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'Gambito de dama'
Foto: Netflix

As 46 melhores séries na Netflix

São as melhores séries disponíveis na Netflix em Portugal. Tudo o que tem de fazer é sentar-se e escolher.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Chegou timidamente aos nossos ecrãs mas hoje seria difícil imaginarmo-nos sem ela. Entre conteúdos originais de grande qualidade e outros que foram aproveitados (ou mesmo ressuscitados), a Netflix parece não querer abrandar no número de entretenimento disponibilizado e está, continuamente, a trazer-nos apostas dignas de binge watching. Títulos como Gambito de DamaOzark, Stranger Things ou The Crown mostram bem aquilo em que a plataforma trabalha, e outros como Breaking Bad Arrested Development são óptimos exemplos de como levar audiência ao seu moinho (o streaming) por meios comprovados. A apontar-lhe alguma coisa, será a oscilação de conteúdos: estamos sempre na vertigem de ver a nossa série favorita desaparecer do catálogo. Por isso, não perca tempo: prepare-se para uma maratona e siga estas sugestões das melhores séries para ver na Netflix.

Recomendado: as melhores séries para ver na HBO

As 46 melhores séries para ver na Netflix

A Maldição de Bly Manor

Um casarão isolado no campo, um par de crianças estranhas, uma perceptora zelosa, aparições sobrenaturais. Eis os principais ingredientes desta versão modernizada e expandida do clássico The Turn of the Screw, de Henry James, que preserva o essencial da estrutura do livro, é fiel aos preceitos da tradição da ghost story à inglesa e introduz na história original uma forte e melancólica nota romântica

Adventure Time

A maravilhosa série animada de Pendleton Ward é um dos objectos culturais mais importantes da década passada. Com o dedo no zeitgeist, esta ficção pós-apocalíptica sobre as aventuras de um rapaz e o seu cão num mundo mágico desconstrói e recontextualiza os contos de fadas clássicos e a ficção fantástica e, apesar de aparentemente ser para crianças, é uma meditação adulta sobre um mundo à beira do fim.
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After Life

Há alguma forma de falarmos de suicídio sem ficarmos nervosos? Sem surpresa, Ricky Gervais mostrou-nos que sim. After Life, escrita, realizada e protagonizada pelo criador de The Office, é uma comédia dramática, às vezes difícil de se ver, sobre um homem em sofrimento. Fica até difícil de se falar em comédia quando o tema no centro de tudo é tão pesado, mas Gervais quebra as regras, uma vez mais, e desmistifica tudo o que pensamos saber sobre televisão.

Archer

Na mais recente temporada, Archer voltou a ser a série de espiões pós-moderna que era dantes. Um casamento miserável (e passivo-agressivo), ainda que brilhante, entre 007 e Arrested Development. Mas, ao longo dos últimos anos, foi muitas outras coisas, incluindo uma paródia de Miami Vice, uma homenagem ao cinema noir, uma aventura pulp e ficção científica espacial. Sem nunca perder a sua identidade, nem a qualidade.

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Arrested Development

Foram exibidos 53 episódios desta sitcom pós-moderna e com tendência para quebrar normas narrativas entre 2003 e 2006, nos Estados Unidos. Três temporadas, ou melhor, duas e meia, antes de a série ser cancelada sem cerimónias pela Fox. Chegava ao fim uma das mais brilhantes comédias americanas. Ou não. Em 2013, quase dez anos depois da estreia do primeiro episódio, uma quarta temporada chegou à Netflix. E entre 2018 e 2019 foi exibida a quinta e última.

Better Call Saul

Better Call Saul deixou de viver à sombra de Breaking Bad, apesar dos seus mundos se confundirem cada ,para gáudio dos fãs. A série de Vince Gilligan é o ideal para matar saudades de Breaking Bad, e não é apenas pelas personagens, mas pelo simples facto de se tratar de televisão de qualidade com interpretações valentes de Bob Odenkirk (Saul), Jonathan Banks (Mike) e Giancarlo Esposito (Gus).

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Big Mouth

A adolescência é um lugar estranho. E, para muitos, difícil. Mas convenhamos que é uma fonte inesgotável de material cómico, mais e menos doce, muitas vezes grosseiro, como atestam inúmeras séries e filmes. Esta série animada foi criada pelo humorista Nick Kroll e o seu amigo de infância Andrew Goldberg, nome ligado a Family Guy e American Dad, e segue um grupo de amigos que enfrenta a estranheza de crescer.

Black Mirror

Charlie Brooker é o autor de uma das séries mais relevantes dos últimos anos. Neste caso, uma antologia de ficção científica com actores e enredos diferentes em todos episódios, à moda de A Quinta Dimensão, mas sintonizada com o espírito dos tempos – a ansiedade e dependência tecnológicas e a sua intercepção com o espaço público são recorrentes. Começou no Channel 4 britânico, mas à terceira temporada passou para a Netflix e lá continua.

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Black Sails

Criada por Jonathan E. Steinberg Robert Levine, esta série norte-americana funciona como uma prequela – passa-se cerca de duas décadas antes – de A Ilha do Tesouro, o romance de aventuras de Robert Louis Stevenson. Black Sails centra-se num grupo de piratas que operam em Nassau, nas Bahamas: o capitão Charles Vane, o governador Woodes Rogers, Jack Rackham e Anne Bonny.

Bloodline

Dos criadores de Damages, Bloodline é um thriller dramático que explora os demónios à espreita sob a superfície de uma família americana contemporânea. Os Rayburns são pilares da sua comunidade de Florida Keys, mas o seu passado contém segredos sombrios que eles esperam que permaneçam enterrados. O que nem sempre é fácil.

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BoJack Horseman

Poucas séries retratam a depressão de uma forma tão genuína e destemida como BoJack Horseman – um feito notável quando falamos de uma comédia animada sobre um cavalo antropomórfico que é uma estrela de televisão tornada irrelevante pelo tempo. Mas não é só isso que a torna especial. Criada por Raphael Bob-Waksberg, com Will Arnett, Amy Sedaris, Alison Brie, Paul F. Tompkins e Aaron Paul nos papéis principais, é verdadeiramente hilariante, uma brilhante e bem escrita sátira de Hollywood.

Breaking Bad

Digamos o que dissermos, sem Breaking Bad Bryan Cranston não tinha tanto mediatismo. Se calhar, nem sequer tinha uma biografia. E apostamos que não é exagero dizer que Walter White foi o nosso bandido preferido durante anos, aquele que nos fazia companhia em serões desconcertantes. Um professor de química, que após lhe ser diagnosticado cancro, percebe que fazer e traficar metanfetaminas pode ser um fim de vida mais divertido. Cinco temporadas de ficar sem unhas para roer.

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Brooklyn Nine-Nine

Jake Peralta (Andy Sandberg) é um talentoso polícia com um registo de detenções invejável, ainda que um pouco calão. Isso muda quando o capitão Ray Holt (Andre Braugher), um homem com muito a provar, se torna o novo comandante da 99ª esquadra de Brooklyn. Enquanto Holt lembra Peralta de respeitar o distintivo, Amy Santiago (Melissa Fumero), uma colega super competitiva, começa a aproximar-se do histórico de detenções. Algo que fará mexer o nosso herói numa direcção atabalhoada e de gargalhadas garantidas.

Dark

À terceira e última temporada, Dark chega à sua alucinante conclusão, ultrapassando os conceitos de espaço e tempo. Ao aterrar num novo mundo, Jonas tenta decifrar o que significa esta versão de Winden para o seu próprio destino, enquanto os que ficaram para trás têm de encontrar uma forma de quebrar o ciclo que não interfere apenas com o tempo, mas também com o espaço. Dois mundos. Luz e trevas. E no centro de tudo, uma trágica história de amor de proporções épicas. 

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Demolidor

Esta série de acção contemplativa, ainda que violenta, subiu a fasquia para os super-heróis na televisão. Tirou-as do (cada vez maior e mais lucrativo) nicho geek e mostrou que podiam ser séries de prestígio e qualidade, bem filmadas e capazes de chegar a toda a gente. A primeira temporada, criada por Drew Goddard e ancorada na relação antagónica entre o Demolidor (Charlie Cox) e Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio), continua a ser a melhor.

Family Business

Quando a história de Family Business começa, Joseph, de 35 anos, trabalha no moribundo talho kosher de Paris que o pai lhe confiou. Com o talho crivado de dívidas e pouquíssima clientela, Joseph ouve certo dia que o governo vai legalizar o consumo de marijuana. Assim, mobiliza toda a família e os amigos mais chegados para mudar de ramo radicalmente e transformar o talho kosher Hazan naquilo que ele passa a referir como a “loja potcher Hazan”.

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Formula 1: Drive To Survive

Ser piloto de Fórmula 1 pode parecer fácil. Receber milhões para conduzir uma máquina mais parecida a um avião do que propriamente a um carro encanta miúdos e graúdos. Mas há um lado que não aparece nas câmeras. Rivalidades, desaires, consagrações, dificuldades técnicas, acidentes, pressão para ser bem sucedido; é isto que cabe em Formula 1: Drive to Survive, a série produzida por James Gay-Rees (Amy, Senna) que acompanha o percurso de vários pilotos.

Fuga para o Lago

Veio da Rússia esta série sobre uma pandemia mortífera, sem mortos-vivos nem elementos sobrenaturais. Um vírus desconhecido eclode em Moscovo, matando as pessoas em poucos dias, e espalha-se pelo país. A autoridade estatal esboroa-se e um grupo de moscovitas foge para um lago distante onde um deles tem uma casa numa ilha. Aqui, os monstros não são zombies, mas sim os nossos semelhantes, de rédea solta.

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Gambito de Dama

Anya Taylor-Joy é Beth Harmon, uma órfã que, aos nove anos, nos EUA da década de 60, aprende a jogar xadrez, revelando-se um prodígio de nível mundial. A caracterização emocional e mental de Beth enquanto génio enxadrístico, com as suas carências, adições e idiossincrasias, é perfeita, tal como a recriação da época, a pintura do ecossistema do xadrez e dos que o habitam, e a verosimilhança das partidas.

Godless

É na década de 80 do século XIX que o líder criminoso Frank Griffin (Jeff Daniels) abre caça ao ex-protegido Roy Goode (Jack O'Connell), depois deste deixar o seu gangue. Pelo caminho, cego pela vingança, Frank e o grupo aterrorizam e matam quem se atravesse no caminho. A perseguição leva-o até La Belle, no Novo México – uma cidade que, depois de um desastre numa mina, é habitada praticamente só por mulheres.

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House of Cards

Foi a primeira série original a meter o nome da Netflix no mapa, em 2013. Criada por Beau Willimon, a partir de uma minissérie da BBC de 1990, girou durante cinco temporadas em torno de Frank Underwood, interpretado por Kevin Spacey até seu ao despedimento, depois de ter sido acusado de assédio sexual. Na sexta e última temporada, a protagonista é Robin Wright, vulgo Claire Underwood, a sua mulher e a presidente dos Estados Unidos.

Maniac

A oscarizada Emma Stone é a protagonista desta minissérie de dez episódios, ao lado de Jonah Hill, que também já foi nomeado para um Óscar. Além disso, o realizador é Cary Fukunaga, que filmou a primeira temporada de True Detective. E este trio maravilha faz magia nesta estranha série sobre um ensaio clínico que promete curar todos os problemas (mentais e emocionais) dos pacientes. Mas as coisas não são tão simples como parecem.

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Master of None

Dez curtas-metragens. Foi assim que o co-criador Alan Young se referiu, em 2015, aos dez primeiros episódios de Master of None – e esta descrição assenta ainda melhor à segunda temporada. Quando se vê a série de Aziz Ansari, que além de protagonista é também o principal argumentista e um dos realizadores, percebe-se porquê. Há um arco narrativo global, mas cada episódio é um objecto estética e narrativamente singular, que pode ser visto independentemente dos restantes.

Mindhunter

Entrevistar assassinos para perceber o que os move é o mote desta série criada por Joe Penhall e dirigida por David Fincher, entre outros realizadores. Baseada numa história verídica, com assassinos de que já ouvimos falar, MINDHUNTER centra-se nos agentes Holden Ford (Jonathan Groff) e Bill Tench (Holt McCallany), da Unidade de Ciência Comportamental do FBI, juntamente com a psicóloga Wendy Carr (Anna Torv). Uma série negra e tensa, sem nunca ser demasiado explícita.

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Narcos

Não é possível falar de Narcos sem falar de Pablo Escobar, muito por causa da interpretação do brasileiro Wagner Moura. Foi em torno do patrão do cartel de Medellín que a série foi erguida e orbitou ao longo das duas temporadas. Até que ele morreu. Mas, na ficção como na realidade, a vida continuou e o narcotráfico também, obrigando os criadores a seguir outros caminhos como o spin-off Narcos: Mexico.

O Método Kominsky

Michael Douglas e Alan Arkin justificariam só por si a entrada desta série na lista. Dois senhores que habitualmente não vemos na televisão e que se juntaram nesta comédia que podia muito bem ser a história dos dois. Criada por Chuck Lorre (Dois Homens e Meio ou A Teoria do Big Bang), O Método Kominsky consegue pôr-nos a rir sobre um tema que tanto nos assusta: envelhecer. Não faltam conversas sobre a próstata, o viagra e a morte.

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Orange Is The New Black

Inspirada pelo livro Orange Is the New Black: My Year in a Women's Prison, de Piper Kerman (na série Piper Chapman, interpretada por Taylor Schilling), a série de Jenji Kohan mostra a vida como ela é atrás das grades. E não tem medo de abordar questões de raça, género, privilégio e orientação sexual, entre vários assuntos pertinentes como o stress pós-traumático de guardas prisionais. 

Os Malucos do Circo dos Monty Python

Isto até pedia um hashtag, mas por respeito a Terry Jones, Michael Palin, Eric Idle, John Cleese, Graham Chapman e Terry Gilliam não o faremos. Emitida de 1969 a 1974 na BBC, esta Monty Python’s Flying Circus (Os Malucos do Circo, chamaram-lhe em Portugal) é certamente dos objectos mais míticos que a comédia ja concebeu enquanto estilo. Um sem fim de sketches que aniquila, com um estilo inigualável, toda a sociedade britânica, os seus costumes e politiquices.

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Ozark

Jason Bateman tem os fãs de Breaking Bad pelo beicinho. O actor, produtor executivo e realizador ocasional de Ozark conseguiu montar um universo de pesadelo para uma família de classe média, forçada a lavar dinheiro aos milhões e milhões de dólares, só para se manter à tona. Sobreviver. Não ser degolada nem desfeita em ácido pelos operacionais do “segundo maior cartel do México”. Uma família obrigada a mudar-se do conforto de Chicago para a costa de um vasto lago artificial no Missouri, os Ozarks, onde rednecks e hillbillies estão longe de ser cordeirinhos bem mandados, mesmo se o termo de comparação são os implacáveis narcotraficantes do outro lado da fronteira.

Peaky Blinders

Chegou em 2013 e tornou-se, desde então, referência do pequeno ecrã. Peaky Blinders é uma espécie de Boardwalk Empire mas do lado de cá do Atlântico e conta-nos uma história de crime, violência e stress pós-traumático, acompanhando a história e evolução do Reino Unido no período entre as duas guerras mundiais. Tudo isto a partir do ponto de vista de um gangue de criminosos baseado na realidade – os Peaky Blinders do título.

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Sex Education

Criada por Laurie Nunn para a Netflix, Sex Education é uma comédia adolescente à moda americana, apesar da sua localização e elenco britânicos. Conta a história de Otis Milburn (Asa Butterfield), um adolescente desajeitado e desconfortável com a sua própria sexualidade, mas óptimo a aconselhar os colegas da escola e a resolver os problemas sexuais e amorosos alheios. Até ao dia em que, ele próprio, descobre o amor e se rende aos prazeres carnais. A segunda temporada chegou em Janeiro do ano passado à Netflix e está já acordada uma terceira, para 2021.

Sherlock

Nesta versão contemporânea das histórias do detective de Sir Arthur Conan Doyle, o Dr. John Watson é um veterano de guerra recém-chegado do Afeganistão. Já em solo britânico, Watson cruza caminho com o brilhante mas excêntrico Holmes, quando este, que actua como consultor da Scotland Yard, anuncia uma vaga para dividir um apartamento. Assim que os dois se mudam para Baker Street, começa uma vaga de mistérios por resolver.

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Sons of Anarchy

A história começa com Jax, Clay (Ron Perlman) e quatro dos seus irmãos a saírem em liberdade condicional após 14 meses na prisão. Mas enquanto os seus companheiros do Sons of Anarchy Motorcycle Club Redwood Original (SAMCRO) os recebem de braços abertos, os rapazes vão descobrir que nem tudo está como era. Esta série vencedora de um Globo de Ouro é uma experiência imersiva, repleta de crime e violência.

South Park

A já clássica sitcom animada de Trey Parker e Matt Stone está disponível na Netflix desde o final de 2019. Mas com um asterisco: por enquanto, só se encontra uma pequena fracção dos mais de 300 episódios da série no serviço de streaming. É o suficiente para uma pessoa se rir e matar saudades da pandilha de South Park, mas está longe, muito longe, de ser melhor maneira de acompanhar as suas aventuras.

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Stranger Things

Foi um dos maiores fenómenos da Netflix e quando se estreou, em 2016, parecia que ninguém falava de outra coisa. Criada pelos irmãos Duffer, que antes tinham trabalhado na adaptação de Wayward Pines, é uma série de ficção científica nostálgica e encantadora que nos leva de volta para os anos 1980, com constantes citações e referências à década, dos filmes da Amblin e de Steven Spielberg ao terror de John Carpenter e aos retratos da adolescência de John Hughes. O plano é que a quarta temporada chegue em 2021.

Suits

Suits conta a história de Mike Ross, um jovem brilhante que ganhava a vida a fazer exames de acesso à Ordem dos Advogados para outras pessoas. Um dia, Ross tropeça numa entrevista para uma das firmas mais reputadas de Manhattan, a Pearson-Hardman, e conhece Harvey Specter, uma das estrelas legais da empresa, que relutantemente o acaba por contratar. Contudo, ambos sabem o risco que enfrentam, já que Ross não é, oficialmente, um advogado. 

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Sunderland 'Til I Die

O Sunderland é um histórico do futebol. Seis vezes campeão inglês (a última das quais em 1936) e cinco vezes campeão da segunda divisão (a última das quais em 2007), o clube caiu vertiginosamente para a terceira divisão, em apenas duas épocas. Mudanças de dono, deserções, desespero. Há de tudo. E o drama fornece bom material para televisão. No entanto, é o facto de se centrar nos adeptos inabaláveis desta cidade operária que torna a série tão especial. O futebol é um milagre – e a prova está aqui.

The Crown

Criada e escrita maioritariamente por Peter Morgan, The Crown cresceu do filme The Queen, de Morgan, em 2006, e da peça de teatro The Audience, de 2013, traçando a vida da rainha Isabel II desde o seu casamento, em 1947, até ao presente. Claire Foy retratou a monarca ao longo das duas primeiras temporadas, mas foi substituída por Olivia Colman na terceira e na quarta. Nas próximas, Imelda Staunton vai herdar o papel.

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The End of the F***ing World

Inspirada na fulgurante banda desenhada (quase) homónima de Charles Forsman, The End of the F***ing World é uma história de violência e amor adolescente. Aliás, é uma história de amor, estrada e violência (por esta ordem), uma narrativa tipicamente americana, transferida para o Reino Unido nesta adaptação – é uma das muitas liberdades criativas tomadas pelo argumentista Charlie Covell. Protagonizada por Alex Lawther (James) e Jessica Barden (deslumbrante no papel de Alyssa).

The Last Dance

Esta série de dez episódios centra-se na temporada 1997/98 dos Chicago Bulls, uma das melhores e mais profícuas equipas de basquete da história, à medida que os jogadores se aproximam de conquistar o sexto campeonato da NBA em oito anos. Fazendo uso de imagens nunca antes vistas, captadas por uma equipa de filmagem que os acompanhou durante toda a temporada, os espectadores têm um vislumbre dos bastidores do pináculo da dinastia encabeçada por Michael Jordan, Scottie Pippen ou Dennis Rodman.

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The People v. O.J. Simpson – American Crime Story

Baseada em factos verídicos, este spin-off de American Horror Story trouxe-nos a história do ex-jogador de futebol americano Orenthal James Simpson, aqui interpretado por Cuba Gooding Jr., acusado de assassinar a mulher, Nicole Brown e um amigo desta, Ronald Goldman. O que aconteceu de seguida foi um circo mediático e judicial que levou à absolvição de O.J., contra a opinião popular, e o descrédito do ex-atleta, que viria a ter problemas com a justiça ao longo de várias décadas. O caso chocou a América e fez de O.J. um dos nomes infames da história do desporto.

The Witcher

Com base nos livros de culto do polaco Andrzej Sapkowski, The Witcher, que antes de chegar à televisão fez sucesso como jogo de vídeo, conta a história de Geralt de Rivia (Henry Cavill), um caçador de monstros solitário, que se vê forçado a juntar forças com a poderosa feiticeira Yennefer (Anya Chalotra) e a jovem princesa Cirilla (Freya Allan), guardiã de um importante segredo. De resto, conte com reinos, castelos, reis e rainhas. Guerras, batalhas épicas e muito sangue. Mortes inesperadas. Nudez e grandes banquetes. Sotaques diferentes e línguas de outros mundos.

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Tiger King: Morte, Caos e Loucura

Tiger King: Morte, Caos e Loucura tem o tipo de filmagem sem limites que faz jus ao título, seguindo o dono do Greater Wynnewood Exotic Animal Park, e autoproclamado Tiger King, Joe Exotic. Um extravagante coleccionador de animais selvagens do Oklahoma, com dois maridos e mais de 200 tigres, que em 2017 foi condenado por tentar assassinar a rival e CEO da Big Cat Rescue, Carole Baskin. A história desenrola-se com foco em Tiger King, bem como nas outras personagens fascinantes e de moral questionável que o submundo felino dos Estados Unidos parece atrair.

Unorthodox

Baseada no livro autobiográfico de Deborah Feldman, Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots, esta minissérie de quatro episódios acompanha a fuga de uma jovem judia da comunidade ultraortodoxa de Williamsburg, em Nova Iorque, para Berlim. Uma cidade medonha aos olhos judaicos, para onde antes se escapara a mãe, deixando-a para trás. Esty, a rapariga, é interpretada por Shira Haas, com tanta contenção e desnorte como decisão e instinto de sobrevivência. Os diálogos são quase todos em iídiche e o final, em que Esty entoa à capella o cântico “Mi Bon Siach”, que deveria ser de submissão e ali é de libertação, é uma das cenas mais arrepiantes.

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Unsolved Mysteries

Ao combinarem elementos característicos da série original com uma narrativa imersiva, contemporânea e focada nas personagens, os novos episódios de Unsolved Mysteries documentam as experiências de pessoas comuns que experimentaram o impensável – desde o trauma do desaparecimento ou da morte horrível de um ente querido ao choque de um bizarro encontro paranormal. Com o auxílio de detectives e jornalistas, os familiares oferecem pistas, apresentam teorias e identificam suspeitos, na esperança de que haja um espectador com a resposta para resolver o mistério.

When They See Us

Cinco jovens são acusados de cometer uma violação em Nova Iorque, em 1989. Mas os Central Park Five, como ficaram conhecidos, mantiveram o estatuto de inocentes e passaram anos a contestar as condenações. Concebida e realizada por Ava DuVernay, a minissérie When They See Us decorre ao longo de um quarto de século, mostrando-nos os momentos iniciais do caso até à exoneração, em 2002. Michael K. Williams, John Leguizamo, Felicity Huffman e Blair Underwood são alguns dos nomes no ecrã.

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  • Filmes

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Há drama, há comédia, há acção, histórias para rir desmedidamente, para roer as unhas, para colar ao ecrã horas a fio sem qualquer noção de vida exterior. Compilámos o que de melhor existe actualmente na plataforma de streaming para que não tenha de o fazer. Por isso, prepare os snacks, as pipocas, se as tiver, hidrate-se e ponha os olhos nos melhores filmes na Netflix.

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Nem só de grandes séries se faz a gigante do streaming. Os documentários são, nos últimos anos, outras das razões do sucesso da Netflix e parecem despertar cada vez mais atenção; pelo factor humano, pela curiosidade, porque as grandes histórias precisam sempre de ser contadas. Estes são os 17 documentários que tem mesmo de ver na Netflix.

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