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passeio de bicicleta
©Arlindo Camacho

Ciclovias em Lisboa. Só precisa de pedalada para percorrer a cidade

O número e extensão das áreas reservadas a ciclistas não pára de aumentar. Deixamos algumas sugestões de ciclovias em Lisboa

Por Maria Ramos Silva, Renata Lima Lobo e Tiago Neto
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A quarentena tem sido dura para todos. Lembra-se de quando disse aos amigos e colegas "quero muito deitar-me e não fazer nada"? Parece que desta foi de vez, mas talvez a dose tenha sido em excesso. Ainda assim, antes de dar ao pedal, nunca é demais relembrar que, pela sua saúde e dos que o rodeiam, não pegue no que aqui vai ver como uma desculpa para organizar uma excursão de ciclismo. Tenha em atenção as regras. Agora que já levou o sermão, deixamos-lhe aqui nove sugestões de percursos cicláveis que lhe vão fazer bem para arejar as ideias. Dos mais centrais aos ribeirinhos, mais a este ou até ao extremo oeste, siga sem medo – mas com atenção – o caminho. 

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Ciclovias em Lisboa

avenidas novas, ciclovia
avenidas novas, ciclovia
©Arlindo Camacho

Saldanha – Colégio Militar

Até teve direito a capa na Time Out, que em 2017 acompanhou o rescaldo da intervenção na zona do Saldanha. De repente, uma das zonas da cidade onde o coração alfacinha bateu com mais força ficou mais próxima de pedrestes e ciclistas. Desculpem-nos carros, mas estamos muito melhor assim. E claro que se preferir longas empreitadas, pode alargar o percurso para os lados do Marquês de Pombal ou dos Restauradores. Ainda em contexto bem central, aventure-se também pela Duque d'Ávila.

Ciclovia de Alcantara
Ciclovia de Alcantara
©Ana Luzia

Cais do Sodré – Algés

Foi a primeira ciclovia a agraciar-nos com a vista de rio e um dos sonhos dos lisboetas era levá-la para lá de Belém. O que acabou por acontecer: já é possível fazer-se ao caminho desde o Cais do Sodré e seguir todo o percurso até Algés (ou mesmo depois disso). Basta ter pulmão para o feito e prestar atenção redobrada a todos os que insistem em caminhar pela ciclovia – os carros, aqui, não são grande preocupação.

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Casal a andar de bicicleta em belém
Casal a andar de bicicleta em belém
Fotografia: Arlindo Camacho

Belém – Parque das Nações

No sentido inverso (e versão alongada) do percurso que pode fazer do Cais do Sodré a Algés, a ciclovia ribeirinha estende-se também à zona oriental. São perto de dezasseis quilómetros cicláveis que por estes dias não devem ser tarefa difícil de cumprir, ainda que as pernas possam não dizer o mesmo depois do confinamento.

Parque das Nações
Parque das Nações
Arlindo Camacho

Campo Grande – Parque das Nações

É a sugestão mais oriental da nossa lista. Não que o conduza até à Ásia, nada disso, mas permite-lhe alcançar o Parque das Nações em menos de nada. Tratam-se de dois quilómetros para descobrir sobre duas rodas, começando no Campo Grande e seguindo pela Avenida do Brasil, e Parque Urbano do Vale do Silêncio até à chegada ao Parque das Nações pela zona da Gare do Oriente. Uma vez no parque, não faltam opções para circular à beira rio.

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Alameda Keil do Amaral, em Monsanto
Alameda Keil do Amaral, em Monsanto
©Arlindo Camacho

Restauradores – Monsanto

Antes de decorar os nomes da Alameda Keil do Amaral e da Estrada do Outeiro, recorde esta grande aventura com a assinatura do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. O seu legado é uma projecto que remonta a 1976 e que esperou quase quatro décadas para ver a luz do dia. Eis, por fim, o corredor com vegetação que liga os Restauradores ao Parque Florestal de Monsanto. As escalas incluem a Avenida da Liberdade, Jardim Amália Rodrigues e Campolide. E se quiser passar o dia exclusivamente em Monsanto, recorde-se que a zona oferece cerca de 40 kms de percursos cicláveis.

Parque Ribeirinho Oriental
Parque Ribeirinho Oriental
©Duarte Drago

Avenida Infante D. Henrique

Tenha em atenção que o traçado se pode tornar meio confuso na zona do final da Mouzinho de Albuquerque, quando passa por baixo do viaduto. Ah, e todo o cuidado é pouco com os carros. Explorar a restante zona ribeirinha é a proposta. Aqui seguimos de Santa Apolónia ao Parque das Nações, passando pelo novo Parque Ribeirinho Oriental, na zona que antecede a Matinha. E lembre-se que em chegando ao final, pode alcançar a Alta de Lisboa através de ciclovias. O roteiro contempla Olivais, Avenda de Berlim, Quinta do Alemão, Avenida Gago Coutinho, Mata de Alvalade, e Avenida do Brasil.

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Parque Urbano do Vale da Montanha

Coisas para fazer Marvila

O Parque Urbano Vale da Montanha tem 11 hectares, com ciclovia, caminhos pedonais, muita verdura, equipamentos de fitness e até outro parque infantil numa área mais elevada. Aguarda-se entretanto o programa de expansão do Corredor Verde Oriental, que no seu conjunto terá uma extensão de cerca de 150 hectares, assegurando a ligação do Areeiro à zona ribeirinha de Marvila.

Parque Urbano da Quinta da Granja
Parque Urbano da Quinta da Granja
©DR

Parque Quinta da Granja – Telheiras

É um pequeno troço de 2km que começa num dos grandes espaços verdes de Benfica (tem 11 hectares). O percurso faz-se ao longo da Avenida Colégio Militar, também morada do Centro Comercial Colombo, em direcção ao Largo da Luz. Aí não tem nada que enganar. É virar a Rua do Seminário que mais à frente se transforma na Rua Fernando Namora, já em Telheiras. Aí encontra outro espaço verde, mais pequeno, o Jardim da Alameda Roentgen. Tem apenas um hectare, mas é também propício a actividades recreativas ou apenas a um belo descanso.

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Caxias
Caxias

Dafundo – Cruz Quebrada

É um percurso pedonal partilhado com as bicicletas, paredes meias com as praias de Caxias e da Cruz Quebrada, o Parque Desportivo do Jamor, o Farol da Gibalta e as Estações CP de Caxias e da Cruz Quebrada. Esta ciclovia na orla ribeirinha tem pouco mais de um quilómetro e meio mas vale uma passagem.

Ainda lhe sobra energia?

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@theformfitness/Unsplash

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