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Mais filmes nos cinemas

O que está em cartaz, avaliado pelos críticos de cinema da Time Out

O Vendedor

Asghar Farhadi (O Passado, Uma Separação) continua a contar histórias da classe média urbana e educada do Irão. O Vendedor expõe um sismo emocional no seio de um casal, ele professor, encenador e actor, ela actriz, e reitera todas as qualidades de escrita, realização e direcção de actores de Farhadi, embora seja demasiado demonstrativo no último acto.

Por Eurico de Barros

Passageiros

Um engenheiro mecânico (Chris Pratt) que vai numa viagem de 120 anos numa gigantesca nave, acorda 90 anos antes da chegada, por erro técnico. Um ano depois, vai despertar uma rapariga (Jennifer Lawrence) para ter companhia, mas esconde-lhe que o fez. Esta FC de Morten Tyldum até começa bem, mas acaba esburacada pelos clichés e pela inverosimilhança.

Por Eurico de Barros

A Luz entre Oceanos

Michael Fasssbender e Alicia Vikander interpretam um melodrama realizado por Derek Cianfrance, baseado no livro de ML Steadman e passado numa ilha remota da costa australiana, logo após o fim da I Guerra Mundial. O filme parece querer estabelecer um novo recorde mundial de choradeira nos cinemas.

Por Eurico de Barros

Até Nunca

Rodado em Portugal e produzido por Paulo Branco, este filme do francês Benoît Jacquot tem um fantasma (Mathieu Amalric), mas que não é convencional nem usado para meter medo. Até Nunca é um drama de amor, perda e luto, parece escrito ás três pancadas e rodado contra-relógio, e não nos consegue mobilizar emocionalmente.

Por Eurico de Barros

Porquê Ele?

É o dia fatal em que os pais vão conhecer o namorado. Com as devidas adaptações de género e circunstância, apesar do seu potencial cómico, convenhamos, não costuma ser um grande dia para os protagonistas. Nem dar grandes comédias. Contudo, desta vez, sem ser realmente uma grande comédia, verdade é John Hamburg apresentar um filme em que o riso não é provocado apenas pela boçalidade de certas situações e diálogos, mas também pelo sentido de observação, pela inteligência e pela radicalização de situações vulgares em indutores de riso. E ter Bryan Cranston e James Franco no mesmo elenco, enfim, dá um jeitaço.

Por Rui Monteiro

Saint Amour

Todo o santo ano, Bruno (Benoît Poelvoorde) faz a sua rota de vinhos sem sair do Salão de Agricultura lá das berças em que vive com o pai. Ele e Jean (Gérard Depardieu) vivem apartados por aquelas divergências próprias de pais e filhos. Mas Jean não se conforma e tenta a aproximação pela via do alcoolismo, levando Bruno a uma verdadeira prova de vinhos através de França. Daqui sai uma variedade de filme de estrada, em que Benoît Delépine e Gustave Kervern são capazes de episódios de humor transgressivo, mas geralmente conformam-se à convencionalidade das regras narrativas.

Por Rui Monteiro

O Benfeitor

Tudo começa com a dor e o que fazer dela depois de o filantropo Francis “Franny” Watts (Richard Gere) causar o acidente que matou os seus melhores amigos. O homem está, como se costuma dizer, um farrapo. A sua existência a dar para o excêntrico e para o exuberante desapareceu. Agora vive vida de rico fechado em hotel de luxo emborcando grandes quantidades de álcool e analgésicos. A possibilidade de redenção surge com o telefonema de Olívia (Dakota Fanning), a filha, anunciando casamento, gravidez e regresso a casa. O que desperta o protagonista do torpor e mantém o argumento vivo, até Andrew Renzi levar a película até à agonia moralista.

Por Rui Monteiro

Rogue One: Uma História de Star Wars

Primeiro filme de uma nova série autónoma, Rogue One é uma espécie de Missão: Impossível no universo de ficção científica criado por George Lucas (trata-se de roubar os planos da Estrela da Morte – a acção decorre antes da do Guerra das Estrelas original). (Quase) sem a presença da Força, Rogue One põe mais ênfase no “Guerra” do que no “Estrelas” e é uma lufada de ar e uma transfusão de sangue fresco numa saga que bem precisava disso. Felicity Jones e Diego Luna encabeçam o elenco e Darth Vader pica o ponto.

Por Eurico de Barros

Os Belos Dias de Aranjuez

Num belo dia de Verão, num terraço com vista para um jardim, sentados a uma mesa debaixo de um árvore e com a silhueta da cidade de Paris no horizonte, um homem e uma mulher falam. Falam de tudo, fazem perguntas sobre tudo, um ao outro. Falam de experiências sexuais, da infância, da memória, do Verão e das diferenças entre homens e mulheres. A conversa detalha os dois pontos de vista: o masculino e o feminino. Em fundo, visível no interior da casa a que pertence o terraço, um escritor imagina os seus diálogos e passa-os para o papel. Quem é que inspira quem: ele ou os personagens diante de si? O próprio Handke, Reda Kateb, Nick Cave e Sophie Semin são os protagonistas.

Por Eurico de Barros

O Infiltrado

Adaptação ao cinema da autobiografia de Robert Mazur, um agente federal americano que nos anos 80 se infiltrou na rede de narcotráfico de Pablo Escobar. Brad Furman, o realizador, é um pezudo visual, a história recenseia cliché atrás de cliché do subgénero “filme de combate à droga”, e acaba por saturar. Com Bryan Cranston no papel principal.

Por Eurico de Barros

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