SUD Lisboa Terrazza
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Crítica

SUD Lisboa Terrazza

4/5 estrelas
  • Restaurantes | Italiano
  • Belém
  • Recomendado
Alfredo Lacerda
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A Time Out diz

Mal nos sentámos percebemos que metade da experiência estava garantida. A mesa ficava junto à janela, com o rio Tejo a meia-dúzia de metros – e ainda que estivéssemos na sala de fumadores (há outra, bem bonita também, para não fumadores), com Francisco Balsemão nas nossas costas dando grandes baforadas (devida vénia), o ar parecia límpido e luminoso.

Mas faltava a verdadeira
 prova. A grande maioria dos restaurantes à beira-rio servem má comida, não era adquirido que a coisa no prato corresse bem.

A abrir, sem pedir licença, chegou uma focaccia leve e fofa e uma rodela de baguete com sementes para ensopar numa molheira com azeite e vinagre balsâmico. Não sendo original, nem sendo o azeite identificado (“é da nossa marca”), foi um começo prometedor. O nível subiu depois com uma fritturina mista. Maravilhosa fritada de peixe, das melhores que comi: pequenas argolas de lula,
 leves e crocantes, bacalhau e camarões suculentos por dentro, estaladiços por fora, e uma boa maionese de iogurte e alho.

Até aqui o serviço esteve impecável, informal mas competente e estiloso, eles e elas de branco e sapatilhas Lacoste.

Demoraram a chegar depois os pratos principais, mas chegaram e quentes e com muita comida. Da carta de carnes, escolheu-se o cordeiro da Nova Zelândia com crosta de cacau, um carré com osso (costelas) talvez demasiado grande para um ovino bebé, mesmo que da Oceania; mas estava saboroso e vinha acompanhado de troços de legumes crocantes e batatinhas aos cubos.

Da carta de peixes escolheu-se a garoupa cozida. O nome engana porque o prato tinha muitos elementos, demasiados. Um gratinado de queijo de cabra com legumes e anchovas convivia com pequenas azeitonas, misturadas com alcaparras, misturadas com tomates assados (óptimos), mais uns rabanetes para decorar, mais o peixe num manto de molho branco.

Por fim, seguimos a sugestão de sobremesa. A empregada chamou-lhe mousse mas ninguém diria. Era sim um
doce em forma de gelado de pauzinho, com uma capa de chocolate branco por fora e recheio de chocolate preto, peta zetas, flores, chantilly, doce de frutos vermelhos. Como noutros pratos, nada era mau mas talvez houvesse muita coisa a acontecer ao mesmo tempo.

A minha amiga comentou, a propósito, que o restaurante era um pouco o espelho do que vinha no prato. Tudo muito, tudo em grande, tudo vistoso – e nessa altura ela ainda não tinha ido ao WC, onde as portas se abrem com um sensor e parece que vamos entrar numa nave espacial.

Paguei 55€ por cabeça.
 Não é barato, mas sobretudo 
é desequilibrado: a fritada de entrada é um óptimo negócio para o cliente; mas cobrar 5 euros por pão com azeite que ninguém pediu já me parece excessivo, o mesmo da água Acqua Panna (5€), importada da Toscânia. Dito isto, não há outro sítio assim em Lisboa. O SUD merece uma visita. Nem que seja pelo factor uooouuu!


*As críticas da Time Out dizem respeito a uma ou mais visitas feitas pelos críticos da revista, de forma anónima, à data de publicação em papel. Não nos responsabilizamos nem actualizamos informações relativas a alterações de chef, carta ou espaço. Foi assim que aconteceu.

Detalhes

Endereço
Pavilhão Poente
Avenida Brasília
Belém
Lisboa
1300-598
Horário
Dom-Qui 12.00-01.00; Sex-Sáb 12.00-02.00
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