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Os melhores filmes e séries portuguesas na HBO Max

Não faltam filmes e séries portuguesas na HBO Max. Escolhemos 18 produções e co-produções nacionais que deve ter na sua watchlist.

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São várias as produções e co-produções nacionais que se encontram no catálogo da HBO Max (apesar do habitual entra-e-sai). Uma delas é Auga Seca, a primeira série portuguesa a chegar às plataformas de streaming internacionais. Mas não só. Entre nomeados e premiados, inclusive com Globos de Ouro, fizemos uma selecção de 18 filmes e séries portuguesas que tem de ver na HBO Max. Desde Os Mutantes (1998), um dos filmes charneira do cinema nacional, até Felp (2025), divertida série protagonizada por fantoches, por aqui não faltam razões para ficar agarrado ao ecrã.

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Filmes e séries portuguesas na HBO Max

Depois de Pôr-do-Sol, os criadores Henrique Dias, Manuel Pureza e Rui Melo voltam a juntar-se para FELP, uma série de ficção para adultos com marionetas transmitida na RTP1 e na HBO Max. Num universo paralelo, os bonecos felpudos enfrentam raptos e lutam por mais representatividade e justiça, numa metáfora sobre minorias sociais. Filmada em cenários reais, com um elenco que tem actores (como Inês Aires Pereira) a interagir com marionetas, a série combina humor nonsense, crítica social e sensibilidade, explorando relações entre humanos e bonecos de forma divertida, emocionante e tecnicamente impressionante.

Criada por Patrícia Sequeira, esta produção mostra uma distopia portuguesa que lembra Black Mirror, protagonizada por Inês Aires Pereira. A actriz interpreta Rita, uma mulher em luto que experimenta uma aplicação capaz de lhe dar acesso à felicidade de outras pessoas – com consequências imprevisíveis. Com Rui Maria Pêgo, Dinarte de Freitas e participações de Marisa Liz e Dino D’Santiago, a série reflecte sobre a tecnologia, a identidade e a busca obsessiva pela felicidade numa era digital.

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3. Grand Tour (2024)

Em 1918, Rangum vive sob domínio britânico quando Edward abandona Molly no dia do casamento. Ela decide persegui-lo numa viagem pelo Sudeste Asiático que mistura romance, exílio e sonho. Com Gonçalo Waddington e Crista Alfaiate, Grand Tour, realizado por Miguel Gomes, alterna reconstituição histórica com imagens documentais recolhidas na Ásia. Venceu o Prémio de Melhor Realização em Cannes 2024.

4. Revolução (Sem) Sangue (2024)

Este filme realizado por Rui Pedro Sousa, revisita o 25 de Abril a partir das suas vítimas esquecidas. Lançado em 2024, perto do cinquentenário da Revolução dos Cravos, o filme acompanha quatro pessoas que morreram durante os confrontos em frente à sede da PIDE. João Arrais, Lucas Dutra e São José Correia lideram o elenco desta reconstrução histórica.

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Tiago Guedes mergulha no Portugal profundo para expor tradições sombrias e traumas herdados. O filme, com Nuno Lopes, Isabel Abreu e Albano Jerónimo, parte de um ritual antigo que termina em tragédia e ressurge décadas depois, quando o passado volta a assombrar uma aldeia marcada pelo silêncio e pela culpa. Entre o drama humano e o thriller intenso, Guedes constrói um retrato denso desta comunidade onde todos são suspeitos.

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Co-produção da RTP e TV Galicia, foi a primeira série portuguesa, com elenco nacional e galego, a chegar aos serviços de streaming internacionais. Neste policial ao estilo nórdico, Lisboa, Vigo e Luanda formam um triângulo turbulento em que o denominador comum é a Guerra Colonial. A história começa com a protagonista Teresa (Victoria Guerra), a mudar-se da capital portuguesa para Vigo quando o irmão é encontrado morto e o caso é dado como um suicídio.

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  • Filmes

Escolhido para abrir o Festival Internacional de Cinema de Roterdão, este drama luso-brasileiro-franco-moçambicano passa-se em Moçambique, durante a I Guerra Mundial, onde as mal preparadas tropas portuguesas, enviadas de Lisboa, combatem os alemães. Realizado por João Nuno Pinto, o filme acompanha Zacarias (João Nunes Monteiro), um soldado sedento por viver grandes aventuras heróicas, que acaba por se perder na floresta africana e ser capturado.

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A história de Maria Adelaide Coelho da Cunha, filha de Eduardo Coelho, fundador do Diário de Notícias, co-proprietária do mesmo e mulher do seu director, Alfredo da Cunha, já foi contada outras vezes, num filme, Solo de Violino, de Monique Rutler (1990) e num livro, Doida Não e Não!, de Manuela Gonzaga. Em 1918, aos 48 anos, a culta e rica Maria Adelaide fugiu com Manuel, o motorista da família, pouco mais velho do que o seu filho, causando enorme comoção social. Alfredo da Cunha mandou prender Manuel e internou a mulher num hospital psiquiátrico, sendo diagnosticada como “louca lúcida” por Júlio de Matos, Egas Moniz e Sobral Cid. Conseguiu sair em 1920, escreveu um livro e, em 1922, libertou o amante, com quem ficou até morrer, em 1954.

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Baseada na peça O Lugre de Bernardo Santareno, esta série leva-nos à última grande aventura marítima portuguesa: a pesca do bacalhau na Terra Nova. Realizada por Joaquim Leitão, Terra Nova tenta equilibrar o drama humano com a dureza da vida no mar, sem se esquecer da vida na terra, entre romances e intrigas de vila. Oferece um retrato ambicioso de um país entre a tradição, o sacrifício e o sonho de partir.

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No coração do Ribatejo, um homem domina as terras e a família com a mesma mão firme. João Fernandes, interpretado por Albano Jerónimo, é o centro de uma saga que atravessa o final do Estado Novo, o 25 de Abril e os anos de mudança que se seguiram. Tiago Guedes filma essa ascensão e queda com a solenidade de um western português.

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Uma das melhores adaptações biográficas do cinema português das últimas décadas, Variações foge à fórmula habitual dos filmes sobre músicos. Centra-se no percurso de António Variações antes da fama – o barbeiro sonhador que animava a Lisboa pós-25 de Abril, entre clubes e novas liberdades. Sérgio Praia encarna o cantor com uma entrega notável, dando corpo à sua excentricidade e convicção artística.

3 Mulheres é uma série da RTP criada por Fernando Vendrell e Elsa Garcia que retrata o Portugal entre o Estado Novo e o pós-revolução através de três figuras femininas marcantes: a escritora Natália Correia (Soraia Chaves), a editora Snu Abecassis (Victoria Guerra) e a jornalista Vera Lagoa (Maria João Bastos). Entre a censura, a política e a liberdade, a série mostra como estas mulheres desafiaram convenções e ajudaram a mudar o país.

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Jorge, pugilista desempregado e endividado, tenta sustentar a família num Portugal em crise, dominado pela austeridade. Quando começa a trabalhar numa empresa de cobranças difíceis, vê-se dividido entre a força física e a consciência moral. Filmado por Marco Martins numa Lisboa sombria e realista, o retrato é duro e comovente, sustentado por uma interpretação intensa de Nuno Lopes, que encarna um homem em luta pela dignidade, pela sobrevivência e pelo amor ao filho.

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Em plena guerra colonial, um jovem médico português vê-se lançado no caos de Angola em 1971. Longe da mulher e da vida que deixou em Lisboa, escreve-lhe cartas que são o único elo com a sanidade e o amor. Inspirado na correspondência real de António Lobo Antunes, Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira, é uma adaptação delicada e poética, filmada em preto e branco, onde o lirismo resiste à brutalidade e a palavra escrita se transforma em abrigo contra a violência e o esquecimento.

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Filmada a preto e branco, esta co-produção portuguesa, alemã, brasileira e francesa também tem a mão e o génio de Miguel Gomes. Vencedor do prémio da crítica na Berlinale de 2012, o filme conta a história de Aurora, uma idosa temperamental que, após ser hospitalizada, pede à vizinha Pilar e a Santa, a empregada cabo-verdiana, para procurar Gian Luca, um homem do qual nunca falara. E é essa busca que nos leva a África, para nos contar como tudo começou há 50 anos, ainda antes da Guerra Colonial.

16. Sangue do Meu Sangue (2011)

Uma tragédia de incesto numa família de um bairro social de Lisboa. João Canijo leva ao auge o seu cinema de um naturalismo impenitente e o seu grande sentido do trabalho colectivo com os actores. No que resulta que os seus filmes não só tenham um verismo raro no cinema português, mas também uma consistência dramática e uma homogeneidade de interpretação muito acima da média. Márcia (Rita Blanco) é mãe de Cláudia (Cleia Almeida) e Joca (Rafael Morais), e irmã de Ivete (Anabela Moreira). Mãe solteira, vive numa casa no Bairro Padre Cruz, em Lisboa, com Ivete que a ajudou a criar os filhos e os ama como se fossem seus. O que ninguém esperava é que duas tragédias chegassem para marcar esta família.

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17. Aquele Querido Mês de Agosto (2008)

Com realização de Miguel Gomes, este filme vencedor de um Globo de Ouro é um híbrido de documentário e ficção. Ambientado em Agosto num meio rural do interior beirão, o enredo acompanha uma equipa de filmagens sem dinheiro que, no pico do Verão, capta a realidade e a fantasia do Portugal profundo, desde os imigrantes portugueses de volta à terrinha até à música e vida de uma banda de baile.

Considerado um dos melhores filmes do cinema português, Os Mutantes é um retrato cru de três jovens – Andreia (Ana Moreira), Pedro (Alexandre Pinto) e Ricardo (Nelson Varela) – que vivem nas ruas por escolha, fugindo de famílias disfuncionais. Sem narrativa linear, o filme expõe a urgência e a revolta de quem rejeita o lugar que lhe foi imposto. Aclamado em Cannes e Roma, venceu ainda quatro Globos de Ouro em Portugal.

Portugal no cinema

  • Filmes

Essa ideia de o cinema português ser uma seca… Enfim, só em parte é verdade. Aliás, existindo desde 1896, com milhares de realizações, alguém se havia de safar. E safou-se.

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Os anglo-saxónicos chamam-lhes “turkeys”, os franceses apelidaram-nos de “nanars”. São os grandes maus filmes, tão maus que ganharam estatuto de culto perverso, títulos gloriosamente falhados.

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