LUX FRAGIL
© Luísa Ferreira | Lux Frágil
© Luísa Ferreira

As melhores discotecas em Lisboa para dançar até de madrugada

Prepare os sapatos confortáveis, seleccionámos os espaços nocturnos onde vai dançar até o nascer do sol.

Hugo Geada
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A noite de Lisboa é um organismo vivo e multifacetado que se recusa a adormecer antes do amanhecer. Das batidas industriais e curadoria electrónica internacional do Lux Frágil ao underground Ministerium Club, a capital ferve com uma energia nocturna única. Se na Casa Capitão a ordem é a diversidade de géneros e o ecletismo, em espaços históricos como o Trumps celebra-se a pop e a liberdade total sem preconceitos. Para quem prefere a cadência dos corpos colados, os ritmos transatlânticos de matriz africana encontram no B.Leza a pista ideal para gastar as solas até o sol raiar sobre o Tejo. E não podemos esquecer o Rive Rouge, que prolonga as noites no Time Out Market. Prepare-se para “deitar tarde e acordar late” com o nosso roteiro nocturno lisboeta.

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As melhores discotecas em Lisboa

  • Noite
  • Chiado/Cais do Sodré

Com um primeiro andar e uma cave onde funciona a pista de dança, a música é, regra geral, indie, mas há espaço para muito mais. A discoteca tem mais de 30 anos, foi o primeiro espaço alternativo da cidade e provavelmente a instituição mais respeitada ali para os lados de São Bento, um baluarte de integridade e coerência, onde há anos se discute o estado da canção.

  • Noite
  • Cais do Sodré

Quem alinha numa noite passada ao som de ritmos africanos? Se a resposta for “eu!”, o destino será este, muito provavelmente, embora haja outras sonoridades para descobrir aqui. Mais do que uma discoteca ou sala de espectáculos, o B.leza é já uma espécie de instituição na cidade. As noites começam quase sempre com um concerto e prosseguem com DJ, com uma ampla pista com vista para o rio. Fique atento – volta e meia há workshops para aperfeiçoar os moves.

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  • Noite
  • São Vicente 

Ver o nascer do sol da varanda do Lux é um passatempo obrigatório de qualquer lisboeta ou visitante. Em 2014, o britânico The Guardian distinguiu-o como uma das melhores 25 discotecas da Europa, uma coisa que já estávamos fartos de saber. Esta é a discoteca mais famosa da cidade — e do país, para dizer a verdade. Abriu portas a 29 de Setembro de 1998, penúltimo dia da Expo 98, e continua a ser uma referência na noite lisboeta.

  • Coisas para fazer
  • Xabregas

Após o encerramento do Musicbox, sala de espectáculos instalada no Cais do Sodré, os responsáveis, CTL, abriram o seu quartel-general no Beato: a Casa Capitão. O espaço de quatro pisos estende-se além do conceito de club, combinando música, debate e gastronomia. O rés-do-chão acolhe concertos e sessões de clubbing para 400 pessoas, o sótão serve de palco intimista e a cave acolherá residências artísticas. O primeiro andar dispõe de esplanada e de um restaurante liderado pelo chef Bernardo Agrela.

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  • Noite
  • Lisboa

Localizado no 1.º andar do Time Out Market Lisboa, no Cais do Sodré, o Rive Rouge é um dos clubes nocturnos mais cosmopolitas da cidade. O nome inspira-se na sua localização — na margem norte do rio Tejo (rive) e no antigo red-light district de Lisboa (rouge). Com uma decoração marcada por vigas de ferro vermelhas e iluminação intimista, é o espaço ideal tanto para o início da noite como para a madrugada.

  • Noite
  • Cais do Sodré

Durante muito tempo, o Copenhagen era conhecido pelos seus afters concorridos. Depois, mudaram-lhe o rosto. Agora, reina o hip-hop e seus afluentes (dancehall, batida e todos os seus subgéneros africanos). A programação dura de segunda-feira a domingo, sim, que o Copenhagen nunca fecha. E dá-nos rap nacional e internacional seleccionada por uma carteira de DJs em que podemos confiar. 

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  • Noite
  • Chiado/Cais do Sodré

Fundado a 2 de Maio de 1976 no Príncipe Real, em Lisboa, o Finalmente Club é uma das discotecas mais antigas e emblemáticas da noite gay lisboeta. Reconhecido internacionalmente como a "catedral do travesti", o espaço ganhou fama pelos seus espectáculos diários de transformismo e drag queens, atraindo clientes célebres como Jean-Paul Gaultier e Katy Perry.

  • Noite
  • Cais do Sodré

Aqui, as noites acabam mais tarde. A bem dizer, começam já quase ao amanhecer e apenas aos fins-de-semana e feriados. Nos últimos anos, o Harbour, inquilino do Lisboa Rio, tem sido o after mais badalado do Cais do Sodré, com uma programação divulgada mensalmente e que privilegia a música electrónica.

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  • Noite
  • Cais do Sodré

Dois históricos do Cais do Sodré que transitaram para junto do rio. O Tokyo e o Jamaica ganharam uma nova casa e até partilham uma única entrada. Lá dentro, o Tokyo mantém a vocação para a música ao vivo com um pequeno palco e para a música rock, o Jamaica continua a passar os êxitos populares das últimas décadas do século XX, mas também que estão a dominar as tabelas e os números de streams. 

  • Noite
  • Santa Maria Maior

Nas antigas instalações do Ministério das Finanças, a discoteca inaugurou a 1 de Dezembro de 2012 e inicialmente só funcionava aos sábados. Pouco a pouco foi-se tornando uma referência na música electrónica da cidade, com nomes do techno e house nacionais e internacionais todos os fins-de-semana. Hoje, é uma paragem obrigatória para todos os fãs deste género musical.

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  • Noite
  • Lisboa

A configuração do espaço é, no mínimo, especial. Um tesouro enterrado no subsolo lisboeta que a empresária Vanessa Cotrim encontrou e não quis largar. Estamos no antigo Passerelle 2, estabelecimento encerrado há mais de uma década. Vanessa recusa os rótulos que habitualmente categorizam a noite. Diz que, tal como a noite que quer constuir, também o público é "diverso, surpreendente e cheio de nuances". Por vezes, é a própria a assumir o controlo da pista. Outras noites, há concertos, DJs convidados, performances e eventos que contribuem para dar visibilidade ao espaço.

  • Noite
  • Grande Lisboa

Instalado no Prior Velho, encontramos o Create Art, um hub criativo onde fica a discoteca Komplex, a funcionar às sextas e sábados, até às 08.00, com uma programação internacional ligada à música electrónica. Apesar disso, o espaço de quatro pisos é muito mais do que um club e continua em constante transformação.

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  • Noite
  • Grande Lisboa

Começou por ser o Nada Temple, em Xabregas, e marcou as noites e a cultura alternativa lisboeta. Mas como era pequeno demais, abriram um novo espaço, apenas a 200 metros do anterior, que entretanto também encerrou à custa da pressão imobiliária. O novo Naada 3.0, no Prior Velho, é mais underground e, além da música, tem exposições de artes visuais.

  • Noite
  • Marvila

As noites de fim-de-semana nunca foram tão animadas por estas bandas. A Outra Cena é já um ponto de encontro para todos os noctívagos, em particular os apreciadores de música electrónica. O cartaz é, regra geral, bem apetrechado. O rol de DJs que já passou por aqui é extenso e inclui muitos nomes internacionais. Tudo isto num cenário super industrial, digno das maiores raves de Berlim.

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  • Noite
  • Estrela/Lapa/Santos

A antiga discoteca africana A Lontra transformou-se no Posh, um clube gay que abriu portas para agitar a noite lisboeta. Lá dentro, acontece de tudo – noites dedicadas ao k-pop, bailes funk, festas do semáforo, eventos dedicados a divas pop. Conte com um público mais jovem e com a energia e a intensidade que isso implica.

  • Noite
  • Cais do Sodré

É um dos rostos de um Cais do Sodré inundado de gente a cada fim-de-semana. O Titanic Sur Mer é o sucessor espiritual do saudoso Maxime, mas com uma programação musicalmente mais ecléctica. Dependendo da noite, tanto se pode ouvir jazz como samba e forró, músicas africanas e indie rock. Mais os eventuais Ena Pá 2000. E ainda há festas, quase sempre ao barrote, como o Beyoncé Fest. Entre copos e concertos, é escolher o que mais lhe agrada.

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  • Noite
  • Princípe Real

É a discoteca gay mais famosa do país – e a mais concorrida. No 'T', que completou 40 anos em 2021, conte com música house e pop (pura e dura) e com a presença sempre ilustre das drag queens da casa. No seu extenso arquivo, conte com algumas curiosidades históricas – a abertura da discoteca esteve inicialmente prevista para o início de Dezembro de 1980, mas teve de ser adiada uma semana por causa da morte do primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro. A discoteca só começou a funcionar em pleno em Janeiro do ano seguinte. Entre os clientes famosos está, por exemplo, António Variações, que ali fez as suas primeiras actuações. Hoje em dia, é frequentada essencialmente por uma clientela mais jovem e imberbe.

  • Noite
  • Marvila

Se há coisa que não falta em Marvila são grandes armazéns, onde a menor das preocupações são os vizinhos. O Those Who Dance é um deles. Abriu no final de 2024 e trouxe ainda mais animação nocturna a uma zona da cidade que, até há bem pouco tempo, era um verdadeiro deserto nesta matéria. A programação é escolhida a dedo, com DJs convidados e eventos temáticos que aqui se alojam. É uma questão de acompanhar as novidades através do Instagram.

Aproveitar a noite em Lisboa

Os bares de vinho (ou wine bars, como lhes chamam os ingleses), as garrafeiras e as lojas da especialidade estão cada vez mais na moda e ainda bem. Afinal, o nosso vinho é um dos melhores do mundo e fica bem em diversas ocasiões

  • Cervejaria artesanal

Não é por acaso que cada vez mais negócios têm pelo menos uma marca e duas ou três variedades de cerveja artesanal por onde escolher. E depois há os sítios especializados, onde as pessoas vão quando querem mesmo provar um bom néctar de cevada. Desde restaurantes a brewpubs, bares ou lojas, estes são os melhores sítios para beber cerveja artesanal.

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