A Quinta da Corte, empoleirada no cimo de um monte, é uma visão pitoresca e reconfortante. A casa, datada do século XVIII, foi comprada em 2012 por Philippe Austruy, proprietário de várias quintas vitivinícolas em França e Itália, que a encontrou em avançado estado de degradação. A paixão foi imediata e as obras começaram logo no ano seguinte, assim como a revitalização da adega e dos 26 hectares de vinhas adjacentes. Os jantares são servidos na cozinha da casa sobre uma grande mesa corrida. O moderno candeeiro que pende do tecto contrasta com a lareira forrada a azulejos, com a faiança portuguesa espalhada um pouco por toda a parte e o mobiliário antigo que compõe o resto da divisão. A pequena biblioteca é o lugar mais aconchegante da casa com as suas paredes pintadas a rosa, máscaras de Lazarim em madeira, e uma janela que parece um quadro pintado à mão, de tão perfeita que é a paisagem que dali se vê. O pequeno-almoço é servido com abundância: há que forrar o estômago antes de começar a descer até às adegas.