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MAAT
Fotografia: Arlindo Camacho

Museus e monumentos a não perder em Belém

É uma das zonas de Lisboa mais solicitadas pelos turistas. Visite os monumentos e museus em Belém que sugerimos nesta lista

Por Editores da Time Out Lisboa
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Há muito para ver em Belém, desde antigos coches a peças modernas, e de edifícios que se perdem nos tempos a estruturas que ainda cheiram a fresco – então agora que já inaugurou a ponte pedonal do MAAT, mais ainda. Reserve um tempo na sua agenda para explorar os arredores desta zona que é um verdadeiro epicentro cultural – como há poucos em Lisboa , isto porque há muito mais para além dos Pastéis de Belém. Siga o nosso roteiro de museus e monumentos em Belém, e faça o favor de compor a ordem da visita a seu gosto.

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Museus em Belém

Actividades para crianças no Museu Berado
Actividades para crianças no Museu Berado
©Museu Berardo

Museu Colecção Berardo

Museus Belém

A colecção Berardo leva-nos numa viagem pelos principais movimentos artísticos dos séculos XX e XXI que se inicia com Tête de Femme, uma pintura cubista de Pablo Picasso. Estende-se por cerca de 1000 obras de mais de 500 artistas com Marcel Duchamp, Piet Mondrian, Francis Bacon, Andy Warhol, Sol LeWitt, Fernando Botero, Andreas Gursky entre muitos outros.

Maat open day
Maat open day
©DR

MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

Museus Belém

Projecto da Fundação EDP, o Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia já está mais do que consagrado nas iniciais MAAT. As suas formas arquitectónicas marcaram o ano de 2016 na cidade, justificando frutíferas romarias à zona de Belém. Afinal, mais que não fosse, aquela estrutura assinada pela britânica Amanda Levete e o pôr-do-sol em fundo ficam mesmo a matar numa foto para partilhar nas redes. Claro que a visita não deve terminar aqui, recomendando-se que consulte as exposições programadas na agenda.

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Museu Nacional de Etnologia

Museus Belém

É perfeito para seguidores da história da antropologia portuguesa e ainda por cima tem uma vista fabulosa sobre o rio Tejo. Fica no Restelo, por cima do estádio d’Os Belenenses, e inclui uma exposição permanente com sete núcleos temáticos. O bilhete de entrada dá também acesso às reservas visitáveis (visita guiada), casos da Galeria de Vida Rural e da Galeria da Amazónia que pode conhecer mediante marcação prévia. O Museu tem ao todo 42 mil objectos oriundos dos cinco continentes, entre doações e recolhas feitas pelo próprio museu.

Coche do Museu Nacional dos Coches
Coche do Museu Nacional dos Coches
©Museu Nacional dos Coches

Museu Nacional dos Coches

Museus Belém

É uma colecção única no mundo e respira melhor desde que em 2015 passou para um novo edifício na Avenida da Índia, a poucos metros do antigo Picadeiro Real, a primeira morada dos coches a partir de 1905, onde ainda existe um núcleo expositivo. Quase desde a sua fundação que se sentia a necessidade de um espaço maior, o que só aconteceu mais de 100 anos depois. O primeiro coche a entrar no novo museu foi o Landau do Regicídio, talvez o mais icónico da colecção composta por viaturas de gala e de passeio dos Séculos XVI a XIX, provenientes da Casa Real Portuguesa, Igreja e colecções particulares.

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Museu da Presidência da República

Museus Belém

Olhando para a actual presidência, museologia é tudo o que talvez não venha à cabeça. Se não andar entretido na rua a tentar tirar uma selfie com o professor Marcelo Rebelo de Sousa, aproveite para visitar o Museu da Presidência. Este vive de uma exposição tradicional de peças de colecção com sistemas interactivos de informação e conhecimento. O percurso inicia-se com os símbolos nacionais e termina numa abordagem dos poderes, funções e actividade dos Presidentes.

Museu de Arte Popular

Museus Belém

A boa nova, ainda que a meio gás, chegou em Dezembro de 2016, quando o Museu de Arte Popular reabriu portas. Esteve encerrado, deu brado quando um movimento de cidadãos se opôs ao seu desaparecimento da paisagem de Belém e da cidade de Lisboa, e por fim voltou a dar um ar de sua graça. Apresenta-se sem as colecções etnográficas originais, recolhidas por António Ferro durante o Estado Novo, e pretende valer-se de exposições mais pequenas.

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Museu Nacional de Arqueologia
Museu Nacional de Arqueologia
©MNA IMC

Museu Nacional de Arqueologia

Museus Belém

Foi fundado em 1893 por José Leite de Vasconcelos, e o acervo, alojado no Mosteiro dos Jerónimos, reúne as suas colecções iniciais, bem como as de Estácio da Veiga. A estas somaram-se muitas outras, casos das colecções de arqueologia da antiga Casa Real Portuguesa, ou das colecções de arqueologia do antigo Museu de Belas Artes. Outras aqui chegaram por doação ou legado de coleccionadores e grandes amigos do museu, como Bustorff Silva, Luís Bramão e Samuel Levy.

Museu de Marinha
Museu de Marinha
©Leandro Neumann Ciuffo/Wikipédia

Museu de Marinha

Museus Belém

O Museu de Marinha tem uma enorme coleção, tudo propriedade do Ministério da Defesa. A exposição começa com maquetes de todos os tipos de embarcações portuguesas e termina com um hangar cheio de galeotas reais, embarcações fluviais, de pesca e recreio ou mesmo três carros fabricados em finais do século XIX. Ao longo do caminho, há mapas, instrumentos de navegação e até uma sala com as camarinhas dos iates reais Amélia e Sírius, preservadas após desmantelamento dos navios.

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Museu do Combatente
Museu do Combatente
©Carlos Luis Cruz/Wikipédia

Museu do Combatente

Museus História Belém

O museu abriu ao público em 2003 sob a direcção da Liga dos Combatentes e fica mesmo ao lado da Torre de Belém. Está instalado no Forte do Bom Sucesso, uma estrutura construída no século XVIII para defender o Porto de Lisboa. Recebe exposições temporárias, mas entre as mostras permanentes encontra, entre outras, a d'O Combatente do século XX (da Grande Guerra à Guerra do Ultramar); a História da Aviação no séc. XX, que inclui 500 modelos de aviões em escala; A Trincheira, uma exposição em 3D com manequins em tamanho real que representa a vida de um soldado português na Flandres, durante a I Guerra Mundial.

CPAS - Centro Português de Actividades Subaquáticas
CPAS - Centro Português de Actividades Subaquáticas
©Fmecaldeira/Wikipédia

Museu Municipal da Vida Submarina e da História Submersa

Museus Belém

O CPAS - Centro Português de Actividades Subaquáticas é a associação de mergulho mais Antiga da Europa (desde 1953) e além da formação nas áreas do mergulho e da náutica também dispõe de um museu. O Museu da Vida Subaquática e da História Submersa tem origem no acervo doados pela CPAS à Câmara Municipal de Lisboa em 1969 com o objectivo único da criação de um espaço museológico. Está dividido em três núcleos (Arqueologia Subaquática, Biologia Marinha e Equipamento de Imersão) e apresenta coisas como peças arqueológicas provenientes de naufrágios ou sítios arqueológicos costeiros. E também conchas marinhas, corais, espongiários e briozoários. Não sabe o que são? Mais um motivo para visitar esta colecção única no país. Não está aberto ao público em horário regular, mas sinta-se à vontade para enviar um email e reservar uma visita guiada.

Monumentos em Belém

Torre de Belem
Torre de Belem
© Lydia Evans / Time Out

Torre de Belém

Atracções Belém

Considerado um dos monumentos mais expressivos da cidade de Lisboa, a Torre de Belém começou por ser uma estrutura de defesa da barra do Tejo e hoje é um ícone da arquitectura do reinado de D. Manuel I. Classificada em 1983, como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), foi eleita em 2007 uma das Sete Maravilhas de Portugal.

Mosteiro dos Jerónimos
Mosteiro dos Jerónimos
Fotografia: Arlindo Camacho

Mosteiro dos Jerónimos

Atracções Belém

Mandado erigir pelo rei D. Manuel I em memória do Infante D. Henrique, é Monumento Nacional desde 1907 e Património Cultural da Humanidade desde 1983. Edificado no século XVI, foi na altura doado aos monges da Ordem de São Jerónimo, em 2016 ganhou o estatuto de panteão nacional. Na igreja do mosteiro (Igreja de Santa Maria de Belém) encontram-se, entre outros, os túmulos de Luís de Camões, Vasco da Gama e do rei D. Sebastião, cujos restos mortais foram trazidos por D. Filipe I numa tentativa de aniquilar o mito sebastianista. Mas são poucos os que acreditam que se trata efectivamente do corpo do rei desejado.

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Padrão dos descobrimentos
Padrão dos descobrimentos
Fotografia: Arlindo Camacho

Padrão dos Descobrimentos

Atracções Belém

Não há quem passe por ali que não aproveite para tirar uma foto básica para as redes sociais, com o Infante D. Henrique. Erguido pela primeira vez em 1940, de forma efémera e integrado na Exposição do Mundo Português, só em 1960, por ocasião da comemoração dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, o Padrão foi reconstruído em betão para ficar de pedra e cal por Belém. Por fora, uma caravela faz-se ao mar, levando à proa o Infante e outras figuras. Por dentro, pode sempre visitar a exposição permanente sobre a aventura marítima portuguesa ou as temporárias que vão inaugurando.

Mais museus

gulbenkian
©João Pimentel Ferreira/Gulbenkian

Entre a relva e a parede: sete museus com jardim

Coisas para fazer

Museus com jardim: parecia um conceito que pouco importava antes de ficarmos em casa, sem acesso à rua, aos relvados, às paredes cheias de pinturas e esculturas. Agora que o desconfinamento obriga a certo e determinado equilíbrio (para bem da economia e da saúde mental), dizemos-lhe como pode dar uma mão à cultura e outra à natureza. Pode optar por uma passeata cultural, pôr-se a par das novas exposições que estão patentes, e depois ir arejar as ideias para o jardim anexo ao museu, seja para uma leitura demorada deitado na relva ou para um simples reconhecimento da fauna e flora do local. Está entre a relva e a parede, a escolha é sua.

museu calouste gulbenkian
©DR

Visitas aos museus de Lisboa dentro de casa

Coisas para fazer

Nietzsche disse uma vez que “temos a arte para não morrer da verdade”. O filósofo alemão tinha razão – que o digamos nós, agora que vivemos numa espécie de um filme de tarde de domingo, com o qual nos cruzámos há tempos. As ruas começam a ficar vazias, os restaurantes encerram, os cafés estão desertos e os museus e espaços culturais da cidade e do mundo resguardam-se nestes tempos de pandemia, fechando portas. Apesar de tudo o que nos assola, podemos continuar a alimentar a mente e a inspirarmo-nos em visitas aos museus a partir de casa. A tecnologia assim o permite, através de fotografias e realidade virtual. O Google Arte e Cultura lançou uma iniciativa com mais de 500 museus e galerias por todo mundo. É possível filtrar por popularidade ou localidade e nós mostramos-lhes os melhores de Lisboa.

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Casa das Histórias Paula Rego
Fotografia: Arlindo Camacho

Paragens obrigatórias no Bairro dos Museus em Cascais

Coisas para fazer

Cascais criou um verdadeiro microclima cultural com a implementação daquilo a que chamou de Bairro dos Museus. O conceito é simples e só requer que dê umas voltinhas pelo perímetro que concentra um conjunto de equipamentos dedicados à cultura na vila. Concebido pela Câmara Municipal de Cascais e pela Fundação D. Luís I, o Bairro dos Museus em Cascais distingue-se pela sua faceta inovadora e de coerência cultural, que permite que em curtas distâncias possa saltitar entre os vários habitantes deste bairro. Preparado para a maratona? O Centro Cultural de Cascais, a Casa Sommer, o Museu Conde Castro Guimarães, a Casa das Histórias de Paula Rego e a Casa de Santa Maria são alguns dos pontos de paragem obrigatória neste roteiro cultural. Prometida está ainda a abertura do Museu de Arte Urbana, a próxima atracção da zona.  A nova realidade obrigou a novas regras e o uso de máscara passou a ser obrigatório nos espaços fechados, assim como a desinfecção das mãos logo à entrada. As lotações dos equipamentos foram reduzidas e a distância mínima de dois metros tem de ser cumprida. As visitas guiadas terão de ser marcadas com pelo menos 15 dias de antecedência tendo, no máximo, duas pessoas por visita. Os horários mantêm-se com uma ligeira alteração: agora fecham para almoço. Os espaços culturais com bilheteira abrem então de terça a domingo entre as 10.00 e as 13.00 e depois entre as 14.00 e as 18.00.

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