios/Praça de Espanha

Tem a vista certa para uma parte pouco observada da capital – o lado Nordeste de Monsanto. O miradouro fica no Parque Recreativo do Calhau, perto das ruínas de um moinho, e tem uma vista privilegiada sobre o trânsito do Eixo Norte-Sul.

  • Atracções
  • Torres e miradouros
  • Ajuda

Fica perto do Miradouro do Auditório Keil do Amaral e logo abaixo tem aquele que é, talvez, o campo de basquetebol em Portugal com a melhor vista. Se passar por Monsanto, vale o desvio.

Os melhores miradouros pagos em Lisboa

  • Atracções
  • Alcântara

A ponte inaugurada em 1966 tem 14 pilares, mas o que nos interessa agora fica na Avenida da Índia, nas traseiras do Village Underground. E leva os visitantes ao interior deste pilar para uma experiência sensorial que culmina num miradouro ao nível do tabuleiro da Ponte 25 de Abril.

Preço: 3€-5,50€ (grátis até aos cinco anos)

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  • Grande Lisboa

Do alto dos seus 215 metros é possível observar um raio de 20 quilómetros de paisagem numa panorâmica de 360º. Inaugurado em 1959, foi construído na sequência de uma promessa dos bispos nacionais: se Portugal fosse poupado à II Guerra Mundial, seria erguido um Monumento ao Sagrado Coração de Jesus. O projecto tem a assinatura do arquitecto António Lino, do engenheiro D. Francisco de Mello e Castro e a imagem é da autoria do Mestre Francisco Franco.

Preço: 3€-8€ (grátis até aos 7 anos)

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  • Coisas para fazer
  • Campolide
Amoreiras 360° Panoramic View
Amoreiras 360° Panoramic View

É no topo do projecto com a assinatura do arquitecto Tomás Taveira que encontramos o Amoreiras 360° Panoramic View, mais precisamente a 174 metros de altura. Se gosta de ver Lisboa lá do alto este talvez seja o sítio perfeito para o fazer. Ora vê o rio Tejo, ora a ponte, passando os olhos pelo Castelo  ou pela Torre de Belém. Versatilidade de vista acima de tudo.

Preço: 3€-5€ (grátis até aos 5 anos)

  • Atracções
  • Edifícios e locais históricos
  • Grande Lisboa
  • preço 1 de 4

A torre sineira da Igreja de Santa Cruz do Castelo, reconstruída após o terramoto de 1755, oferece uma das melhores vistas sobre Lisboa e o Tejo. Está assente numa torre da muralha do Castelo de São Jorge e não demora muito tempo a chegar lá cima. São apenas 50 os degraus que terá de vencer para fazer festas aos sinos e tirar fotografias.

Preço: 6€ (4€ para crianças)

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  • Atracções
  • Baixa Pombalina

A construção deste arco triunfal foi programada em 1759, no quadro da reconstrução pombalina que se seguiu ao terramoto de 1755. O Arco da Rua Augusta só ficou concluído, na sua disposição actual, em 1873 e celebra o então Império Português. Desde 2013 que é possível entrar num elevador para subir ao topo do arco e pelo meio ainda passa por uma exposição sobre a história do monumento.

Preço: 5€

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