Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right As opções de mobilidade urbana para passeios amigos do ambiente em Lisboa

As opções de mobilidade urbana para passeios amigos do ambiente em Lisboa

Carro, mota, bicicleta ou trotinete, descubra os serviços de mobilidade urbana que Lisboa oferece

Trotinetas
Duarte Drago
Por Francisca Dias Real |
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É caso para dizer: Lisboa soma e segue. Se em 2020 Lisboa é Capital Verde Europeia, em 2021 a cidade será a “capital da bicicleta" – escolhida para organizar a Velo-city 2021, promovida pela Federação Europeia de Ciclismo. São mais que muitas as razões para Lisboa se orgulhar de (pelo menos) tentar diminuir a pegada e optar por soluções de mobilidade urbana amigas do ambiente, e os sistemas partilhados têm sido a cereja no topo do alcatrão e da calçada para esta mudança. Seja de carro, de motos ou das mais faladas e polémicas trotinetes, as opções estão aqui listadas e ajudam-no a circular pela cidade. Mas antes de começar a ler, e porque já há fiscalizaçãocontrolo para estes veículos, tenha em conta o bom senso na hora de estacionar e deixe as instalações artísticas site-specific para outra altura. 

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Mobilidade urbana para passeios amigos do ambiente em Lisboa

trotineta da lime
©Lime

Lime

A Lime chegou a Lisboa em Outubro de 2018 e foi a primeira operadora a instalar trotinetas para partilhar em solo alfacinha. Desde essa altura já sofreram uma mudança de visual valente e uns upgrades necessários para as tornar mais robustas. A Lime foi uma das empresas que entrou na guerra dos preços e, se por norma, as marcas de trotinetes partilhadas que operam em Lisboa cobram 1€ para desbloquear a máquina, a Lime custa agora apenas 50 cêntimos e é uma primeira iniciativa da campanha "Unlock Portugal”. E se tiver uma urgência nocturna e precisar de rolar pela cidade, a Lime é uma das empresas que funciona 24 horas por dia, sem haver recolha das trotinetes durante a noite. 

Frog

Frog

A Frog, empresa norte-americana, aterrou em Lisboa como uma marca preocupada com as alterações climáticas, o crescimento do urbanismo e o aumento populacional: 1% dos lucros será doado a associações com preocupações ambientalistas e com acções com impacto positivo para o meio ambiente. Com capacidade para atingir 25 km/h, as Frog têm um guiador com sistema de fecho triplo para melhor estabilidade, sistema de rolamento e deck antiderrapante para segurança. O motor é de tecnologia de ponta para controlar melhor as descidas – esfolar joelhos só tem piada durante a infância, depois é “trapalhice”. A utilização das trotinetas custa 1€ para desbloquear e 15 cêntimos por minuto e faz-se como de costume, através de uma aplicação. No final do dia, são recolhidas, carregadas, mantidas e estacionadas devidamente por uma empresa subcontratada.

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trotinetas hive
©Hive

Hive

Chegaram em Novembro de 2018, depois das Lime, e vieram actuar sob o mesmo modelo. As trotinetas da hive podem ser requisitadas da mesma forma e pelo mesmo preço: através de uma aplicação para iOS e Android desbloqueia-se o veículo por 1€ e a viagem custa 15 cêntimos a cada minuto. Até ao final de 2019 a hive oferece 20 minutos de viagens por mês aos portadores de qualquer modalidade do cartão Lisboa VIVA, o que resulta da associação da marca à OTLIS – Operadores de Transportes da Região de Lisboa. Os interessados não precisam de ter um passe mensal instalado no cartão Lisboa VIVA, qualquer modalidade dá direito a usufruir desta promoção. O caminho para poder andar 20 minutos por mês nas trotinetas sem pagar começa na aplicação para telemóvel: a campanha é válida até ao final de Setembro. 

voi scooter
©VOI

Voi

Depois da Lime e da Hive, foi a VOI a terceira a chegar às ruas de Lisboa com trotinetas. O desbloqueio do veículo faz-se com a aplicação Android ou iOS e os preços são exactamente os mesmos da concorrência: 1€ para desbloquear, e 15 cêntimos por minuto de deslocação. Pelas ruas pode encontrar dois modelos, um dito normal e outro com rodas maiores, para terrenos mais acidentados, diga-se. Apesar de ainda não haver data para tal, Lisboa será uma das cidades a receber as bicicletas eléctricas partilhadas VOI.

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TIER
©TIER/FACEBOOK

Tier

A TIER, sediada em Berlim, foi a quarta operadora de trotinetas a entrar de forma oficial em Lisboa. O modelo das trotinetes eléctricas é igual às já usadas por empresas como a Lime, a Hive e a Voi: são Segways Ninebot ES4 e atingem uma velocidade máxima de 25 km/h. Para usufruir do serviço, as trotinetas são desbloqueadas – à semelhança da oferta concorrente – através de uma app Android e iOS, cujo mapa permite localizar os veículos de duas rodas. Os preços praticados também não diferem: um euro para desbloquear e 15 cêntimos por cada minuto de utilização. É possível fazer uma pausa na viagem, se quiser estacionar a trotineta só o tempo suficiente para um café ou uma ida aos correios. A zona de cobertura está, por agora, limitada a oeste por Algés, a norte pelo eixo Benfica/Lumiar e a este pela zona de Moscavide. Há ainda zonas de exclusão, onde não é possível alugar nem estacionar uma TIER: Monsanto, Chiado, Bairro Alto, Baixa, Alfama, Mouraria e Castelo.

wind
©Wind/Facebook

Wind

Funciona de forma semelhante a todas as outras, cobrando 15 cêntimos por minuto, mas é nas horas de ponta que esta empresa se torna na única operadora que não cobra desbloqueio – entre as 08.00 e as 10.00 e as 18.00 e as 20.00, os utilizadores da Wind podem desbloquear de forma gratuita as trotinetes. Em breve chegará um novo modelo, mais resistente ao mau tempo e intempéries e com maior autonomia. Também poderá ajudar nos carregamentos, que isto não é só deslizar sobre rodas. Pode ganhar dinheiro a carregar as baterias das WIND: o pagamento é de cinco euros por cada bateria carregada, sendo que o máximo são vinte por pessoa.

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CIRC
©Michael Kleber/circ

Circ

Chegou a Lisboa como Flash, mas foi rebaptizada como Circ, uma forma de evocar os círculos das rodas das trotinetes e, ainda, a natureza circular do serviço. Desbloquear a trotinete tem o custo de 1€ e, se a deixar no sítio certo, recebe de volta 0,50€ – portanto seja ordeiro e não deixe os veículos no meio do passeio. As trotinetes desta marca apresentam características pensadas para andar na calçada portuguesa (ou pelos ajudar a minimizar o estrago). Têm suspensões, travões duplos, entrada USB, leds de sinalização e rodas maiores. Sendo a única empresa a fazê-lo de momento, a Circ começou a disponibilizar passes diários para andar de trotinete. Existem assim o passe de 6€, para uma hora de viagem, um de 10€, com direito a duas horas, e ainda um de 24 horas, por 25€. E onde é que pode usá-lo? Na iniciativa Lisbon Beach Link - um percurso que inclui apanhar uma trotinete em Lisboa, atravessar o Tejo de barco a partir de Belém e chegando à Trafaria, apanhar de novo uma trotinete CIRC até às Praias da Costa da Caparica.

foto para destaque
©Bird

Bird

A norte-americana opera em mais de 100 cidades por todo o mundo e chegou em Abril de 2019 a Lisboa. Apesar do nome, não vai ouvir um único passarinho destes durante a noite: as Bird só estão disponíveis entre as 07.00 e as 21.00. A utilização das trotinetas custará 1€ para desbloquear e 15 cêntimos por minuto e faz-se como de costume, através de uma aplicação que tem ainda um “Community Mode”: permite identificar trotinetas danificadas ou mal estacionadas para que sejam recolhidas.

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jump by uber
©JUMP

Jump

A chegada a Lisboa de veículos para partilhar não parou ao longo do ano. Começaram com uma remessa de 750 bicicletas eléctricas mas a frota da JUMP, empresa comprada pela Uber, já aumentou. A Jump foi o primeiro sistema de bicicletas eléctricas partilhadas a entrar na cidade para concorrer com as GIRA. Desde que chegou, já tiveram uma actualização e os novos modelos foram produzidos em Portugal e apresentam-se com novas funcionalidades como suporte para telemóvel, painel frontal, um novo sistema de carregamento e um novo cadeado. A oferta já cobre todo o território da cidade e o aumento da disponibilidade das bicicletas pela cidade será possível graças a um novo sistema de carregamento da bateria que pode ser feito em apenas alguns minutos. Estão disponíveis 24 horas por dia, agora com um QR Code que permite desbloquear a bicicleta num novo painel frontal debaixo do guiador e um suporte para telemóvel, útil para quem precisa de recorrer ao GPS em segurança. Nesse painel será também possível colocar a bicicleta em pausa ou reportar uma avaria. Também o cadeado foi substituído por um cabo recolhível. Fora da vista, mas perto da rede, no interior da bicicleta encontra-se ainda uma plataforma de tecnologia mais inteligente com ligação 4G que permite uma reserva de veículo mais rápida.

bicicletas gira

Gira

O sistema municipal de partilha de bicicletas, as Gira, arrancou a 16 de Setembro de 2017 e só no primeiro mês registou mais de seis mil viagens nas 100 bicicletas plantadas em dez estações do Parque das Nações, as primeiras desta rede da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL). Agora multiplicam-se as estações destas bicicletas pela cidade, e prevê-se ainda que aumente tanto o número de postos, onde os utilizadores têm obrigatoriamente de começar e terminar as viagens, como de bicicletas. A Gira oferece tanto bicicletas eléctricas como as clássicas, sendo que é o que escolhe na aplicação qual quer usar, consoante as que estão disponíveis – em breve, a EMEL quer que cerca de 80% das bicicletas passem a ser eléctricas e 20% tradicionais. Dentro da app Gira, escolhe o passe que mais lhe convém: passe anual (25€), passe mensal (15€) ou passe diário (10€, mais direccionado a turistas). 

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coolatra
Fotografia: Manuel Manso

eCooltra

As scooters eléctricas da eCooltra andam por Lisboa desde 2017 e até há bem pouco tempo eram as únicas a operar no sector das motos. Para usar o serviço começa-se por fazer o download da aplicação na App Store ou Google Play, localizar a scooter mais próxima e reservá-la. Quando terminar a viagem basta estacioná-la, guardar os capacetes e finalizar sessão na aplicação. Também não precisa de andar carregado, nem com o capacete nem com a bateria: cada scooter tem dois capacetes incluídos (tamanhos M e L, com touca descartável incluída) e duas entradas USB para carregar o telemóvel durante a viagem. Pode optar por comprar períodos de tempo em pack: há o S (10€+1€ grátis), M (25€+5€ grátis), L (75€+25€ grátis) e XL (150€+60€ grátis). Se optar por não comprar um pack o custo para usar estas motos é 0,26€/minuto. E só mais uma nota: a frota foi renovada com motas mais potentes para enfrentar as colinas de Lisboa.

 

Motosharing Acciona en Lisboa
Acciona Mobilidade

Acciona

Depois de dois anos sem concorrência, a eCooltra deixou de ser a única operadora de motos partilhadas em Lisboa. A frota da ACCIONA, empresa de energias renováveis, oferece cobertura desde o Parque das Nações até Algés. Tem 300 motos, com um motor equivalente a 125cc, e estão disponíveis todos os dias, entre as 06.00 e as 02.00 da manhã. Para as usar, basta proceder à escolha de uma de duas modalidades de condução – 50 km para cidade e 80 km para vias rápidas – através da aplicação para smartphone ou do site ACCIONA Mobilidade. O valor de tarifário oscila entre os 0,26€ e os 0,28€ por minuto, mas também existe um modo de pausa (0,5€/minuto), para o caso de precisar de estacionar pelo caminho, durante até seis horas. Na aplicação (IOS e Android), é possível ver as scooters num mapa da capital e a respectiva carga de bateria disponível, mas para validar o registo terá de submeter informações acerca da sua identidade e carta de condução de ligeiros. Numa primeira fase, o serviço cobre bairros mais tradicionais e históricos de Lisboa, como Campo de Ourique, Bairro Alto, Alfama, Castelo, Mouraria, Belém ou Santos, mas também as novas zonas residenciais da cidade, como o Parque das Nações e Telheiras, para além de chegar ao Aeroporto Humberto Delgado.

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emov carsharing
©DR

Emov

Dizer que é uma tendência já é um eufemismo. As plataformas de mobilidade partilhada têm as raízes bem cravadas em Lisboa e Emov é mais uma. A emov arrancou em Madrid em 2016 e em Abril de 2017 chegou a Lisboa com 160 carros do mesmo modelo, tornando-se a primeira operadora de carsharing na cidade com uma frota 100% eléctrica. A área de cobertura abrange, por exemplo, Lumiar, Alvalade, Sete Rios, Avenidas Novas, Estrela, Amoreiras, Graça, Baixa, Belém, Pedrouços, Alcântara ou o Parque das Nações. A aplicação está disponível para Android e iOS e o registo também pode ser efectuado em www.emov.pt. Por minuto pagará 0,26€ ou 63€ por dia (implica mais de cinco horas) e, se for o caso, há uma tarifa especial de 2€ para ir e vir do aeroporto de Lisboa. Desde que dentro da área de serviço da emov, poderá estacionar em qualquer lado, sem ter de pagar. 

Lisboa mais verde

mouraria composta da renovar a mouraria
Fotografia: Inês Félix
Coisas para fazer

Projectos sustentáveis em Lisboa

Embora haja cada vez mais humanos preocupados com o planeta Terra, não é tarefa fácil reverter os danos causados desde a Revolução Industrial. Há quem atire a toalha ao chão, quem questione mesmo o aquecimento global (não vamos apontar nomes), mas também há quem não desista e faça a sua parte na luta por um mundo mais verde e, por arrasto, com uma esperança de vida mais longa.

ISTO
Duarte Drago
Compras, Estilo de vida

As lojas e marcas sustentáveis em Lisboa

Hoje em dia, estar atento à pegada ecológica e tornar-se consciente das suas escolhas enquanto consumidor já se tornou habitual – comprar sustentável deixou de ser um bicho de sete cabeças e, para alguns, é já um estilo de vida. Também por isso Lisboa tem cada vez mais espaços e marcas que promovem este modo de vida. Reunimos marcas sustentáveis que tem de conhecer, desde a cosmética ao calçado passando pelo vestuário feminino, masculino ou infantil, sem esquecer os sapatos ou até mesmo roupa de banho e decoração para a casa. 

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Sála
©Manuel Manso
Restaurantes

Restaurantes sustentáveis em Lisboa

Sazonal, biológico, sustentável, saudável. Os quatro conceitos andam de mãos dadas quando falamos de comida feita com produtos frescos. Há restaurantes em Lisboa que andam a tentar ser mais amigos do ambiente, ainda que não seja fácil dizer sem amarras e assumir-se como restaurante sustentável. Ainda assim, há práticas para minimizar o impacto brutal e estes restaurantes estão a tentar contornar estes gastos. 

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