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São cerca de 30 hectares que excedem as expectativas mais elevadas que se possa ter sobre paisagismo romântico. Talvez porque estamos em Sintra, onde espécies botânicas trazidas de todo o mundo se aclimataram exuberantemente. Ou talvez porque o desenho dos jardins, sempre mimetizando o natural, é cuidadosamente encenado, fruto do trabalho de arquitectos paisagistas, botânicos e jardineiros. Certo é que o conjunto destas circunstâncias faz com que o Parque de Monserrate pertença à Rota Europeia de Jardins Históricos. Nesta que é uma das maiores colecções botânicas existente em Portugal, há mais de 40 espécies de fetos (existe mesmo um Vale dos Fetos) e árvores como a Araucaria heterophylla, de 50 metros, ou a Metrosideros robusta. No Jardim do México, há iucas, cicas, agaves e dragoeiros. No Jardim do Japão, destacam-se os bambus e as camélias, e, claro uma falsa ruína, tão ao gosto romântico, de uma capela engolida pela vegetação e por uma árvore da borracha. Nas proximidades, há uma cascata construída com grandes penedos e plantas exóticas e, no fim do percurso, um falso cromeleque.
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