Restaurantes
Críticas de restaurantes, as últimas notícias, novos restaurantes e os melhores restaurantes no Porto
10 bons restaurantes até 40€ no Porto
Um dia não são dias. Se quer comer bem e está disposto a pagar, então aposte seguro num destes 10 restaurantes até 40€ no Porto. Como é sempre bom partilhar, o melhor é levar companhia para provar pratos que são tão bonitos quanto saborosos. Pode viajar à mesa para países longínquos com comida do mundo ou, se preferir, deliciar-se com belos pratos de carne, mais tradicionais ou com novas interpretações dos chefs. A escolha é sua. A lista é farta, por isso, não a perca de vista. Bom apetite. Recomendado: 10 restaurantes no Porto até 20€
As melhores panquecas no Porto
Tornaram-se moda nos brunches, mas não podem nem devem ficar confinadas a uma só refeição. Ao pequeno-almoço, almoço (sim, há panquecas salgadas), num brunch ou ao lanche, há panquecas incríveis para provar por toda a cidade, seja em locais já consagrados como O Diplomata, na Baixa, ou outros mais novos nestas andanças, como o Bambu, que abriu em Vila Nova de Gaia. À mesa, chegam-lhe em doses que variam de acordo com o sítio e a sua fome. Para as completar, há toppings para todos os gostos, desde fruta da época, a mel, M&M's, leite condensado, caramelo e granola. Recomendado: Três sítios para comer pavlova no Porto
Três sítios para comer cozido à portuguesa no Porto
Apetece-lhe um prato farto, cheio de sabor e com ingredientes de alta qualidade? E qual é que preenche todos estes requisitos, qual é? O cozido à portuguesa, obviamente, um dos maiores clássicos da nossa gastronomia. Como encontrar um bom cozido pode ser uma tarefa difícil, nós decidimos dar-lhe uma ajudinha e fizemos-lhe esta lista com três sítios para comer cozido à portuguesa no Porto. Todos eles restaurantes bem tradicionais, cada um com a sua versão do prato, onde se vai poder deliciar com uma variedade de carnes, legumes, mas também de enchidos. Dica: vá com apetite e leve companhia. Recomendados: Os melhores restaurantes de comida tradicional no Porto
Sete restaurantes vegan no Porto
Já lá vão os tempos em que as opções vegan não existiam na cidade e era preciso pedir uma salada para remediar. Hoje em dia, comer uma refeição livre de ingredientes de origem animal na Invicta é cada vez mais fácil. Basta ver, por exemplo, esta lista com sete restaurantes vegan no Porto. Nestes estabelecimentos não entram carne, peixe, ovos, leite ou derivados e tudo é confeccionado com ingredientes da terra, a pensar em quem segue esta filosofia de vida. Sob diferentes conceitos, desde bar a cat café ou loja de discos, todos têm um ponto em comum: o respeito pelos animais. Recomendado: 10 doces vegan que tem de provar no Porto
Os melhores pratos de caril no Porto
Se está cansado dos temperos habituais e quer apimentar um pouco mais a sua vida, pegue nesta lista com os melhores pratos de caril no Porto. Há opções para todos os gostos. Mais ou menos picantes, com ingredientes como barriga de porco, camarão Black Tiger, lentilhas, caranguejo, ananás, beringela, curgete ou couve-flor. Saiba que também reunimos muitas versões dos vários cantos do mundo — do caril japonês ao caril da Malásia, passando, claro, pelo caril indiano e pelo moçambicano. Leia este artigo de uma ponta a outra e embarque numa viagem de sabores. Recomendado: Os 15 melhores restaurantes do mundo no Porto
As nossas sugestões: os melhores restaurantes no Porto
Os 12 melhores restaurantes vegetarianos no Porto
Não, no Porto não existe só comida pesada, e os espaços que dão primazia ao reino vegetal têm cada vez clientes mais fiéis. Há pratos única e exclusivamente vegetarianos, opções vegan e menus que respeitam a sazonalidade dos ingredientes, muitas vezes de origem biológica ou de pequenos produtores locais. É isto que temos à mesa nos melhores restaurantes vegetarianos no Porto. Recomendado: Os melhores restaurantes saudáveis no Porto
Os 20 melhores restaurantes com esplanada no Porto
Quando está bom tempo ninguém gosta de estar fechado em casa ou no escritório, por isso, aproveite o sol e vá almoçar aos melhores restaurantes com esplanada no Porto. Enquanto come boa comida, faz a fotossíntese necessária depois de tantos meses de frio. Nesta lista temos restaurantes com menus diferentes e para todos os gostos, que vão dos petiscos à cozinha internacional.
Os melhores restaurantes saudáveis no Porto
Nesta lista há saladas, açaí e tapiocas. Mas também há tostas, pizzas, wraps e generosas taças de arroz. Para beber, não faltam os sumos de fruta, os de detox e as águas aromatizadas. Encha-se de saúde e conheça os melhores restaurantes saudáveis no Porto.
Para os amantes de um bom pequeno-almoço
Os melhores pequenos-almoços no Porto
Desengane-se quem pensa que a primeira refeição do dia se resume a pão com manteiga e café. No Porto há uma imensidão de sugestões, provadas e aprovadas pela equipa da Time Out. Mas por favor, não lamba o ecrã ao ver os melhores pequenos-almoços no Porto.
Oito sítios para tomar um pequeno-almoço saudável no Porto
É a refeição mais importante do dia e, se for recheada de coisas boas, como açaí, smoothie bowls, tapiocas e papas de aveia, melhor ainda. Nesta lista, tem oito sítios para tomar um pequeno-almoço saudável no Porto. Bom apetite.
Os melhores brunches de hotel no Porto
Somos pessoas de acordar tarde e raramente nos apetece um pequeno-almoço banal ao fim-de-semana. Ainda bem que existem bons brunches de hotel no Porto para nos satisfazer as vontades e não contrariar a preguiça. Para qualquer um deles, o conselho é o mesmo: reserve antes. Só para não acabar com os planos furados.
Três sítios para comer...
Três sítios para comer carbonara no Porto
A essência da gastronomia italiana está na simplicidade das confecções e na combinação dos ingredientes mais frescos. Uma pasta à carbonara é feita com ovos (sim, isso mesmo que leu), guanciale, um tipo de bacon usado em Itália retirado das bochecas do porco, pimenta preta e queijo. Apenas isto. Não há natas nem outras invenções na receita original. Infelizmente, na maioria dos restaurantes que há por estas bandas, preferem inventar. Ao contrário destes três sítios para comer carbonara no Porto, onde o prato italiano é feito como manda a sapatilha. Bom apetite, caro leitor. Recomendado: Os melhores restaurantes italianos no Porto
Três sítios para comer salada de polvo no Porto
Fresca, leve e saborosa, esta é uma boa alternativa para começar a refeição. Como é também um bom petisco para comer a meio da tarde (ou a qualquer hora do dia). Sozinho ou para partilhar com os amigos, nesta lista encontra três sítios para comer salada de polvo no Porto. Recomendado: Três sítios para comer gaspacho no Porto
Comer e beber nestas ruas
Críticas de restaurantes
Semea by Euskalduna
A menina tinha razão. O raio do vinho era bom. Um Aventura branco de 2017, um regional alentejano resultado de uma mistura de castas que deixava um arrasto mineral e perfumado na boca e dava vontade de soltar estalidos com a língua e sonoros “ahhhhs” no fim. Depois, o barulho da crosta do pão caseiro, feito a partir de massa mãe, a ceder à pressão aplicada pelos indicadores e polegares. Com muito ar, uma leve acidez, pedia para ser barrado com o paté de abacate e poejo que o acompanhava. Lá fora chovia, as bátegas contra a vidraça. O riso dela. Tudo isto era música para os meus ouvidos. Houve tempos em que o meu Id e o meu Ego entravam em conflito em restaurantes. Se o primeiro, inato, não suporta uma data de coisas – como favas e ervilhas murchas, mel, cenoura cozida... – o outro usa toda a sua diplomacia para o convencer a experimentar, com o objectivo de me tornar num homem mais erudito gastronomicamente, menos abrutalhado, menos esquisitinho. Mas, verdade seja dita, isto só acaba bem quando se confia no chef. E ao Vasco Coelho Santos eu deixava que ele me alimentasse a favas e cenouras cozidas. Por isso, à confiança, pedi a cabeça de xara (7€), um paté feito com as partes moles da cabeça do porco, como a língua, a pele, as cartilagens. Acalmo o pânico instalado no rosto da minha companhia e o prato é devorado por ambos em segundos: um paralelepípedo de carne fumada crocante, ligeiramente tostado por fora e muito húmido e cheio de sucos por dentro Por cima, pickles de
Mood Restaurant & Sushi Bar
Volta e meia acordo em sobressalto, sempre por causa do mesmo pesadelo. À minha frente, em cima de uma mesa de madeira corrida (cujo fim não consigo ver), tenho espumas. Espumas de tudo e de mais alguma coisa. Espumas de yuzu, de tomate seco, de ostra, de castanha do Pará, de tangerina, de cabeça de camarão. Bolhas de ar e líquido que quando assentam na língua, atingindo o zénite da sua existência, morrem sem glória, sem terem maravilhado ninguém. Nunca ouvi dizer: “Ai que espuma tão boa, tão incrível. Quero levar em saquinhos para casa”. Demasiado aparato para tão pouco proveito (além de que deixam quem as come com ar de parvo – “Devo continuar a fingir que estou a mastigar? Ainda tenho alguma coisa na boca?”). À quarta espuma que como, choro, e peço para me mandarem para o Inferno. Lá, certamente, haverá churrasco. Não comi espumas no Mood Restaurant & Sushi Bar, mas esta introdução tem uma razão de ser. Quando um ingrediente é bem cozinhado e apresenta uma boa textura, o prato melhora. Não há nada mais maçador do que obrigar a língua sempre ao mesmo processo de deglutição. Sempre aos mesmos movimentos mecânicos. Aquilo é um parque de diversões, gente, é uma rave. São milhares de papilas gustativas num festival à espera que o prato suba ao palco. Se lhes oferecem má comida, a malta desiste e assobia. Pedi o combinado de sushi do menu executivo do dia – infelizmente as opções da carta só estavam disponíveis à noite e eu ia com vontade de uma tábua de queijos, de
Casario
Corro o risco de ser preso, de ficar com um termo de identidade e residência, com uma pulseira electrónica no pé, ou pior, de levar com uma medida cautelar de afastamento e de me ver obrigado a dar uma distância mínima de 500 metros sempre que passar por um dos seus restaurantes. O chef Miguel Castro e Silva não sabe, mas tem um stalker, vai já para muitos anos. Dos tempos do Bull & Bear, aqui no Porto, onde fui quando era ainda um jovem de barba rala, aos seus espaços em Lisboa, já com uma pilosidade facial mais aceitável no mundo dos negócios, segui-o. Foi ele que me fez gostar de favas e cheguei a levar para casa algumas das suas criações em vácuo cozinhadas a baixa temperatura, das quais foi pioneiro em Portugal. Por isso, se o Miguel tivesse uma banda, eu era uma groupie e pedia-lhe para me fazer um filho. Quando me avisaram que voltava à Invicta, emocionei-me. Fiz o favor de esperar os três meses da praxe para que um restaurante ponha a sua máquina bem oleada e fiz-me ao caminho. Neste novo projecto na Ribeira, com vista para o Douro, numa guest house do grupo de vinhos Gran Cruz – com quem também colabora no seu DeCastro Gaia – aliou-se a José Miguel Guedes, o chef que comandou esta belíssima refeição. Pedimos o menu de degustação Casario com sete momentos (58€) e uma harmonização de cinco vinhos reserva (22€). Há na comida do Miguel um cunho muito próprio, muito autêntico: o de cozinhar com produtos locais e sazonais, com sabores reminiscentes mas técnicas de a
Rei dos Queijos
Foi um bonito começo, mas nem todo o queijo do mundo me vai fazer esquecer que a refeição, infelizmente, descambou. E a coisa até tinha um potencial do caraças. Na Rua do Bonjardim, com uma invejável montra de queijos de todo o lado mesmo à entrada e uma carta pensada pelo chef João Pupo Lameiras, este espaço tinha tudo para dar certo. Mas não tinham o vinho que queríamos, não tinham o ovo escocês, não tinham o tártaro de beterraba. Tinham, sim, coisas que eu não queria comer mas que por força das circunstâncias (era domingo, o restaurante estava vazio e a cozinha pareceu-me um tanto ou quanto preguiçosa) lá tivemos forçosamente de pedir. A tábua de três queijos, com um São Jorge com 36 meses de cura, com aqueles cristaizinhos formados à superfície, cheios de umami; um de ovelha pastoso, vindo de Seia; e um de mistura, fez as honras (9,50€). Vinha com uma doce compota de cebola, bastante boa, nozes caramelizadas, a dar um toque crocante, e uma cesta de pão. O conjunto quase me fez esquecer o trôpego arranque. Os croquetes que se seguiram, recheados com o mesmo queijo de Seia, tinham um bom rácio entre este, que escorria à primeira dentada, ainda quente; bocadinhos de bacon a dar textura; e cebola refogada, a fazer lembrar os cozinhados de casa (5€). Gordos mas com uma fritura impecável. O resto não impressionou. O rosbife de boi com ervas e queijo parmesão, uma dose mínima mais parecida com uma entrada do que com um prato principal, não deixou grande memória (10,50€). Fat