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©Netflix Chris Lilley em Lunatics

As melhores séries de comédia na Netflix para rir em tempos difíceis

Séries mais frescas ou clássicos de ouro, não falta por onde escolher nesta lista das séries de comédia na Netflix

Por Editores da Time Out Lisboa
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Nunca a frase "rir é o melhor remédio" fez tanto sentido como no presente. Bem sabemos que os tempos são difíceis, mas a gigante norte-americana do streaming continua a dar-nos boas razões para aligeirar o quotidiano e esquecer, por momentos que sejam, a realidade. As séries de comédia na Netflix são cada vez mais, entre conteúdos próprios e importados, e tudo o que precisa é de tempo para conseguir dar um olho a tudo. Na lista abaixo damos-lhe uma lista bem composta daquilo que pode ver por cá, e deixamos-lhe o aviso: é possível que, no final, sinta que fez um bom trabalho ao nível abdominal.

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As séries de comédia na Netflix a não perder

1. "Os Malucos do Circo dos Monty Python", (1969-1974)

Isto até pedia um hashtag, mas por respeito a Terry Jones, Michael Palin, Eric Idle, John Cleese, Graham Chapman e Terry Giliam não o faremos. Emitida de 1969 a 1974 na BBC, esta Monty Python’s Flying Circus (Os Malucos do Circo, chamaram-lhe em Portugal) é certamente dos objectos mais míticos que a comédia ja concebeu enquanto estilo. Um humor que aniquila, com um estilo inigualável, toda a sociedade britânica, os seus costumes e politiquices.

2. "Fresh Prince of Bel Air", (1990-1996)

Foi uma das séries que ajudou a moldar a televisão nos anos 90 e a sua influência ainda hoje se faz sentir, com milhares de referências espalhadas por filmes e outras séries. Foi o grande salto de Will Smith na indústria e aqui é, basicamente, ele próprio. A história é simples: um rapaz de Filadélfia que é mandado pela mãe para casa de uns tios snobs em Bel Air, Los Angeles, depois de uma desavença no Bairro.

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3. "Friends", (1994-2004)

Amigos, amigos, séries à parte. Só que como é que resolvemos isto quando falamos de Friends? Bom, resolvendo. A produção criada por David Crane e Marta Kauffman foi vista por milhões e nomeada 62 vezes para os prémios Emmy. E Friends é, no fundo, o conjunto de peripécias de seis amigos, na sua grande maioria solteiros, que começam a cruzar vivências e hábitos. Num drama forçado que precipita o riso. Ou seja, no final do trabalho juntamo-nos todos num bar/café ou na casa de alguém para debitar os problemas do trabalho ou os episódios caricatos que passámos nos transportes públicos, certo? Isso é Friends.

4. "That 70's Show", (1998-2006)

Rodado na era do humor de poliéster da década de 1970, o programa é uma comédia retro sobre um grupo eclético de amigos à beira da idade adulta. O grupo vive nos subúrbios de Wisconsin, onde anseiam por independência e vivem as normais "dores de crescimento" que o coming of age traz sempre atreladas.

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5. "Arrested Development", (2003-)

Foram exibidos 53 episódios desta sitcom pós-moderna e com tendência para quebrar normas narrativas entre Novembro de 2003 e Fevereiro de 2006, nos Estados Unidos. Três temporadas, ou melhor, duas e meia, antes de a série ser cancelada sem cerimónias pela Fox. Chegava ao fim uma das mais brilhantes comédias americanas. Ou não. Em Maio de 2013, quase dez anos depois da estreia do primeiro episódio, uma quarta temporada chegou à Netflix. Entretanto, esses episódios foram remisturados pelo criador da série, e assim seguiu, com uma audiência que continua a crescer.

6. "A Teoria do Big Bang" (2007-2019)

É, talvez, a série mais divisiva que vai encontrar nesta lista. E não, não estamos a fazer uma piada matemática. Para muitos, A Teoria do Big Bang é uma sitcom banal e boçal; para muitos outros, é uma das melhores comédias televisivas de sempre. Independentemente do que cada um pensa sobre as peripécias destes quatro nerds com carreiras universitárias, o que é certo é que durante mais de uma década esta foi uma das mais mais populares séries americanas. E um sucesso de audiências monumental.

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7. "Archer", (2009-)

Inicialmente, Archer era uma sitcom de espiões pós-moderna, um casamento miserável (e passivo-agressivo), ainda que brilhante, entre 007 e Arrested Development. E assim continuou até à quinta temporada, estreada em 2014 e intitulada Archer Vice, quando o criador Adam Reed trocou as histórias de espiões por uma paródia a Miami Vice. Hoje, Archer é uma série antológica que olha para o passado e formatos pop caídos em desuso e faz comédia com as suas convenções – a sétima temporada remetia para Magnum, P.I., a oitava era uma homenagem ao cinema noir, a nona, um híbrido de Casablanca e aventuras pulp.

8. "Derek", (2012-2014)

Este mockumentary segue um grupo de pessoas que vive à margem da sociedade numa casa de repouso. No centro do grupo está Derek Noakes (Ricky Gervais), 40, um homem terno e inocente que conquista tudo e todos com a sua forma de estar. O amor de Derek pelo seu trabalho e pelas pessoas com quem ele se importa é evidente em tudo o que faz e aqui, é o quotidiano dele e dos que o rodeiam que serve para umas quantas gargalhadas. Mais uma série saída da mente brilhante de Gervais. 

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9. "Brooklyn Nine-Nine", (2013-)

Jake Peralta (Andy Sandberg) é um talentoso polícia com um registo de detenções invejável, ainda que um pouco calão. Isso muda quando o capitão Ray Holt (Andre Braugher), um homem com muito a provar, se torna o novo comandante da 99ª esquadra de Brooklyn. Enquanto Holt lembra Peralta de respeitar o distintivo, Amy Santiago (Melissa Fumero), uma colega super competitiva, começa a aproximar-se do histórico de detenções. Algo que fará mexer o nosso "herói" numa direcção atabalhoada e de gargalhadas garantidas.

10. "BoJack Horseman", (2014-2020)

Poucas séries retratam a depressão de uma forma tão genuína e destemida como BoJack Horseman – um feito notável quando falamos de uma comédia animada sobre um cavalo antropomórfico que é uma estrela de televisão tornada irrelevante pelo tempo. Mas não é só isso que a torna especial. Criada por Raphael Bob-Waksberg, com Will Arnett, Amy Sedaris, Alison Brie, Paul F. Tompkins e Aaron Paul nos papéis principais, é verdadeiramente hilariante. E uma inovadora e bem escrita sátira de Hollywood.

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11. "Real Rob", (2015-)

Rob Schneider é um nome bem conhecido do grande ecrã, e mesmo que as suas obras não sejam dignas de Óscar, é certo que já nos fez rir muitas vezes em títulos como Gigolo ProfissionalO 'Verdadeiro' Animal ou Deuce Bigalow: Um Gigolo na Europa. Em 2015 arrancou com uma série que nos dá uma perspectiva sobre a sua vida e, como seria de esperar, há bons momentos para arrancar gargalhadas.

12. "Master of None", (2015-)

Dez curtas-metragens. Foi assim que o co-criador Alan Young se referiu, em 2015, aos dez episódios da primeira temporada de Master of None. Quando se vê a série de Aziz Ansari, que além de protagonista é também o principal argumentista e um dos realizadores, percebe-se porquê. E a descrição assenta ainda melhor à segunda temporada. Há um arco narrativo global, mas cada episódio é um objecto singular, que pode ser visto independentemente dos restantes. Do ponto de vista estético, a série é tão ou mais fluída, mas o bom gosto impera. O verdadeiro triunfo, contudo, é que apesar da amplitude formal e referencial, nunca parece uma manta de retalhos; tem uma identidade própria, é consistente e coerente.

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13. "Easy", (2016-)

Criada (escrita e dirigida) por Joe Swanberg, um autor com créditos firmados e uma visão desenvolvida no cinema independente americano, facção mumblecore, Easy é uma série romântica dos tempos modernos. Cada episódio conta uma história e introduz novos personagens, cruzando amor, sexo e tecnologia. A vida como ela é, apaixonante, complexa, divertida e, tantas vezes, caótica. São três temporadas com a cidade de Chicago como pano de fundo. É Chicago, mas às vezes podia ser Lisboa. 

14. "Love", (2016-2018)

Nos seus melhores momentos, Love é uma comédia romântica quase perfeita. Com um óptimo elenco, uma sensibilidade indie e um espectro referencial que vai de Woody Allen a Judd Apatow, que nem por acaso é um dos co-criadores da série, a par de Lesley Arfin e Paul Rust – que é também o protagonista, ao lado de Gillian Jacobs. Os argumentistas aproveitam o facto de estarem a contar uma história serializada, e de não terem de se cingir à duração de um filme, e conseguem elevar Love acima das suas referências cinematográficas.
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15. "Big Mouth", (2017-)

A adolescência é um lugar estranho. E, para muitos, difícil. Mas convenhamos que é uma fonte inesgotável de material cómico, mais e menos doce, muitas vezes grosseiro, como atestam inúmeras séries e filmes. Esta série animada foi criada pelo humorista Nick Kroll e o seu amigo de infância Andrew Goldberg, nome ligado a Family Guy e American Dad, e segue um grupo de amigos que enfrenta a estranheza de crescer, com todas as peripécias naturalmente associadas.

16. "Lunatics", (2019-)

Esta espécie de documentário segue a vida de seis personagens, cada uma com uma descabida e hilariante história. Criada pelo australiano Chris Lilley, que aqui se desdobra em seis (entre uma actriz pornográfica reformada, uma youtuber, um agente imobiliário com um traseiro avantajado, um designer, um adolescente problemático e uma médium), Lunatics garante horas de disparates suficientes para não deixar de nos interessar.

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17. After Life", (2019-)

Não diríamos que é uma série cómica no sentido mais óbvio. A menos que humor negro, comiseração e piadas cara-de-pau sejam a sua praia. Afinal, é de Ricky Gervais que estamos a falar, e esta After Life parece ter sido escrita num momento mais inspirado do homem que nos trouxe The OfficeDerek. As opiniões pessoais de Gervais sobre a humanidade e as suas manias são bem expressas, mas isso acaba por se transformar num trunfo, à medida que vamos mergulhando na narrativa do homem que acabou de perder a mulher e tem de lidar com todo o processo.

18. "I Think You Should Leave with Tim Robinson", (2019-)

O modelo já foi usado em programas como Chappelle's Show ou The Eric Andre Show mas não seria por isso que lhe havia de faltar piada. Nesta série de sketches cómicos, Tim Robinson dá-nos uma seleção de situações que fariam qualquer pessoa sair de cena. Em cada segmento, os seus convidados fazem o que podem para tentar levar alguém ao ponto de precisarem - ou quererem desesperadamente - sair. Depois de vários anos como escritor em Saturday Night Live, experiência não lhe falta. E não é de estranhar que entre os cameos apareçam nomes como Andy Samberg, Will Forte, Vanessa Bayer e Cecily Strong.

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