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Parque de Monserrate
© PSML Emigus

Os melhores jardins e parques em Sintra

Não haverá cenário mais bucólico do que a vila de Sintra para encontrar aquele recanto mágico entre arvoredos

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Francisca Dias Real
e
Raquel Dias da Silva
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Com o faro bem apurado, parta à descoberta dos melhores jardins e parques em Sintra, um trabalho que ajudamos a fazer – basta consultar esta nossa lista. Há terrenos verdejantes para todos os gostos: ora tem aquele parque com miradouro incluído com uma vista de tirar o fôlego para a serra de Sintra, ora tem o jardim de buxo, aparado milimetricamente. Depois há aqueles que rodeiam um imponente palácio – Sintra é mesmo assim, já se sabe. Nalguns destes vastos e verdes prados basta um passeio para embarcar numa viagem pelos quatro cantos do mundo através da botânica, com curiosidades prontas a virem à tona em passeios guiados, naqueles que tanto pode fazer sozinho a pensar na vida ou com os miúdos atrelados.

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Os melhores jardins e parques em Sintra

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É no cimo da bela vila de Sintra que se ergue umas das principais expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX em todo o mundo – e, provavelmente, o postal mais conhecido de Sintra. Destacando-se enquanto primeiro palácio nesse estilo na Europa (fique a saber que o Palácio Nacional da Pena, ou Castelo da Pena, adiantou-se em cerca de 30 anos ao Castelo de Neuschwanstein, na Baviera, umas das mecas dos castelos). Foi morada de reis entre 1834 e 1910, e hoje é uma das mais solicitadas atracções turísticas. O Parque da Pena – que se estende por 85 hectares – tem das paisagens mais luxuriantes, com espécies autóctones e exóticas vindas dos quatro cantos do globo. Quem visita este Parque poderá fazer o percurso recomendado, que inclui cascatas, tanques, lagos e fontes – aconselhamos que chegue ao Alto de Santa Catarina, o miradouro preferido da rainha D. Amélia, com o “Trono da Rainha” talhado na rocha.

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Junto ao Palácio da Regaleira, também conhecido como o Palácio do Monteiro dos Milhões (a alcunha do antigo proprietário), encontra quatro hectares decorados por um conjunto de fantásticas construções (torres, grutas, estátuas, lagos, fontes e poços). Construída entre 1904 e 1910, a Quinta da Regaleira tem inúmeras referências à Maçonaria e é toda ela um apelo ao nosso imaginário, com uma envolvência que tem tanto de exótica como de romântica. É impossível não se sentir num conto de fadas, mas demora horas a visitá-la (e a contemplá-la em todo o seu esplendor). Depois pode arranjar ainda um audioguia, com vários pontos espalhados pelo recinto que lhe vão contando a história e curiosidades de cada local onde se encontra. Existe ainda uma aplicação para telemóvel, a Regaleira 4.0, que permite fazer a visita em realidade aumentada (disponível na App Store e Google Play).

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Aberto todos os dias a partir das 10.00, este parque, com um enquadramento paisagístico extraordinário, encontra-se mesmo ao lado de uma das entradas da Vila Sassetti e permite-lhe desfrutar de um ambiente bem agradável para fazer piqueniques, com mesas e bancos em pedra, perfeitos para montar o arraial gastronómico e sentir-se em simbiose com a serra. Há ainda muita sombra, graças ao mais de meio milhar de árvores de grande e médio porte, para poder sentar-se encostado a ler ou a descansar. Durante o ano costumam organizar-se actividades de escalada e rapel: o melhor é estar atento ao site da Câmara Municipal de Sintra.

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Calce os ténis, vista um casaco (pelo sim, pelo não), pegue na máquina fotográfica e confira a meteorologia antes de sair de casa. O caminho até ao santuário da Peninha é longo e pode custar a quem tem menos pedalada, uma vez que está num dos cumes da Serra de Sintra, e insere-se num complexo constituído por uma antiga ermida e um palacete romântico do início do século XX. Mas quando chega lá acima vale tudo a pena: fica a 488 metros de altitude e dá para ver desde o Cabo Espichel, a sul, até à Ericeira, a norte, em dias de céu totalmente limpo. Não é bem um parque tradicional, mas pense que pode aliar uma caminhada à contemplação de uma paisagem incrível para esquecer o stress da cidade. À noite, é ainda um dos melhores sítios para ver as estrelas.

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Há quem chame ao Palácio de Queluz a Versailles portuguesa e isso inclui o seu incrível Jardim Botânico. A reabilitação do jardim, construído entre 1769 e 1780, foi obra da Parques de Sintra, numa aproximação quase perfeita à disposição primordial do jardim, um lugar que servia de recreio à corte portuguesa e à família real. Diz a história que foi nas estufas do Jardim Botânico que se cultivaram os primeiros exemplares de ananás em Portugal. O fruto, vindo da América do Sul, era utilizado nos banquetes da corte, nomeadamente no reinado de Pedro III que, diz-se, era seu grande adepto. Para entrar só no jardim paga 5€, se quiser aproveitar e visitar o palácio fica a 10€.

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É ir para o Oeste e alcançar o Oriente: é assim que nos sentimos quando chegamos perto do Palácio de Monserrate, onde os motivos exóticos e vegetalistas da decoração interior se prolongam harmoniosamente no exterior. É assim – graças à intervenção do pintor William Stockdale e do mestre jardineiro Francis Burt, mas acima de tudo ao espírito romântico de Francis Cook – que podemos hoje encontrar Monserrate tal como ele é. O palácio, em dourados, leva-o facilmente para outro lado do mundo, enquanto os jardins (8€) completam essa viagem: tem uma zona quente com plantas da América Central (Jardim do México), um Vale dos Fetos, um roseiral e um Jardim do Japão. É uma volta ao mundo sem sair de Sintra.

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Parque da Liberdade
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Se há parque ideal para famílias é este, até porque não tem de pagar entrada. O Parque da Liberdade, na Volta do Duche, é um belo sítio para pousar as cestas e sentar-se na relva para um piquenique à sombra. Este parque tem ainda a particularidade de, entre o arvoredo, ter um antigo ringue onde pode pôr os miúdos a andar de patins ou a jogar à bola, sempre sob o olhar atento dos crescidos, que podem sentar-se nas bancadas de pedra. Na altura do Natal é lá que se monta o famoso Reino do Natal que faz a delícia dos mais novos.

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Ora, este é um belo exemplar de um jardim de buxo de concepção geométrica. Foi construído para dar seguimento ao estilo arquitectónico do Palácio de Seteais – um elegante palácio cor-de-rosa que funciona como hotel de luxo do grupo Tivoli e está envolvido por estes labirintos de vegetação frondosa do século XVIII. Em estilo romântico, com forte influência cultural inglesa, estão classificados, juntamente com o palácio, como Imóveis de Interesse Público. É um dos melhores sítios para ter uma vista panorâmica sobre a vila.

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Matinha de Queluz
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A Matinha era uma pequena tapada de caça originalmente separada dos jardins por um passadiço sobre o rio, cujo acesso foi suprimido no século XX, aquando da construção do agitado eixo viário designado por IC19. Entre as inúmeras espécies arbóreas espontâneas, encontra-se um povoamento relíquia de sobreiros e outra vegetação natural, sendo por isso entendida, no meio científico, como uma potencial reserva genética. Durante o Verão, no mês de Junho, é palco de jogos, animação cultural e actividades desportivas para crianças.

Mais relva

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Sempre que tiver tempo para arejar as ideias, opte pelo ar puro e pelos espaços que pintam a cidade de verde. Com todos os cuidados que deve ter e mantendo a distância social recomendada pelas autoridades de saúde, faça o favor de apanhar um arzinho por aqui. Do jardim da Estrela ao pulmão verde de Lisboa – falamos do Monsanto, pois claro –, espaços verdes não faltam na cidade e mais além.

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Sabe onde piquenicar em Lisboa? É a forma ideal de fugir da cidade sem chegar a sair dela. É pegar, meter na cesta e estender a toalha nesses hectares relvados jardins fora. Há verdadeiros tesourinhos que vai querer conhecer, sobretudo agora que está oficialmente aberta a época do bom tempo, os raios de sol já queimam e a vontade de sair de casa é mais que muita, ainda que cada saída deva ser feita com a devida prudência e com as devidas distâncias.

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