Ciclovias em Lisboa. Só precisa de pedalada para percorrer a cidade

De Belém à zona mais oriental da cidade, o número e extensão das áreas reservadas a ciclistas não pára de aumentar. Deixamos algumas sugestões de ciclovias em Lisboa

Fotografia: Manuel Manso

Todos os dias são bons para celebrar o Dia Mundial da Bicicleta. Pedalar pela cidade já entrou na rotina de muitos lisboetas, e usar a desculpa das colinas da cidade para deixar as duas rodas estacionada em casa também caiu em desuso. Muito menos vale a pena dizer que não sabe onde arranjar uma bicicleta. Se é fã da partilha, não faltam soluções e ainda mais ideias dentro do mesmo espírito, tão amigas do ambiente como da sua carteira. É certo que precisa de alguma pedalada para circular por Lisboa mas se precisa de incentivo extra, também se arranja. Na última sexta-feira de cada mês, a partir das 18.00, junte-se ao grupo de ciclistas da Massa Crítica, que se reúne no Marquês de Pombal, a casa de partida de uma passeata pela alface.  

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Ciclovias em Lisboa

Saldanha a Entrecampos

Saldanha a Entrecampos

Até teve direito a capa na Time Out, que acompanhou o rescaldo da intervenção na zona do Saldanha. De repente, uma das zonas da cidade onde o coração alfacinha bate com mais força, ficou mais próxima de pedrestes e ciclistas. Desculpem-nos carros, mas estamos muito melhor assim. E claro que se preferir longas empreitadas, pode alargar o percurso, para os lados do Marquês de Pombal ou até ao Campo Grande. Ainda em contexto bem central, aventure-se também pela Duque d'Ávila.

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Belém-Cais do Sodré

Belém-Cais do Sodré

São cerca de sete quilómetros e convém ter em conta que se cruzará não só com imensos ciclistas como com turistas, sobretudo na proximidade das maiores atracções. Pelo caminho, lembre-se que se precisar de algum apoio pode passar pela Belém Bike. Não deixe de espreitar a Fun Track, com material para pedalar ou patinar. 

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Campo Grande-Parque das Nações

Campo Grande-Parque das Nações

É a sugestão mais oriental da nossa lista. Não que o conduza até à Ásia, nada disso, mas permite-lhe alcançar o Parque das Nações em menos de nada. Tratam-se de dois quilómetros para descobrir sobre duas rodas, começando no Campo Grande e seguindo pela Avenida do Brasil, e Parque Urbano do Vale do Silêncio até à chegada ao Parque das Nações pela zona da Gare do Oriente. Uma vez no parque, não faltam opções para circular à beira rio.

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Restauradores-Monsanto

Restauradores-Monsanto

Antes de decorar os nomes da Alameda Keil do Amaral e da Estrada do Outeiro, recorde esta grande aventura com a assinatura do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. O seu legado é uma projecto que remonta a 1976 e que esperou quase quatro décadas para ver a luz do dia. Eis, por fim, o corredor com vegetação que liga os Restauradores ao Parque Florestal de Monsanto. As escalas incluem a Avenida da Liberdade, Jardim Amália Rodrigues e Campolide. E se quiser passar o dia exclusivamente em Monsanto, recorde-se que a zona oferece cerca de 40 kms de percursos cicláveis.

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Dafundo-C.Quebrada

Dafundo-C.Quebrada

É um percurso pedonal partilhado com as bicicletas, paredes meias com as praias de Caxias e da Cruz Quebrada, o Parque Desportivo do Jamor, o Farol da Gibalta e as Estações CP de Caxias e da Cruz Quebrada. Esta ciclovia na orla ribeirinha tem pouco mais de um quilómetro e meio mas vale uma passagem. Cheio de genica? Siga até Caxias.

Avenida Infante D. Henrique

Avenida Infante D. Henrique

Tenha em atenção que o traçado se pode tornar meio confuso na zona do final da Mouzinho de Albuquerque. Ah, e todo o cuidado é pouco com os carros. Explorar a restante zona ribeirinha é a proposta. Aqui seguimos de Santa Apolónia ao Parque das Nações. Lembre-se que aí chegando pode alcançar a Alta de Lisboa através de ciclovias. O roteiro contempla Olivais, Av. de Berlim, Quinta do Alemão, Av. Gago Coutinho, Mata de Alvalade, e Av. do Brasil. 

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Parque Urbano do Vale da Montanha

O Parque Urbano Vale da Montanha tem 11 hectares, com ciclovia, caminhos pedonais, muita verdura, equipamentos de fitness e até outro parque infantil numa área mais elevada. Aguarda-se entretanto o programa de expansão do Corredor Verde Oriental, que no seu conjunto terá uma extensão de cerca de 150 hectares, assegurando a ligação do Areeiro à zona ribeirinha de Marvila. 

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