Quem passa o portão do Palácio Fronteira, monumento nacional, entra de imediato no século XVII. Nesta antiga quinta de recreio, tudo se preserva de forma muito próxima ao desenho original, até porque o palácio (surpresa!) continua a ser habitado pelos descendentes de Dom João de Mascarenhas, o 1.º Marquês de Fronteira, que mandou edificar o corpo principal da casa. Nos jardins (o Formal e o de Vénus), que podem ser visitados autonomamente, destacam-se a azulejaria, um grande lago/tanque e uma bela fonte, árvores exóticas e canteiros de buxo. Há também dez esculturas em chumbo representando divindades menores. Com sorte, pode passear-se neles gratuitamente em dias de eventos especiais, como concertos ou um dia aberto.
Pode parar de trautear os "Jardim Proibidos" de Paulo Gonzo. Estes que sugerimos são jardins pouco óbvios, ainda menos falados e muitas vezes fora do circuito mental dos nossos próprios mapas de exploradores urbanos. Só os conhecem, normalmente, os residentes nas proximidades e quem ousa desviar-se das ruas principais, ultrapassando portas e portões mais ou menos pomposos. Entre estes 15 jardins há de tudo, desde lugares palacianos a jardins em museus ou livrarias. Um miradouro com vista deslumbrante sobre o Tejo? Existe. E jardins criados por cidadãos? Também. Até pode visitar o jardim da casa do primeiro-ministro, mas, ressalve-se: só quando ele quiser.
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