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A Organii vende no Porto e em Lisboa
Ricardo Spencer A Organii vende no Porto e em Lisboa

Bio e sustentáveis: marcas portuguesas de cosmética que lhe tratam da beleza

Quer adoptar um estilo de vida mais sustentável e não sabe por onde começar? Olhe para o espelho. Trocar de cosméticos pode ser o primeiro passo. Fomos conhecer algumas marcas portuguesas que zelam pela beleza – a sua e a do planeta.

Escrito por
Margarida Ribeiro
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O que é natural é bom. E há cada vez mais marcas portuguesas de cosmética atentas ao que é natural e bom, apostando não só em produtos de beleza compostos por matéria-prima biológica, mas também produzindo e entregando-os ao cliente da forma o mais sustentável e amiga do planeta possível. Com ou sem loja física, para elas e para eles, estas marcas nacionais têm diferentes ofertas mas um elo que as liga: o de deixar uma pegada mais verde, o de tratar da beleza exterior (e também interior) sem massacrar o ambiente. 

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Marcas portuguesas de cosmética bio e sustentável

[PH] ACT

“Cuidares de ti, cuidares dos outros, cuidares de hoje e cuidares do amanhã.” Eis o mote de uma das mais recentes marcas portuguesas a entrar no mercado da cosmética sustentável e biológica. A [PH] ACT nasceu em Março de 2021 pelas mãos de Maria Lourenço, uma empreendedora que decidiu juntar a sua experiência na área à preocupação com o meio ambiente. O primeiro lançamento da marca, que para já se dedica aos cuidados do cabelo, consistiu em três champôs (12,95€/cada) e um condicionador (13,95€), todos sólidos. Está ainda disponível uma caixa feita em cortiça (14,95€) para os guardar e transportar.

Os produtos são todos feitos com materiais naturais e sintéticos provenientes, sempre que possível, de produtores locais. É o caso do azeite, que vem do Alentejo, e da espirulina, que chega dos Açores. A produção também é integralmente feita em Portugal – e uma das particularidades é que estes champôs não passam pelo processo comum (e pouco amigo do planeta) de saponificação. Para controlar o pH, utilizam um surfactante sólido.

A [PH] ACT é verde também na forma como envia as suas encomendas, fazendo-o em caixas de papel – certificado pela FSC - Forest Stewardship Council – com o mínimo de 70% de material reciclado e que depois são seladas com fita, também feita de papel e sem solventes. Os envios são “100% carbono neutro” – palavra de Maria.

Boteânica

Mais novinha ainda é a Boteânica que desde Abril de 2021 vende produtos para o corpo – feitos com ingredientes naturais e vegetais –, mas também chás, tisanas e infusões naturais. O projecto é de Mafalda Amarelo (que bem podia ser Verde de apelido), uma jovem cheia de ideias que aos 18 anos criou uma associação de voluntariado animal e aos 21 decidiu começar a trabalhar apenas com empresas que tenham a sustentabilidade como prioridade. Agora, com 25, lançou o seu próprio negócio. 

Os produtos da Boteânica dão conta da rotina de bem-estar completa: pode tratar do corpo com uma máscara de argila verde (8,50€), por exemplo, e rematar com uma chávena de chá preto English Breakfast ecológico (5€). Ficou curioso? Então fique a saber que nesta loja online pode também encher o carrinho com sabonetes artesanais (5€) – vegano, própolis, aloe vera e canela e laranja – e bombas de banho (4€), de lavanda, citrino ou amêndoa. Mafalda não deixou os homens de fora e trata-lhes da barba com todo o carinho – ou melhor, com óleos (10€) e um pente de madeira natural (4€). Estão ainda à venda incensos (2,50€-3€) e candeeiros de sal dos Himalaias (17€), que o cenário certo para cuidar da beleza também conta.

A escolha de fornecedores não foi pêra doce: a fundadora fez uma pesquisa exaustiva para encontrar os parceiros certos, com os devidos certificados, mas um dos objectivos para o futuro é poder apostar de uma vez por todas na produção caseira. 

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Beauty Bible

Mais pedalada nestas andanças tem Rita Paiva dos Santos, que estudou Economia e depois de uma temporada em Londres, apaixonou-se por maquilhagem, acabando por se formar na área. Em 2016, juntou as duas paixões, mas só em 2020, depois de muito estudo e reformulações, lançou a Beauty Bible, focada em produtos para o corpo e, no futuro, de maquilhagem, eficazes, vegan e cruelty-free. 

Por enquanto, esta bíblia sagrada tem três e não dez mandamentos – desculpe!, produtos. O Shimmer Body Butter (19,99€) é um creme iluminador feito com extracto de aloé vera, óleo de amêndoas doces e óleo de coco; o Avocado & Coconut Dry Body Oil (21,99€) tem óleo de abacate, de amêndoas doces, de argão, e de coco; e o mais recente Sun Tanning Oil (19,99€) é um óleo bronzeador de cenoura e urucum que estimula a produção de melanina. Todos são feitos em território nacional com ingredientes naturais, sem impacto negativo no ambiente, como extractos de óleos essenciais e micas naturais – que dão brilho aos produtos e não têm microplásticos. 

MPL Beauty

Também a MPL’Beauty lhe quer tratar do corpo de “dentro para fora” e de “fora para dentro”. Isto significa que na loja online de Mafalda Pinto Leite vai encontrar não só produtos para o exterior – pele e cabelo –, mas também para o interior, como suplementos, gotas e infusões. A marca privilegia os ingredientes biológicos e tenta arranjar soluções para problemas actuais. É por isso que, apesar de já ter bastante experiência na área da cosmética e das plantas medicinais, Mafalda continua a estudar e a investigar para poder criar produtos necessários e, sobretudo, eficazes. 

Com um laboratório próprio, a MPL responsabiliza-se por todo o processo de testagem, produção e embalagem dos produtos. Os ingredientes chegam, quando é possível, de fornecedores certificados portugueses, mas também de outras partes do mundo. Quando é o caso, tem o cuidado de verificar a origem das matérias-primas e dá prioridade aos produtores que através de acções e iniciativas neutralizam as emissões de carbono. Quando o produto lhe chega a casa, depois de todas estas fases, aparece em recipientes feitos de vidro recicláveis, embalados em papel também ele reciclado. 

Entre os best-sellers estão o Eficaz (28€), um sérum concentrado para o contorno dos olhos; o sérum Puro Sol (28€), o primeiro produto que lançaram; e o Sol (26€) um iluminador corporal introduzido recentemente no extenso catálogo. 

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Organii Bio

Quem assistiu ao crescimento deste mercado na primeira fila foram as fundadoras da Organii Bio, que este ano celebra o seu 12º aniversário. As irmãs Cátia e Rita Curica abriram a sua primeira loja, no Chiado, em 2009 – até então não existia nenhum espaço dedicado à cosmética biológica no nosso país. Entretanto, expandiram-se pela cidade e por Portugal fora, com lojas em Alvalade, no Príncipe Real, na LX Factory e no Centro Comercial Bombarda, no Porto. 

 

A Organii comercializa marcas – algumas zero waste – como a Voya, a Absolution, a Mádara e a Ekia, “com respeito pela nossa pele, pelos animais e pelo planeta”, descrevem. Mas não só: em 2018, decidiram criar uma marca própria por sentirem que não existiam muitos negócios do género com produção em Portugal. Nasceu assim a Unii “com o objectivo de criar várias opções de cosmética biológica para toda a família, de qualidade, com um preço acessível e que sejam adaptáveis a todo o tipo de pele”. A marca tem fábrica própria e é lá que são produzidos todos os cosméticos, dando primazia à matéria-prima natural e local, por exemplo, o azeite de Trás-os-montes, a alfazema e o pinho de Proença-a-Nova e o alecrim do Ribatejo. De outras latitudes como o Chile, Marrocos ou Siri Lanka chegam a rosa mosqueta, o óleo de argão, o coco e a canela. 

No top três de produtos mais vendidos estão dois champôs sólidos – um para cabelos normais e outro para escalpes sensíveis (ambos a 9,99€) – e o multifacetado óleo de aragão (13,90€- 29,90€). Recentemente, criaram um serviço de spa, onde se podem fazer diferentes tratamentos de beleza com produtos que estão à venda nas lojas Organii. 

Passaram 12 anos, mas ainda há muito planeta por salvar. A Organii trabalha arduamente para reduzir o lixo e desperdício, usando frascos de vidro recicláveis e rótulos de papel pedra ou criando pontos de recolha das embalagens para promover a reutilização. Além disso, usam embalagens biodegradáveis, com papel que é verde porque não vem das árvores. 

Outras compras verdes

  • Miúdos

Palavra do ano em 2018, sustentável é uma prática ecologicamente responsável, economicamente viável e socialmente justa. Troque a coisa por miúdos e ponha os gaiatos a repetir – e a praticar – o palavrão. É que pensar verde não é, nem deve ser, um exclusivo de adultos e cada vez mais marcas infantis estão atentas a isso.

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