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©Márcia Lessa

Os melhores parques e jardins em Lisboa

Do Jardim da Estrela a Monsanto, espaços verdes não faltam na cidade. Descubra os melhores parques e jardins em Lisboa.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Sempre que tiver tempo para arejar as ideias, opte pelo ar puro e pelos espaços que pintam a cidade de verde. Com todos os cuidados que deve ter e mantendo a distância social recomendada pelas autoridades de saúde, faça o favor de apanhar um arzinho por aqui. Seja para uma breve caminhada, corrida ou para uma visita prolongada aos relvados. Evite por agora os parques infantis (brincar na relva também é divertido), os circuitos desportivos ou as mesas comunitárias para piqueniques. Do jardim da Estrela ao pulmão verde de Lisboa – falamos do Monsanto, pois claro –, espaços verdes não faltam na cidade e mais além.

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Os melhores parques e jardins em Lisboa

  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A requalificação do Jardim do Torel, na Colina de Santana, chegou ao fim em 2020. Promovida pela Junta de Freguesia de Santo António, a intervenção contou com o planeamento da arquitecta paisagista Raquel Alho, que desenhou espaços para os utilizadores se sentarem na relva, envolvidos por canteiros de maçarocos (orgulho-da-Madeira) e plantas aromáticas, como a lavanda ou a verbena. No projecto, que teve como base a ideia de “jardim do amor”, os bancos foram restaurados e em cada um deles pode ler-se poesia de nomes como Ary dos Santos, Fernando Pessoa ou o letrista João Monge (autor de “Os Loucos de Lisboa”). O lago artificial, no patamar superior, está límpido e fresco e ao centro a escultura feminina voltou a erguer uma lâmpada luminosa. O ginásio ao ar livre do Jardim do Torel também foi pintado de fresco e, na outra ponta, encontra um pequeno gazebo em ferro onde pode ler ou sentar-se só a apreciar a vista sobre a cidade.

  • Atracções
  • Princípe Real

Fechou em Outubro de 2016, e este espaço verde com mais de 140 anos de história foi devolvido à cidade dois anos após o início das obras estruturais que recuperaram o pavimento de todos os caminhos e os gradeamentos que revelam pontos de observação das colecções botânicas. O Jardim ganhou também um anfiteatro e novos bancos plantados ao longo dos percursos. É um belo local para uma sessão fotográfica em cenário tropical-urbano, ou simplesmente para se esquecer que está em pleno centro lisboeta.

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  • Coisas para fazer
  • Avenidas Novas

Junto à sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), na Avenida João XXI, abriu ao público em 2020 o Jardim Caixa, um espaço verde muito fresco, graças aos jactos de água que saem dos lagos artificiais, composto por diversas áreas de repouso que acompanham um roteiro artístico pelas esculturas do espaço, mesmo ali ao lado da Culturgest. As melhorias feitas ao jardim pré-existente, da autoria do arquitecto Caldeira Cabral, passaram pela criação de condições de segurança e acessibilidade para os novos visitantes, nomeadamente cidadãos com mobilidade reduzida. A circulação faz-se através de um caminho pedonal que liga a zona alta a nascente à zona baixa a poente, áreas ligadas por uma escada. Mas para que a toda a população possa aceder, sem obstáculos, à zona poente do jardim, foi criado mais um acesso a partir da João XXI. Foram ainda criadas zonas de estar na zona alta do jardim, foi reforçada a iluminação e colocada sinalética com horários e principais pontos de interesse. Durante o percurso pode conhecer de perto esculturas e outros objectos de arte, como a escultura em bronze de duas estátuas no Lago do Jardim Norte, chamada “Secreta Mensagem” (1989), da autoria do escultor Lagoa Henriques.

  • Coisas para fazer
  • São Vicente 

É um segredo mal guardado à vista de todos. Ainda poucos o conhecem (pelo menos os que vivem e trabalham noutras freguesias), mas é o maior espaço verde de acesso público da zona histórica de Lisboa. É ideal para um piquenique em que leve a família toda atrelada, com uma vasta área relvada para estender toalha. O jardim tem três miradouros, uma zona com parque de merendas e um pomar. Os miúdos têm espaço que sobra para um correr, dar toques na bola ou jogar ao lencinho com a família – é só uma ideia.

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  • Atracções
  • Estrela/Lapa/Santos

É "o" jardim. Plantado no coração de Lisboa, perfeito para ir para fora cá dentro. Foi desenhado há 174 anos naquela assimetria cuidada dos jardins tropicais. Tem meia dúzia de clareiras relvadas a pedir piqueniques e tardes de sorna com um livro; uma frota de bancos a ladear o passeio público, que é também um dos melhores circuitos de corrida da cidade. A servir de apoio, duas esplanadas de dois quiosques.

  • Atracções
  • São Sebastião

São provavelmente os jardins mais icónicos de Lisboa, projectados pelo arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles. São o local ideal para passear com os miúdos ou para não fazer nada, ou seja, para se estender na relva. Os Jardins da Gulbenkian são também muito procurados à hora de almoço. Há espaços escondidos entre as árvores, lagos, percursos de pedra, tartarugas com fama de morder e pássaros que nunca mais acabam.

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  • Coisas para fazer
  • Parque das Nações

Aqui há espaço para praticar a distância à vontade. Está entre o Oceanário de Lisboa e o Tejo, e chama-se assim porque o terreno simula o ritmo do oceano e o movimento das águas, um projecto da autoria da artista Fernanda Fragateiro. Além de poder deixar os miúdos correr à vontade, pode deitar-se na relva e ter um encosto natural. Quer mais?

  • Coisas para fazer
  • Santa Maria Maior

É um admirável mundo novo que surgiu no Campo das Cebolas. Depois de vários anos com a zona transformada num estaleiro e trânsito entupido, surgiu este espaço verde na cidade mesmo à beira-rio. Quem prefere a relva também se pode deitar e fazer a fotossíntese estendido no verde.

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  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Santos

Abandonado durante anos, o Jardim de Santos (oficialmente Jardim Nuno Álvares) reabriu em 2018 a fazer pandã com a requalificação levada a cabo pela Câmara Municipal de Lisboa na zona envolvente, dotada de ciclovia e passeios bem largos. Muita relva e novo mobiliário urbano fazem parte do cenário. Ao centro continua a estátua em bronze do jornalista e escritor Ramalho Ortigão (1836-1915), uma obra do escultor açoreano Numídico Bessone inaugurada em 1957. É um belo jardim para se sentar a ler à sombrinha. 

  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Foi aos poucos que o Campo Grande ganhou uma nova vida. Em 2013 a zona norte, em 2017 o Caleidoscópio, e em Abril de 2018 concluiu-se o projecto da zona sul. O jardim ganhou nova mobília, vegetação e um novo nome: Jardim Mário Soares, em homenagem ao histórico líder do PS que morava ali ao lado e tinha por hábito ali dar os seus passeios. O lago dos barquinhos a remo (parados por agora) continua todo bonito, e pode aproveitar a relva e sombras em redor durante o bom tempo.

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Jardim dos Coruchéus
  • Coisas para fazer
  • Grande Lisboa

Vizinho da Biblioteca dos Coruchéus, o Jardim dos Coruchéus já não tem o ar de abandono que tinha há uns tempos. Está mais verde que nunca, com espaço para quem se quiser esticar na relva e um parque infantil para os miúdos se entreterem.  O jardim conta ainda com um mural em homenagem a João Ribas, músico falecido em 2014 que parava muito por ali.

  • Coisas para fazer
  • Alvalade

É dos melhores parques de Lisboa para se fazer um piquenique. Tem árvores por todo o lado, incluindo oliveiras e alfarrobeiras, e não há nada melhor do que estender a toalha mesmo sobre a relva, no meio das flores. Escolha o pequeno vale, do lado do quiosque.

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  • Coisas para fazer
  • Parque das Nações

Cento e trinta e nove degraus. Leu bem. Para chegar ao ponto mais elevado do Parque das Nações (não estamos a falar da Torre Vasco da Gama), é preciso subir pelo menos 104 degraus, havendo para os restantes 35 uma rampa alternativa. Contas feitas, caso queira passar um bom bocado com os miúdos numa zona verde escondida entre os arranha-céus de empresas e apartamentos da Expo, suba até ao Cabeço das Rolas. Lá em cima tem áreas relvadas generosas para estender a manta e apanhar sol ou petiscar. 

  • Coisas para fazer
  • Benfica/Monsanto

Está a ver um campo de futebol? Agora imagine... 900. Todos juntinhos. É mais ou menos essa a dimensão do Parque Florestal de Monsanto. Mas então, "como escolher um canto para onde ir?", estará o leitor a perguntar-se. Nós damos uma ajuda, a começar pela óbvia mas incontornável Alameda Keil do Amaral, com os seus 1300 metros ideais para passear, correr, andar de bicicleta, skate ou patins. Se é um piquenique que quer fazer, ou estende a toalha no meio da mata ou tem quatro hipóteses com mais condições: o parque de merendas da Alameda Keil do Amaral, o jardim do miradouro dos Montes Claros, o Moinho do Penedo e a Mata de Benfica

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  • Coisas para fazer
  • Marvila

Foi um dos projectos mais aguardados para a frente ribeirinha de Lisboa assim que anunciado. Um parque verde que se inicia junto aos armazéns da Doca do Poço do Bispo e se estende para norte ao longo de 600 metros, ocupando uma área total de quatro hectares junto ao rio Tejo. Um projecto do atelier f/c, das arquitectas paisagistas Catarina Assis Pacheco e Filipa Cardoso de Menezes, que muda por completo a forma de viver esta zona de Lisboa. Entre mais de 360 árvores plantadas, há dois percursos pedonais: um ribeirinho e um percurso interior no meio da zona verde. Durante o passeio encontra cinco “esculturas solares”, concebidas especificamente para o lugar, formas geométricas que projectam sombras na sua envolvente e também funcionam como relógio solar. A construção deste novo parque divide-se em duas fases: falta a segunda, que se estenderá até ao Parque das Nações e que se irá fundir com o futuro Parque Interior da Matinha.

  • Coisas para fazer
  • Marvila

É uma das peças do programa Corredor Verde Oriental, que liga o Parque Vinícola de Lisboa (junto à Rotunda do Relógio) ao novo Parque Ribeirinho Oriente. Inaugurado em Março de 2017, nasceram ali 11 hectares, com ciclovia, caminhos pedonais, muita verdura, equipamentos de fitness e dois parques infantis. Se quer pouca confusão, aqui encontra-a certamente.

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  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Encarnação

Este parque é um mistério. Faz fronteira com uma das artérias mais movimentadas, barulhentas e – convenhamos – feias da cidade. Mas é tão tranquilo, verde, desafogado e silencioso que custa a acreditar. Há uma zona dedicada aos mais novos, com piso de areia para ninguém se magoar, um campo de futebol e basquete. As cores do pulmão dos Olivais vão mudando ao longo do ano, uma oferta da natureza bonita de acompanhar.  

  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Lumiar

Cinco, seis, sete hectares? Isso é coisa de meninos. A área total da Quinta das Conchas, incluindo a vizinha Quinta dos Lilases e a mata, é de 26 hectares. Na principal mancha verde do concelho a seguir a Monsanto, encontrar lugar para estender a toalha é garantido, mesmo naqueles fins-de-semana de sol em que todos os lisboetas se lembram de ir para o parque. Quer fazer um piquenique? Pode, com ou sem sombra. Quer deitar-se a apanhar sol sem correr o risco de levar com uma bola na cabeça? Pode, a nave central com relva é tão grande que dá para todos. Quer ler o jornal ou uma revista sem ter de parar a caminho do jardim? Pode. Quer ir gastar a energia dos seus filhos, para eles dormirem que nem anjinhos toda a noite? Também pode, eles que corram.

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  • Coisas para fazer
  • Alcântara

Nestes cem hectares, pode observar Lisboa e os seus arredores se subir ao miradouro situado na parte norte – e assistir a uma palestra ou frequentar um curso no Observatório Astronómico, que mantém e fornece a Hora Legal. Os espaços da Tapada e os seus percursos foram organizados pelo Instituto Superior de Agronomia, que aqui funciona.

  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Estrela/Lapa/Santos

Em 1910, o Governo Provisório da República Portuguesa avisou: “A Tapada estará aberta ao público permanentemente, servindo para passeio (...) bem como para a lição das coisas”. A declaração mantém-se actual e o parque botânico encaixado entre Alcântara e a Lapa, que terá inspirado Manet para pintar o seu famoso quadro Almoço na Relva, continua a ser um dos melhores spots da cidade para os fins-de-semana com bom tempo.

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  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Belém

O Jardim Botânico Tropical fechou para obras em Janeiro de 2019 para levar um banho de loja, que é como quem diz, uma intervenção paisagística e de património. Restaurada a paisagem deste belo espaço verde, há muita espécie para ver para os lados da zona monumental de Lisboa, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, onde fica. Ocupa uma área de cerca de sete hectares, integrando um Jardim Botânico com cerca de cinco hectares, que inclui uma estufa com aquecimento, e outros abrigos de vários tipos. Por lá existem cerca de 600 espécies originárias de vários continentes, um oásis de folhagens e arvoredo que não encontra em mais lado nenhum na cidade. Uma maravilha escondida que é quase uma volta ao mundo sem sair de Belém.

  • Coisas para fazer
  • Marvila

Muito boa gente só lá vai de dois em dois anos pelos brindes e pela música do Rock in Rio. Mas o Parque da Bela Vista é uma excelente pista para corridas, passeios domingueiros em família ou banhos de sol veranis. Os sítios que vai pisar são tal e qual os mesmos que pisa para encontrar um lugar com boa vista para o Palco Mundo, mas aqui é seguir sempre em frente. Além de um recinto polidesportivo, integra ainda um parque de merendas e um miradouro.

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  • Oeiras

Pode levar os sapatos da moda e o chapéu de palha. Mas aqui o dress code é outro: fato de treino e ténis de corrida. Ideal para quem não consegue imaginar um fim-de-semana sem fazer desporto, o parque do Jamor é um verdadeiro ginásio ao ar livre. Sem jóia nem mensalidade. Tem pistas de corrida bem definidas entre as zonas verdes e os canais de água, e também tem espaço que chegue para os gaiatos gastarem as energias todas.

  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Grande Lisboa

Perto de cinco hectares de bosque abandonado foram devolvidos à população, num projecto que em 2018 transformou a Fonte das Avencas, na Amadora, num parque urbano de lazer. Um verdadeiro pulmão verde que volta a respirar. Há bancos de jardim ao longo de todo o terreno, trilhos de caminhada — ou mesmo para quem se quiser aventurar de bicicleta de montanha, que as subidas são muitas — e uma zona aplanada para piqueniques e acampamentos servido com tanques de água canalizada. 

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  • Grande Lisboa

A Amadora tem um amor cada vez mais verde com o Parque das Artes e do Desporto, inaugurado em 2018 na freguesia de Mina de Água, numa antiga lixeira convertida num parque de lazer. Bela reciclagem, não é? Foram plantadas 1552 novas árvores neste parque que compreende uma área de nove hectares e onde cabem três campos polidesportivos, três campos de ténis, dois campos de padel, um campo de disc golf (modalidade que substitui as bolas e os tacos por discos voadores), dois parques caninos, três circuitos (um infantil, outro de caminhada com três quilómetros e ainda outro de esculturas), equipamentos de desporto e uma zona de espectáculos – tudo ao ar livre. Se por agora há zonas interditas, aproveite para correr por lá, só de passagem, ou abancar na relva, sempre com atenção às distâncias.

Lisboa verde

  • Coisas para fazer

Com o faro bem apurado, parta à descoberta dos melhores jardins e parques em Sintra, um trabalho que ajudamos a fazer – basta consultar esta nossa lista. Há terrenos verdejantes para todos os gostos: ora tem aquele parque com miradouro incluído com uma vista de tirar o fôlego para a serra de Sintra, ora tem o jardim de buxo, aparado milimetricamente. Depois há aqueles que rodeiam um imponente palácio – Sintra é mesmo assim, já se sabe. Nalguns destes vastos e verdes prados basta um passeio para embarcar numa viagem pelos quatro cantos do mundo através da botânica, com curiosidades prontas a virem à tona em passeios guiados, naqueles que tanto pode fazer sozinho a pensar na vida ou com os miúdos atrelados.

  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios

Os lisboetas sabem bem o que costuma acontecer quando se cava um buraco em Lisboa. É frequente a presença de arqueólogos nas obras que vão escavando a cidade e aqui e ali vamos recebendo notícias do passado. Como aquela das relíquias nas escavações dos novos ecopontos subterrâneos. Ou a outra, em que O Solar dos Presuntos queria expandir a cozinha e acabou a desenterrar esqueletos com 2000 anos. Alguns achados arqueológicos da época romana são bem conhecidos e visitáveis, como é o caso do Teatro Romano ou das Galerias Romanas da Rua da Prata, às quais pode descer duas vezes por ano (excepto em tempo de pandemia). Mas outros estão escondidos ou merecem um olhar mais atento.

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