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37 coisas grátis para fazer em Lisboa

Não se queixe mais. Não ter dinheiro deixou de ser desculpa para não sair de casa

Fotografia:Ana Luzia
Passeio de bicicleta promovido pela Massa Crítica

Não sabe o que fazer em Lisboa? De concertos de rock a bailes de forró, de tardes de críquete a noites de tricot, damos-lhe excelentes sugestões para aproveitar tudo quanto é à borla na cidade. São 37 coisas grátis para fazer em Lisboa. 

 

37 coisas grátis para fazer em Lisboa

1
Veja estrelas

Veja estrelas

No último sábado de cada mês o Observatório Astronómico de Lisboa organiza sessões gratuitas de observação do céu com telescópios no exterior – se o tempo ajudar, claro. Antes de olhar para as estrelas há sempre uma palestra com um investigador astronómico que pode tirar as suas dúvidas sobre o universo. Cada sessão tem 160 lugares disponíveis, mas como são bastante concorridas convém inscrever-se no site do Observatório (a abertura das inscrições é sempre anunciada na página de Facebook do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço).

Observatório Astronómico de Lisboa, Tapada da Ajuda. www.oal.ul.pt

2

Junte-se a um grupo de tricot

Este grupo, por enquanto, é só de mulheres, até porque os homens “ainda não querem admitir que fazem tricot”, diz uma das responsáveis da Tricot das Cinco. A loja de fios para tricot e crochet costuma realizar encontros para tricotar às sextas-feiras à noite, de três em três semanas, das 18.00 às 21.00, ideais para quem anda à procura de alternativas às saídas nocturnas. Aqui também se fala sobre música, cinema e o que surgir, mas é o tricot que rouba a atenção de toda a gente. Partilham-se experiências, livros de tricotar importados que acabaram de chegar pelo correio e testam-se fios novos. Atenção que não se ensina a tricotar, convém ter experiência, para não perder o fio à meada.

Quer dedicar-se ao corte e costura? Descubra as melhores escolas em Lisboa

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Avenidas Novas
3

Adira ao swing

Escolha dos críticos

Trocar de casal também pode ser grátis, mas aqui falamos de dança: as sessões informais de bailarico Jump Sessions são organizadas pela Swing Station e repetem-se todas as semanas no Mercado da Ribeira (quartas às 21.00). Dança-se charleston, swing, lindy hop e outros estilos vintage de origem norte-americana. Consulte ainda a agenda da Swing Station para descobrir outras aulas abertas, também gratuitas.

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Cais do Sodré
4
Pedale como se não houvesse amanhã

Pedale como se não houvesse amanhã

Se quer andar de bicicleta sem pagar nada, por enquanto vai ter de ir até Cascais. A partir daí, pode pedalar para onde quiser, desde que no fim do dia devolva a bicicleta. As Bicas podem ser levantadas em vários pontos (junto à estação da CP, perto da Casa das Histórias Paula Rego ou na Guia) e basta apresentar um documento de identificação. As bicicletas têm cestos para poder também levar lanche para um piquenique no Guincho, e assim não gastar mesmo nada. 

Mais info: www.cm-cascais.pt

5

Jogue xadrez com os cromos

A Padaria do Povo é um dos sítios mais na moda em Campo de Ourique, mas é mais conhecida pelos jantares de grupo e pela esplanada do que pelas actividades que vão acontecendo ao longo da semana – e até bailes de reformados lá se fazem. As terças de xadrez, gratuitas e a partir das 21.30, são recomendadas pela Associação de Xadrez de Lisboa e costumam reunir cromos e amadores. Se não tiver cabeça para isso, também há sueca e dominó. 

Padaria do Povo, Rua Luís Derouet, 20, Campo de Ourique. Terças, a partir das 21.30. 

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Lisboa
6
Dance um tango queer

Dance um tango queer

“Se sabes andar, podes dançar tango”, diz a página de Facebook do grupo Tango4Fun e isso esgota muitas desculpas para não se juntar ao baile. As aulas de tango argentino acontecem todas as terças no CastroBeer, em Santos, e estão abertas a todas as orientações e ambos os sexos. Homens com homens, mulheres com mulheres, não há regras para os pares e aqui vai aprender a “conduzir e ser conduzido”. O tango começa às 21.00 com um recapitular da aula passada e a música prolonga-se depois das 23.00, para ficar a dançar com quem quiser. 

Tango4Fun, Rua de São Paulo, 121. Às terças, a partir das 21.00. 

7
Passeie com os Wild Walkers

Passeie com os Wild Walkers

Os Wild Walkers são uma empresa de actividades turísticas low-cost da cidade – tão low-cost que algumas até são mesmo grátis, como os passeios a pé, “muito procurados pelos backpackers de viagem pela Europa”. Mesmo que não seja um backpacker, pode pôr uma mochila às costas e juntar-se aos passeios que lhe apresentam a cidade mais alternativa, com comida e street art à mistura. Os trajectos duram aproximadamente duas horas e meia e passam por Alfama, Graça ou Bairro Alto, conforme o dia e a disposição do grupo. São uma boa oportunidade também para conhecer estrangeiros e treinar o inglês. No fim, e se gostou do passeio, é suposto deixar uma gorjeta para o guia. 

www.wildwalkerstours.com

8

Troque o livro que acabou de ler por outro

A história da Cabine da Leitura podia dar um policial do género “Os Ladrões de Livros” ou coisa parecida – e talvez lá encontre um título parecido. Quando a minibiblioteca abriu ao público em plena Praça de Londres, em Abril de 2015, os livros começaram a desaparecer às dezenas – para depois aparecerem na Feira da Ladra, o conto do vigário, já se sabe. Por causa disso, a Cabine costuma ter sempre um voluntário a controlar os livros. Os horários não são lá muito certos, mas pode procurá-los na página de Facebook do projecto. Ainda assim, e apesar do espaço ser apertado, aqui encontram-se boas leituras. “As pessoas só deixam os livros de que gostam e não aqueles que andam lá para casa e que são para dar”, garante Carlos Moura-Carvalho, um dos responsáveis. É simples e grátis, basta trocar o livro que acabou de ler por outro. 

Cabine de Leitura, Praça de Londres, 10. 

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Areeiro/Alameda
9
Pinte uma parede sem ser preso

Pinte uma parede sem ser preso

Se quer dar uma de graffiter, fique a saber que pode pintar uma parede sem ter problemas com as autoridades. Isto, claro, se pintar no sítio certo. Inspire-se a olhar para os painéis da Galeria de Arte Urbana, na Calçada da Glória e no Largo do Oliveirinha, com a exposição ao ar livre “Cântico Negro”, do colectivo de artistas urbanos RUA. Depois, pegue nas latas e comece a pensar em fazer o seu próprio mural. Ou pelo menos uns rabiscos. É perto do Largo, na Travessa do Fala-Só, que encontra duas paredes de “pintura livre”. Vai reparar nelas facilmente, já que estão cheias de tags e frases ao acaso, pintadas umas em cima das outras. No fim, tire uma foto à sua obra de arte, até porque mais cedo ou mais tarde alguém vai tapá-la.

Travessa do Fala-Só (perto do Elevador da Glória)

Inspire-se no nosso roteiro perfeito pela arte urbana em Lisboa

10
Jogue com desconhecidos numa pastelaria

Jogue com desconhecidos numa pastelaria

Tentações. O nome podia ser o de um bar de strip, mas na verdade estamos numa pastelaria em Picoas habituada a servir almoços a executivos. Às quartas, a maior agitação acontece sempre depois do trabalho, a partir das 18.00, quando as mesas se enchem de jogos de tabuleiro para os encontros semanais e gratuitos dos Boardgamers de Lisboa. E não estamos a falar de meia dúzia de gatos pingados. Aqui costumam juntar-se mais de 50 fãs de jogos de tabuleiro para jogar com conhecidos e desconhecidos. “Não precisa de saber regras para participar”, encoraja Tiago Duarte, um dos membros do grupo que se formou em 2006 e chegou a encontrar-se no Alvaláxia até ser expulso pela segurança. Aqui não se joga a dinheiro, fique desde já a saber, e é provável que desconheça as regras de quase todos os jogos à disposição. Alguém há-de explicar, não se preocupe, mas evite os mais complicados. Na terceira sexta-feira de cada mês, a coisa torna-se ainda mais geek e os encontros (também gratuitos) acontecem no Pavilhão de Civil do Técnico, das 18.00 à 01.00, e no sábado seguinte das 15.00 à 01.00.

Rua Andrade Corvo, 17. www.grupoblisboa.com

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Comentários

4 comments
Alexandra V
Alexandra V tastemaker

Foi graças a este artigo da Time Out que finalmente fui conhecer o tão falado restaurante abandonado com a vista mais fenomenal sobre Lisboa e toda a entrada do Tejo.
Devo dizer, que até hoje é a vista mais ampla e bela sobre Lisboa. 
Notas: por favor respeitem que não é um sítio turístico, é propriedade camarária. 
Está muito abandonado e vandalizado. E atenção que podem encontrar outras pessoas e pode não ser totalmente seguro. 
O artigo da Time Out foi suficiente para descobrir onde ficava e seguir as dicas.

Ana C
Ana C

Os museus passaram a ser grátis só no primeiro domingo de cada mês. O Gulbenkian continua a sê-lo.

David C
David C

Relativamente à proposta 27, seria importante referir o que o evento BREAK realmente é. Promovê-lo como um jantar grátis é, além de incorrecto, extremamente redutor.

Lúcia G
Lúcia G

A Gulbenkian apenas é grátis a partir das 14h ao domingo. Podiam acrescentar o museu do oriente gratuito à sexta das 18h às 22h.