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Projectos Sustentáveis, Fashion Revolution
©DR Fashion Revolution

Eles criam bom ambiente: projectos sustentáveis em Lisboa

Conheça os projectos sustentáveis em Lisboa que aspiram a – e suspiram por – um mundo melhor.

Por Editores da Time Out Lisboa
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Lisboa (tal como muitas outras grandes cidades) tem toneladas de lixo para tratar e milhares de mentes para moldar. Embora haja cada vez mais humanos preocupados com o planeta Terra, não é tarefa fácil reverter os danos causados desde a Revolução Industrial. Há quem atire a toalha ao chão e quem questione mesmo o aquecimento global, mas também há quem não desista e faça a sua parte na luta por um mundo mais verde e, por arrasto, com uma esperança de vida mais longa. Conheça algumas das ideias sustentáveis que deve conhecer.

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Projectos sustentáveis em Lisboa

Projectos Sustentáveis, Catalyst Inspiring Future Fashion
Projectos Sustentáveis, Catalyst Inspiring Future Fashion
©dr

Catalyst Inspiring Future Fashion

O objectivo passa por criar uma ponte entre a indústria têxtil tradicional e as novas marcas de moda e os jovens designers para criar um futuro sustentável, ao mesmo tempo que se cria uma comunidade. No fundo, a Catalyst, com sede em Lisboa e Nova Iorque, é uma família cujos membros estão de alguma maneira ligados ao universo da moda, do design à gestão da produção, da comunicação à própria indústria, do marketing ao retalho. É de especialistas nestas áreas que é feita a chamada Community da Catalyst, que ajuda novas marcas a crescerem e a terem apoio durante os primeiros tempos. Quem se inscreve na comunidade recebe dados de acesso a uma zona do site onde pode consultar a agenda dos eventos e webinars, que são feitos a partir do Zoom. Se não pertence a nenhuma destas áreas, encare o discurso e a comunicação regular da Catalyst como um “abrir de olhos” ao consumo consciente e uma montra de marcas locais que muitas vezes nos passam ao lado.

Projectos Sustentáveis, Fashion Revolution
Projectos Sustentáveis, Fashion Revolution
©DR

Fashion Revolution Portugal

Os padrões de consumo rápido a que estamos habituados promovem uma cadeia de produção e consumo não sustentáveis. É aí que entra a Fashion Revolution. Esta associação britânica sem fins lucrativos surgiu depois do colapso do complexo têxtil do Rana Plaza, no Bangladesh, em 2013, que causou a morte de mais de mil trabalhadores – era lá que se encontravam confecções de marcas como a Primark ou a H&M. Desde então, lutam por uma indústria da moda mais segura, justa e transparente, através de campanhas de consciencialização, educação e mobilização de pessoas para este movimento. Portugal faz a sua parte com a Fashion Revolution Portugal. Por cá, organizam eventos e apelam à produção e consumo conscientes, e é durante a Fashion Revolution Week, um movimento a nível global que acontece uma vez por ano, que estas vozes ganham mais expressão.

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Projectos Sustentáveis, Fruta Feia
Projectos Sustentáveis, Fruta Feia
©DR

Fruta Feia

Esta cooperativa surgiu em 2013, tem como slogan “gente bonita come fruta feia”, e comercializa a produção que não cumpre os parâmetros estéticos exigidos pelas grandes superfícies comerciais. A qualidade, essa, é a mesma. Trata-se de uma óptima alternativa aos supermercados, não só porque está a ajudar o ambiente, mas também porque poupa a carteira. Um cabaz de fruta pequeno, com 3 ou 4 kg, fica por 3,60€, e um grande, com 6 ou 8 kg, custa 7,20€. Outro ponto positivo é que nunca sabe o que vem lá dentro: o conteúdo é escolhido em função dos excedentes dos produtores. A pandemia provocada pela Covid-19 fez parar o trabalho da Fruta Feia, mas a pausa foi curta e a organização está de volta ao activo. Caso queira juntar-se ao projecto, tem de se inscrever primeiro. Há delegações espalhadas por vários pontos do país, incluindo nos Anjos, Santa Clara, Mercado do Rato, Telheiras, Parede, Almada, São Domingos de Rana ou Amadora.

Projectos Sustentáveis, Ana Milhazes, Lixo Zero Portugal
Projectos Sustentáveis, Ana Milhazes, Lixo Zero Portugal
©DR

Lixo Zero Portugal

Ana Milhazes ainda se lembra de quando descobriu o conceito de desperdício zero. “Como é que uma pessoa que se preocupa com o ambiente faz tanto lixo?”, questionou-se. Acabou por descobrir o livro Zero Waste Home, de Bea Johnson, e aplicou as premissas da autora no seu dia-a-dia, simplificando a sua vida e aprendendo a viver com menos. Mais tarde, em 2016, criou o grupo Lixo Zero Portugal no Facebook, que já conta com mais de dez mil seguidores. O seu projecto mais recente foi o lançamento do seu próprio livro: chama-se Vida Lixo Zero e é verdadeiramente sustentável, tanto no conteúdo como na forma, uma vez que foi impresso em papel reciclado e não foi plastificado. Também está disponível sob a forma de e-book. Tudo para fazer chegar a mais gente informações sobre um estilo de vida mais minimalista e amigo do ambiente, com dicas que abordam áreas como a tecnologia, meios de transporte e a economia de partilha. Além do livro e do grupo de Facebook, Ana produz conteúdo para o blog Ana, Go Slowly.

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Chef, João Rodrigues, Matéria, Feitoria
Chef, João Rodrigues, Matéria, Feitoria
©Manuel Manso

Matéria

João Rodrigues, chef do Feitoria, restaurante com uma estrela Michelin no hotel Altis de Belém, lançou o Matéria, um projecto sem fins lucrativos que pretende promover e dar a conhecer os produtores nacionais que exercem boas práticas agrícolas e de produção animal “em respeito pela natureza e meio ambiente, enquanto elementos fundamentais da cultura portuguesa”. Trata-se de uma ferramenta relacionada com gastronomia e quer questionar o que comemos, desafiando cada um de nós a pensar na origem dos alimentos e como são produzidos. Esta iniciativa compromete-se a dar a conhecer este outro lado, mapeando os produtores (ao mostrar o que produzem e onde estão), contando as suas histórias, dinamizando iniciativas que ajudem a reforçar esta rede de contactos. No site, além das histórias e informações de contacto de cada produtor, encontra uma tabela em forma de calendário, com a sazonalidade de vários tipos de cogumelos, frutas e legumes, carne e peixe. 

mouraria composta da renovar a mouraria
mouraria composta da renovar a mouraria
Fotografia: Inês Félix

Mouraria Composta

Compras Estilo de vida Castelo de São Jorge

Já foi um bar, um restaurante com cozinha do mundo e agora é uma loja-oficina, no centro de Lisboa, um espaço que vende tudo o que precisa para criar uma horta doméstica ou um jardim na varanda lá de casa. Se quer começar a compostar como manda a lei (se não souber por onde começar, a equipa dá-lhe uma ajuda), eis o destino certo. Para decorar o espaço da Mouraria Composta, a associação recorreu à reciclagem de móveis e materiais, com assinatura do projecto Agora Verde, que encontrou uma forma de inspirar os clientes a fazerem o mesmo em casa. E as mesas que seguram os artigos à venda também servem de apoio a oficinas ligadas à agricultura urbana, compostagem, controlo de pragas, construção de ninhos para pássaros ou mesmo hotéis para insectos.

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Projectos Sustentáveis, Planetiers Marketplace
Projectos Sustentáveis, Planetiers Marketplace
©Facebook/Planetiers Marketplace

Planetiers

Objectos que tornam a roupa sintética menos prejudicial aos mares e oceanos aquando da lavagem, jóias feitas de borras de café aproveitadas de cápsulas, brinquedos para crianças livres de plástico ou material de desenho feito com papel reciclado. Estas são algumas das coisas que pode encontrar na Planetiers, um marketplace em funcionamento desde 2017 e onde estão reunidos mais de mil produtos sustentáveis, distribuídos por 15 categorias. Entretanto, além do mercado, os mentores do projecto desenvolveram o Eco Afonsinho, um jogo educativo para crianças sobre as alterações climáticas, e o Planetiers World Gathering, um evento internacional para discutir sustentabilidade.

Projectos Sustentáveis, Repair Café Porto
Projectos Sustentáveis, Repair Café Porto
©Facebook/Repair Café Porto

Repair Café

O destino de um objecto que se estraga não tem de ser o caixote do lixo. Pode ser arranjado ou utilizado para outro fim. Com esta ideia em mente, surgiu na Holanda o movimento Repair Café, um evento público onde pessoas com objectos para consertar encontram voluntários, de várias áreas, dispostos a ajudá-las. Peças de roupa, mobiliário, electrodomésticos, rádios e relógios são exemplos do que pode levar. Com sorte, encontra alguém que lhe dê uma mãozinha. O movimento chegou a diferentes cidades portuguesas, como Lisboa ou Porto, que costumam até aliar a ideia de reparar objectos à tendência dos mercados de trocas, como roupas. Na página lisboeta encontra ainda eventos como o Fix At Home para ajudar a reparar objectos em tempos de confinamento. Esteja atento às duas páginas e aproveite o tempo livre para reunir objectos avariados que possa levar aos próximos eventos.

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Too Good To Go
Too Good To Go
Too Good To Go

To Good To Go

Fruta, legumes, pães e bolos, produtos de supermercado e até refeições inteiras. Com a Too Good to Go nada se perde e tudo ganha vida a preço de saldo. Criada na Dinamarca, e disponível em Lisboa, esta app combate o desperdício e também ajuda a poupar. Através de dezenas de parcerias, com pastelarias e cafés como a Aloma ou Copenhagen Coffee Lab, mas também com restaurantes como o Polpetta e a Cozinha de Alecrim, permite encomendar caixas-surpresa por três vezes menos o valor real da comida. Em vez de gastar 10€ ou 15€, pagará apenas entre 3€ a 5€ por vários produtos, salvando uma refeição de qualidade que, de outra forma, iria parar ao lixo.

Projectos Sustentáveis, Vintage For A Cause
Projectos Sustentáveis, Vintage For A Cause
©DR

Vintage For A Cause

Filha de mãe costureira e apaixonada por um estilo de vida natural e sustentável, Helena Antónia decidiu criar, algures em 2012, a Vintage For A Cause, um projecto sediado no Porto e dedicado à produção de roupa amiga do ambiente. As peças são feitas com o chamado “deadstock”, restos de fábrica que teriam como destino o lixo, bem como outros têxteis sustentáveis. O resultado são várias colecções de roupa inspirada na moda de outros tempos, com diferentes estilos vintage. A par da sustentabilidade, há outros valores que norteiam a marca, como o feminismo: a maioria das roupas é feita por mulheres e a marca tem até um projecto social chamado From Granny To Trendy, que promove ateliês de costura para ocupar e capacitar mulheres acima dos 50 anos fora da vida activa. Até hoje, mais de dez designers já colaboraram com a Vintage For a Cause, entre os quais Katty Xiomara, que é parceira e embaixadora da marca, assim como Bruno Cunha ou a marca internacional SKFK Fashion.

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Sara Morais Pinto é responsável pelo Zero Waste Lab
Sara Morais Pinto é responsável pelo Zero Waste Lab
©DR

Zero Waste Lab

A associação sem fins lucrativos estabeleceu-se na Mouraria para sensibilizar e educar os cidadãos acerca dos problemas relacionados com a produção de lixo. Este é um projecto nascido em 2017 do programa de Liderança Criativa da THNK Lisbon, como resposta ao desafio lançado pela Câmara Municipal de Lisboa, cujos elementos estão a trabalhar numa resposta colectiva para a redução do lixo na cidade. Além de minimizar o impacto negativo, procuram uma acção regenerativa, transformando o que não serve a uns em coisas que servem a outros. Em plena crise pandémica, a Zero Waste Lab quer reforçar a sua posição e continuar a transmitir os valores que até agora eram tema de conversa pública e rapidamente se transformaram numa exigência necessária à manutenção da qualidade de vida e da saúde. Espreite as próximas iniciativas nas redes sociais.

Mais bons exemplos de sustentabilidade

Zouri
© DR

Descubra estas marcas sustentáveis para compras online

Compras

Mesmo em tempos pandémicos, não há desculpas para deixar de manter uma relação de amizade estreita com o ambiente, até porque se o mundo pode parar por momentos lá fora, sabemos que o ambiente está lá sempre e a precisar que cuidemos dele. O comércio online, que era já uma realidade para muitas destas marcas, reforçou a sua presença e está mais forte que nunca. Por isso, na hora de comprar olhe para a etiqueta, para a pegada ambiental e para os pequenos negócios que, afinal de contas, parecem estar sempre aqui para nós mesmo nos tempos mais difíceis. Descubra estas marcas sustentáveis para compras online.

Fábrica Couto
© Marco Duarte

24 lojas e marcas veganas que pode comprar em Lisboa

Compras

Lisboa está mais atenta ao mundo vegetal, com menos preconceitos e cada vez mais curiosidade. Até porque esse não é só um mundo relativo a regimes alimentares, é um estilo de vida. A prova disso é a quantidade de marcas veganas que existem na cidade – nem todas com loja própria – e que ajudam os lisboetas a descobrir alternativas de roupa, acessórios, sapatos ou cosmética. Alargamos o leque a toda a cidade e a lojas online de marcas que promovem este estilo de vida 100% vegetal. Conheça estas 24 lojas e marcas veganas que pode comprar em Lisboa ou encher os carrinhos das lojas online.

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A Outra Face da Lua
Duarte Drago

Conheça estas lojas em segunda mão em Lisboa para dar uma nova vida à roupa

Compras

Nunca se falou tanto em sustentabilidade como agora. E comprar em segunda mão ou apostar nas peças vintage é, hoje, reflexo de um comportamento mais sustentável. Não comprar, constantemente, roupa nova ajuda a que não contribua para a produção têxtil massificada e, por sua vez, para menos poluição. Por isso, recheie o armário nestas lojas de roupa em segunda mão em Lisboa, e quando fizer limpeza do armário, lembre-se que nem tudo é lixo e pode canalizar a sua imaginação para o upcycling, a chamada reutilização criativa que transforma peças ou produtos que já não usa ou em fim de vida em novos materiais.

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