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Robert Redford em dez filmes

Aos 80 anos, o célebre actor e realizador americano anunciou que vai deixar de interpretar filmes, para se dedicar em exclusivo à realização e ao desenho. Eis dez grandes filmes da carreira de Redford à frente e atrás das câmaras

©DR

Há mais quatro filmes com Robert Redford para serem estreados. A seguir, o actor não mais aparecerá na tela, já que decidiu continuar no cinema unicamente como realizador, encerrando uma longa, prestigiada e premiada carreira de actor que começou na televisão, há quase 60 anos.

Robert Redford em dez filmes

‘Dois Homens e um Destino’ (1969)

Este western realizado por George Roy Hill deu a Robert Redford a oportunidade de trabalhar pela primeira vez com Paul Newman. O grande sucesso da fita nas bilheteiras transformou-o em definitivo numa estrela. Redford beneficiou das recusas de Jack Lemmon, Warren Beatty e Steve McQueen para poder interpretar o papel do Sundance Kid, ao lado do Butch Cassidy de Newman.

‘As Brancas Montanhas da Morte’ (1972)

O segundo filme de Redford sob a direcção de Sydney Pollack, com o qual haveria de colaborar várias vezes, foi este western baseado na vida de uma personagem real dos primórdios da exploração do Oeste americano. O actor herdou o papel de Clint Eastwood, já que este não se deu bem com Sam Peckinpah, que esteve para ser o realizador. O filme competiu no Festival de Cannes e foi um dos mais lucrativos desse ano nos EUA.

‘A Golpada’ (1973)

Segunda colaboração do duo Newman/Redford, dirigidos por George Roy Hill, interpretando um duo de vigaristas que planeiam dar um grande mas arriscadíssimo golpe, enganando um rico, poderoso e perigoso gangster. O cenário desta brilhante e divertidíssima comédia de alta vigarice é a América durante a Grande Depressão. Um dos melhores papéis de Robert Redford.

‘Os Três Dias do Condor’ (1975)

É Sydney Pollack quem assina este thriller de Guerra Fria, e um dos primeiros da escola niilista do cinema de espionagem, segundo a qual os do nosso lado podem ser tão perigosos como os do lado inimigo. Robert Redford faz um analista da CIA que vê todas as pessoas com quem trabalha na sua secção de Nova Iorque serem misteriosamente assassinadas, ficando também em perigo de vida.

‘Os Homens do Presidente’ (1976)

Nesta fita de Alan J. Pakula, Redford é Bob Woodward e Dustin Hoffman personifica Carl Bernstein, o duo de jornalistas do Washington Post que investigaram e deram a conhecer ao público o Caso Watergate, que levaria à demissão do então presidente dos EUA, Richard Nixon. Os dois actores passaram várias semanas na redacção do jornal, para se familiarizarem com o seu quotidiano e funcionamento.

‘Gente Vulgar’ (1980)

Estreia na realização de Robert Redford, que preferiu ficar por trás das câmaras. O actor escolheu adaptar um romance de Judith Guest sobre uma família da classe média alta americana atingida por uma tragédia: a morte do filho mais velho. Redford revela-se aqui um sensível e cuidadoso director de actores. No elenco, Mary Tyler Moore, Donald Sutherland, Timothy Hutton, Judd Hirsch e Elizabeth McGovern.

‘África Minha’ (1985)

Denys Finch-Hatton, o caçador que Robert Redford interpreta neste sumptuoso filme de Sydney Pollack, era inglês, mas para o caso pouco interessa. Redford e Meryl Streep, esta no papel da aristocrata e escritora dinamarquesa Karen Blixen, instalada na sua quinta no Quénia colonial, formam um dos grandes pares românticos na tradição do cinema clássico. 

‘Duas Vidas e Um Rio’ (1992)

Uma belíssima realização de Redford, em tom nostálgico-pastoral. Brad Pitt e Graig Sheffer interpretam os filhos de um severo pregador protestante (Tom Skerritt). Vivem no Montana e passam a manhã na escola e a ter educação religiosa, e as tardes a pescar. Um deles faz carreira no ensino, enquanto que o outro, o mais rebelde, se torna jornalista e se entrega ao jogo e à bebida.

‘Quiz Show’ (1994)

Outro dos bons filmes realizados por Redford e em que também optou por ficar fora do elenco. Baseado em factos reais, conta uma história passada nos EUA da década de 50. Um jovem advogado (Rob Morrow) que está a trabalhar para uma subcomissão do Congresso descobre que há batota no mais visto concurso de cultura geral da televisão, e que até um culto e distinto concorrente (Ralph Fiennes) está envolvido.

‘Quando Tudo Está Perdido’ (2013)

J.C. Chandor deu aqui a Robert Redford aquele que será provavelmente o último grande papel de uma carreira que começou na televisão, em 1960. Sozinho no filme, e num barco, Redford interpreta um velejador que sofre uma colisão com um porta-contentores, naufraga e procura sobreviver no meio do mar. Um magnífico hino à capacidade de sobrevivência e à tenacidade humana.

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