FESTIVAIS - MEO
D.R.

Os concertos a não perder em 2024 em Lisboa

O ano já vai a meio, mas temos datas marcadas na agenda até ao fim de 2024. Estes são alguns dos concertos a não perder.

Luís Filipe Rodrigues
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Há sempre música entre nós, como diz a canção. O que, neste caso, quer dizer que há sempre concertos em Lisboa que vale a pena ver e ouvir. É verdade que o melhor provavelmente já passou como a estreia nacional de Taylor Swift ou o debute da reggaetonera Karol G –, mas o calendário continua carregado de grandes espectáculos na segunda metade do ano. E ainda não sabemos tudo o que nos espera. Das datas consecutivas de Travis Scott na MEO Arena às múltiplas visitas de Rodrigo Amarante ao B.Leza, eis alguns dos concertos a não perder em 2024 em Lisboa.

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Os concertos em Lisboa a não perder em 2024

  • Música
  • Festivais de música
  • Cascais

Onde? Parque Marechal Carmona e Hipódromo Manuel Possolo (Cascais) 
Quando? 9-31 Jul (Ter-Qua)

O Parque Marechal Carmona e o Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais, continuam a receber o agora Ageas Cooljazz. O festival de Cascais arrancou com os franceses Air a revisitarem o clássico Moon Safari (9) e termina com mais um concerto de Jamie Cullum (31). Pelo meio, tocam Chaka Khan (10), Dino D’Santiago e Maro (19), Diana Krall (26), Marina Sena (27) e Fat Freddy’s Drop (30).

  • Música
  • Santa Maria Maior

Onde? Coliseu dos Recreios
Quando? 17 Jul (Qua)

Histórica formação da música gótica britânica, a celebrar por estes dias 40 anos de carreira. No Coliseu dos Recreios, os homens vão tocar temas dos seus 11 álbuns, do pós-punk inicial ao hard rock de agora.

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  • Música
  • Festivais de música
  • Grande Lisboa

Onde? Herdade do Cabeço da Flauta (Meco) 
Quando? 18-20 Jul (Qui-Sáb)

  • Música
  • Benfica/Monsanto

Onde? Palácio Baldaya
Quando? 21 Jul (Dom)

Pioneiro do hip-hop carioca. Começou a rimar no início dos 90s, quando fundou com Skunk (1967-1994) os Planet Hemp, nome crucial do rap-rock brasileiro; e lançou-se a solo no final uns anos depois. Desde então, lançou mais de uma dezena de discos, a solo e com a sua banda. Iboru (2023) é o mais recente e a desculpa para subir ao palco do Palácio Baldaya.

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  • Música
  • São Sebastião

Onde? Sagres Campo Pequeno
Quando? 23 Jul (Ter)

Crooner rockabilly com 67 anos nas pernas e uma carreira que se prolonga há mais de quatro décadas, em cima dos palcos mas também à frente das câmaras. Vem cantar “Wicked Game” e outros clássicos ao Sagres Campo Pequeno.

  • Música
  • Pop
  • São Sebastião

Onde? Palácio Baldaya
Quando? 21 Jul (Dom)

Pioneiro do hip-hop carioca. Começou a rimar no início dos 90s, quando fundou com Skunk (1967-1994) os Planet Hemp, nome crucial do rap-rock brasileiro; e lançou-se a solo no final uns anos depois. Desde então, lançou mais de uma dezena de discos, a solo e com a sua banda. Iboru (2023) é o mais recente e a desculpa para subir ao palco do Palácio Baldaya.

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  • Música
  • Jazz
  • São Sebastião

Onde? Fundação Gulbenkian
Quando? 1-11 Ago (Qui-Dom)

Pela primeira vez em muitos anos, o festival de free jazz da Fundação Gulbenkian começa e termina em Agosto. As actuações do quarteto de guitarras de Bill Orcutt; da banda Being & Becoming, liderada por Peter Evans; e da Fire! Orchestra de Mats Gustafsson, no encerramento, são imperdíveis. Mas há muitos outros concertos relevantes, a começar pela apresentação do álbum For Mahalia, With Love do Red Lily Quintet de James Brandon Lewis, logo na quinta-feira, dia 1.

  • Música
  • Parque das Nações

Onde? MEO Arena
Quando? 2-4 Ago (Sex-Dom)

Mediático rapper de Houston, no Texas. Está na estrada desde Outubro do ano passado, a apresentar o disco Utopia, lançado em Julho de 2023 – menos de um mês depois de ter actuado pela segunda vez em Portugal, no festival Rolling Loud, em Portimão. E está prestes a regressar ao país para três concertos na MEO Arena.

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  • Música
  • Festivais de música
  • Grande Lisboa

Onde? Parque Urbano da Costa da Caparica
Quando? 15-18 Ago (Qui-Dom)

O Sol da Caparica tem novos organizadores, mas o seu cartaz continua a coser-se com as mesmas linhas. T-Rex, Calema e Xutos & Pontapés destacam-se num alinhamento que inclui outros artistas lusófonos, um pouco mais fora do baralho, como Fogo Fogo, José Pinhal Post-Mortem Experience, Linda Martini e não só.

  • Música
  • Folk, country e blues
  • Santa Maria Maior

Onde? Coliseu dos Recreios
Quando? 28 Ago (Qua)

Cantor e compositor australiano de uma música acústica e consciente, apelando a causas, bebendo do reggae e da folk anglo-saxónica. Volta a Portugal com um novo EP, Freedom Sessions, pronto para ser tocado no Coliseu dos Recreios. 

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  • Coisas para fazer
  • Festivais
  • Marvila

Onde? Parque da Bela Vista
Quando? 29-31 Ago (Qui-Sáb)

É o último grande festival do Verão europeu, com argumentos de peso para nos levar ao Parque da Bela Vista. A começar pelos reunidos LCD Soundsystem e a adição de The Postal Service + Death Cab For Cutie. Massive Attack, Sam Smith, Jungle, The Smile, Ana Moura e Glockenwise também se destacam.

  • Música
  • Música ao vivo
  • Grande Lisboa

Onde? Quinta da Atalaia
Quando? 6-8 Set (Sex-Dom)

A organização não gosta que se equipare a Festa a mais um festival de Verão, mas é o que é para boa parte do público – mesmo que seja efectivamente muito mais do que isso. Um festival, dos bons. Com muita música para ouvir, de Sérgio Godinho e Capicua aos Garotos Podres, passando por The Legendary Tigerman e Valete.

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  • Música
  • Avenida da Liberdade
The Tallest Man On Earth
The Tallest Man On Earth

Onde? Capitólio
Quando? 10 Set (Ter)

Kristian Matsson apresenta-se como The Tallest Man on Earth, apesar de ter pouco mais de 1,70 m – um minorca ao lado do turco Sultan Kösen, o homem mais alto do mundo segundo  o Guinness, com uns colossais 2,51 m. É só mais uma prova de que não se pode acreditar nas histórias contadas por cantautores folk como este que vem apresentar o disco Henry St.

  • Música
  • Brasileira
  • Santa Maria Maior

Onde? Coliseu dos Recreios
Quando? 15 Set (Dom)

Veterano artista brasileiro, revelado ao lado dos Secos & Molhados no início dos anos 70. Não tardou a lançar-se a solo e impor-se como um dos maiores vultos da música brasileira. Na actual digressão, que passa pelo Coliseu dos Recreios, revisita algumas das suas mais populares canções e repertório alheio.

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  • Música
  • Avenidas Novas

Onde? Culturgest
Quando? 18 Set (Qua)

Sete anos depois da última passagem por Portugal e da edição do disco The Centre Cannot Hold, o músico e compositor australiano regressou aos álbuns com Scope Neglect, e volta a Lisboa em Setembro, acompanhado por Greg Kubaki (guitarra) e Tarik Barri (luzes, vídeo). 

  • Música
  • Cais do Sodré

Onde? B.Leza
Quando? 23-25 Set (Seg-Qua)

Venerável cantor e compositor brasileiro. Começou por tocar indie rock com Los Hermanos, antes de se dedicar à recuperação do samba de gafieira com a Orquestra Imperial, e de zarpar para os Estados Unidos, onde se juntou ao ícone freak-folk Devendra Banhart e formou o supergrupo Little Joy com Fab Moretti (The Strokes). Está sozinho desde a década passada e continua só neste regresso a Portugal, para uma série de concertos intimistas.

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  • Música
  • São Sebastião

Onde? Culturgest
Quando? 27 Set (Sex)

Cantora britânica altamente popular na década de 80. Não parou de cantar e gravar discos desde então, mas sem o mesmo sucesso. O último, Here Come the Aliens, saiu em 2018. E vamos ouvir algumas dessas canções no Sagres Campo Pequeno, mas a maioria são hits.

  • Música
  • Punk e metal
  • Parque das Nações

Onde? MEO Arena
Quando? 26 Out (Sáb)

A mais viajada banda de metal portuguesa tocou pela primeira vez no Pavilhão Atlântico em Novembro de 1998, a abrir para Marilyn Manson. Mais de 25 anos depois, estreia-se em nome próprio na maior sala de concertos do país, acompanhada pela Orquestra Sinfonietta de Lisboa.

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  • Música
  • Pop
  • Parque das Nações

Onde? MEO Arena
Quando? 2 Nov (Sáb)

Jovem (mas já muito premiado) multi-instrumentista britânico que pega no jazz e faz música para as massas. Na MEO Arena, apresenta o quarto volume da série Djesse, editado este ano.

  • Música
  • Parque das Nações

Onde? MEO Arena
Quando? 23 Nov (Sáb)

Banda alemã de rock pesado e vagamente alternativo. Fez mossa em Portugal na viragem do século, antes do nu-metal começar a perder qualquer relevância. O último disco, Offline, saiu há dez anos. Mas é para recordar as canções de Proud Like a God (1997) e Don't Give Me Names (2000) que a maioria se vai dirigir à MEO Arena, embalada por uma vaga nostalgia nu-metálica.

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  • Música
  • Pop
  • Parque das Nações

Onde? MEO Arena
Quando? 20 Nov (Qua)

Bryan Adams adora Portugal. E há um número considerável de portugueses que o adora de volta e continua a encher as salas onde o baladeiro canadiano toca, mais de 30 anos depois do seu pico de popularidade, nas décadas de 1980 e 90. Em Novembro, volta a esgotar a MEO Arena.

Mais música para os seus ouvidos

  • Música

A autorreferência é um mecanismo relativamente banal na arte. Por exemplo, poemas que se queixam de como as palavras não lhes bastam para dizerem tudo o que precisam dizer, é mato. Nos textos cantados é especialmente frequente encontrar esse tipo de truque estilístico, em particular em canções que se põem a falar sobre canções de amor para, de forma mais ou menos discreta, fingirem que não são elas próprias canções de amor, bajoujas e piegas como todas as canções de amor devem ser.

  • Música

A história da música popular está recheada de versões de canções que já tinham alcançado sucesso noutra vida. Genericamente, é disso que falamos quando falamos em covers. Mas a coisa torna-se bem mais surpreendente quando o factor sucesso sai da equação – ou, melhor ainda, quando ele está virado ao contrário e descobrimos versões que triunfaram sobre originais obscuros. A lista que se segue reúne uma dúzia de covers que eclipsaram por completo as versões primitivas, mesmo em casos onde elas tinham gozado já de relativo êxito. Mas foram estas interpretações que se impuseram na memória colectiva, a ponto de a maioria de nós as tomar hoje por originais.

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  • Música

No tempo em que não havia Internet e a globalização ainda se fazia ouvir com delay, era comum uma canção fazer sucesso numa língua, sem que a maioria do público alguma vez percebesse que estava a trautear uma toada estrangeira. O caso mais frequente, como se adivinha, é o de uma canção que se celebriza em inglês apesar de ter sido composta em italiano, francês ou outra língua que não gruda bem nos ouvidos americanos. Mas não só. Por exemplo, “Les Champs Élysées”, que foi popularizada por Joe Dassin, fez o percurso contrário.

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