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Quinta de Ventozelo
Luis FerrazQuinta de Ventozelo

Os melhores restaurantes do Douro que valem a viagem

Tão importante quanto os vinhos que aqui se fazem é a comida que os acompanha. Andámos pela região vinhateira a meter a colher nos pratos dos melhores restaurantes.

Escrito por
Mariana Morais Pinheiro
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Cabrito assado no forno a lenha, bochechas de porco bísaro, saladas de tomate coração de boi (quando é tempo dele), arroz de salpicão ou arroz de costela à lavrador, alheiras reinterpretadas à luz das novas tendências, tortas de laranja ou tartes de cereja de Resende. Do restaurante mais tradicional, onde se faz o mesmo prato da mesma forma há mais de 30 anos, ao espaço mais vanguardista, comandado por chefs com estrelas Michelin no currículo, a gastronomia duriense é rica e bem tratada. Andámos pela região vinhateira a meter a colher nos pratos dos melhores restaurantes, porque tão importante quanto os vinhos que aqui se fazem é a comida que os acompanha.

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Os melhores restaurantes do Douro que valem a viagem

  • Restaurantes
  • Porto

Depois da Casa dos Ecos, a Symington inaugurou o Bomfim 1896 by Pedro Lemos. Um antigo armazém de vinhos da propriedade foi reconvertido num restaurante amplo e luminoso, com grandes janelões virados para o rio e para os socalcos do Douro. Dos fornos a lenha da cozinha aberta saem pratos que homenageiam o receituário português, criados pelo chef Pedro Lemos. Enguia fumada com brioche, maçã e rabanetes; vieiras, espargos e beurre blanc ou bife tártaro são algumas das propostas para entradas. Nos peixes, brilham pregados assados com farinha de pau e ervilhas ou tachos de arroz cremoso de lavagante para duas pessoas. Nas carnes, duas sugestões: peça o saboroso cordeiro de leite com bulgur e molho do assado ou o tenro novilho com puré de batata e legumes braseados. Não saia sem provar as sobremesas e beber um cálice de vinho do Porto, claro. 

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  • Grande Porto

Debruçado sobre o rio Douro e situado na N222, considerada uma das estradas mais bonitas do mundo, o restaurante do chef Rui Paula é o sítio ideal para quem quiser provar cozinha de autor inspirada nas tradições do Douro e Trás-os-Montes. Bochechas de porco bísaro e perna de cabrito assada são alguns dos clássicos na carta, aos quais se juntam pratos como a caldeirada com tamboril, mexilhão e carabineiro; o bacalhau com broa de milho; o polvo grelhado com infusão de azeite extra virgem e alho ou a galinha do campo com bulgur e molho de especiarias. No campeonato das sobremesas, tudo continua em grande estilo: pêssego, tomilho limão e amêndoa ou uma selecção de queijos mais tradicional rematam em beleza a refeição. Mas nesta janela sobre o Douro, de onde é possível admirar os socalcos, os rabelos que cruzam as águas e os comboios que atravessam os montes, há menus de degustação para quem quiser ficar nas mãos do chef e, em época de vindimas, um menu dedicado a esta época tão especial. 

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  • Grande Porto

Uma cobertura em palhinha abriga do sol intenso os passantes e os hóspedes da Quinta do Ventozelo que ocupam as mesas sob o bonito alpendre. As vistas sobre a vinha e a propriedade são tão bonitas que toda a gente prefere aguentar estóica os mais de 30 ºC que se fazem sentir ao meio-dia, ao invés de ocupar os lugares lá dentro, numa sala climatizada. Era aqui que antigamente eram servidas as refeições aos trabalhadores. Agora cozinham-se pratos da autoria de Miguel Castro e Silva, que aposta no receituário regional e numa oferta “quilómetro zero”, ou seja, as ementas adaptam-se ao que a natureza fornece. É por isso que muitos dos produtos vêm das hortas da quinta, como a beterraba, o feijão-verde, as couves, as acelgas, o tomate coração-de-boi, os figos, os marmelos e o azeite. Quando algo lhes falta, como é o caso da carne maronesa, procuram produtores na proximidade, e quando é possível trocam directamente os excedentes com os vizinhos. Se lhes fizer uma visita, conte com almoços ou jantares informais, onde serão servidos pratos de forno, como costela maronesa ou cachaço de porco bísaro, ou pratos de tacho, como feijoada ou rancho. Ao domingo há cabrito, claro. 

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No centro de Lamego, bem perto da Sé, encontra este restaurante tipicamente duriense, onde o ex-líbris é o arroz de salpicão servido numa caçarola de barro, com rodelas generosas deste enchido regional, feijão vermelho e arroz malandrinho no ponto. Em alternativa, tem cabrito assado ou arroz de costela à lavrador. Seja qual for a escolha, não falhe o pão de milho e o queijo para entrada. Vai sair a rebolar.

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Não é um, nem dois, são três dentro de um. O restaurante Vale de Abraão, no Six Senses Douro Valley, é possivelmente o mais camaleónico dos espaços de restauração da zona. Se durante o dia a Open Kitchen e o Terraço Aberto apresentam uma cozinha mais descontraída, com menus sazonais onde aparecem pratos feitos com produtos que crescem nas hortas e nos jardins do hotel – também têm um forno a lenha onde fazem pão e focaccias caseiras –, à noite, a sala interior, com uma decoração mais tradicional, proporciona um ambiente mais intimista. A ementa foca-se em receitas regionais feitas com os ingredientes mais frescos. Se quiser apostar as fichas todas junto da sua cara-metade, reserve um jantar num local secreto. Uma mesa, por exemplo, na floresta à beira-rio. 

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É dos terraços mais bonitos que o Douro já viu. As mesas e cadeiras em ferro forjado, os cedros imponentes, a calma e a paz circundante. À noite, a meia-luz, o ambiente fica ainda mais acolhedor e especial. O restaurante da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo é o primeiro restaurante slow food da região, como gostam de se apresentar. André Carvalho, o chef à frente das criações, prepara pratos tradicionais com um toque contemporâneo, feitos com produtos locais e de proximidade. O tártaro de vitela com pepino e chalota e gema de codorniz é uma boa forma de começar a refeição. Depois, peça o bacalhau confitado com esmagada de batata trufada; a galinha do mato recheada com pistáchio e acompanhada de puré de aipo, ou os cuscos de Trás-os-Montes, feitos à mão por quem já os prepara há muitos anos. Há ainda um menu de degustação disponível (85€), que pode ser harmonizado com vinhos da propriedade, e uma sala interior, bem requintada, para dias ou noites mais frescas.  

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A qualidade de um restaurante antevê-se, com frequência, pela generosidade do seu couvert. Neste Douro à Vista, sobranceiramente instalado no topo de uma colina e com vista sobre o Douro e Resende, servem-no farto em pedaços de pão, manteigas, queijos e rissóis. Depois, segue-se o anho assado no forno a lenha (30€/15€) com arroz e batata assada, que chega à mesa numa travessa de barro a escaldar. É feito com mestria seguindo uma receita com mais de 30 anos e todos os fins-de-semana há romarias para o comer. Mas há muitos outros pratos dignos da viagem, como a posta na brasa, o lombo assado no forno, o polvo à lagareiro e o bacalhau à casa. Se conseguir um lugar na agradável esplanada, sob a sombra do arvoredo e junto das hidranjas em flor, peça para comer lá a sobremesa. O bolo de bolacha é sempre uma aposta segura, mas se for época delas, então atire-se à tarte de cereja de Resende ou à panacota com este fruto. 

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  • Grande Porto

Há várias coisas a ter em conta quando se reserva mesa no restaurante gastronómico da Quinta do Portal. Primeiro, que privilegiam uma política de farm to table, em que muitos dos produtos usados na confecção dos pratos vêm directamente da horta que cultivam na propriedade. Depois, que o prato principal é o Douro. Amparados por produtos e produtores locais, servem a região de bandeja a quem se senta à sua mesa, respeitando sempre a sazonalidade dos ingredientes. E, por fim, que o chef Milton Ferreira, casa a sua cozinha de autor com os pratos mais tradicionais da região. Desta feita, conte com chamuças (possivelmente uma influência do pai do chef, que é indiano) e pastéis de bacalhau como entrada, assim como cremes de cogumelos silvestres com migado de pão e azeite; e alheiras envolvidas em sementes de sésamo tostadas com puré e pickles de beterraba. Nos pratos principais, duas propostas em que não precisa de dar ao dente, de tão tenras que são: o polvo com caviar de limão e puré de cenoura e a bochecha de vitela com puré de ervilhas e outros legumes da hora. Tudo para ser acompanhado com os bons vinhos da quinta. Menus entre 45€ e 80€.

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Quando presumimos que já vimos tudo, que não há vista mais bonita do que aquela que acabámos de admirar, surge uma outra a provar-nos o contrário. É isso que acontece quando se chega à Casa dos Ecos, instalada no topo de uma pequena elevação geográfica no meio das vinhas da Quinta do Bonfim, no Pinhão, e olhamos em redor, em silêncio e boquiabertos. A ideia de criar um restaurante pop-up neste sítio, que operasse entre Março e Novembro, e em especial na época das vindimas, surgiu em 2020, durante a pandemia. A carta, pensada pelo chef Pedro Lemos, é um elogio à gastronomia duriense, com produtos locais. À mesa vai encontrar broa de milho, folar transmontano, trigo de Favaios, azeitonas e azeite da quinta. Mas também travessas de bacalhau com migas soltas, polvo à lagareiro, truta do rio, milhos com costelas em vinha de alho, novilho no tacho com puré e cabrito com arroz de forno. Para sobremesas, conte com tarte de amêndoa, torta de laranja, toucinho-do-céu e leite-creme queimado.

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A proposta é arrojada e diferenciadora. A região e o que ela de melhor oferece é servida em muitos e bons restaurantes por estes lados, mas o Raiva, o fine dining do Octant Douro, em Castelo de Paiva, foi mais longe. Para sermos precisos, foi até aos Picos da Serra de Urbión, em Espanha, onde o rio Douro nasce. Depois, desceu até à sua foz, no Porto, numa viagem ao longo de 897 quilómetros. Pelo caminho, ouviu histórias, conheceu produtores e provou os mais diversos ingredientes. Com eles, o chef Dárcio Henriques criou um menu onde figuram pratos como as ostras de Aveiro com alho francês assado (Km 41), a sopa de castanha de Arouca com bacon fumado (Km 51), o robalo do mar escalfado com puré de feijão branco e bouillabaisse (Km 1), a vazia arouquesa com cogumelos da mina, arroz de rabo de boi e puré de alho fermentado (Km 48) e a tarte de chocolate e avelã (Km 168). Além do Raiva, que tem também a opção deste menu em versão vegetariana, igualmente deliciosa (os menus de degustação custam entre 75€ e 115€/pessoa), o hotel dispõe de um outro restaurante, o À Terra, mais descontraído, com saladas, sanduíches, tábuas e muitas pizzas.

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Caldo verde, rissóis de vitela, cabeça de xara, tábuas de queijos e enchidos ou grãozada de ovo e cogumelos abrem o apetite a quem chega ao novo Seixo by Vasco Coelho Santos, o mais recente projecto gastronómico do chef portuense, numa parceria com a Sogrape. Instalado na Quinta do Seixo, com vista para as vinhas velhas e para o Douro, aqui preserva-se a memória, a tradição e cozinha-se com os sabores regionais e nacionais. Na carta, que se rege também pelos produtos da estação, vai encontrar pratos de mar, onde o bacalhau à Zé do Pipo, o arroz de polvo com moira e o robalo na brasa com açorda de gambas fazem um brilharete. Nas carnes, peça o borrego no forno, o arroz de paella de vitela ou as tripas com arroz branco. E, para terminar em beleza, não há como escapar às rabanadas de vinho tinto, ao pão de ló e queijo de cabra, ao leite-creme caseiro, ou ao pudim Abade de Priscos acompanhado de sorvete de tangerina. Bom apetite.

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Passar por Alijó e não parar no Cêpa Torta é uma falha grave. Não só se priva de uma boa refeição e de uma garrafeira sim senhor, como de um simpático atendimento como já há poucos. Para começar servem sopas de cebola, saladas frescas de maçã e manga ou avantajados queijos Brie com compotas de três pimentos. Nos pratos principais brilham o bacalhau com broa, o polvo à lagareiro, as bochechas de porco bísaro com açorda de cogumelos selvagens ou o magret de pato com risoto de espinafres. E para terminar em beleza há um trio infalível que recomendam: a canilha de leite-creme com gelado, o pudim de azeite com gelado do mesmo e/ou o quindim de coco.

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Em tempos, Claire Feuerheerd dava, na Quinta de La Rosa, jantares inesquecíveis, belos repastos que perduravam na memória de quem se sentava à sua mesa. Em homenagem a esses momentos, a quinta inaugurou, em 2017, este bonito restaurante com uma esplanada sobre o rio. Ao leme da cozinha está o chef Pedro Cardoso que, desde então, apresenta pratos vencedores, como o gaspacho de beterraba, requeijão e laranja, que nunca saiu da carta. Barriga de leitão confitado durante 24 horas com puré de cenoura assada e canónigos; robalo com puré de couve-flor caramelizada, alho francês e amêndoa; e lasanha de legumes e tofu com queijo Grana Padano são outras das opções disponíveis. Encerre o repasto com um parfait de leite-creme com sopa fria de framboesa e gelado de canela ou com uma tarte de chocolate intenso com frutos vermelhos e gelado. Bom apetite.

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Delfina Matilde é a timoneira deste restaurante em Figueira de Castelo Rodrigo, local onde toda a gente deve ir pelo menos uma vez na vida (tanto ao restaurante, como à vila, entenda-se). Aqui serve-se borrego à Marofa (receita local), naco de vitela de Trancoso na pedra e um excelente bacalhau à pescador. É obrigatório provar os vinhos de Castelo Rodrigo e devorar a delícia de amêndoa, uma sobremesa com amêndoas apanhadas à porta do estabelecimento. Mesmo em frente existe um outro restaurante de alto nível, A Cerca, onde a especialidade é a posta de vitela na brasa. 

Mais Douro para descobrir

  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios

Que o Douro é a região mais bonita do mundo já toda a gente sabe. Pode é não saber o que fazer quando lá estiver, ofuscado por tanta beleza natural. A pensar nisto, dizemos-lhe quais são as melhores coisas para fazer no Douro que lhe vão ocupar bem o tempo, encher bem o estômago e deixá-lo bem relaxado num hotel com uma bela vista sobre a paisagem. Está curioso? Enquanto vá abrindo a lista, que nós desvendemos um pouco: conte com passeios de barco, visitas a monumentos imponentes e viagens pela linha do Douro.

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  • Coisas para fazer

A cerca de uma hora e meia do Porto, Resende é o local ideal para uma escapadinha de fim-de-semana. Tem boa comida — dos pratos tradicionais, como o anho assado, às doces e muito gulosas cavacas feitas por mãos experientes — e bonitos passeios para fazer pela rota das cerejeiras em flor (se for tempo delas) ou, então, pela rota do Românico, rica em património. Mas há muito mais para ver e fazer por aqui. Visite quintas cheias de fruta e vinho e relembre artes quase esquecidas, como a Olaria Negra. Descubra aqui as melhores coisas para fazer em Resende para um fim-de-semana memorável. Não tem de quê. 

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  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios

As carruagens são da década de 40 e foram restauradas para estas viagens. Não têm, por isso, ar condicionado, mas as janelas são amplas e à moda antiga, abrindo-se até meio, o que aumenta a interacção com a paisagem. A locomotiva é mais jovem, nasceu nos anos 60, e também tem um tom vintage.

 

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