Música

O seu guia para os melhores concertos no Porto, festivais e últimas notícias de música

Roteiro das casas de fado no Porto
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Roteiro das casas de fado no Porto

Sim, o fado tende a ser mais associado a Lisboa e a Coimbra, mas a história desta cultura musical no Porto é também longa e ilustre. Não faltam na Invicta casas onde qualquer amador desta arte pode arriscar cantorias à frente de público, assim como espaços onde brilha uma constelação local de estrelas da voz e da guitarra. Se está pronto para a descoberta das casas de fado no Porto vá pelas nossas sugestões.   

10 discos indie pop para ouvir de cabeça para baixo
Música

10 discos indie pop para ouvir de cabeça para baixo

A Austrália, uma ilha maioritariamente ocupada por desertos escaldantes, parece ser, tal como a Islândia, uma ilha maioritariamente ocupada por desertos glaciais, solo fértil para o talento musical. Passemos por cima de Crowded House, INXS, AC/DC, Men At Work, Midnight Oil, Kylie Minogue e Natalie Imbruglia, por serem sobejamente conhecidos e dispensarem publicidade adicional, e também por cima de The Birthday Party, Nick Cave, Dead Can Dance e SPK, por a sua área não ser a pop, e concentremo-nos no indie pop. Na falta de uma investigação científica que revele que viver de cabeça para baixo favorece a criação de canções perfeitas, maravilhemo-nos com 10 discos de 10 bandas que vale a pena conhecer entre a rica e pouco conhecida produção do Down Under, que é como o mundo anglo-saxónico costuma designar a Austrália e a Nova Zelândia.

Sair à noite no Porto: oito paragens obrigatórias até amanhecer
Noite

Sair à noite no Porto: oito paragens obrigatórias até amanhecer

A noite no Porto é um mundo pequeno mas intenso, concentrado num punhado de zonas de grande actividade onde é possível aliar espaços clássicos a muitas casas que vão aparecendo com ideias novas. Este guia conciso do que fazer na Invicta entre a saída e a reentrada em cena do sol tem tudo isso, da cerveja artesanal para embalar o fim do dia aos templos da dança onde as horas não contam. Vá por aqui.

10 discos indispensáveis de John Coltrane
Música

10 discos indispensáveis de John Coltrane

As primeiras gravações de John Coltrane não deixam adivinhar o que estava para vir: estávamos a 13 de Julho de 1946, o saxofonista tinha 21 anos, era marinheiro e estava destacado no Havai, e os seus colegas de sessão também prestavam serviço na Marinha de Guerra dos EUA. Seriam precisos mais dez anos para que Coltrane inscrevesse o seu nome no livro de honra do jazz, ao gravar a “tetralogia” Cookin’, Relaxin’, Workin’ e Steamin’ com o quinteto com que Miles Davis marcou o seu regresso à ribalta, após anos de problemas de toxicodependência. O quinteto, cuja secção rítmica era constituída por Red Garland, Paul Chambers e Philly Joe Jones, gravou uma sucessão de álbuns brilhantes, que atestam o rápido amadurecimento de Coltrane. Em meados de 1957, a originalidade de Coltrane chamou a atenção de Thelonious Monk, que o recrutou temporariamente para as suas formações. Após este interregno, decisivo na sua evolução musical, o saxofonista regressou, no início de 1958, para as fileiras de Davis, com quem gravou em 1959 o clássico Kind of Blue. Em Abril de 1960, numa altura em que era aclamado, juntamente com Sonny Rollins, como o novo expoente do saxofone tenor, Coltrane deixou Davis para se consagrar integralmente à carreira a solo.

10 canções com cheiro a maresia
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10 canções com cheiro a maresia

O mar tem sido uma inesgotável fonte de inspiração para artistas de todas as épocas e áreas. Agora que o calor convida a que nos aproximemos da praia, eis 10 canções que combinam com o rumor das ondas.  

As nossas escolhas

Os melhores concertos no Porto em Fevereiro
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Os melhores concertos no Porto em Fevereiro

Em Fevereiro há música de muitas latitudes para escutar nos palcos da cidade. Da Jamaica a brisas do Brasil, de França a um denso contingente britânico liderado pelo regressado Tricky, da Guiné-Bissau a, claro, Portugal. Reggae, jazz-rock, garage, trip-hop — é escolher.

10 canções indie pop ao vivo em estúdio
Música

10 canções indie pop ao vivo em estúdio

Por vezes os discos de estúdio soam demasiado polidos e assépticos – está tudo perfeito, mas, durante o longo processo de gravação e mistura, o feeling e a excitação ficaram de fora – e, por outro lado, os concertos ao vivo têm noites más, porque o vocalista não consegue ouvir-se e desafina, ou a acústica da sala é bera, ou o volume está demasiado alto, ou os volumes dos instrumentos estão desequilibrados, ou a escala do concerto torna a experiência impessoal. As actuações “ao vivo em estúdio” (com ou sem público) conseguem, por vezes, reunir o melhor dos dois mundos: a espontaneidade, vibração e urgência do live e o rigor, detalhe, subtileza e intimismo das gravações de estúdio. Não é por acaso que cada vez mais músicos exploram este formato, quer num verdadeiro estúdio de gravação quer num local que proporcione condições similares.

Nove canções dos Beatles recriadas pelo jazz
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Nove canções dos Beatles recriadas pelo jazz

A irrupção dos Beatles na cena musical foi um fenómeno avassalador e teria, no médio prazo, consequências funestas para o jazz, desviando parte do seu público jovem para a órbita do pop-rock. Alguns jazzmen exprimiram publicamente o seu distanciamento (e até desprezo e hostilidade) em relação à pop, mas outros apressaram-se a tentar tirar partido da popularidade das suas canções. Há que reconhecer que, salvo raras excepções, nos primeiros tempos nem todas as apropriações das canções dos Beatles foram felizes e que foi preciso esperar pelo final dos anos 90, para uma abordagem mais subtil e original.

10 canções pop de Verão
Música

10 canções pop de Verão

O Verão tem inspirado resmas de músicas e muitas são sobre surf, festas na piscina e “dolls by a palm tree on the sand” (Beach Boys dixit). Mas há canções pop de Verão que não se ficam pelo elogio das “cutest girls in the world” (as californianas, claro)

Entrevistas

Slow J: “A minha música é para toda a gente”
Música

Slow J: “A minha música é para toda a gente”

Conversámos com um dos nomes maiores do hip-hop nacional enquanto bebia um chá na Champanheria do Largo. Ainda disponibilizou uma fita métrica para servir do suporte do gravador. Slow J é um artesão sem medidas fixas. Posso perguntar-te porque é que tens uma fita métrica no bolso?  Tenho que levar um móvel e preciso de saber se cabe no carro.  Estás em mudanças, é isso?  Ya, mudei-me há duas semanas para a Parede. Antes estive seis meses no Cais do Sodré a fazer uma residência artística, tinha o quarto e o estúdio pegados, num espaço que se chama Lost Lisbon. Tinha um ambiente muito fixe... Foi aí que fizeste parte do disco?  Sim. Antes já tinha estado 5 ou 6 meses no estúdio do Fred [Ferreira, produtor].  Quanto tempo levaste para fazer este disco?  Dois anos.  Chega?  Mais ou menos... saiu-me mesmo do corpo. Foi a primeira vez que investi tanto tempo numa cena minha e o balanço agrada-me. O disco ultrapassou as minhas expectativas e ao mesmo tempo vivi bem... passei por grandes experiências.  Essas experiências levaram-te a escutar o Presidente Mujica, ao ponto de teres dois samples do homem no disco?  Identifiquei-me muito com as ideias do gajo, os samples que estão lá vêm especificamente de um documentário que é o Human, não sei se já viste... Confesso que não.  Vale a pena. É um documentário que filma pessoas pelo mundo inteiro, sempre num fundo preto, e com histórias de todo o tipo, desde o Mujica até um perfeito anónimo com experiências humanas fortes. Qu

Mallu Magalhães: “Sempre soube que esse mundo de marshmallow não existia”
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Mallu Magalhães: “Sempre soube que esse mundo de marshmallow não existia”

Vem, Mallu. Vem, que é o quarto disco e a convocatória da artista paulista para uma festa de samba e de rock sambado. Mais do que isso, é a certeza de que a vida não é assim tão maravilhosa, nem assim tão dramática. Seis anos após a edição de Pitanga, com a Banda do Mar e a maternidade pelo meio, Mallu Magalhães larga as gomas da fantasia e os contos de fadas acidentados. “[a vida] Vai ser isso aí, não é? Ok. Está bom”, ironiza. Uma conversa informal e honesta, sem gravata nem formalidades. Passaram seis anos desde que editaste o Pitanga. Entretanto tiveste a Banda do Mar, foste mãe...este disco é um aglomerado desse tempo? Sim, acho que as experiências que passei depois da Banda do Mar e mesmo a maternidade...é uma coisa intensa, muda muito qualquer pessoa. E tem também essa coisa da mudança do país, isso também mexeu comigo. Até à Banda do Mar a minha produção artística até então era maioritariamente calma, então não conseguia colocar para fora esse vigor, esse lado selvagem que sempre tive. Sentia falta de pôr para fora esse impulso mais de ataque. Este disco é também uma resposta ao disco da Banda do Mar, não o teria feito sem isso.  São tudo canções pós-Banda do Mar? Tem coisas de antes, mas a maioria foi feita depois. A “Culpa do Amor” é a única mais antiga.  Foi tudo feito em Portugal? Nem por isso, porque como a gente fazia muita tournée no Brasil, grande parte das músicas foram feitas lá. Foi meio a meio.  Podemos então dizer há um input tuga neste disco. Cla

Jamie Lidell: “Manter o controlo e ditar o ritmo”
Música

Jamie Lidell: “Manter o controlo e ditar o ritmo”

Jamie Lidell completou um longo processo de transição. Que é como quem diz, em Building a Beginning (2016), o produtor britânico abandonou a electrónica que restava no seu som e impôs-se como um cantor soul. Conversámos antes do concerto no EDP Cool Jazz, dia 26 de Julho.  Quando lançaste o Multiply, em 2005, fazias electrónica experimental com vozes soul, e foste-te aproximando mais da soul com cada novo disco. O que é que vais fazer agora que lançaste um disco de soul pura e dura? Techno (risos). Estou a brincar, mas nunca se sabe. Tenho andado a fazer mudanças no meu estúdio. Adicionei uma segunda secção onde meti todo o material dos meus tempos do techno. É muito divertido. Além disso, o meu filho gosta do som do sintetizador, por isso pode ser que faça um disco para ele dançar. Building a Beginning é o teu primeiro disco pós-Warp. A mudança de editora afectou a tua música de alguma forma? Acho que não. Quer dizer, até certo ponto estava a começar do zero fora da Warp, por isso havia uma sensação de mudança. Gosto disso. Lançaste o novo álbum na tua própria editora. Porque é que não assinaste por uma editora maior? Calculo que houvesse interessados. Isso é o que tu pensas. Só que eu tenho 43 anos e as grandes editoras estão concentradas a 100% no que é novo e jovem. De certa forma até compreendo. Eles partem do princípio de que a aposta numa estrela transitória é a melhor forma de fazer bom dinheiro, ao invés de alguém que lhes traz um fluxo de rendimento constante,

Entrevista: Os novos The Gift
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Entrevista: Os novos The Gift

Neste momento, no título do vosso site e mesmo na meta-informação do Google aparece The Gift ft. Brian Eno. Porquê? Porque há uma canção em que ele canta, que é o “Love Without Violins”. E geralmente quando há duetos mete-se featuring. O que é que podíamos pôr: com?  Não é isso. Quando se entra no vosso site aparece logo lá em cima, no separador: “The Gift ft. Brian Eno”.  É o “Love Without Violins”. O Brian Eno canta com a Sónia. Ou não chegaste ao refrão? A questão não é essa. Isto não aparece como referência a qualquer canção nem a nada.  É impossível isso. No vosso site, lá em cima, no separador do browser, aparece The Gift ft. Brian Eno. Só.  E tens o videoclipe em baixo, o primeiro. Não. Neste momento o único vídeo que têm na primeira página do site é o “Big Fish”. Então é um erro do site. Pronto. Pois, deve ter sido um erro de programação. Era a primeira pergunta, isso? Era. Muito bem, está respondida. Próxima. Como é que chegaram ao Brian Eno? Por causa de uma viagem que eu fiz ao Brasil. Tive a sorte de poder colaborar com ele num projecto. Estávamos a ver como é que as ONG nas favelas do Rio de Janeiro conseguiam tirar os meninos do crime. Houve uma empatia entre mim e ele, começámos a conversar, ficámos amigos. Tive a sorte de dois anos depois ele estar em Vigo e ver os Gift ao vivo. Apaixonou-se pela banda e nós apaixonámo-nos por ele. Felizmente chegámos a um bom porto. A Sónia perguntou-lhe se el