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Os melhores filmes e séries portuguesas na HBO

Há cada vez mais filmes e séries portuguesas na HBO. Escolhemos dez produções e co-produções nacionais que não pode perder.

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Escrito por
Raquel Dias da Silva
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São várias as produções e co-produções nacionais a não perder na HBO, incluindo Auga Seca, a primeira série portuguesa a dar entrada nas plataformas de streaming internacionais. Entre nomeados e premiados, inclusive com Globos de Ouro, fizemos uma selecção de dez filmes e séries portuguesas que tem de ver na HBO. Desde Aquele Querido Mês de Agosto (2008), que cruza ficção com documentário, até ao mais recente Mosquito (2020), a partir de uma histórica verídica, passada na selva africana durante a Primeira Guerra Mundial, o que não faltam são razões para ficar agarrado ao ecrã.

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Filmes e séries portuguesas para ver na HBO

Com realização de Miguel Gomes, este filme vencedor de um Globo de Ouro é um híbrido de documentário e ficção. Ambientado em Agosto num meio rural do interior beirão, o enredo acompanha uma equipa de filmagens sem dinheiro que, no pico do Verão, capta a realidade e a fantasia do Portugal profundo, desde os imigrantes portugueses de volta à terrinha até à música e vida de uma banda de baile.

Adaptada do Embargo de José Saramago, um dos contos incluídos no livro Objecto Quase, esta comédia dramática, rodada em Portugal no Verão de 2009, conta a história de Nuno, que cria uma máquina que promete mudar a indústria do calçado, mas que perde a oportunidade devido a um embargo petrolífero que o deixa subitamente preso no seu carro. Um filme de António Ferreira.

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Baseada na obra homónima do escritor Camilo Castelo Branco, esta produção realizada por Raúl Ruiz chegou primeiro ao cinema e só mais tarde foi adaptada ao pequeno ecrã, em seis episódios. Com um elenco de luxo, o enredo passa-se numa Lisboa do século XIX repleta de intrigas e acompanha uma condessa ciumenta, um homem de negócios abastado e um jovem órfão. A trama – que viaja ainda por França, Itália e Brasil – é marcada pela vingança, a paixão e os problemas familiares.

Inspirado por uma situação verídica, este filme de Sérgio Tréfaut denuncia a xenofobia e o abuso de poder, através da história de Maria (Maria de Medeiros), uma médica ucraniana que vem a Portugal passar um ano com Greco (Makena Diop), o seu marido, também médico. Mas que acaba abordada por agentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras que assumem que, por ela vir da Europa de Leste e o seu marido ser senegalês, algo de ilegal pode estar por detrás daquela viagem.

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Filmada a preto e branco, esta co-produção portuguesa, alemã, brasileira e francesa também tem a mão e o génio de Miguel Gomes. Vencedor do prémio da crítica na Berlinale de 2012, o filme conta a história de Aurora, uma idosa temperamental que, após ser hospitalizada, pede à vizinha Pilar e a Santa, a empregada cabo-verdiana, para procurar Gian Luca, um homem do qual nunca falara. E é essa busca que nos leva a África, para nos contar como tudo começou há 50 anos, ainda antes da Guerra Colonial. 

O filme de Marco Martins estreou-se mundialmente em 2016, no Festival Internacional de Cinema de Veneza, onde Nuno Lopes venceu o Prémio Orizzonti para Melhor Actor. Ambientado em 2011, num Portugal submerso em dívida e austeridade, o enredo acompanha Jorge, um pugilista desempregado que, em desespero, aceita trabalhar numa empresa de cobranças difíceis. E, ironicamente, passa a intimidar aqueles que, como ele, se vêem a braços com contas que não conseguem pagar.

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Premiada em Cannes, esta longa-metragem, escrita e realizada por Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, conta a história de Diamantino Matamouros (Carloto Cotta), um futebolista açoriano, a quem chamam “o Miguel Ângelo dos relvados”, que cai em desgraça e inicia uma odisseia à procura de um novo propósito. Pelo meio, enfrentará o neofascismo, a crise de refugiados e até a modificação genética.

Realizado por António Pinhão Botelho, este premiado filme biográfico português, entretanto transformado em série, dá conta do início de carreira do jovem moçambicano Eusébio, um atleta destinado a grandes feitos, que é cobiçado por dois clubes de futebol rivais. A história, que acontece entre Lourenço Marques e Lisboa, é sobre a anedótica e rocambolesca transferência para o Benfica daquele que viria a ser um dos maiores futebolistas de sempre, mas também um fresco do Portugal colonial do início dos anos 1960.

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Co-produção da RTP e TV Galicia, é a primeira série portuguesa, com elenco nacional e galego, a marcar entrada nos serviços de streaming internacionais. Neste policial ao estilo nórdico, Lisboa, Vigo e Luanda formam um triângulo turbulento em que a Guerra Colonial é o denominador comum. A história começa com a protagonista Teresa, interpretada por Victoria Guerra, a mudar-se da capital portuguesa para Vigo quando o irmão é encontrado morto e o caso é dado como um suicídio.

Escolhido para abrir o Festival Internacional de Cinema de Roterdão, este drama luso-brasileiro-franco-moçambicano passa-se em Moçambique, durante a I Guerra Mundial, onde as mal preparadas tropas portuguesas, enviadas de Lisboa, combatem os alemães. Realizado por João Nuno Pinto, o filme acompanha Zacarias (João Nunes Monteiro), um soldado português sedento por viver grandes aventuras heróicas, que acaba por se perder na floresta africana e ser capturado por nativos.

Portugal no cinema

  • Filmes

Essa ideia de o cinema português ser uma seca… Enfim, só em parte é verdade. Aliás, existindo desde 1896, com milhares de realizações, alguém se havia de safar. E safou-se. Nas várias fases do cinema português, há filmes e realizadores de se lhes tirar o chapéu, incluindo alguns, até mais do que uma vez, reconhecidos internacionalmente.

  • Filmes

Reagindo ao encerramento das salas de cinema e da Cinemateca, e ao cancelamento dos festivais por causa da pandemia do Covid-19, vários realizadores portugueses estão a disponibilizar os seus filmes online. É lá que estes se vão encontrar com fitas nacionais mais antigas, algumas delas quase esquecidas.

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