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bar de vinho a copo
Fotografia: Mariana Valle LimaQuinta da Boa Esperança Rosé 2019

Os melhores bares de vinho em Lisboa

Apetece-lhe um copo de vinho e um petisco a acompanhar? Faça uma pausa nestes bares de vinho em Lisboa

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Não é segredo para os portugueses – e não só – que o nosso vinho é um dos melhores do mundo. Prova disso é o reconhecimento, por exemplo, da revista Wine Enthusiast, que em 2019 considerou Lisboa um dos melhores destinos vínicos do ano. A esta junta-se um outro punhado de menções que, ao longo dos anos, têm deixado os produtores nacionais orgulhosos. Não será de estranhar, por isso, que os bares de vinho (ou wine bars, como lhes chamam os ingleses), garrafeiras e lojas da especialidade estejam cada vez mais na moda. Nesta lista, para se aconchegar ao fim do dia, reunimos os melhores bares de vinho em Lisboa, onde além de conseguir beber um bom copo de vinho consegue também picar um bom petisco. 

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Os melhores bares de vinho em Lisboa

  • Bares
  • Lisboa

Uma advogada francesa, uma viagem reveladora e uma paixão inesperada. Assim se resume a história de O Pif, o novo bar de vinho a copo dos Anjos, que também faz distribuição na cidade. Entre rosé, tinto, branco e espumante, encontramos n’O Pif pouco mais de duas dezenas de referências. Todas portuguesas, de pequenos produtores e de pouca intervenção, escolhidos a dedo por Adélaïde Biret. A copo (desde 4€), os vinhos disponíveis vão rodando e vêm para a mesa, no interior ou no exterior, acompanhados de uma garrafa de água e de azeitonas temperadas. Para complementar, há queijo (6€) e outros petiscos como burrata artesanal (8,50€), rillettes com picles (8€) e chouriço de porco preto cru com kimchi (7€), que incluem sempre um cesto de pão, da Terra Pão.

  • Restaurantes
  • São Vicente 
  • preço 3 de 4

No Castelo, um dos bairros mais complicados para se comer bem em Lisboa, apareceu o mais ousado e original projecto do ano. Fruto da visão de um casal brasileiro-neozelandês, o SEM foi a mesa mais surpreendente do ano, merecedora do Prémio Time Out de Melhor Novo Restaurante. Estamos no terreno da cozinha de autor, muito técnica e estética, mas que nunca perde de vista o sabor. O restaurante só serve menu de degustação, mas no wine bar ao lado é possível pedir à carta. Para acompanhar, há vinhos naturais (de baixa intervenção) servidos a copo, como o Menina d'Uva.

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  • Noite
  • Cafés/bares
  • Lisboa

Vinhos, tapas, plantas e vinil, são estas as palavras de ordem no Melhor Novo Bar de 2021 (dizemos nós, que o sagrámos vencedor nos Prémios Time Out). São estes os pilares de A Viagem das Horas, em Arroios, com uma esplanada na Rua José Ricardo. Poucos são os dias em que não está animada. O fundador é Ricardo Maneira, mais conhecido na noite por DJ Rykardo. Os produtos foram escolhidos a dedo, como os queijos vegan, à base de caju ou amêndoas, que vieram de longe, da Artisan & Chef’s Table, em Aljezur, ou os produtos comprados ali mesmo ao lado, no Mercado de Arroios ou na padaria Terrapão. À quarta-feira, há happy hour, com um prato ou sobremesa e copo de vinho a um preço especial. As referências vínicas são todas naturais, de pequenos produtores e com pouca intervenção.

  • Restaurantes
  • Cais do Sodré

“Chefs que gostam de má música não sabem cozinhar.” Quem o diz é o britânico Adam Purnell, que deixou Berlim este ano para abrir no Cais do Sodré um listening bar que garante ser “um restaurante a 100%”. A descrição pode ser confusa, mas de forma simples e resumida o Dahlia é o sítio aonde se vai para ouvir música (vinil, apenas), através de um sistema de som clássico e de alta qualidade, para beber um bom vinho natural e comer o que a época tem para oferecer. Apesar de o foco parecer estar na música e nos vinhos naturais, com uma carta com cerca de 30 referências (portuguesas e de países como França, Espanha, Itália ou até Nova Zelândia), a comida é preparada com todo o cuidado e técnica. 

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  • Compras
  • Mercearias
  • Castelo de São Jorge
  • preço 2 de 4

Na Prado Mercearia não só se come do bom e do bonito, a metade do preço do Prado, como se bebe bem. Os vinhos são todos naturais, orgânicos e biodinâmicos. Se não sabe o que é que isso quer dizer exactamente, não se preocupe: vá, experimente e descubra. Todas as semanas há uma nova selecção para ser servida a copo. Para ajudar a escolher, é só pedir ajuda. Confie porque é tudo bom.

  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Se o mundo dos vinhos é dominado por homens, no Donna Taça as coisas são diferentes. A começar pelo nome, uma referência à dona da casa, a brasileira Fernanda Araújo Rosa, responsável pelas escolhas de vinhos das prateleiras do bar. Com mais de mil rótulos de vinhos de pequenos produtores que dificilmente encontra noutro lugar, é o bar perfeito para se tornar um enólogo. Todos os vinhos que estão no bar foram provados pela equipa da casa, que sabe a sua história e está disponível para contá-la. Há vinhos portugueses, franceses, argentinos, chilenos, sul-africanos, australianos e até austríacos. “Sempre com a preocupação de serem pequenas produções e de terem alguma história daquele país ou daquela vinícola.” Como não são seleccionados pelo preço, mas sim pela sua qualidade, há para todas as bolsas, a começar nos 6€, por exemplo, e a multiplicar por vários dígitos, a mais de 500€. Um dos bestsellers da casa é o vinho verde branco Tempo, de Anselmo Mendes.

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  • Restaurantes
  • Chiado/Cais do Sodré

Neste bar também mora um restaurante, mas é o balcão que nos conquista. Inaugurado em 2015, continua a ser um dos melhores sítios no Chiado para beber um copo de vinho ao fim do dia e, sem dúvida, um dos que mais pinta tem. Começou por ter uns 40 vinhos, tudo José Maria da Fonseca, servidos por uma dúzia de empregados, tudo gente nova com alguma formação nas caves de Azeitão. Desde Março de 2021, a história é outra: aqui vende-se, em exclusivo, toda a gama de vinhos da SOGRAPE, o maior produtor em Portugal, e até vinhos de propriedades da SOGRAPE espalhadas pelo mundo – Nova Zelândia, Argentina, Chile e Espanha. Entre os 3€ e os 4,60€, o bouquet de escolhas é admirável. Ao todo são cerca de 80 referências de vinhos com petiscos e outras iguarias para os acompanhar, desde pão caseiro algarvio e tábuas de presunto ibérico de bellota ao ceviche de salmão ou à bochecha de vitela. 

  • Restaurantes
  • Português
  • São Vicente 
  • preço 3 de 4

O Faz Figura chama-se agora Portugal Food & Wine by Faz Figura. Na sala de provas, em que se transformou a assoalhada da entrada, há uma mesa corrida e uns quantos bancos. E na parede, em frente à janela rasgada, dispensadores para 48 garrafas portuguesas que funcionam num esquema de self-service: nas máquinas, introduz-se um cartão carregado com dinheiro e selecciona-se o vinho e a quantidade que se quer, entre 125 ml, 70 ml ou 20 ml (esta última é a quantidade para prova gratuita). Pedro Dias, um dos donos e o cérebro por trás do conceito, da arquitectura, da carta (com a ajuda do cozinheiro John Leon) e da selecção de vinhos, provavelmente andará por ali a dar uma ou duas dicas e a sugerir experiências desafiantes. Os restantes vinhos da carta – que não estão nos dispensadores e serão à volta de 20 referências – também se vendem a copo através do sistema Coravin, que retira vinho de uma garrafa sem a abrir, através de uma agulha fina.

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  • Bares
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Não é novidade para ninguém que os vinhos são do melhor que Portugal tem para oferecer. O Jobim, no número 116 da Rua da Imprensa Nacional, é só mais uma prova disso. A carta, composta maioritariamente por referências portuguesas, é complementada por petiscos que celebram a gastronomia internacional e a reinventam com os melhores produtos nacionais. O proprietário, António Almeida, seleccionou brancos, tintos, Portos, rosés, moscatel e espumantes para preencher a montra de vidro – se estiver assoberbado com tanta oferta, o enólogo está sempre lá para fazer recomendações. Há vinho a copo (entre os 4€ e os 18€) ou à garrafa (entre os 14€ e os 79€) mas também pode pedir um cocktail. Se passar à porta, vai ouvir logo os sons de jazz e bossa nova que convidam turistas e vizinhança a entrar.

  • Bares
  • Chiado/Cais do Sodré

Lisboa ganhou uma nova ovelha negra. Chama-se Black Sheep e gaba-se de ser o “o wine bar mais pequeno da cidade”, mas tem espaço suficiente para caberem mais de uma centena de referências de vinhos de produtores nacionais independentes – ovelhas negras do negócio, por assim dizer. Todas as semanas há cerca de 14 vinhos diferentes a copo (os preços variam entre os 3,50€ e os 6,50€) e as garrafas também estão disponíveis para levar para casa. Para acompanhar, há petiscos como azeitonas, hummus de feijão branco, tábuas com queijos e enchidos, ou queijo de cabra com marmelada. Lá dentro, há espaço para apenas uma dúzia de pessoas, mas isso não deverá ser um problema. É que o Black Sheep fica em plena Praça das Flores e os clientes podem levar o copo de vinho para o banco de jardim.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Bairro Alto

É um centro de provas e bar de vinhos onde se encontra uma cisterna do século XVI, património arqueológico da cidade. Tem mais de 200 vinhos portugueses de pequena produção e os mais baratos custam 4€ (a copo). Também pode pedir garrafas, o ideal se for com um grupo de amigos. Para acompanhar, há queijos e enchidos, à boa maneira portuguesa. Se quiser, pode optar ainda por uma prova premium (desde 170€/duas pessoas), que inclui comentários de especialistas, cinco vinhos portugueses de topo a copo, seis variedades diferentes de queijos artesanais, seis variedades diferentes de enchidos de porco alentejano, presunto Pata Negra de cura prolongada, pão e água.

  • Restaurantes
  • Português
  • Belém

Ana Paula Marques já tinha tido uma pastelaria e José Marques, o marido, estava no negócio do mergulho mas trocou a água pelo vinho para abrir a Prova-Enoteca. É uma mercearia, garrafeira e espaço para petiscos, mas dá para ir só pelo vinho a copo. Na garrafeira há mais de 80 referências de vinhos portugueses, entre brancos, tintos, verdes ou rosés, escolhidos com a ajuda do sommelier. Pode pedir qualquer um a copo (há um taxa de serviço de 6€) e acompanhar, por exemplo, com uma tiborna (a partir de 2,50€), como a de cavala com molho pesto (3,30€), ou as mais clássicas tábuas de queijos e enchidos (desde 7,20€). Há ainda provas de vinho e workshops.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Chiado

O bar e restaurante da Rua Ivens tem a Casa Ermelinda Freitas, a produtora de vinhos da zona de Palmela, como bandeira e uma selecção invejável de vinhos. Tinto, branco, espumante, todos cabem na lista de opções, onde também não faltam petiscos e pratos, desde pimentos padrón ou cogumelos salteados com cenoura e feijão verde até amêijoas à Bulhão Pato. Mais impressionante é o candeeiro de garrafas no tecto: são 500 e demoraram mais de cinco horas a ser enroscadas uma a uma.

  • Bares
  • Enotecas
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A Wines by Heart, perto da Avenida da Liberdade, é uma garrafeira sem fronteiras, onde se faz comida amiga do vinho. As garrafas são de todos os tipos e lugares, inclusive de projectos pequenos e artesanais como o GIZ da Bairrada e ícones como o Barca Velha, de colheitas antigas. E os petiscos têm mão de Rodrigo Osório, que dirige a cozinha. Enquanto esperava que a Wines by Heart estivesse pronta, o chef brasileiro passou pelo Belcanto de José Avillez e pelo Prado de António Galapito, onde aprendeu o melhor que se faz na cozinha nacional.

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