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Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

A capital do Romantismo português é Sintra e a botânica confirma-o. Nestes jardins, aproveite o mistério e a bruma da serra.

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Uns são jardins que vieram do Barroco, outros claramente nascidos do Romantismo. Nos parque e jardins de Sintra, vai encontrar a exuberância mas também a paixão da realeza (nos seus diferentes séculos). Também vai encontrar México, Japão, canela e ananás, araucárias e sequóias, sem esquecer a marca nacional do sobreiro ou do choupo. Desde o parque no meio da vila aos espaços escondidos nas encostas da serra, há obras-primas de arquitectos e paisagistas do século XIX que tentaram mimetizar sonhos e uma natureza "ideal". O "milagre" é que foram mantidos e recuperados nos séculos seguintes. Pelo meio, ainda há notas sobre a "Versailles portuguesas" ou dicas sobre onde merendar na orla dos passarinhos.

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Os melhores jardins e parques em Sintra

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São 200 hectares de jardins e floresta em redor do emblemático Palácio da Pena. À primeira vista, até parece que se trata de autêntica floresta nativa, mas é uma paisagem desenhada, combinando o exotismo e imponência das espécies vegetais com o dramatismo das vistas dos picos a que os caminhos sinuosos nos conduzem. Isto enquanto se passa por grutas e ruínas falsas, lagos e fontes, tudo numa eloquente estética romântica.

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Em torno do Palácio da Regaleira – também conhecido como Palácio do Monteiro dos Milhões (a alcunha que satirizava a ostentação do proprietário, António Carvalho Monteiro) – encontra quatro hectares decorados com construções fantásticas  (torres, grutas, estátuas, lagos, fontes e até um poço esotérico). Construída entre 1904 e 1910, a Quinta da Regaleira tem inúmeras referências à maçonaria e é toda ela um apelo ao imaginário medieval e gótico, com uma envolvência que tem tanto de exótica como de romântica. Para conseguir conhecer cada recanto, reserve um par de horas para a visita.

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São cerca de 30 hectares que excedem as expectativas mais elevadas que se possa ter sobre paisagismo romântico. Talvez porque estamos em Sintra, onde espécies botânicas trazidas de todo o mundo se aclimataram exuberantemente. Ou talvez porque o desenho dos jardins, sempre mimetizando o natural, é cuidadosamente encenado, fruto do trabalho de arquitectos paisagistas, botânicos e jardineiros. Certo é que o conjunto destas circunstâncias faz com que o Parque de Monserrate pertença à Rota Europeia de Jardins Históricos. Nesta que é uma das maiores colecções botânicas existente em Portugal, há mais de 40 espécies de fetos (existe mesmo um Vale dos Fetos) e árvores como a Araucaria heterophylla, de 50 metros, ou a Metrosideros robusta. No Jardim do México, há iucas, cicas, agaves e dragoeiros. No Jardim do Japão, destacam-se os bambus e as camélias, e, claro uma falsa ruína, tão ao gosto romântico, de uma capela engolida pela vegetação e por uma árvore da borracha. Nas proximidades, há uma cascata construída com grandes penedos e plantas exóticas e, no fim do percurso, um falso cromeleque. 

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Recuperada em 2026, a Tapada de Monserrate tem três percursos pedonais que a tornam num espaço vivo, educativo e de lazer. Localizada no Parque Natural de Sintra-Cascais, esta é pontuada por charcas e linhas de água, mas também por pontos de informação e de observação em que os visitantes podem ficar a saber mais sobre a fauna, a flora e o sistema tradicional de águas da zona. O projecto inclui pontos de descanso, com mesas de piquenique e espaços para brincar. Eis os três trilhos:

Verde – Floresta (2,2 km) – Este é o Bosque de Alimentos da Tapada, porque enfatiza a presença de produtos como o mel, os frutos silvestres, as ervas aromáticas, entre outros. O itinerário contempla, ainda, lugares de biodiversidade que são eleitos como habitats e os espaços de alimento e nidificação para diferentes espécies.

Azul – Água (3,3 km) – Dedicado aos recursos hídricos e ao sistema tradicional de águas que alimenta a Tapada e o Parque de Monserrate, este trilho dá a conhecer as espécies que habitam as lagoas, charcas e linhas de água, bem como a sua importância ecológica. Pelo meio, existem pontos de observação.

Laranja – Movimento (4,6 km) – É um trajecto circular pensado para quem gosta de se arriscar um pouco mais na actividade física. Em cinco locais distribuídos pelo itinerário, há equipamentos de manutenção, complementando a caminhada.

O início dos trilhos fica na lagoa junto ao parque de estacionamento do Parque de Monserrate.

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O Percurso Pedestre da Vila Sassetti é a melhor forma de ir a pé do centro histórico de Sintra para o Palácio da Pena e Castelo dos Mouros. Estamos num típico jardim romântico, da autoria de Luigi Manini, o mesmo arquitecto da Quinta da Regaleira, o que deverá justificar uma estranha clareira com uma espécie de trono em pedra. O caminho serpenteia encosta acima, acompanhado por um curso de água que vamos vendo em cascatas e laguinhos até chegarmos ao palácio inspirado nos castelos da Lombardia. Neste primeiro troço, há vegetação diversa e luxuriante, desde fetos a cicas, passando por bromélias, palmeiras de leque, washingtónias, strelitzias nicolai, rododendros ou camélias. Depois da vila, o percurso mimetiza mais a natureza selvagem, com mata, duas grutas e imponentes penedos.

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Mais conhecido como Casa das Bruxas (o telhado de forma cónica ajuda), este edifício neogótico escondido nas misteriosas encostas da Serra de Sintra serviu de cenário para Roman Polanski filmar parte do seu thriller sobrenatural A Nona Porta. Em 2022, abriu portas a visitas pela primeira vez (após obras de recuperação), sendo o jardim desde então de livre acesso. Com árvores raras e exuberantes, num desenho imaginado pelo paisagista francês François Nogré, é um parque cheio de zonas frescas e exuberantes. Tem também dois miradouros, de onde é possível, em dias limpos, avistar o Castelo dos Mouros e o mar.

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Nesta propriedade de 13 hectares, situada na várzea de Sintra, destaca-se o solar renascentista, mandado edificar em 1541, com o seu grande torreão de inspiração medieval. Frente ao edifício pode apreciar-se um jardim de buxo, à francesa, e uma imponente escadaria e estátuas de inspiração clássica, bem como um grande tanque/espelho de água e fonte manuelina. No lado esquerdo, estende-se o pomar, com um tanque de rega ao fundo. Nas traseiras, por fim, escondem-se a cisterna e uma bela abóboda de cruzaria de ogivas, com arcos e colunas esverdeadas de musgo. O edifício principal está rodeado por um bosque, onde há sequóias centenárias e outras árvores de porte notável, além do rio Colares.

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Nas mãos do município de Sintra desde 1936, o Parque da Liberdade fica mesmo no centro da vila, acima da Volta do Duche. Instalado numa encosta de inclinação acentuada, tira partido disso para o sistema de vistas. Entre araucárias, castanheiros, ciprestes, magnólias, um cedro do Himalaia e uma magnólia liliflora em flor em Fevereiro, o parque tem também tanques, penedos, trilhos sinuosos e muito musgo. Com a originalidade de ter um campo de patinagem com 450 metros quadrados (o mínimo exigido para jogos de hóquei), tem ainda um parque de merendas e casas de banho instaladas numa pequena casinha com toques de Português Suave perto da saída do parque para a Rua das Murtas.

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Parque das Merendas
Parque das Merendas

Aberto todos os dias a partir das 10.00, este parque – também conhecido como Mata Municipal – oferece um enquadramento paisagístico extraordinário. Mesmo ao lado da Vila Sassetti, é um espaço ideal para piqueniques, com as suas mesas e bancos em pedra espalhados ao longo do percurso, em simbiose com a serra. Há ainda muita sombra, graças ao mais de meio milhar de árvores de grande e médio porte, para se encostar a ler ou a descansar. 

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Há quem chame ao Palácio de Queluz a Versailles portuguesa e isso inclui o seu jardim, construído entre 1769 e 1780, também como jardim botânico. Diz a história que foi nas estufas que se cultivaram os primeiros exemplares de ananás em Portugal. O fruto, vindo da América do Sul, era utilizado nos banquetes da corte, nomeadamente no reinado de Pedro III, que, ao que se relata, era seu grande adepto. Com D. Carlos, o jardim barroco foi transformado em jardim romântico, mas, em 1983, desapareceu com a subida do rio Jamor, na sequência das grandes cheias que assolaram a região de Lisboa. A Parques de Sintra reabriu-o ao público em 2017, após obras de reabilitação que tentaram reproduzir o desenho barroco inicial do jardim, com os seus lagos, bustos, estatuária, azulejaria e jardins de buxo – bem como as antigas estufas e os novos ananases, pois claro. Hoje, além de belos exemplares botânicos, encontra no parque um amplo sistema aquático com muita história contada. Basta seguir do Lago de Abel e Caim ao de Neptuno ou, ainda, à Fonte da Preguiça. Sugestivo nome, não?

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