Os melhores filmes musicais deste século

Vem aí a continuação de 'Mamma Mia!' e propomos uma lista de dez musicais memoráveis realizados entre o ano 2000 e agora
La La Land
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A exempo do western, o filme musical é um género clássico cuja morte é regularmente anunciada. Mas a verdade é que continuam a ser feitos musicais nos EUA, e também, a espaços, na Europa. E até acontece serem premiados nos grandes festivais internacionais e nos Óscares. De entre os vários que foram feitos no presente século, fomos seleccionar uma dezena que se distinguem seja por aderirem exemplarmente ao modelo e aos códigos tradicionais do género, seja por conseguirem dispensá-los e propôr algo de novo e de surpreendente. Entre os seus realizadores surgem Clint Eastwood, Tim Burton e Kenneth Branagh. 

Os melhores filmes musicais deste século

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‘Difícil Renúncia’, de Kenneth Branagh (2000)

Kenneth Branagh interpreta um dos papéis principais, assina o argumento e realiza esta adaptação da peça de Shakespeare Love’s Labour’s Lost, transformando a história de quatro amigos que decidem renunciar ao amor, num musical ao estilo dos de Hollywood dos anos 30. E não é que resulta? Também com Alessandro Nivola, Alicia Silverstone, Carmen Ejogo, Matthew Lillard ou Natascha McElhone. A banda sonora é de Patrick Doyle.
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‘Chicago’, de Rob Marshall (2002)

Um filme musical “à antiga”, que adapta o musical da Broadway com o mesmo título, passada na Chicago dos anos 20. Duas mulheres, um artista de vaudeville e uma dona de casa, que mataram marido, irmã e namorado que as traíram, aguardam julgamento na cadeia. Elas são Catherine Zeta-Jones e Renée Zellweger, Richard Gere faz um advogado bem-falante, e, cada qual pelo seu lado, são os dínamos que mantêm o filme a mexer e a saltar.

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‘Nos Lábios Não’, de Alain Resnais (2003)

Só mesmo um realizador como Alain Resnais conseguiria levar avante um projecto destes. Pegar numa opereta francesa dos anos 20 e transpô-la para o cinema de forma deliberada e assumidamente artificiosa, filmando-a em estúdio. No entanto, evita que Nos Lábios Não se torne teatro em celulóide, já que “puxa” sempre pelos valores cinematográficos. Audrey Tautou junta-se, no elenco, aos habitués das fitas de Resnais, como Sabine Azéma, Pierre Arditi ou Lambert Wilson.
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‘Romance e Cigarros’, de John Turturro (2005)

A haver um filme musical de culto neste século, Romance e Cigarros, de John Turturro, apresenta-se como um sério candidato ao título. É uma arrebatada e turbulenta história de paixão, adultério e sexo entre a classe trabalhadora nova-iorquina, com canções que vão de Elvis a Bruce Springsteen, passando por James Brown, Tom Jones e Ute Lemper, e um elenco que inclui “apenas” James Gandolfini, Kate Winslet, Christopher Walken, Barbara Sukowa, Bobby Canavale, Susan Sarandon e Steve Buscemi.

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‘Dreamgirls’, de Bill Condon (2006)

Inspirado na história das Supremes, este musical realizado por Bill Condon centra-se num trio de cantoras de música soul de Detroit ao longo das décadas de 60 e 70, no homem que as contrata para a sua editora e as controla e gera (leia-se Berry Gordy e a Motown), e nas peripécias envolvendo os membros da formação, ao mesmo tempo que viaja pela música R&B desses tempos e mostra a sua evolução. Beyoncé interpreta Deena Jones (leia-se Diana Ross), a voz principal do grupo, acompanhada por Jennifer Hudson, Jamie Foxx e Eddie Murphy.

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‘Uma História de Encantar’, de Kevin Lima (2007)

A brilhante Amy Adams é um dos grandes trunfos (mas não o único) deste filme que combina música, animação e imagem real, e no qual a Walt Disney, simultaneamente, se auto-homenageia e parodia. Adams interpreta Giselle, uma donzela que é enviada por uma rainha má do reino encantado onde vive para Nova Iorque, onde tem que se desembaraçar sozinha. A música tem o toque inconfundível do grande Alan Menken, um dos nomes de topo da “casa”. Um dos pontos altos da Disney neste século.

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‘Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street’, de Tim Burton (2007)

O lúgubre e sangrento musical em estilo "gótico vitoriano" criado por Stephen Sondheim e Hugh Wheeler na Broadway, encontra em Tim Burton o seu mais lídimo tradutor para cinema. Com Johnny Depp e Helena Bonham Carter soberbos nos dois principais papéis, o do barbeiro-degolador Sweeney Todd e o da sua cúmplice, a Sra. Lovett, Burton mantém a fita bem firme no território excessivo do grand guignol, e nunca permite que se torne caricatural.
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‘Mamma Mia!’, de Phyllida Lloyd (2008)

Um elenco onde coabitam alegremente Meryl Streep, Julie Walters, Christine Baranski, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgard, bem como a banda sonora composta por irresistíveis êxitos dos ABBA, contribuem para manter à tona e fazer funcionar este musical ligeiríssimo que saltou dos palcos para o cinema. A história passa-se na Grécia e Amanda Seyfried faz a filha de Meryl Streep que se vai casar, e quer saber qual dos três homens com a mãe andou é o seu pai.

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‘Jersey Boys’, de Clint Eastwoood (2014)

Reconhecido apreciador, conhecedor e executante de jazz, Clint Eastwood saiu-se lindamente com este Jersey Boys, também ele tirado de um sucesso da Broadway. A fita conta a história real de quatro rapazes de New Jersey que começaram por andar por por maus caminhos, mas que nos anos 60 se transformaram no famoso grupo The Four Seasons, liderado por Frankie Valli. A grande ideia de Eastwood foi rodar o filme como se fosse um musical da época em que a história se passa (basta ver os números dançados), sem vedetas e sem se deixar cair na tentação da nostalgia fácil.

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‘La La Land: Melodia de Amor’, de Damien Chazelle (2016)

Uma aplicada e sentidíssima homenagem ao filme musical feita por um grande, sincero e talentoso fã. Damien Chazelle consegue pôr a conviver neste filme o musical clássico e artificioso da MGM com o mais pop e “naturalista”. Interpretada por Ryan Gosling e Emma Stone, a fita tem uma história que é o “bê-á-bá” do género (músico de jazz purista e empregada de mesa que quer ser actriz encontram-se e apaixonam-se), e o resto é Chazelle a enviar a sua fervorosa carta de amor ao musical. 

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