Fundição de Sinos de Braga de Serafim da Silva Jerónimo
©Marco Duarte | Fundição de Sinos de Braga de Serafim da Silva Jerónimo

Fundição de Sinos de Braga de Serafim da Silva Jerónimo

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A Time Out diz

Há qualquer coisa de ritual pagão na criação de um sino. É enterrado antes de nascer e sai da terra queimado, coberto de fuligem e pó. É robusto, pesado e forte. E o esforço dos homens que o trabalham e desenterram é grande. A paixão também. Alguns já deram à luz centenas de sinos. Trabalham há mais de 40 anos na Fundição de Sinos de Braga de Serafim da Silva Jerónimo, fundada em 1932 e a única em Portugal activa neste ofício. Agora é preciso poli-los, para que brilhem, e afiná-los para que ressoem, enfeitando carrilhões e campanários. Mas antes disso há ainda muito a fazer. Um trabalho tão bruto quanto encantador. Primeiro fabricam-se dois moldes, um para o perfil interior e outro para o perfil exterior do sino. O molde interior é o primeiro a ser criado e, sobre este, é feito um outro, o chamado falso sino, que é feito com material refractário, preparado para aguentar altas temperaturas, e coberto por uma película fina de cera. Após um período de secagem de vários dias, separam-se os moldes. Cria-se um espaço entre ambos, para onde o bronze será vazado, e aquece-se o forno. Mas um sino nunca nasce só, até porque o processo é dispendioso. Quando o forno é elevado ao ângulo perfeito para que se comece a verter o bronze, que borbulha a 1040ºC, já há mais moldes de sinos enterrados no chão. O metal fundido segue através de canais de tijolinho até cada um deles, soterrados numa vala. Assim que o sino arrefece, parte-se o molde e ele nasce. Único.

Detalhes

Endereço
R. Cidade do Porto, 154
Braga
4705-084 Braga
Horário
as sob pedido e marcação para geral@jeronimobraga.com
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