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Muito perto do Mosteiro dos Jerónimos, este jardim de sete hectares (cinco dos quais abertos ao público) é habitat de 600 espécies e, portanto, um oásis de folhagens que não se encontra em nenhum outro lugar da cidade. Começou a ser criado em 1906 em Sete Rios, por decreto régio, e foi chamado de Jardim Colonial. Seis anos depois passou para Belém, mantendo a forte vocação de estudo e investigação relacionada com as antigas colónias, sobretudo do continente africano. Do período inicial do Jardim Colonial resta a botânica, mas também a Estufa Principal, em ferro, conta a Universidade de Lisboa, que gere o espaço. Há, ainda, um episódio que marcará para sempre este jardim: aqui se realizou a Exposição do Mundo Português de 1940, que incluiu "um 'zoo humano' relativamente tardio na Europa, com habitantes vindos deliberadamente dos Bijagós, Guiné Bissau, que viveram e estiveram 'expostos' na ilha de um dos lagos do jardim, para deleite dos visitantes". Hoje, quem visita o local há-de deliciar-se com as velhas araucárias, lauráceas da Macaronésia, palmeiras ameaçadas de extinção, várias gingko biloba, enormes figueiras e muitas outras espécies tropicais e sub-tropicais.
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