Os oito melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa

Todas as cidades têm o seu culto de bares de jazz, lugares calmos, onde se querem bebidas longas. Estes são os melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa.
Hot Club Portugal - Banda
©DR
Por Miguel Branco |
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Encaremos isto como uma espécie de jukebox, mas em vez de chegarmos a um bar e metermos uma moeda no disco que queremos, pomos antes uma moeda no bar que queremos, pedimos uma bebida e esperamos que a nossa aposta corra bem ao nível da escolha musical. Isto partindo do pressuposto que não vamos às cegas, que sabemos o que queremos a invadir-nos os tímpanos e que, por muito que não seja a música que queríamos naquela altura, não andará longe. Os bares de jazz ocupam esse lugar, querer Chet Baker e levar com Miles Davis, querer Duke Ellington e levar com Coltrane. Nada mau. Assim se espera nestes que são os melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa.

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Os oito melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa

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Hot Club Portugal - Banda
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Noite

Hot Clube de Portugal

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

É o clube de jazz mais antigo da Europa, a funcionar na Praça da Alegria desde 1948 pela mão de Luiz Villas-Boas. A escola de jazz, agora chamada Escola Luiz Villas-Boas, fundada pelo contrabaixista Zé Eduardo e com actualmente 170 alunos, abriu anos mais tarde, em 1979. O clube de jazz está aberto ao público e tem concertos todas as semanas, de terça a sábado, entre as 22.00 e as duas da manhã. À terça há jam sessions, com um músico convidado que lidera a sessão todos os meses. Os concertos têm geralmente dois sets, um às 22.30 e outro às 00.00. A entrada para sócios costuma ser gratuita, para o público em geral varia conforme os concertos mas costuma rondar os dez euros.

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Fox Trot
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Bares

Foxtrot

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

No que à música diz respeito, o nome não engana. É um bar antigo ao estilo inglês com valet parking, o que ajuda naquela zona, e uma sala com lareira, o que ajuda no Inverno. Fica em São Bento, perto da Assembleia da República. Serve lambretas, cervejas de 15 cl, mas não tem chaimites. É um dos clássicos lisboetas, criado por Luís Pinto Coelho, empresário que morreu em 2012 e também nos deu o Procópio, A Paródia ou o Pavilhão Chinês. 

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Noite

Páginas Tantas

icon-location-pin Bairro Alto

O Páginas Tantas é um bar de jazz a valer. Prevalece na Rua Diário de Notícias, no Bairro Alto, há duas décadas e sempre com o mesmo intuito: proporcionar bons momentos e boa música. Nas paredes que envolvem o mini-palco é ver as grandes estrelas do jazz mundiais. Há música ao vivo, quase sempre em formato trio, de terça a domingo. 

A Time Out diz
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Bares

Alface Hall

icon-location-pin Bairro Alto

O Bairro Alto é dos poucos lugares onde ainda sobram bares com música ao vivo. O Alface Hall é um pequeno bar onde este conceito ainda resiste, tem aquele espírito gente-à-porta tão presente na zona, mas é ao entrar que se descobre o jazz tocado ali, a meio metro. Ao mesmo tempo é um boutique hostel com quartos duplos e dormitórios. 

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5
Bacchanal
Manuel Manso
Bares

Bacchanal

icon-location-pin Cais do Sodré

Na Roma Antiga, o bacanal era uma celebração em honra de Baco, deus do vinho, que por norma acabava em quilómetros de orgias e promiscuidade. Mas neste novo Bacchanal a ideia não é essa – a não ser que se queira enrolar com o vinho, com vinhos vários. Aí sim. E a avaliar pelos expositores do novo bar de Victor Cordeiro (que também é o proprietário do Loucos de Lisboa, no Príncipe Real), é bem possível que acabe a envolver-se com vinhos de inúmeras castas e de todas as regiões vinícolas portuguesas. Está no Cais do Sodré e a sua banda sonora varia entre o jazz e os blues, a calma que se pretende para beber vinho.  

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Fábrica braço de prata
Fotografia: Ana Luzia
Noite

Fábrica Braço de Prata

icon-location-pin Marvila

Este centro cultural instalou-se na antiga Fábrica de Material de Guerra em 2007. Mas a cantiga é uma arma e a luta por dar lugar a variadas expressões artísticas continua numa das fábricas culturais mais dinâmicas de Lisboa. Aqui há mais de uma dezena de salas, que num dia recebem concertos e noutro transformam-se em espaço de debate ou de exposições. É estar atento à programação, não são poucas as jams e os concertos de jazz no Braço de Prata. 

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7
Titanic Sur Mer
Fotografia: Ana Luzia
Noite

Titanic Sur Mer

icon-location-pin Cais do Sodré

É um dos rostos de um Cais do Sodré inundado de gente a cada fim-de-semana. Manuel João Vieira – embora possa não parecer – sabe o que faz. Agarrou num edifício que servia a lota do peixe e transformou-o num bar/sala de concertos que não podia estar mais perto do mar. O Titanic Sur Mer é o sucessor espiritual do saudoso Maxime, mas com uma programação musicalmente mais ecléctica. À segunda-feira é sempre noite de Titanic Jazz Jam, com entrada livre, das 23.00 às 02.00. 

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Café Tati
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Cafés

Café Tati

icon-location-pin Cais do Sodré

O Tati é um café acolhedor com uma decoração vintage do género “feira da ladra chic” que serve refeições ligeiras durante todo o dia. É um pouco como estar no estrangeiro, não só pelo ambiente descontraído e moderninho mas também pela cozinha que mistura várias influências. E toda a modernice pede sessões de jazz para sermos livres e praticarmos air-saxofone (se é que isto existe). É isso que acontece todos os domingos, a partir das 17.00, sempre com grupos distintos. 

Bares em Lisboa

Procopio
© ARLINDO CAMACHO
Noite, Cafés/bares

Os melhores bares históricos em Lisboa

Luís Pinto Coelho morreu em 2012, mas deixou para a história da cidade quatro dos mais emblemáticos bares da noite alfacinha. Foi ele o fundador do Procópio, d'A Paródia, do Fox Trot e do Pavilhão Chinês, que decorou com peças de uma colecção de velharias e objectos que acumulou desde a adolescência. Os quatro bares históricos em Lisboa ainda estão a funcionar. Ao mesmo estilo, apareceu também perto da Avenida de Roma o Old Vic, com mobília vinda de Inglaterra e inspirado num bar londrino, com clientes seleccionados. O actual proprietário aprendeu a fazer cocktails em cruzeiros. Já o exótico Bora-Bora serve cocktails em copos com caras que deitam fumo desde 1982, ano em que nasceu na Alameda. No Bairro Alto, o Snob, também à porta fechada, era o escritório de políticos e jornalistas. Sobra ainda o Outro Tempo Bar e o Café de São Bento. 

Cerveteca Lisboa
Fotografia: Arlindo Camacho
Noite, Cafés/bares

Os melhores bares de cerveja em Lisboa

A cevada alimenta e uma pesquisa rápida no Google vai levá-lo a sites (alguns mais duvidosos que outros) que lhe apontam alguns benefícios: para a pele, para os intestinos e até para os ossos, imagine-se. Mas se pensa que o consumo deste néctar é uma actividade demasiado banal, desengane-se. Aqui dispensamos os copos de plástico, as imperais mal tiradas e todos os parentes pobres do consumo rápido e sem grandes preceitos.  Não estamos a arranjar-lhe desculpas para beber cerveja, mas deixamos aqui vários sítios ara o fazer: são os melhores bares de cerveja em Lisboa. Do Delirium Café, no Chiado, com um número recorde de torneiras na cidade, ao tap room das Dois Corvos, com cerveja feita ali mesmo, em Marvila, é escolher um sítio para beber uma cerveja artesanal ao final do dia. 

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gin lovers
©DR
Bares

Dez bares para beber gin em Lisboa

Se agora pode chegar a chatear, dada à insistente loucura em torno desta bebida espirituosa, lembremos que foi esta moda que nos permitiu dizer adeus ao gin tónico de copo alto, com gelo até cima, gin barato ou martelado e tónica já aberta e sem gás. E nessa medida nunca serão suficientes as nossas palavras, nem os nossos artigos. Já é possível beber bom gin, e em alguma quantidade, e não acordar como se se tivesse sido atropelado. A lista que se segue dá-lhe dez sugestões de bares para beber um gin em Lisboa. Com os botânicos e sabores de que mais gosta, claro.  

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