Nos restaurantes com vista em Lisboa não olhe só para o prato

Uma refeição a olhar para o Tejo ou para a cidade. Estes restaurantes com vista em Lisboa alimentam o corpo e a alma.

Fotografia: Francisco Santos

O prato é tudo, mas se vier acompanhado de uma vista para admirar nos intervalos entre garfadas melhor. E vistas são o que não falta a esta cidade das sete colinas — se formos ao mais alto edifício da Bica temos Cais do Sodré e muito Tejo, do alto do centro da Baixa temos o traçado ortogonal do Marquês e ao fundo as ruínas do Carmo. Da colina oposta vê-se Castelo, Sé e Senhora do Monte e se formos até Belém, há um imenso Ginjal na outra margem e uma ponte digna de filmes estrangeiros. Não faltam vistas a esta cidade e restaurantes também não.

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Nos restaurantes com vista em Lisboa não olhe só para o prato

TOPO Belém

O TOPO Belém dinamizou a antiga cafetaria do Centro Cultural de Belém (CCB) com uma carta dedicada à comida portuguesa, alguns cocktails criados para o espaço, e uma vista elevada sobre o Tejo e a ponte 25 de Abril. O resultado é o espaço mais formal de todos os da marca TOPO e o primeiro que não se foca no bar mas na mesa. O chef é Ricardo Benedito, responsável pela cozinha portuguesa que aposta em bons produtos e numa carta de vinhos bem pensada.

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Belém

Faz Figura

Depois de obras no início de 2018 voltou de cara lavada e novas possibilidades: há 48 dispensadores de vinho numa das salas da entrada para andar por ali em provas de vinho e abrir o leque de hipóteses dos vinhos servidos a copo. A varanda com vista irrepreensível sobre o Santa Apolónia e o Tejo foi fechada e assim nem os temporais impedem os comensais de ver atracar os cruzeiros. Nesta varanda fechada há ainda um bar para espirituosas portuguesas e uma loja de produtos portugueses de pequenos produtores de Norte a Sul.

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São Vicente 
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Cervejaria Sem Vergonha

É uma cervejaria-marisqueira que não quer ter formalismos e tanto dá para uma imperial e um pires de tremoços ou prato de ostras como para uma refeição completa. O menu é muito completo, dos petiscos ao marisco (que vem dos viveiros do Guincho), pratos de peixe fresco e de carne. Melhor, tem uma esplanada grande e um miradouro (ainda) calmo, com vista para o Tejo.

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Lisboa

Darwin's

4 /5 estrelas

A ciência não está só nos laboratórios do edifício da Fundação Champalimaud. Está também no restaurante, se atentarmos no nome, nas paredes onde há frases do cientista e até na falsa biblioteca. A Fundação Champalimaud já é envolvência arquitectónica que justifique o comentário "rica vista". Mas há mais: de lá de dentro vê-se o rio de uma perspectiva única. As massas e risotos são os pratos fortes, mas há que dar um olhinho às opções de inspiração lusa, como os Brás, as bochechas ou as costelas de cordeiro com migas.

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Belém
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Espaço Espelho d'Água

À beira rio plantado, o Espaço Espelho d'Água é um restaurante com vista privilegiada para o Tejo, onde os sabores do Ocidente e Oriente se fundem numa cozinha que faz uma releitura de pratos clássicos portugueses, brasileiros, africanos e asiáticos. Além do restaurante há uma cafetaria onde pode fazer refeições mais rápidas. Juntam-se aos dois espaços uma pequena loja com peças de artistas brasileiros e uma galeria de arte de performances musicais.

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Belém

Café Príncipe Real

4 /5 estrelas

A abertura do Memmo Príncipe Real trouxe a Lisboa mais um restaurante de cozinha de autor, nas mãos do talentoso Vasco Lello. O conceito é uma celebração da lusofonia, numa viagem que percorre as influências dos portugueses nas cozinhas brasileira, africana e asiática. Daí que a ementa apresente pratos tão diferentes quanto a tempura de legumes da época, o pato asiático ou a queijada de mandioca. Tem uma vista esplêndida sobre a colina da Graça, Alfama, o Castelo e a Sé e um terraço com bar de cocktails para a aproveitar antes ou depois das refeições.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real
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SUD Lisboa Terrazza

4 /5 estrelas

Antes de mais nada: no SUD Lisboa há uma piscina no primeiro andar. Pode passar lá o dia com vista para a Margem Sul, quase em cima do Tejo e a olhar para a ponte. É a vista mais panorâmica que se pode ter no edifício do antigo Piazza di Mare. O grupo Sana abriu no rés-do-chão um espaço que integra vários tipos de carta: à entrada há um forno para pizzas e não faltam massas e sobremesas italianas, mas há ainda um menu mais leve para a esplanada e oferta de carne e peixes.

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Belém

Cantina das Freiras

É o rooftop mais simples e barato da cidade, já que todos os outros estão provavelmente tomados por cocktelaria sofisticada, petiscos internacionais ou reinterpretações dos nacionais. Aqui come-se prato do dia e sobremesa (incluem-se bolinhos caseiros) por menos de 7 euros — é comida de cantina, sim senhor, mas com a melhor vista que uma cantina pode ter em dias de sol: em pleno Chiado, deixa ver o rio e a outra margem.

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Santa Maria Maior
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Terraço 23

O hotel Torel Palace tinha já uma cave – a Cave 23. No Verão de 2017 permitiu que se fizesse luz: formalizou-se o terraço e a vista sobre o rio e a Baixa como lugar de petiscos e pratos para partilhar com o Terraço 23. A carta está a cargo de Bernardo Agrela e tem inspiração vinda de todo o mundo: há noodles de curgete espiralizada com molho teriyaki, favas de soja e amêndoas, há tártaro de alcatara maturada, chicken and waffles ou croquetes de cozido. A vista apanha de um lado um palácio e do outro a baixa pombalina.

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Lisboa

Sky Bar Oriente

O Tivoli Oriente desempoeirou o terraço e abriu um Sky Bar no 16.º piso do hotel – é mais alto que o da Avenida da Liberdade (que fica no 9.º andar), tem vista desafogada para o Tejo e ponte Vasco da Gama (com o Montijo e Alcochete ao fundo), petiscos, combinados de sushi de fusão e cocktails. Mais precisamente 13 cocktails de assinatura, fora os clássicos, que vêm para a mesa com pipocas e batatas fritas. E jarros de bebidas espirituosas para partilhar com os amigos. Para ir picando há ainda nachos com queijo cheddar, mini-pregos do lombo e uma secção de sushi de fusão, preparado num balcão à vista de todos.

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Parque das Nações
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Less

O pequeno café da Pollux, no 8º andar da loja de artigos para a casa e jardim, foi transformado pelo chef Miguel Castro e Silva mas mantem uma das melhores vistas sobre a baixa pombalina, com as ruinas do Carmo em destaque. Com a entrada do chef em cena chegaram os sofás confortáveis, as mesas grandes e uma carta mais requintada, onde não faltam pratos de grelha, como o atum e o lombo de vazia maturado.  

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Baixa Pombalina

Suba

O palacete em pleno Miradouro de Santa Catarina (Adamastor, para os mais íntimos) foi todo renovado para se transformar no luxuoso Verride Palácio Santa Catarina. No último andar tem um pequeno miradouro com vista sobre toda a cidade. Literalmente: são 360º, com o rio e a margem sul de um lado e Lisboa do outro. É mesmo lá ao lado que fica o Suba, o restaurante que mistura fine dining e comida para partilhar. Na mesa, uma cozinha essencialmente internacional, pensada pelo chef Bruno Carvalho. A carta divide-se em frios e quentes: ostras com mignonette, um molho à base de vinho tinto e azeite, cones de figo com creme de foie gras ou uma bola de Berlim com creme de sapateira, atum tataki com alho preto e molho ponzu ou uma dobrada.

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Chiado/Cais do Sodré
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