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Nirvana
Photograph: Stephen Sweet/REX/Shutterstock

As melhores músicas dos anos 90

O grunge, o trip-hop, o britpop. Foi com estas e outras linhas que se coseram algumas das melhores músicas dos anos 90

Escrito por
James Manning
,
Michael Curle
,
Tristan Parker
,
Jon Cook
e
Andrzej Lukowski
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A nostalgia dos anos 90 está aí em força – não é por acaso que as festas Revenge of the 90’s são tão populares. Mas nesta lista não há lugar para a "Falésia do Amor" dos Santamaria nem a "Macarena" dos Del Rio. Estas são as melhores músicas dos anos 90 e não é preciso desempoeirar o Discman ou o MiniDisc, nem reinstalar o Napster, para as ouvir. Do grunge dos Nirvana ao trip-hop dos Portishead e dos Massive Attack, passando pelo french touch dos Daft Punk ou a britpop dos Pulp e dos Blur.

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As melhores músicas dos anos 90

1. “Smells Like Teen Spirit”, Nirvana

“Smells Like Teen Spirit” foi a canção que deu a ouvir os Nirvana ao grande público. O single de Nevermind rebentou em 1991 e transformou-se, passado pouco tempo, no hino confuso, zangado e displicente de uma geração. O icónico teledisco de Samuel Bayer é tão anárquico, perturbador e memorável como a canção.

2. “Common People”, Pulp

“Common People” não é apenas um ponto alto na carreira dos Pulp; é uma canção universal, uma crónica social e de costumes com batida disco-sound e um riff imune à passagem do tempo. E reza a lenda que a miúda grega com sede de conhecimento que inspirou a canção acabou por se casar com o economista e ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis. 

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3. “Rid of Me”, PJ Harvey

Não foram só os Nirvana que responderam ao sucesso de um disco marcante dos anos 90 com um álbum ríspido gravado por Steve Albini. Meses antes de In Utero, PJ Harvey fechou-se com o ex-Big Black para gravar o segundo álbum, Rid of Me. A faixa-título é um violento lamento em forma de blues-rock eléctrico.

4. “Da Funk”, Daft Punk

Nos dias que correm, é fácil de esquecer que, antes de os Daft Punk começarem a tocar com Pharrell e a fazer bandas sonoras para desfiles de moda, eles produziram um disco de house do caraças chamado Homework. Que reflectia e se alimentava de anos e anos de música electrónica, mas também tinha algo de novo e incrível para dizer. Como em “Da Funk”.

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5. “Glory Box”, Portishead

Não será exagerado dizer que nos anos 90 Bristol era uma das cidades mais importantes do planeta, musicalmente falando. No centro de tudo estavam os Portishead, que ajudaram a definir o trip-hop. Combinando batidas de hip-hop e linhas de baixo pulsantes com samples de soul e jazz e a voz torturada de Beth Gibbons. E ”Glory Box" mostra o grupo no seu melhor.

6. “Never Forget”, Take That

Poucas boy bands dos anos 90 emprestaram as vozes e os corpos a tantas canções pop clássicas como os Take That – se não acreditam, oiçam uma colectânea de grandes êxitos deles. Só é pena que tenham implodido quando estavam a entrar no seu melhor momento de forma. "Never Forget", com o seu piscar de olhos a "You Can’t Always Get What You Want" dos Rolling Stones, é o ponto alto da sua carreira.

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7. “Soon”, My Bloody Valentine

"Shoegaze" nunca foi um termo lá muito bom para o som nebuloso, barulhento e ensurdecedor criado entre o final dos 80s e início de 90s pelos My Bloody Valentine e seus correlegionários. Grupos como os Ride, Slowdive ou Lush, entre outros, fizeram coisas maravilhosas com ruído e melodia, mas “Soon” (do epocal álbum Loveless) foi de longe a melhor canção produzida neste comprimento de onda. E continua a ser maravilhosa.

8. “Beetlebum”, Blur

Sim, a "Beetlebum". Quem quiser uma canção para cantar a fogueira tem a “Tender”; se a ideia é partir tudo nada bate a “Song 2”; e não há melhor canção britpop para cantar (e ouvir) com os copos do que “Parklife”; mas “Bettblebum” mostra os Blur no seu melhor, combinando a canção britânica clássica com um rock esquisito e desalinhado.

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9. “Waterfalls”, TLC

Mais de duas décadas antes de Kanye West trabalhar com Paul McCartney, já as TLC andavam de roda dele, salvo seja. Na sua mais conhecida canção, “Waterfalls”, pegaram numa balada de McCartney dos anos 80 e fizeram o seu próprio drama urbano, com um refrão memorável e versos que abordam, sem medos, temas como a toxicodependência, homicídio e sida.

10. “Unfinished Sympathy”, Massive Attack

Os Massive Attack vão ser para sempre recordados como pioneiros do trip-hop. Para o bem e para o mal. Mas a sua canção mais conhecida não encaixa bem no género. "Unfinished Sympathy" é uma balada melancólica, mas cheia de groove e polvilhada de samples. Cada elemento perfeitamente colocado, das cordas épicas à voz poderosa de Shara Nelson, passando pela percussão – ainda capaz de causar arrepios.

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