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Televisão, Séries, Biográfico, Doce (2021)
©DRDoce de Patrícia Sequeira

‘Doce’: quem gostou do filme vai gostar ainda mais da série

Mais do que o filme, a série permite apreciar melhor o óptimo trabalho de Bárbara Branco, Lia Carvalho, Ana Marta Ferreira e Carolina Carvalho.

Escrito por
Eurico de Barros
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★★★★☆

O filme de Patrícia Sequeira, uma versão fatiada e encurtada da série, com quase duas horas, chamou-se Bem Bom, mas a versão televisiva vem com um título diferente, Doce (RTP1, Sáb 21.00). Seria mesmo necessário tê-lo alterado? Pouco importa, é apenas um pormenor. A história das Doce só beneficia com mais duração para ser contada no seu formato alargado para televisão. Tem mais tempo, mais espaço e mais fôlego para se desenvolver, ser pormenorizada e pôr em destaque as personagens, faz mais sentido e tem uma maior coesão, e permite-nos apreciar melhor o óptimo trabalho do quarteto de intérpretes principais, Bárbara Branco (Fátima), Lia Carvalho (Teresa Miguel), Ana Marta Ferreira (Laura Diogo) e Carolina Carvalho (Lena Coelho), que dão vida, garra, credibilidade e impertinência ao quarteto feminino que marcou e agitou a música ligeira e a indústria discográfica portuguesa nos anos 80, e lhes instilou sofisticação e erotismo. Elas são os firmes sustentáculos deste projecto. Os pontos mais fracos de Bem Bom continuam visíveis em Doce (ver a falta de meios que prejudica em especial as sequências dos espectáculos, que parecem ser todos no mesmo lugar, e das digressões), mas tudo bem pesado e considerado, quem gostou do filme vai gostar ainda mais da série.

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