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Arlei Lima

Os melhores bares de vinho em Lisboa

Apetece-lhe um copo de vinho e um petisco a acompanhar? Faça uma pausa nestes bares de vinho em Lisboa.

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Os bares de vinho (ou wine bars, como lhes chamam os ingleses) crescem a olhos vistos. Afinal, o nosso vinho é um dos melhores do mundo e fica bem em diversas ocasiões. Seja para se refrescar a meio da tarde, aconchegar-se ao fim do dia ou até para ganhar balanço numa noite de festa, reunimos os melhores bares de vinho em Lisboa, onde além de conseguir beber um copo (muitas vezes de referências fora da caixa) pode forrar o estômago com alguns petiscos tradicionais. Beber de barriga vazia é que não. 

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Os melhores bares de vinho em Lisboa

  • Noite
  • Cafés/bares
  • Lisboa

Vinhos, tapas, plantas e vinil, são estas as palavras de ordem de A Viagem das Horas, em Arroios, com uma esplanada na Rua José Ricardo. Poucos são os dias em que não está animada. O fundador é Ricardo Maneira, mais conhecido na noite por DJ Rykardo. As referências vínicas são todas naturais, de pequenos produtores e com pouca intervenção.

  • Bairro Alto

Na missão de ressuscitar o velho Bairro Alto, mas também de proporcionar uma selecção de vinhos especial e acessível, Tiago Pinheiro Alves abriu a Adega Etelvina. Se, por um lado, descende de uma linhagem de taberneiros, os anos como sócio da Taberna da Rua das Flores deram-lhe a experiência necessária para abrir o próprio espaço. A adega é pequena, só tem lugares ao balcão e conta com cerca de 50 vinhos portugueses, todos eles servidos a copo e sugeridos pelo anfitrião. E podem todos ser servidos a copo (a partir de 4€). Quanto aos petiscos que acompanham os copos, Tiago define-os como "comida da avó". Além de queijos, enchidos e conservas, há tibornas, ostras e boquerones.

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  • Estrela/Lapa/Santos

Viktoria Parfinskaia e Kirill Ivanov queriam abrir portas a um segundo projecto que funcionasse durante a noite no espaço do seu café – o TACT – e foi então que conheceram Ekaterina Savotina. A sommelier russa viveu em Berlim antes de se mudar para Lisboa e, no final de 2024, abriu com o parceiro João Gonçalves um pequeno bar de vinhos, o After Hours, no estabelecimento de Viktoria e Kirill. Há uma variedade considerável de vinhos naturais. Não há uma clara preferência por rótulos nacionais, também oferecem opções de outras partes da Europa. 

  • Chiado/Cais do Sodré

Depois de ter sido durante muito tempo o wine bar mais pequeno da cidade, o Black Sheep tem finalmente um espaço à medida do seu tamanho (e mesmo assim ainda não chega para toda a procura). O bar cresceu para a porta do lado. São centenas de referências de produtores nacionais independentes – ovelhas negras do negócio, por assim dizer. Para acompanhar, há petiscos. 

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  • Noite
  • Grande Lisboa

Cassandra Moreira e Antoine Bisquerra, dois bons vivants assumidos, abriram, na Penha de França, um bar de vinhos naturais, com petiscos e boa música a acompanhar. Chama-se Bom Bom Bom, e entre as referências vínicas encontram-se, por exemplo, um tinto Menina d’Uva, um vinho do Nordeste transmontano; um Penhó Nomos branco, da região do Minho; ou o também branco Rosalía, da zona da Galiza.

  • Lisboa

Primeiro, surgiu o espaço, uma excelente esquina a unir a Forno do Tijolo com a de Moçambique. Só depois a ideia de fazer dele uma garrafeira, mas onde o vinho também sai a copo e acompanha agradavelmente com petiscos – as lulas em tinta com salada de batata e funcho, as tábuas de queijos e enchidos, a salada de espargos, queijo azul e amêndoas ou as reconfortantes batatas fritas com salpicão. De portas abertas aos Anjos e à cidade desde Julho de 2024, a Casa Farta vive em torno de um balcão corrido, cercado de bancos. É ali que se joga conversa fora, sempre de copo na mão, e se resolvem os dilemas sobre que vinho levar para casa.

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  • Lisboa

À primeira impressão, o Nata é um bar de vinhos muito moderno. Concluímo-lo sem grandes hesitações. E não é só por causa do balcão e dos bancos em inox, do chão em microcimento ou por ter os vinhos da semana escritos com um marcador sobre um espelho. Abbie Gill idealizou este espaço para ser mais do que uma garrafeira. Embora os vinhos estejam na base do projecto, a agenda mensalmente partilhada no Instagram dá-lhe outra vida. Vinhos, são 120 todos naturais ou orgânicos. Os rótulos portugueses podem estar em maioria, mas não são os únicos a ter lugar nestas prateleiras. Há vinhos espanhóis, italianos, húngaros e muitas outras fronteiras para atravessar. 

  • Lisboa

Uma advogada francesa, uma viagem reveladora e uma paixão inesperada. Assim se resume a história de O Pif, o bar de vinho a copo dos Anjos que também faz distribuição na cidade. Entre rosé, tinto, branco e espumante, encontramos pouco mais de duas dezenas de referências. Todas portuguesas e escolhidos a dedo, de pequenos produtores e de pouca intervenção.

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  • Lisboa

O Rosie’s, na Rua do Forno do Tijolo, é um bar de vinhos naturais criado por Sophie Doran, australiana de Melbourne que viveu em Paris antes de se mudar para Lisboa. Com ambiente intimista e minimalista, funciona como sala de estar aberta ao bairro, servindo vinhos internacionais, cervejas, cocktails como o "Negroni Genial" e petiscos como antipasti ou boquerones. O espaço também vende produtos gourmet e aposta em vinhos orgânicos de pequenos produtores.

  • Lisboa

Fica nos Anjos, e tem cerca de 40 referências de vinho nacionais de pouca intervenção – rudes, vá. Tudo para acompanhar com os petiscos do chef Eugeniu Musteata, do grupo 100 Maneiras. O vermelho nas paredes e as pinturas de figuras despidas e de copo na mão são só uma amostra do arrojo do espaço. A grande esplanada, a escolha certa para os dias de sol.

Outras sugestões de bares

  • Cafés/bares

Quantas vezes pensou em sair de casa em busca de música? Não dizemos música para fazer o corpo abanar até que o sol nasça, mas um espaço onde beber uma cerveja e ouvir uns quantos acordes não seja difícil. Lisboa sempre teve altares dedicados à música em formato live, do Cais do Sodré a Alvalade. Na lista que se segue vai encontrar as nossas sugestões dos sítios a rumar caso tenha uma vontade súbita de desligar o Spotify e ver músicos em acção. E isso não quer dizer que não pode beber uns copos valentes, pelo contrário. Seja como for, vale a pena descobrir estes bares com música ao vivo em Lisboa. 

O conceito surgiu durante a Lei Seca nos Estados Unidos, pouco depois da produção, transporte e comércio de bebidas alcoólicas terem sido proibidas no país, como estipulou a 18.ª emenda da Constituição americana. Os estabelecimentos que vendiam álcool ilegalmente nessa época eram conhecidos como speakeasies, porque era necessário falar (speak) com cuidado (easy). Eventualmente, a lei foi revogada, mas o ambiente encontrado nos speakeasies já tinha ganho adeptos. Em Lisboa, o Red Frog, o bar de cocktails da Rua do Salitre, tem tudo o que um speakeasy precisa, mas há mais sítios na cidade onde o secretismo é a palavra de ordem. Não acredita? Ora conheça estes bares speakeasy em Lisboa.

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