Igrejas em Lisboa que tem mesmo de visitar

Há precisamente 120 igrejas para descobrir na cidade. Foi difícil, mas conseguimos escolher os templos católicos que nem o mais convicto ateu pode contornar.

© Lydia Evans / Time Out

Não servem apenas para rezar. As igrejas são odes à arquitectura e guardam muitas histórias entre vitrais e talhas douradas. Siga este roteiro de igrejas em Lisboa para ficar mais perto do céu, sem tirar os pés da terra.

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Igrejas em Lisboa que tem mesmo de visitar

Sé Catedral de Lisboa

Se vir um grupo de forasteiros boquiabertos em frente à Sé, não estranhe. É que o edifício, em estilo românico, é mesmo muito antigo. Começou a ser levantado a partir de 1147 e foi terminado nas primeiras décadas do século XIII. O projecto, de três naves com trifório, transepto saliente e cabeceira com três capelas, é muito semelhante à da Sé de Coimbra. Se algumas destas expressões lhe soarem demasiado estranhas, tenha calma. Pode sempre apresentar esta morada como o local onde ano após ano, em Junho, jovens casais alfacinhas trocam juras de amor eterno.

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Santa Maria Maior

Igreja de Nossa Senhora de Fátima

Foi a primeira igreja construída em Lisboa depois da implantação da República Portuguesa, em 1910. Só não foi logo, logo a seguir. Abriu portas em 1938 e foi projectada pelo arquitecto modernista Porfírio Pardal Monteiro, autor de outros edifícios-estrela de Lisboa como o do do Diário de Notícias na Avenida da Liberdade ou do Hotel Ritz.

Este é um verdadeiro museu de artistas: os vitrais são da autoria de Almada Negreiros, a imagem da padroeira de Leopoldo de Almeida e os frescos do arco triunfal de Lino António.

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Avenidas Novas
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Mosteiro dos Jerónimos

Mandado erigir pelo rei D. Manuel I em memória do Infante D. Henrique, é Monumento Nacional desde 1907 e Património Cultural da Humanidade desde 1983. Edificado no século XVI, foi na altura doado aos monges da Ordem de São Jerónimo. Em 2016 ganhou o estatuto de panteão nacional. Na igreja do mosteiro (Igreja de Santa Maria de Belém) encontram-se, entre outros, os túmulos de Luís de Camões, Vasco da Gama e rei D. Sebastião, cujos restos mortais foram trazidos por D. Filipe I numa tentativa de aniquilar o mito sebastianista. Mas são poucos os que acreditam que se trata efectivamente do corpo do Desejado.

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Belém

Igreja do Convento da Madre de Deus

Fundado pela Rainha D. Leonor (1458-1525), que desejava aqui instalar a Ordem de Santa Clara, desde 1980 que o convento acolhe a colecção do Museu Nacional do Azulejo, um dos mais importantes do país e o detentor desta peça. Nesse ano se emancipou finalmente do Museu Nacional de Arte Antiga, do qual era anexo. Da igreja do convento, destaque para os dois coros barrocos que conjugam talha dourada com azulejos. As pinturas das paredes e do tecto são da autoria de Bento Coelho da Silveira. Mas atenção: a visita à igreja é feita com bilhete do museu na mão.

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Grande Lisboa
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Igreja de São Roque

Os estilos maneirista e barroco dominam a igreja de São Roque, um dos raros edifícios em Lisboa a sobreviver ao terramoto de 1755, quase sem sofrer um arranhão. De tal forma que tanto a igreja como a residência auxiliar foram cedidas à Santa Casa da Misericórdia, para substituir os seus edifícios e igreja destruídos no sismo. O vínculo mantém-se até hoje, com a igreja a centralizar as atenções de turistas e não só. Afinal, falamos de uma das mais belas da cidade, mandada edificar no final do século XVI, em colaboração com Afonso Álvares e Bartolomeu Álvares.      

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Chiado

Igreja de São Cristóvão

O terramoto de 1755 não a beliscou muito, mas agora esta igreja anda a precisar de mimos. A defesa deste património, que inclui mais de 40 telas de Bento Coelho da Silveira, é feita através do projecto Arte Por São Cristóvão, num templo que está ainda integrado na World Monuments Fund, uma lista de 50 monumentos em risco por todo o mundo. E está cheia de tesouros, entre eles a Capela dos Miranda, uma família nobre que aqui construiu os seus túmulos no século XV.

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Castelo de São Jorge
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Igreja de São Domingos

Da próxima vez que passar à porta desta igreja, não deixe mesmo de entrar (não seja calão, não tem de subir nem um degrau). Primeiro, porque os seguidores das pastorinhas Lúcia e Jacinta podem ver parte do lenço de uma e o terço da outra. Segundo, porque o que começou por ser um convento mandado construir por D. Sancho II, teve três inundações e alguns terramotos que lhe renderam intervenções dos notáveis arquitectos João Frederico Ludovice e Carlos Mardel. Em 1959, o interior foi destruído por um incêndio. Só reabriu em 1994 com uma original opção de recuperação que evoca este último desastre: as paredes foram deixadas sem pintura, as estátuas desfiguradas, as pedras quebradas e o tecto e altares foram pintados em tons de terracota.

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Santa Maria Maior
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Basílica da Estrela

A construção do edifício começou em finais do século XVIII, na sequência de um voto de D. Maria I no dia do seu casamento: se tivesse um filho varão com D. Pedro, construiria uma convento para freiras carmelitas dedicado ao Coração de Jesus, o primeiro templo do mundo com esta devoção. A rainha está sepultada na Basílica da Estrela, sendo a única monarca da dinastia de Bragança cujo túmulo não se encontra na Igreja de São Vicente de Fora.

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Estrela/Lapa/Santos

Igreja de São Vicente de Fora

A Igreja e Mosteiro de São Vicente de Fora é um dos pontos obrigatórios na zona de Alfama, homenageando o padroeiro da cidade desde o remoto ano de 1173. Reza a história que as origens do mosteiro fazem-nos recuar ainda mais nos anos. Diz-se até que D. Afonso Henriques e as suas tropas terão acampado por aqui quando tomaram Lisboa aos Mouros, em 1147. O edifício, no entanto, foi construído apenas entre 1582 e 1629, seguindo o plano de Filippo Terzi. 

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São Vicente 
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