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David Fonseca: "A música sempre foi um porto seguro"
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David Fonseca: "A música sempre foi um porto seguro"

David Fonseca já soma 17 anos de carreira a solo, mas nunca lançou um best of. Como é que uma pessoa nada dada a retrospectivas decide, de repente, lançar uma compilação de lados B e raridades? A culpa foi da pandemia, que nos fechou em casa e nos forçou a olhar para dentro. Durante a quarentena, David Fonseca mergulhou a fundo no seu arquivo, como nunca o tinha feito. “Na realidade, se não fosse o confinamento talvez este disco não tivesse acontecido, mas os discos são sempre fruto das circunstâncias e tempo onde vivem”, explica. “Ao fazê-lo, descobri estas canções que, apesar de terem sido totalmente finalizadas, estavam espalhadas por todo o lado de forma pouco acessível. De alguma forma, acabam por mostrar um lado mais invisível do meu trabalho como músico, uma espécie de lado B da minha carreira como compositor.” Lost and Found – B Sides and Rarities reúne momentos mais atípicos, experiências e abordagens diferentes. Alguns mais experimentais, outros mais inesperados, entre o português e o inglês, num total de 16 canções que escaparam aos discos que lançou, mas que era importante assinalar de forma mais séria na sua discografia. Desenterrar estas raridades foi regressar ao passado. “Descobri que nem sempre tomo as melhores opções quando decido descartar-me de algumas canções! Acho que consigo perceber o meu grau de exigência a cada disco, é estranho para mim que algumas não fossem vistas como uma opção na altura e que acabassem por sair dos discos principais.” Desde os Silence 4 que David Fonseca percebeu que as suas tempestades emocionais ressoam de forma forte nas outras pessoas. Ele escrevia para si próprio, mas acabaria por descobrir que não estava sozinho nas suas inquietações líricas. Tudo o que atravessamos, alguém, algures, já atravessou também. As nossas dores e alegrias são o que nos une, por isso, o melhor que podemos fazer é olhar uns pelos outros. A música foi um elemento importante para lidar com o período de confinamento, entregando-se aos impulsos imaginativos. “Explorei de forma mais aprofundada alguns instrumentos e técnicas, estudei novas formas de gravação e fiz alguma música. A música sempre foi um porto seguro para mim e neste caso não foi diferente. Fazer e ouvir música levam-me para um universo distante e próximo ao mesmo tempo, um universo onde não existem tantas regras como aquelas que nos regem em tempo de pandemia.” Apesar disso, escrever canções é “um misto de sentimentos contraditórios”. “Por um lado, há o prazer da descoberta de algo novo, a ideia de construir uma canção que ainda não existe. Por outro, a frustração que acompanha esse processo, cheio de falhanços e caminhos sem saída. Mas uma vez que se aprende a lidar com a parte mais difícil da criação, vale sempre a pena.” O meio musical (e cultural, em geral) é um dos que mais tem sofrido com os efeitos da pandemia. “Preocupa-me a precariedade de toda a área cultural. A cultura é uma das bases essenciais da identidade de um povo e é urgente olhar para esta área como algo absolutamente fulcral para o nosso desenvolvimento. Acredito que temos muito para dar e muito que crescer, mas esta área tem de ser olhada com a importância e destaque que merece pelos governos que nos regem.” Depois de ter deixado a digressão Radio Gemini a meio, com dezenas de espectáculos cancelados, ainda vamos ter de esperar algum tempo para ver David Fonseca ao vivo e sem ecrãs pelo meio. “Espero voltar aos palcos o mais rapidamente possível. Vamos ter de conviver com esta situação de pandemia durante algum tempo e teremos de nos adaptar a esta nova realidade”, diz. Mas será “em breve, muito em breve”.

Entrevista aos Clã: “O que me faz falta é estar no palco”
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Entrevista aos Clã: “O que me faz falta é estar no palco”

Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves vivem num “cantinho sossegado”, numa aldeia em Vila do Conde. Já estão habituados a uma rotina caseira e confinada. Vivem no meio da natureza, num terreno onde zurra uma burra e onde podem apanhar sol e laranjas. Foi aqui que gravaram o novo álbum Véspera, que sai à rua a 22 de Maio. Apesar de ter sido criado nos últimos três anos, nele paira um prenúncio destes tempos de pandemia. É a primeira vez que os Clã lançam um disco e não podem apresentá-lo em frente a um público. Para uma banda que se extravasa no palco, isso é complicado.    Como está a correr a vossa quarentena? Manuela Azevedo: Não está mal, na verdade. Nós vínhamos de um tempo assim caseiro. Como estávamos em estúdio a gravar, já estávamos habituados a esta rotina de estarmos confinados, por isso acaba por não ser assim uma grande mudança. Vivemos numa aldeia no concelho de Vila do Conde, é também aqui que gravamos. O nosso cantinho é bastante sossegado e isolado. Podemos apanhar sol, apanhar laranjas… Para estes dias de confinamento é um privilégio ter o que nós temos. Hélder Gonçalves: Pela primeira vez na nossa carreira, estamos a lançar um disco e não podemos ir na semana seguinte para a rua ou fazer um concerto. Isso sempre foi muito importante para nós, os discos serviam de lançamento a uma digressão. E neste momento não vamos poder ir para a estrada. Para nós, é muito estranho.   Esta é uma boa altura para lançar este disco? Manuela: Não fazia sentido deixar este disco mais tempo parado. Hélder: Estamos a trabalhar neste disco desde 2017. Em 2018, começámos a fazer as gravações, é um processo longo. Manuela: É uma razão egoísta, é a necessidade de partilhar o que temos nas mãos. Além disso, é um trabalho que não foi feito de propósito para esta ocasião, mas traz em si uma maneira de olhar para o mundo e de pensar o mundo que faz todo o sentido nos dias que vivemos agora. Estes dias de pandemia são dias estranhos, mas todas as coisas que estão associadas são males que já vinham antes. Por exemplo, a maneira como incompreensivelmente temos líderes como o Trump ou o Bolsonaro a lidar com esta pandemia, é algo que já se sentia na forma como eles lidavam com outras coisas.   Os Clã colaboram com pessoas da música, da literatura, da ilustração e das artes performativas. Que importância têm todas estas colaborações? O todo é maior que a soma das partes? Manuela: Exactamente, tem a ver com isso. Aquilo a que chegas é sempre maior do que o ponto de partida, não é só juntar o trabalho destas pessoas, é articular esse trabalho, é discutir todos, é deixarmo-nos contaminar uns pelos outros. Na parte da criação em si há uma parte mais solitária, mas, a partir da altura em que desafiamos os nossos parceiros de escrita, logo aí já há uma abertura de mundo, de olhares e perspectivas sobre aquele ponto de partida. E à medida que vais juntando mais gente, como o André da Loba a propor um outro olhar sobre as canções, isso também te vai ajudar a pensar no que vais querer levar para o palco. Neste trabalho temos o Victor Hugo Pontes e a Cristina Cunha a assinar os figurinos, tudo isto é uma criação colectiva. Isso foi algo comprometido por estes dias mais estranhos, mas o Zoom acabou por ajudar. [risos]   Os Clã têm uma abordagem interessante à electrónica... Hélder: Temos dois teclistas que usam teclados analógicos, que são instrumentos muito específicos, há um trabalho muito complexo a volta deles. Às vezes estamos semanas à volta de um teclado para escolher o sonzinho que faz “ping”. As possibilidades são muitas, é complicado por causa disso. Por outro lado, a música que ouvimos é muito variada e gostamos do contraste de ligar coisas mais acústicas do rock e da pop com elementos mais inesperados. Não olhamos para os teclados como instrumentos de música electrónica, mas como coisas palpáveis que podemos mexer e andar à procura e burilar à volta daquilo.   O palco é o mundo dos Clã. Como é que estão a lidar com esta incerteza do regresso aos palcos? Manuela: É muito mau. Não conseguimos estar os seis juntos, não podemos tocar juntos, o que é fundamental para manter a saúde de qualquer colectivo. Especialmente para nós, porque aprendemos das próprias canções ao estar com elas em palco, ao tocá-las inúmeras vezes. É terrível ter um trabalho novo na mão e não poder estar em cima do palco a defendê-lo e a ver a reacção das pessoas ali à frente. Vamos ver como se regressa a alguma normalidade, mas é óbvio que vamos passar por situações muito estranhas. A experiência em palco de ter as plateias separadas, as pessoas com a máscara no rosto e só consegues ver os olhinhos, com medo de se manifestarem e saltarem e dançarem, porque vão invadir o espaço do outro. Tudo isso vai tornar a experiência muito estranha. Esta auto-consciência do outro, do distanciamento, tudo isto é uma aprendizagem muito estranha, quanto mais naquilo que devia ser uma celebração de estarmos todos juntos. Vão ser tempos tramados. Na parte da sobrevivência, ainda mais complicado é. Esta suspensão de toda a gente que está relacionada com o mundo do espectáculo, associada a uma grande precariedade na área da música, porque não há subsídios ou contratações... Temos tanta gente que trabalha à volta do espectáculo em risco de sobrevivência, sem rendimentos. O reatar de alguma normalidade disto tudo vai ser demorado. É importante estarmos todos muito antenados, muito solidários, muito exigentes em relação ao nosso próprio governo para podermos ultrapassar isto sem muitos danos, sem muita gente ficar pelo caminho.   O que vos preocupa mais no futuro? Manuela: Esta situação podia ser uma ocasião para melhorarmos enquanto espécie. Percebermos que é importante sermos responsáveis uns pelos outros, ter um Serviço Nacional de Saúde que funcione, ter solidariedade social. Que não faz sentido uma vida sem o outro, sem uma comunidade. Que ter um planeta menos poluído é bom e é possível. Essas coisas são lições fundamentais, mas eu temo que a gente esqueça, assim que regresse à normalidade. Era importante que a dureza daquilo que estamos a passar servisse para alguma coisa. Mas o que me preocupa mesmo é perceber até que ponto o controlo sanitário não vai alterar demasiado uma convivência normal e natural entre os humanos. Se não nos vamos tornar em coisas assépticas que desistiram completamente do toque, do afecto. É muito estranho pensar no risco de mudar comportamentos que são essenciais em ser-se humano. Isso deixa-me algum receio pelo futuro. Hélder: E as pessoas que perderam empregos, especialmente aquelas que já estavam numa situação difícil ou numa profissão que dependia de recibos verdes. Eu sei que muitos colegas nossos artistas estão com dificuldades, mas ainda conseguimos fazer aquilo de que gostamos, de alguma forma. Podemos tocar em casa, podemos gravar. Mas um técnico que faz luzes, que leva o material, que afina guitarras e ganhava a vida com isso, agora não há nada que possa fazer. E são pessoas valiosíssimas, mas não podem fazer o seu trabalho. Acho que o governo devia ser eficaz a tratar disso, mas para isso é preciso os políticos perceberem do que estão a falar. A sensação que temos é que o governo não percebe bem o nosso mundo. As pessoas não têm ideia de tudo o que é preciso para fazer um concerto, quanto é que no fim um artista ganha. Ao nível político, um ministro ou secretário de estado tem que perceber o que se está a passar, senão também não sabem como ajudar.   Os concertos online gratuitos vão desvalorizar os concertos normais? Hélder: Eu acho que não se devem fazer concertos online gratuitos. No momento em que os artistas ficaram sem nada, a única coisa que têm é esta plataforma online, que pode ser a única fonte de subsistência nos próximos meses. Portanto nós não podemos – já não devíamos antes, mas especialmente neste momento – escancarar e oferecer tudo. A música já perdeu bastante valor porque as pessoas podem ouvir música sem pagar no YouTube ou no Spotify, o streaming já desvalorizou a música como algo em que tens que investir e pagar. O único sítio onde as pessoas faziam isso era nos concertos, pagavam bilhetes. E se neste momento também desbaratamos isso como artistas, estamos a dar tudo e cada vez a ficar com menos soluções de sobrevivência. Uma coisa é oferecer cinco músicas, outra coisa é disponibilizar um concerto inteiro. Isso tem um valor que não podemos desperdiçar, senão as pessoas acham que fazemos as coisas facilmente, que não nos custa nada, que não há dezenas de pessoas a trabalhar para que uma coisa destas aconteça.   O que é que mais querem fazer quando o confinamento terminar? Hélder: Nós temos sorte por estarmos juntos em casa, mas queria estar com os amigos, a família, brindar com um copo, entrar num restaurante. Há muita coisa que nem estamos a dar valor agora e que vamos valorizar depois. Manuela: Sim, mas o que me faz mais falta neste momento é mesmo estar no palco. ■  

A música portuguesa a explorar e a gravar-se a si própria
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A música portuguesa a explorar e a gravar-se a si própria

Das gravações caseiras de Brian Wilson, sobre as quais foram erguidos álbuns como Smiley Smile, Wild Honey ou Friends dos Beach Boys, ao McCartney (1970) de Paul McCartney, gravado na casa do ex-Beatle, não é de agora que os músicos fazem da sua casa estúdio. E se, dantes, isso estava ao alcance de poucos, à medida que a tecnologia evoluiu, a auto-gravação democratizou-se. Hoje, qualquer quarto pode ser um estúdio e todo o mundo pode fazer e partilhar a sua música quase instantaneamente. Basta um computador, uma ligação à internet e vontade. Sem exagero: alguma da melhor e mais fresca música portuguesa dos últimos 20 anos foi feita assim. Em casas e estúdios improvisados, isoladamente ou por grupos de amigos que se entreajudavam, encorajavam e aprendiam uns com os outros, e por fim partilhada por editoras e colectivos como a Merzbau, a FlorCaveira, a Cafetra ou a Príncipe, entre tantas outras. Sem grandes planos nem ambições, apenas porque aquela música estava nas suas cabeças e era preciso “torná-la real”, como diz, e bem, Leonardo Bindilatti, produtor fulcral de boa parte da música da Cafetra, além de músico e compositor. E porque queriam “autonomia” – palavra de Filipe Sambado, que muito antes de subir ao palco do Festival da Canção tocava e gravava a sua música e a dos amigos. Falámos com meia dúzia de músicos sobre os desafios, as vantagens e os porquês da auto-gravação e reproduzimos os seus testemunhos, na primeira pessoa. Lembramos as palavras das Pega Monstro: “Se isto não é música/ então faz tu uma canção”. Parece simples. E pode sê-lo.

13 músicas sobre o Porto para cantar à janela
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13 músicas sobre o Porto para cantar à janela

A vida como a conhecíamos está suspensa. Nesta altura estamos todos a sonhar com o mesmo: sair de casa, abraçar amigos e família, jantar fora, ir a concertos, rebolar na relva. Enquanto aguardamos por dias melhores, é importante lembrar as coisas bonitas. Das varandas e janelas à volta do mundo chegam relatos e vídeos de pessoas a cantar, a tocar ou simplesmente a ouvir. Para lembrar que o Porto é a melhor cidade do mundo, decore estas músicas e cante também, como se ninguém estivesse a ouvir.

10 músicas para dançar sozinho
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10 músicas para dançar sozinho

Nesta época de isolamento social, não devemos deixar de fazer o que nos faz felizes. Se dançar o faz feliz, dance, mesmo que não tenha companhia. Há momentos em que nenhuma companhia do mundo é melhor do que a nossa. Faça como Bruce Springsteen, Billy Idol ou Robyn e dance sozinho, como se ninguém estivesse a ver. Se os vizinhos se queixarem do barulho, nós assumimos a culpa.  

Música para os seus ouvidos

Playlist Time Out: as melhores canções da semana
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Playlist Time Out: as melhores canções da semana

O ano 2018 começou com pé a fundo no acelerador nos universos da pop e da música de dança. Há regressos inspirados de Kylie Minogue e Tracey Thorn, fulgurante electrónica nacional graças a Branko, PEDRO e P. Adrix, e mais um tratado de reggaeton por J. Balvin. Siga pela playlist Time Out e conheça as melhores canções da semana.  

Playlist Time Out: a vingança dos 90s
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Playlist Time Out: a vingança dos 90s

Do ambiente das raves recriado por CFCF ao regresso inesperado mas inspirado de Busta Rhymes (com uma ajuda gigantesca de Missy Elliott), há boa razões para achar que esta é uma playlist Time Out com sabor a vingança dos 90s. Mas não só – os afrobeats de Burna Boy e o jazz ao barulho com hip-hip e r&b de Chris Dave and the Drumhedz lembram que sim, está-se mesmo em 2018. É ouvir.

Playlist Time Out: as divas nunca morrem
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Playlist Time Out: as divas nunca morrem

Esta semana contém: dois regressos imponentes, os das En Vogue e de Mr. Fingers. As brumas esotéricas dos Beautify Junkiards e de Anna von Hausswolff. O jazz flutuante dos Kneebody. E delícias à beira Mediterrâneo pela mão de Mylène Farmer e Veysel Mutlu. São novidades tutti frutti para todas as estações.

Playlist Time Out: a última cola do deserto indie
Música

Playlist Time Out: a última cola do deserto indie

A viagem pela melhor música nova começa com reminiscências do indie-rock dos anos 1990. A seguir, uma incursão pelo Velho Continente com Camille e Jammer, e ofertas r&b made in USA de K. Michelle e Janelle Monáe. O final, apoteótico, fica reservado para uma pequena explosão num grande país da África Ocidental.

Últimas notícias

Casa da Música celebra aniversário de portas fechadas, mas aberta ao mundo
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Casa da Música celebra aniversário de portas fechadas, mas aberta ao mundo

Inaugurou no dia 15 de Abril de 2005 a grande obra da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. Não era assim que gostaríamos de comemorar os seus 15 anos, mas a Casa da Música vai continuar a dar-nos muita música. O programa de aniversário será apresentado exclusivamente online, com gravações de concertos, vídeos, mensagens dos maestros da Casa e um novo blogue. O prato forte é a estreia mundial de uma peça para grande orquestra do compositor residente na Casa da Música este ano, o francês Philippe Manoury. O alinhamento começa pelas 10.00 com um vídeo a recordar os 15 anos da Casa, e fecha pelas 22.00 com a transmissão do concerto da Missa em Si Menor de Bach, interpretada pela Orquestra Barroca, o Coro Casa da Música e o Coro Infantil. Pelo meio, poderá ver gravações de outros concertos e mensagens dos maestros das formações residentes: Baldur Brönnimann, Peter Rundel e Laurence Cummings. A Casa da Música vai também lançar um blogue, onde vai partilhar o seu acervo de concertos sem uma compressão de som e imagem que afecte a qualidade. No Facebook tem transmitido, todos os dias às 19.00, concertos em simultâneo com várias salas europeias. Adicionalmente, está a preparar várias listas de reprodução, pedidas a convidados, desde maestros a compositores, para partilhar nas redes sociais. Esta programação vai manter-se enquanto estiverem em vigor as medidas de prevenção de contágio da Covid-19. Se estiver com saudades, pode fazer uma visita virtual à Casa da Música, percorrendo

Eurovisão: Espectáculo especial vai honrar as canções da edição cancelada
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Eurovisão: Espectáculo especial vai honrar as canções da edição cancelada

O surto de Covid-19, que rapidamente afectou os seis continentes, levou a União Europeia de Radiodifusão a cancelar aquela que seria a 65ª edição do Festival Eurovisão da Canção. Cerca de duas semanas depois do anúncio, a mesma entidade comunicou que, no lugar do concurso, será transmitido um espectáculo que pretende “honrar” as 41 músicas seleccionadas este ano. "Europe Shine a Light" é o nome do novo evento, agendado para o dia 16 de Maio. A apresentação desta emissão especial foi entregue aos holandeses Chantal Janzen, Edsilia Rombley e Jan Smit, que já iam estar na Eurovisão 2020. A YouTuber NikkieTutorials juntou-se à equipa como apresentadora digital, estando também responsável por produzir conteúdos online para a transmissão. Entre os 41 temas que integram a iniciativa, está a canção eleita para representar Portugal este ano, "Medo de Sentir", interpretada por Elisa e composta pela portuense Marta Carvalho. O evento, que começa às 21.00 e terá uma duração de cerca de duas horas, vai ainda contar com actuações de participantes de edições anteriores. Mais detalhes sobre a programação e a transmissão vão ainda ser revelados. + Leia a edição desta semana da Time In Portugal + Lojas de discos do Porto para comprar online Fique a par do que acontece na sua cidade. Subscreva a nossa newsletter e receba as notícias no email.

Sunflowers: “A música é uma indústria psicologicamente pesada”
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Sunflowers: “A música é uma indústria psicologicamente pesada”

Os Sunflowers arrancaram umas páginas do rock e rasgaram-nas. Têm consciência de que a história se escreve em papel vegetal, mas deixam um rasto próprio de distorção e destruição, despejando fúria e feedback sem flores nem floreados. Carolina Brandão (bateria implacável) e Carlos Jesus (guitarra fulminante), agora com o peso gravitacional do baixo de Frederico Ferreira, são barulhentos e estranhos, e sabem que o rock deve soar assim, com sujidade e sagacidade. O último álbum, Endless Voyage, é um passo de gigante de uma banda a crescer com cada vez mais controlo e mais caos. De dopados decibéis e delirante imaginação, usam a insanidade para se libertarem. É um disco conceptual onde contam a história de Studiomaster, uma entidade misteriosa que ceifa as mentes decadentes da humanidade. Falámos com Carolina Brandão e Carlos Jesus sobre tudo isto. Apesar de ser uma ficção sci-fi, este disco acaba por espelhar a realidade. Carolina: Sim, estamos num ambiente sociopolítico de loucos, com as questões ambientais, a desigualdade, as máquinas a tomar conta do mundo. É uma sensação de desgraça iminente que a nossa geração está habituada a aguentar. Têm esperança neste mundo? Carlos: É preciso manter esperança para conseguirmos fazer alguma coisa. O mundo precisa de ser melhor e nós temos que fazer a nossa parte. Carolina: Eu gosto de tentar fazer pelos outros o que gostava que fizessem por nós, por muito pouco impacto que possa ter. Por exemplo, vejo cada vez mais raparigas na fila da

Veja concertos em directo a partir de casa
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Enquanto estamos todos confinados às nossas casas, os artistas portugueses não baixam os braços nem os instrumentos. Na noite de sábado, Salvador Sobral e André Santos juntaram milhares de pessoas em volta de uma transmissão online de música ao vivo. O concerto, que gerou um momento de comunhão nas redes sociais, ainda pode ser visto aqui. Durante esta semana, vai poder ver vários concertos em tempo real no conforto do seu sofá, em directo nas redes sociais. O Festival Eu Fico Em Casa vai acontecer ao longo de seis dias. É uma iniciativa conjunta de músicos, editoras e agências portuguesas que vão levar quase uma centena de concertos ao público em casa. As actuações duram meia hora e serão transmitidas nas contas de Instagram dos músicos e bandas participantes. Confira o alinhamento do festival: 17 de Março17h00 – Bárbara Tinoco 17h30 – André Henriques18h00 – Elisa Rodrigues18h30 – Buba Espinho19h00 – Filipe Gonçalves19h30 – João Pedro Pais20h00 – DOMI20h30 – Cristina Branco21h00 – Boss AC21h30 – Diogo Piçarra22h00 – David Fonseca22h30 – Samuel Úria23h00 – BRANKO 18 de Março17h00 – Tiago Nacarato17h30 – Lince18h00 – Irma18h30 – Filho da Mãe19h00 – André Sardet19h30 – Tomás Adrião20h00 – Chico da Tina20h30 – April Ivy21h00 – Murta21h30 – Fernando Daniel22h00 – Márcia22h30 – Noiserv23h00 – Supa Squad 19 de Março17h00 – Paulo Sousa17h30 – Afonso Cabral18h00 – Joana Espadinha & Cassete Pirata18h30 – Tainá19h00 – Fábia Rebordão19h30 – Bispo20h00 – Mirai20h30 – Marta Carvalho21h00

Lovers & Lollypops cria clube online para amantes de música disruptiva
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Lovers & Lollypops cria clube online para amantes de música disruptiva

Projecto da editora portuense dá acesso a conteúdos exclusivos. A receita será aplicada na edição de discos e no apoio à criação dos artistas da casa. A Lovers & Lollypops, editora, promotora e produtora sediada no Porto, lançou um clube que dá acesso a conteúdos exclusivos, como concertos em streaming, conversas, programas de autor, mixtapes curadas, álbuns com um preço especial, documentários e filmes, ou merchandising das bandas e da editora. A plataforma alojada no Patreon, o Clube Lovers & Lollypops, “tem como principais objectivos a manutenção do trabalho de edição da editora, assim como a criação de novas alternativas de apresentação e comunicação para os músicos e artistas com quem trabalha”, lê-se na nota de apresentação da iniciativa. O clube terá três opções de subscrição mensal. A básica (10€) dá acesso a todos os conteúdos digitais que sejam lançados; a média (25€) que, além dos álbuns em formato digital, dá direito a escolher discos dos catálogos da editora; e a avançada (50€) que permite o acesso a todos os outros conteúdos incluídos nas outras mensalidades, mais um disco à escolha de outras editoras. Um dos primeiros conteúdos da grelha será o Help Center: An Oral Story with... , um programa mensal de conversas com artistas que inspiram a editora e que pretende dar a conhecer histórias dos músicos. O convidado de Abril será o multinstrumentista norte-americano Laraaji. Serão também disponibilizadas as gravações do concerto de apresentação de Phantone, de Angél