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© DRSix Senses Douro Valley

As melhores quintas e hotéis com programas de enoturismo no Douro

Com vinhos de topo, piscinas infinitas, alojamentos de luxo, programas na natureza e paisagens inigualáveis, o Douro é o destino ideal para relaxar e fugir à rotina dos dias.

Escrito por
Mariana Morais Pinheiro
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No princípio, Deus criou o céu e a terra. A terra era sem forma e vazia e os solos xistosos e difíceis de trabalhar. E Deus disse: “Faça-se luz”. E o sol inundou o vale, as raízes das videiras prosperaram por entre a rocha em busca de água, e ali, naquele recanto do mundo, nascia o verdadeiro Jardim do Éden. Tinha encostas cobertas por mantas de retalhos verdes e um rio que sulcava o vale com o seu azul profundo e misterioso. Bem, não é assim que o Génesis conta a história. Mas podia ser. E o fruto tentador do primeiro homem e da primeira mulher, aqui, não teria sido a maçã, mas sim um doce cacho de uvas tintas. O Douro é a primeira e mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo e, em 2001, foi considerada pela UNESCO como Património da Humanidade. Por isso, se procura o Paraíso, acabou de o encontrar, e ele está de portas abertas para o receber.

Recomendado: As melhores coisas para fazer no Douro

Quintas com alojamento e experiências

  • Viagens
  • Grande Porto

No que toca a ousadia ninguém lhe faz frente. A Quinta da Pacheca, que deve o seu nome a Mariana Pacheco Pereira (mulher notável que no século XVIII liderou sozinha e com prosperidade o rumo da propriedade), elevou o alojamento no Douro a um outro patamar quando anunciou ao mundo, em 2018, uma nova forma de aqui dormir: os Wine Barrels. As grandes pipas de vinho onde é possível pernoitar são um sucesso desde então, com camas confortáveis, vista para o Douro e uma clarabóia que permite a observação das estrelas. Se mesmo com todas as comodidades — os Wine Barrels são climatizados e têm casa de banho completa — preferir um alojamento mais tradicional, o Wine House Hotel aposta no turismo de charme com uma decoração mais clássica mas igualmente confortável. A par das noites bem dormidas, há, por aqui, dias bem passados. A aposta da quinta na arte é grande, por isso, visite o Ateliê d’Or e participe em oficinas de cerâmica, pintura ou até de escultura em madeira. E, obedecendo ao lema mens sana in corpore sano, depois de tratar do intelecto é tempo de tratar do corpo. No Vineyard Spa há tratamentos detox, massagens orientais e massagens modeladoras, tratamentos faciais e outros de assinatura. Dentro destes últimos, poderá fazer, por exemplo, uma esfoliação corporal com grainha de uva, seguida de uma massagem com óleos essenciais de aromas da vinha, que favorece a circulação energética. Quartos a partir de 200€/noite (época alta)

O que fazer
Além das visitas guiadas, dos piqueniques na quinta, das provas de vinhos acompanhadas de bons queijos, a Quinta da Pacheca propõe, em época de vindimas, um programa irrecusável: um dia completo que inclui pequeno-almoço, apanha da uva, brunch, lagarada e prova de vinhos.

  • Hotéis
  • Grande Porto

Com as raízes fincadas no Douro há mais de 300 anos, a Quinta do Vallado, que pertenceu à incontornável Dona Antónia Ferreira, fica perto de Peso da Régua, mesmo junto à foz do rio Corgo, um dos afluentes do grande curso que dá vida à região. Possui 10 hectares de vinhas velhas, plantadas entre 1920 e 1950, e outros 55 hectares com vinhas que datam da década de 90. Em Vila Nova de Foz Côa, na Quinta do Orgal, plantaram, a partir de 2009, 35 hectares de vinha onde se pratica uma agricultura biológica. São fortes a fazer vinho do Porto, como bem se sabe, mas também a receber quem os visita. No Wine Hotel da Quinta do Vallado existem 13 quartos, cinco na Casa Tradicional e oito no Edifício Moderno. Uns com salas de estar com salamandras para os dias frios que se avizinham, outros com varandas privativas com mobiliário de exterior, mas todos com entradas independentes pelo jardim. Já a Casa do Rio, em Vila Nova de Foz Côa, de olhos postos no Douro e sobre um extenso laranjal, aposta numa decoração mais moderna e minimal e soma prémios nas áreas da sustentabilidade e da arquitectura. Não é de admirar. Em perfeita harmonia com a natureza circundante, tem oito quartos envolvidos em sossego e silêncio, que convidam ao relaxamento. Se quiser subir a parada, reserve a suíte, fora do edifício principal, com lareira e terraço com piscina privada. Quartos a partir de 250€/noite (época alta)

O que fazer
Todos os dias há provas de vinho mas, se marcar com antecedência, não só lhe fazem uma visita guiada como lhe dão a possibilidade de escolher os vinhos que quer mesmo provar. Conte ainda com workshops de iniciação à prova, de enologia, de blending ou até de viticultura, e com almoços e jantares enogastronómicos.

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  • Hotéis
  • Grande Porto

Descrever a Quinta de Ventozelo é contar a quem ainda não a viu que as vinhas parecem bordadas a ponto de cruz nas encostas; que as abelhas que baloiçam penduradas nos caules fazem com que a alfazema impregne o ar com o seu odor; e que a piscina brinca com a nossa percepção da realidade, parecendo estender-se infinitamente pelo vale. É dizer que os melros atrevidos roubam bagos de uvas das videiras enroladas na pérgula do restaurante; que é possível observar a via láctea à noite, a olho nu; e que as formigas, destemidas, atacam sem pudor os piqueniques montados à beira-rio. Aqui prova-se, observa-se e vive-se em comunhão com a natureza. Nesta quinta com mais de 500 anos, comprada em 2014 pelo Grupo Gran Cruz, a maior empresa exportadora de vinho do Porto do mundo, há 29 quartos, distribuídos por sete edifícios espalhados pela propriedade. Nada foi construído de raiz e é aí que reside a beleza de tudo isto. Os espaços, muitos deles antigas construções agrícolas, foram recuperados e transformados. Dois balões de armazenamento de vinho, que se destacam na paisagem, são hoje duas grandes suítes com todas as comodidades. A Cantina de Ventozelo, o restaurante da quinta, ocupa o lugar onde antigamente eram servidas refeições aos trabalhadores. Mas há outros que continuam fiéis ao tempo, como é o caso da adega, dos lagares e da casa do alambique, sempre de portas abertas à espera de serem visitados. Uma visita ao Centro Interpretativo, junto ao Jardim dos Aromas, é também bonita de se fazer. É uma viagem pelos cheiros e pelos sons do Ventozelo, pela história da região duriense e pelas muitas vidas desta casa especial. Quartos a partir de 170€/noite (época alta)

O que fazer
A enóloga apresenta-lhe vinhos da casa, brancos e tintos, e alguns Portos (dos 14€ aos 40€), num bonito terreiro com árvores de fruto e dois pequenos tanques onde nadam peixinhos vermelhos. Mas também pode passar na recepção e pedir para lhe reservarem uma cesta de piquenique (50€) para levar para a beira-rio, onde encontrará mantas e almofadas. Se preferir um programa mais mexido, então pegue no mapa e no audioguia e faça um dos muitos percursos disponíveis pela quinta que, no final, incluem provas de vinhos, obviamente (35€/pessoa; 17€/ criança; gratuito para hóspedes).

  • Viagens
  • Grande Porto

Se procura recolhimento e descanso junto do seu círculo familiar ou de amigos mais próximos, a Quinta de La Rosa – que também possui 23 quartos espalhados pela propriedade – tem duas remotas quintas que cumprem esse propósito na perfeição. A Quinta das Lamelas, a 20 minutos de carro do Pinhão, está rodeada de vinhas, amendoeiras, oliveiras e paz. A casa é do século XVII, mas nos anos 90 foi recuperada e modernizada mantendo a traça original, com tectos pintados e esculpidos em madeira. Tem dois quartos duplos e dois quartos twin, todos com casa de banho privada. No exterior há piscina com espreguiçadeiras, jardim relvado, zona de churrasco e uma vista de cortar a respiração. A Quinta do Vedeal, com as mesmas características, é outra das opções disponibilizadas pela Quinta de La Rosa. A casa, recentemente remodelada, é um templo de calma e privacidade. Por estarem mais afastadas, recomendam que vá apetrechado com comida. Mas se não estiver para perder tempo entre tachos e panelas, aqui fica uma sugestão: encomende os pratos que estão no menu da Cozinha da Clara, o restaurante da casa-mãe, que aposta num receituário tradicional inspirado na gastronomia de Trás-os-Montes e do Alto Douro, com produtos cultivados na horta da quinta. Quartos a partir de 150€/noite (época alta)

O que fazer
Visitar a adega e as caves, saber mais sobre a história da quinta, perceber como acontece o processo de vinificação, bem como provar alguns dos melhores vinhos do Porto aqui produzidos, é um dos programas da Quinta de La Rosa (a partir de 20€). Mas há mais, da visita pode seguir para um almoço com uma selecção de vinhos feita pelo enólogo, que inclui amuse bouche, prato principal e sobremesa. E, depois, porque não um passeio pelas vinhas até ao Vale do Inferno para facilitar a digestão? Melhor é impossível.

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  • Hotéis
  • Grande Porto

O vento quente agita as copas dos cedros e dos pinheiros mansos. As águias sobrevoam o vale, planam em queda livre, apreciando um cenário que, certamente, saberão ser um dos mais bonitos do mundo. Há hóspedes sentados nos cadeirões exteriores, de olhos postos na paisagem, atentos ao silêncio e a um fim de tarde que se abate lentamente sobre o vale. Outros lêem livros junto à piscina e pedem rosé gelado para fazer frente ao calor. A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, que integrou recentemente a cadeia de luxo Relais & Châteaux, instala os seus hóspedes numa típica casa familiar oitocentista, com uma capela à porta e uma grande e colorida buganvília a pintar-lhe a fachada. Tem 11 quartos com vista para a vinha e para o rio. Nos quartos da casa principal predomina o mobiliário de época, com camas e roupeiros trabalhados ao estilo Dona Maria. Já os Terrace, com uma decoração mais descontraída, apostam em camas de bambu e tons mais quentes, como o rosa e o ocre. Depois de um merecido descanso, o pequeno-almoço servido em estilo buffet sob o alpendre do Terraçu’s, o restaurante da quinta, é a melhor forma de começar um dia que se prevê cheio. Há sumos de frutas, queijos, enchidos e fumados, cereais, compotas, taças de iogurte, ovos mexidos, pães de diversos estilos e pastelaria variada. Se lhe apetecer esticar as pernas, faça uma caminhada por uma das três rotas sinalizadas na quinta. Ao longo de cinco quilómetros cruzar-se-á com os velhos pomares e com a antiga adega do século XVIII. Se for época de vindimas, não hesite em juntar-se aos trabalhadores (150€). Este programa inclui visita, provas e almoço. Mas se estiver numa de contemplação, então reserve um lugar a bordo do Nossa Senhora do Carmo, um trawler inglês dos anos 70, e embarque numa viagem pelo Alto Douro Vinhateiro. Quartos a partir de 314€/noite (época alta)

O que fazer
A experiência Enólogo por Um Dia é, provavelmente, uma das mais divertidas, dentro do género, de todo o Douro. Eduardo Ferreira, um dos responsáveis pela actividade, leva-o, primeiro, numa visita à adega e ao museu. Depois, ajuda-o a criar o seu próprio blend com base em três lotes de vinho diferentes. Vai ainda engarrafar o vinho, criar o logótipo e rotular a garrafa, para depois a levar consigo para casa (250€/pessoa. Mínimo de dois participantes). 

  • Hotéis
  • Grande Porto

Situada no Douro Superior, no bonito Vale do Côa, a Quinta da Ervamoira está cheia de singularidades que a tornam especial. Escapou ao afogamento quando a barragem do Côa foi suspensa e é hoje uma quinta modelo, uma vez que foi a primeira e é a única totalmente plantada na vertical, ou seja, em vez dos tradicionais socalcos, as vinhas escorregam perpendiculares pelas encostas com inclinações até 30%. Foi também aqui que a Casa Ramos Pinto inaugurou, em 1997, o Museu de Sítio de Ervamoira, bem no coração do Parque Arqueológico do Vale do Côa, um espaço onde se conta a história da região e da sua ligação à actividade vitivinícola, através do seu património natural, arqueológico e etnográfico. O alojamento de charme é outro dos grandes trunfos desta quinta. A pouco mais de meia hora de automóvel, as Casas do Côro, em Marialva, são um aconchegante refúgio nas estações mais frias. Quartos com vista para o castelo, camas de dossel, candelabros, lareiras, mobiliário trabalhado e serviços de chá em porcelana, entre muitas outras coisas, recriam um estilo clássico e com bom gosto. Se decidir visitar a quinta em épocas de maior calor, no Verão de 2022 vá conhecer a Casa da Linha Férrea, a PK - 173,822, um alojamento à beira de água com o seu próprio ancoradouro para barcos. Quartos a partir de 198€/noite (época alta)

O que fazer
O Casas do Côro & Douro Boat Experience é a menina dos olhos da Quinta da Ervamoira. O programa está pensado para que tire o melhor partido da sua estadia, por isso, começa com um passeio de barco pelo Douro, uma viagem rio acima até Barca d’Alva, junto à fronteira com Espanha, passando por algumas das quintas produtoras mais emblemáticas. A viagem dura cerca de duas horas e termina com um almoço na Casa da Linha Férrea. À noite há jantar de degustação com direito a entrada, sopa, prato de peixe, prato de carne, buffet de sobremesas e harmonização com quatro vinhos. Uma visita ao castelo e uma caminhada nocturna também estão no menu. A partir de 417,50€.

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  • Hotéis
  • Grande Porto

Os dias cheios, por aqui, vivem-se mais devagar. Na casa da Quinta da Gricha, uma casa senhorial do século XIX, enraizada nos 50 hectares de vinha da Churchill’s, e com apenas quatro luxuosos quartos, os relógios parecem ter reféns os seus ponteiros. Há tempo para tudo. Para apreciar vinhos premiados, sentado no terraço panorâmico e de olhos postos na vinha verdejante em frente; para refrescar o corpo na piscina infinita, que se funde com o vale; para almoçar à fresca, protegido pela sombra das frondosas copas das laranjeiras e dos limoeiros; para ler um livro no pátio; ou para dormir uma sesta embalado pelo canto dos melros. Quem aqui fica hospedado terá inevitavelmente de obedecer ao ritmo da natureza. Não será difícil quando vir os quartos preparados para si. Com nomes de plantas autóctones, como Esteva, Urze, Zimbro e Alfazema, os quartos estão decorados em tons pastel e apelam à calma e à tranquilidade. Com vistas sobre este vale encantado, colchões confortáveis e almofadas fofas, é impossível não ter uma noite bem descansada por estes lados. Quartos a partir de 240€/noite (época alta)

O que fazer
Os trabalhadores da quinta convidam quem lá se hospeda a aprender mais sobre viticultura e vinicultura na região demarcada mais antiga do mundo. Fazem visitas personalizadas às vinhas e adegas, passeios de jipe e, claro, degustação de vinhos orientada por quem percebe da poda.

  • Viagens
  • Grande Porto

Esta história começa com a família Mansilha, que há mais de um século decidiu que iria produzir vinhos no vale do Douro. A empreitada foi exigente, mas deu os seus frutos, neste caso, uvas de grande qualidade que hoje enchem garrafas de vinhos do Porto, do Douro, de Moscatel e de espumantes, que são servidas às mesas de todo o mundo. E é de todo o mundo que chegam também turistas ávidos de explorar o que esta quinta oferece. Em 1994, a Quinta do Portal fez a sua primeira incursão pelo enoturismo abrindo um restaurante. Hoje é comandado pelo chef Milton Ferreira, que funde com inteligência a cozinha de autor com os sabores mais tradicionais. Anos mais tarde, apresentam ao mundo a Casa das Pipas, um edifício imponente, erguido a xisto, com uma majestosa fachada voltada para os socalcos repletos de videiras (a Quinta do Portal possui 95 hectares de vinhas, contando com as das quintas dos Muros, Confradeiro e Abelheira que também lhe pertencem). Aqui cabem 13 quartos, com nomes de castas plantadas nas propriedades – Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela… – todos equipados com camas largas e confortáveis, casas de banho forradas a bonitos azulejos, e com vistas para as vinhas e para a tentadora piscina (aberta 24 horas durante 365 dias por ano). Alguns têm também camas de dossel. A Casa do Lagar, onde antigamente funcionava um lagar de azeite que servia toda a vila, foi igualmente reconvertida e o seu espaço aproveitado para acomodar, sobretudo, famílias. Tem apenas quatro quartos e cada um com capacidade para quatro pessoas. Quartos a partir de 120€/pessoa (época baixa)

O que fazer
A estadia não fica completa sem uma visita ao Armazém de Envelhecimento desenhado por Siza Vieira, a menina dos olhos da Quinta, e que em 2020/2011 recebeu o Prémio de Arquitectura do Douro. O xisto e a cortiça cobrem o aço e o betão de um edifício grandioso, cujo propósito é servir de centro de estágio e local de envelhecimento aos vinhos do Porto e Douro da Quinta do Portal. É lá que, além das visitas à adega, acontecem também as provas de vinhos (entre 10€ e 25€). Se quiser fazer o seu blend, misturando diferentes castas em diferentes percentagens, também é possível (25€/mín. 8 pessoas), assim como embarcar num passeio de jipe à Quinta do Confradeiro, que inclui prova de quatro vinhos e uma tábua de queijos, para serem apreciados no miradouro deste lugar (59€/mín. 2 pessoas).

Quintas com experiências

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  • Quintas
  • Grande Porto

O comboio abandona a estação, o barulho das rodas nos carris é o único durante grande parte da viagem. Lá fora, a brisa quente que atravessa o Douro, nesta época do ano, afaga a folhagem espessa das videiras. E, quando menos espera, embevecido pela paisagem que observa para lá do vidro da carruagem, o comboio pára na bonita estação do Pinhão, forrada a painéis de azulejos. A Quinta do Bomfim fica a menos de cinco minutos a pé. Dentro dos muros de xisto, sobressaem as paredes caiadas com portadas vermelhas de uma casa que já vai na quinta geração dentro da família Symington. Há um museu para visitar, que conta a história da propriedade, da família e dos vinhos que produzem, através de documentação antiga e de fotografias que datam do início do século XX. Depois, faz-se um passeio pela vinha – por entre vinhas velhas e castas como Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e outras –, rematado por uma visita à antiga cave, construída em 1896, e que ainda está em funcionamento. Todos os vinhos do Porto que produzem são aqui armazenados antes de seguirem para as caves de Vila Nova de Gaia para um amadurecimento adicional. Apareça por lá em Setembro (mas reserve), porque durante a vindima poderá assistir à recepção das uvas na adega e ver o famoso vinho do Porto a ser feito nos antigos lagares de pedra.

O que fazer
Têm provas de diferentes vinhos que dão para todos os bolsos (dos 18€ aos 60€) e passeios pela vinha (5€) com percursos pedonais de três níveis de dificuldade. Possuem vistas incríveis sobre o vale do Douro, que o incitarão a saber mais sobre o terroir, o clima, as castas e os socalcos da região. Quando a fome apertar, um piquenique no terraço (35€) ou, então, uma visita ao Bomfim 1896 with Pedro Lemos, o mais recente projecto gastronómico da família Symington com este chef estrelado. Prepare-se para uma refeição saborosa, carregada de tradição.

Quinta do Seixo
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A sul do Douro mas no Cima Corgo, a Quinta do Seixo é dona e senhora de 100 hectares, alguns com vinhas velhas que produzem os vinhos icónicos da Casa Sandeman. É deste pedaço de terra, entre o Peso da Régua e a castiça vila do Pinhão, que saem toneladas de vinho do Porto todos os anos para todos os cantos do mundo. Têm orgulho nisso e não se importam de partilhar a vasta experiência sobre o assunto com quem os visita. Vai daí, programas para enocuriosos não faltam. Há várias visitas à adega, todas diferentes. A visita clássica é conduzida pelo Sandeman Don – a mítica figura de capa de estudante, que representa o vinho do Porto, e chapéu de toureiro, numa alusão ao xerez espanhol – que conta a longa história do vinho do Porto e termina com uma prova no terraço com vista para o Douro e para os terrenos da propriedade (18€/pessoa). A visita Douro DOC é uma viagem desde a vinha à produção e estágios dos vinhos. A prova inclui uma selecção de vinhos da Casa Ferreirinha (18€/pessoa). A Vau Vintage inclui cinco vinhos do Porto seleccionados (23€/ pessoa) e a Tawnies Velhos, a mais longa, com uma hora e meia de duração, debruça-se sobre a arte de envelhecimento e loteamento de tawnies velhos de grande qualidade (42€/ pessoa). Mas é preciso falar sobre o cenário em que tudo isto acontece. A casa e a capela são do século XVIII, mas a adega foi construída em 2007. Moderna mas discreta, foi erguida em patamares, acompanhando o declive da encosta, e utilizando o xisto, matéria-prima abundante na região. Dotada com a mais avançada tecnologia de vinificação, é aqui que se recebem as uvas e se faz a sua selecção, na altura das vindimas, que depois seguem para os lagares robóticos que, num movimento ritmado, imitam a pisa tradicional.

O que fazer
Depois de tantas provas, convém forrar o estômago para não haver surpresas, por isso, um piquenique no meio das Vinhas Velhas ou no Jardim das Oliveiras vem mesmo a calhar (40€/ pessoa).

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  • Viagens
  • Grande Porto

É daqui (e de quintas irmãs) que vêm alguns dos vinhos mais famosos do Douro, dentro de e além-fronteiras. Para perceber como é que parte disto funciona, tem duas opções: um passeio guiado às vinhas, à adega, ao laboratório e ao armazém de barricas, onde estagiam os vinhos de mesa premium e vinhos do Porto, rematado com uma prova de cinco vinhos (a partir de 29€/ pessoa). Ou, então, uma visita com almoço (70€), que aconselhamos vivamente. Poderá provar, nos aperitivos, as fabulosas amêndoas da casa, que casam na perfeição com o rosé produzido pela Quinta do Crasto; os excelentes azeites de produção própria, feitos a partir de olivais cultivados em regime biológico; e pratos principais como o suculento polvo à lagareiro, o bacalhau assado na brasa com batata a murro, a feijoada à transmontana, o cozido à portuguesa, ou o cabrito assado no forno com batata assada, entre outros, que seguem a gastronomia tradicional, sem floreados e acompanhados por legumes produzidos na quinta. Remate com a marmelada caseira à sobremesa, coadjuvada por fruta e queijos, encerrando assim uma refeição harmonizada com cinco vinhos que sublinham a identidade da Quinta do Crasto – vinhos que mantêm as características do Douro, com frescura e elegância. No final, vá espreitar a piscina infinita desenhada pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura, onde o azul da água se funde com o do rio.

O que fazer
Se quiser ter uma experiência duriense ainda mais completa, a Quinta do Crasto junta aos seus programas alguns passeios de barco, de comboio e na tradicional carrinha Bedford. Por ser um veículo muito robusto, nos anos 50 era muito utilizado na região para carregar toneladas de uvas e trabalhadores. Com o tempo caiu em desuso mas, recentemente, começaram a ser recuperadas e utilizadas em quintas para transportar turistas.

  • Coisas para fazer
  • Grande Porto

E se lhe propusessem uma visita guiada à Quinta das Carvalhas, com direito a passeio pela vinha, prova de vinhos ao ar livre acompanhada de queijos e enchidos, na qual experimentava vinhos topo de gama, como um Carvalhas branco e um Carvalhas Touriga Nacional, e ainda um cálice de vinho do Porto (35€/pessoa)? Tentador, não é? Esta é apenas uma das experiências que esta quinta com mais de 250 anos tem para oferecer. Situada na margem esquerda do Douro, encarando de frente a vila do Pinhão, a Quinta das Carvalhas não poupa esforços quando se trata de impressionar quem a visita. Outro dos programas muito requisitados é a viagem a bordo de um minibus descapotável (12,50€), mas também há caminhadas (10€), durante todo o ano, para quem prefere uma maior ligação à natureza. Personalizáveis e com um mapa que dá uma ajuda extra aos participantes, os percursos paisagísticos pelo interior da quinta permitem admirar e fotografar o Alto Douro Vinhateiro em todo o seu esplendor.

O que fazer
Em época de vindimas, junte um grupo de amigos ou familiares e rume à Quinta das Carvalhas ou à Quinta do Casal da Granja, em Alijó, ambas do grupo Real Companhia Velha. Lá, os turistas são convidados a participar, durante um dia, na apanha, no processo de selecção da uva e na lagarada, pisando este fruto nos tradicionais lagares de granito. Ao almoço há comida tradicional e, claro, os vinhos produzidos pela casa (85€/pessoa).

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  • Viagens
  • Porto

A história desta quinta, que vai já na terceira geração, é uma história de resiliência e perseverança. O Pôpa era filho bastardo de um grande produtor de vinho da região e da sua empregada doméstica, e trabalhou arduamente a vida inteira em busca de reconhecimento. Foi o seu filho José Ferreira ou Zeca do Pôpa, como também ficou conhecido, que concretizou o sonho do pai quando comprou parte da Quinta do Vidiedo, em Adorigo, freguesia do concelho de Tabuaço. Em homenagem ao pai, mudou o nome da propriedade para Quinta do Pôpa. Conhecida de sobeja, hoje, os netos Stéphane e Vanessa Ferreira tocam o destino da casa e apresentam propostas de enoturismo personalizáveis.

O que fazer
Além de provas de vinho, apostam forte nas experiências gastronómicas. O Pôpa Picnic, por exemplo, é composto por uma visita guiada à quinta e por um almoço com pratos típicos durienses, harmonizados com vinhos próprios. Já a Merenda é uma espécie de almoço mais leve, com vista sobre o rio, enquanto aprecia um bom copo de vinho. Com vinha, olival e pomares, este é o lugar ideal para um passeio em família, com espaços para crianças, e onde os amigos de quatro patas são bem-vindos.

Alojamento com experiências

  • Hotéis
  • Grande Porto

É num maravilhoso enclave do Vale de Abraão, a pouco mais de seis quilómetros de Peso da Régua, que o Six Senses Douro Valley se ergue majestoso e em sintonia com a natureza. Já foi lar de família – dentro desta casa senhorial do século XIX há uma torre e uma capela e nas zonas circundantes, vários lagos, jardins e uma floresta onde prosperam plantas exóticas, óptima para bons passeios pela fresca. Hoje é um alojamento de luxo com cerca de 60 quartos e suítes com vista para o vale e com pátios e varandas privativas. Estão equipados com confortáveis colchões e almofadas fofas de penas para noites bem dormidas, casas de banho espaçosas que convidam a banhos de imersão, e estão repletos de tecnologia intuitiva que torna a vida mais fácil para quem acaba de chegar. Depois do descanso, o pequeno-almoço: há pães de centeio feitos com massa- -mãe, fatias de bolo de banana e aveia, pastéis de nata, croissants, compotas caseiras, queijos regionais e presuntos com 18 meses de cura. Servem ainda panquecas, waffles e outras propostas quentes, bem como taças de fruta com variadas combinações de frutos secos, sementes, iogurtes e leites vegetais. A de cacau 70% com banana e manteiga de amendoim, por exemplo, dá-lhe energia para começar o dia. Ao domingo têm uma novidade: há brunch aberto ao público que se desenrola ao longo de quatro momentos bem servidos. Depois, relaxe no spa ou junto à piscina, enquanto ouve o chilrear dos pássaros e sente a brisa a abanar, ligeiramente, a copa das árvores. Quartos a partir de 500€/noite (época alta)

O que fazer
Caminhadas na floresta ou pelas vinhas, passeios de bicicleta, piqueniques, pintura de azulejos, provas de vinho (claro), workshops no Earth Lab, onde tanto pode aprender a preparar pickles, iogurtes e germinados ou a fazer kokedamas, e visitas à horta orgânica são algumas das formas de ocupar os dias e tirar o máximo proveito da estadia. 

  • Hotéis
  • Grande Porto

Vai pensar tratar-se de um sonho quando, de manhã, abrir de par em par as janelas do quarto. Diante de si surgirão os socalcos do Alto Douro Vinhateiro esculpidos nas encostas, as vinhas em tons verdejantes que se debruçam sobre elas, o rio cintilante sob o sol, os barcos que cruzam vagarosamente as suas águas, as palmeiras que se agitam ao vento, a ponte secular de Eiffel... É difícil prender o olhar num só lugar. Os 39 quartos e 11 suítes do The Vintage House, no Pinhão, têm todos vista para este espectáculo da natureza, para esta espécie de obra de arte privada. Este edifício, que no século XVIII começou por ser uma adega, foi ampliado, renovado e transformado num luxuoso hotel de cinco estrelas, o primeiro da região. Manteve um estilo clássico e requintado, visível nos tons quentes dos tecidos brocados dos sofás e poltronas, no papel de parede florido, nos espelhos trabalhados, no mobiliário de época, nas porcelanas e nas varandas de ferro forjado. Fora do quarto há muito mais para descobrir. Nas estações quentes, dê umas braçadas na piscina colada ao rio e durma uma sesta nas redes penduradas nas palmeiras do jardim. Se a estação for mais propícia ao aconchego, leia um livro junto à lareira e explore a loja com vinhos e produtos regionais. Em qualquer uma das alturas, reserve uma mesa no Rabelo, o restaurante do The Vintage Hotel que vale muito a pena experimentar. Quartos a partir de 225€/noite (época alta)

O que fazer
O The Vintage House tem um programa Winefullness que, como o trocadilho indica, convida os hóspedes, com estadia mínima de duas noites, a combinarem aulas de ioga e refeições saudáveis com provas de vinho e ainda uma visita à Quinta da Rodêa, berço dos vinhos do Porto Croft, que fica a poucos metros do hotel. A este programa podem ainda juntar outras experiências, como piqueniques e passeios de barco.

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  • Hotéis
  • Hotéis com spa
  • Grande Porto
  • preço 3 de 4

Não é exagero se dissermos que este hotel é uma obra de arte, uma peça artística intimamente ligada ao sítio onde nasceu. Com um design que homenageia a região através do uso do xisto tradicional e com transparências em vidro, o Octant Douro (antigo Douro41 Hotel & Spa) foi construído num sistema de escarpa que se estende até ao rio e que muito se assemelha às vinhas em socalco. Os quartos com vista e as duas piscinas exteriores panorâmicas (também conhecidas como piscinas infinitas) parecem dialogar com o Douro e acentuam essa ligação do espaço à natureza. A meio caminho entre o Porto e o Douro Vinhateiro, em Castelo de Paiva, é, portanto, a escapadinha perfeita para quem procura um pouco de paz e sossego no bulício dos dias, já que aqui tudo é anti-stress. Há jardins, ginásio e um spa com piscina interior aquecida e vista panorâmica sobre o rio, aberta 24 horas. Tem também duche sensações, sempre disponível; sauna; banho turco e cinco salas de tratamento. Uma visita ao Raiva, o restaurante de fine dining, não deve faltar durante a sua estadia. O chef Dárcio Henriques apresenta aqui uma cozinha simples, descontraída, inspirada no rio Douro, fio condutor de toda a refeição, elaborando um menu com produtos que chegam desde a sua nascente, em Espanha, à foz, onde desagua. Quartos a partir de 180€/noite (época baixa)

O que fazer
Se quiser meter-se em actividades, tem muito com que se entreter. Ao dispor dos hóspedes há tours de barco, sessões de provas de vinhos todos os dias às 17.00 no hotel, piqueniques, aulas de yoga, caminhadas pelos maravilhosos Passadiços do Paiva com guia incluído e até canyoning, para espíritos mais aventureiros.

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Bem-vindo à terra do silêncio. É assim que o Colmeal Countryside Hotel, escondido no coração da Serra da Marofa, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, saúda os seus hóspedes à chegada. Numa quinta com mais de 650 hectares, converteram-se os edifícios em ruínas da histórica e desabitada aldeia do Colmeal num hotel moderno, com uma construção onde imperam materiais como o ferro, a pedra e a cortiça, que estabelecem uma discreta simbiose com a natureza, sem ferir a paisagem. Tem 13 quartos e uma suíte, spa, piscina exterior, parque infantil e um restaurante com uma carta pensada pelos chefs Vítor Sobral e Hugo Nascimento. Da cozinha, à hora do jantar, saem pratos de conforto com sabores tradicionais. À hora do lanche, entre braçadas na piscina e passeios pelas redondezas à procura das antigas casas de xisto dos pastores lusitanos e das pinturas rupestres do período do Neolítico, há chá, sumos e um bolo caseiro para matar a fome. Se o frio descer sobre a serra, os quartos, com decoração minimalista mas ultra-confortáveis, têm à disposição produtos de lã da Burel Factory para o aconchegar. Enrole-se numa dessas mantas e sente-se na varanda a apreciar a noite estrelada e, por entre o silêncio, a ouvir o canto das cigarras e o piar dos pássaros noctívagos. Quartos a partir de 126€/noite (época alta)

O que fazer
Passeios a pé ou de bicicleta (disponibilizadas pelo hotel), provas de vinho em adegas da região, piqueniques, workshops culinários e observação de aves são algumas das actividades que contam com o apoio do hotel. Na barragem de Santa Maria de Aguiar, por exemplo, aves aquáticas, como o pato real, o mergulhão de crista, os galeirões e os corvos marinhos de faces brancas, exibem a sua imponência, enquanto que na encosta do Águeda os céus são dos grifos, dos abutres e das águias.

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O tempo foi generoso com esta quinta com mais de um século. E é generoso também com quem a visita. A Quinta de São Bernardo é um boutique hotel que alia a traça antiga da fachada à contemporaneidade dentro de portas. Com sete quartos voltados para o rio ou para as vinhas, aqui os minutos parecem demorar-se dentro das horas. Se procura um sítio para descansar e recuperar energias, ei-lo. Os quartos modernos e confortáveis dispõem de todas as comodidades para uma estadia regeneradora: têm lençóis 100% algodão, almofadas anti-alérgicas, banheiras Recor vintage que convidam à imersão e amenities de banho da Claus Porto. Alguns possuem pátios e piscinas privadas, mas todos têm sossego. Muito sossego. Outra das grandes particularidades desta quinta é a horta biológica da qual se orgulham e onde produzem uma agricultura sustentável. É dela que saem grande parte dos produtos que usam na confecção das refeições do alojamento, respeitando sempre a sazonalidade dos ingredientes. Depois de ajudar no cultivo ou na apanha (os hóspedes são desafiados a conhecer e a fazer pequenos trabalhos na horta), relaxe junto da piscina infinita com um copo de rosé fresco ao lado. Quartos a partir de 245€/noite (época alta)

O que fazer
A adega onde se produzem os vinhos da casa não fica longe, por isso, dê lá um salto e, com sorte, encontra o enólogo de serviço, que lhe fará uma visita guiada pelo espaço. Todos os dias há provas de vinhos e várias por onde escolher. Há provas de três vinhos da quinta (um branco, um tinto e um rosé), de três reservas, e de outras edições especiais.

Mais Douro para descobrir

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De uma beleza que não passa de prazo, o Douro merece pelo menos uma visita por ano e a época das vindimas é a melhor altura para o fazer. A azáfama é grande no corte dos cachos, a encher as cestas de uvas, enquanto o rio segue a sua vida lá em baixo e os socalcos preenchem a vista, numa paisagem que é Património Mundial da UNESCO. No mês mais agitado do calendário para uma quinta vinhateira, há várias a abrir as portas a quem quiser ver e participar no trabalho das vindimas. Em jeito de incentivo para uma escapadinha, descubra os programas especiais desta época.

Recomendado: Cinco quintas para se instalar no Douro

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De uma beleza que não passa de prazo, esta região vinhateira merece pelo menos uma visita por ano. Todos sabemos que há muito para fazer no Douro, mas também convém que, antes de nos fazermos à estrada, saibamos onde ficar instalados. Por isso mesmo, estes são os melhores hotéis no Douro para relaxar, passear e pôr os olhos no rio.

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No Douro encontra tudo o que precisa para ser feliz. Há boa comida, bebida, passeios que valem sempre a pena repetir, paisagens de cortar a respiração e alojamentos que lhe vão garantir noites bem dormidas. Nesta lista, composta por cinco quintas para se instalar no Douro, encontra tudo isso e muito mais, uma vez que não lhe dizemos apenas as coordenadas geográficas das mesmas, mas também tudo o que pode fazer por lá. Conhecer o processo de produção do vinho, passeios de helicóptero e spas capazes de curar qualquer maleita são apenas exemplos do que pode fazer por estes lados. Bom proveito.

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