Discotecas em Lisboa. Quando cai a madrugada na cidade

Mais ou menos recentes, com sons e faunas para todos os gostos e desgostos, estes templos nocturnos merecem uma visita pelo menos uma vez na vida. Conheça algumas das melhores discotecas em Lisboa

Fotografia: Ana LuziaIncógnito

Instituições lendárias que já conheceram diferentes encarnações e formatos, em busca de um lugar ao sol (ou ao luar, para sermos mais rigorosos). Quando cai a noite na cidade, e a jornada nocturna se arrasta como manda o figurino, a peregrinação de foliões passa necessariamente por aqui. E é por isso que não o queremos por aí à deriva, inquieto sobre onde deve rumar. Do epicentro da agitação aos redutos em zonas mais periféricas da cidade, eis uma mão cheia de destinos cada vez mais centrais na agenda de qualquer alfacinha que só vai para a cama depois do sol romper. Grandes salões de festa e discretos endereços para quase passar despercebido, temos de tudo e para todos. Os meninos dançam nestas discotecas de Lisboa?

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Discotecas em Lisboa

1

5AClub

É perfeito para ginasticar sem passar pelo ginásio, que é como quem diz para dançar para lá da hora (encerra às quatro da matina e isso é só óptimo). O 5AClub, no Príncipe Real, tem bons copos (vai uma máquina de shots de tequila? Força nisso) e programação musical com curadoria da Match Attack. Quanto ao som há, portanto, electrónica da boa, vários nomes independentes, e espírito underground no seu melhor. 

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Princípe Real
2

Lux Frágil

Escolha dos críticos

Ver o nascer do sol da varanda do Lux é um passatempo obrigatório de qualquer lisboeta ou visitante. Em 2014, o britânico The Guardian distinguiu-o como uma das melhores 25 discotecas da Europa, uma coisa que já estávamos fartos de saber. Esta é a discoteca mais famosa da cidade — e do país, para dizer a verdade. Abriu portas a 29 de Setembro de 1998, penúltimo dia da Expo 98, qual mano mais novo, mas totalmente emancipado do Frágil, também lançado por Manuel Reis, o empresário que morreu em Março de 2018.

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São Vicente 
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3

Ministerium Club

Nas antigas instalações do Ministério das Finanças, a discoteca inaugurou a 1 de Dezembro de 2012 e inicialmente só funcionava aos sábados. Pouco a pouco foi-se tornando uma referência na música electrónica da cidade, com nomes do techno e house nacionais e internacionais todos os fins-de-semana. No entanto, as festas da discoteca estendem-se a todos os géneros. 

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Santa Maria Maior
4

Radio-Hotel

No princípio era o programa de rádio (www.radio-hotel.com). Depois surgiu o espaço. Fica em Alcântara, tem um toque cosmopolita, e o bar aposta a todo o gás nos cocktails e carta de gins. Chill-out, electrónica ou house ditam o cardápio de sons emanados da cabine. 

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Alcântara
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5

Trumps

É a discoteca gay mais famosa do país — e a mais concorrida. No 'T', que comemorou 35 anos em 2016 e que organiza o festival Hot Season, conte com música house e pop à sexta, sábado e vésperas de feriados. A abertura da discoteca estava prevista para o início de Dezembro de 1980, mas teve de ser adiada uma semana por causa da morte do primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e só começou a funcionar em pleno em Janeiro do ano seguinte. Entre os clientes famosos está, por exemplo, António Variações, que ali fez as suas primeiras actuações. Hoje em dia, é frequentada essencialmente por uma clientela mais jovem.

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Princípe Real
6

Kremlin

A discoteca das Escadinhas da Praia abriu portas em 1988, quando ainda havia uma União Soviética.Durante o período que se seguiu, viveu o auge, até que começou a ser falada pelas piores razões, até que, já sem o mesmo fôlego, acabou por fechar portas, em 2011. Passados cinco anos em que só reabriu esporadicamente para eventos, o Kremlin volta agora a abrir portas, para já, apenas à sexta e ao sábado, e apenas ligeiramente diferente. A começar, pelo facto de já não funcionar até às nove da manhã.

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Santos
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7

Titanic Sur Mer

O sucessor do Maxime é um dos rostos de um Cais do Sodré inundado de gente a cada fim-de-semana. Manuel João Vieira agarrou num edifício que servia a lota do peixe e transformou-o num bar/sala de concertos que não podia estar mais perto do mar. Entre copos e concertos é escolher o que mais lhe agrada.

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Cais do Sodré
8

Incógnito

É provavelmente a instituição mais respeitada ali para os lados de São Bento, um baluarte de integridade e coerência, onde há anos se discute o estado da canção. Visitado por uma imensa minoria, é mais dado à música alternativa e tem-se governado bem. Até às 04.00. 

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Chiado/Cais do Sodré
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9

Sabotage Club

Sequência do trabalho que os responsáveis da editora com o mesmo nome faziam, e que entretanto fechou, o Sabotage surge perto mas não no centro da concorridíssima azáfama nocturna do Cais de Sodré, como um espaço onde se procura divulgar novos projectos musicais nacionais que os donos consideram pertinentes para o universo cultural. Assume-se também como um clube para gente que gosta de música.

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Cais do Sodré
10

Musicbox

Escolha dos críticos

A caixinha de música da rua cor-de-rosa tem uma das mais generosas programações de concertos e estica-se noite dentro. Não vamos utilizar aqui a expressão “ecléctico” para definir a oferta do Musicbox porque estamos a guardar essa expressão para quando alguém que conhecemos mal quiser falar de música – “gosto de tudo, sou muito ecléctico”. A discoteca inaugurada em 2006 tem música todos os dias da semana, excepto ao domingo, e é dos espaços que vai para a cama mais tarde.

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Cais do Sodré
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Aproveitar a noite em Lisboa

Os melhores bares em Santos

“E se o não-sei-quantos quer ser cá da malta, tem de beber este copo até ao fim…” A música repete-se nos bares das redondezas, a menos que queira fugir dos shots a 50 cêntimos e da ressaca monstruosa do dia seguinte. Nestes bares estará a salvo. A verdade é que Santos tem bem mais do que isso. Tem um bar que era um antigo alfaiate, outro que é uma casa e até um bar de teatro. Ou seja, tem tudo e estes são os melhores bares em Santos. 

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Por Clara Silva
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Os melhores bares de cerveja em Lisboa

A cevada alimenta e uma pesquisa rápida no Google vai levá-lo a sites (alguns mais duvidosos que outros) que lhe apontam alguns benefícios: para a pele, para os intestinos e até para os ossos, imagine-se. Mas se pensa que o consumo deste néctar é uma actividade demasiado banal, desengane-se. Aqui dispensamos os copos de plástico, as imperais mal tiradas e todos os parentes pobres do consumo rápido e sem grandes preceitos.  Não estamos a arranjar-lhe desculpas para beber cerveja, mas deixamos aqui vários sítios ara o fazer: são os melhores bares de cerveja em Lisboa. Do Delirium Café, no Chiado, com um número recorde de torneiras na cidade, ao tap room das Dois Corvos, com cerveja feita ali mesmo, em Marvila, é escolher um sítio para beber uma cerveja artesanal ao final do dia. 

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Por Editores da Time Out Lisboa

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