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A palavra vencedora teve 41,5% dos votos e foi escolhida entre 3 e 30 de Novembro. “Imigração” ficou em segundo lugar e “flotilha” fechou o pódio.

Depois de "liberdade", em 2024, “apagão” foi eleita a Palavra do Ano de 2025, com 41,5% dos votos na iniciativa anual da Porto Editora e da Infopédia. O vocábulo recorda o acontecimento de Abril deste ano, quando o fornecimento eléctrico falhou em Portugal, Espanha e vários locais de França e afectou a vida da população ao deixá-la sem acesso a transportes, comunicações e serviços básicos.
Este ano, os participantes puderam justificar a sua escolha no momento do voto e, associada à selecção da palavra "apagão", o acontecimento foi descrito como “histórico” e “momento mais marcante do ano”, conjugado com sentimentos de “incerteza e aflição”, “lição de vida” e “possibilidade de desconectar”, destacou a Porto Editora em nota de imprensa.
Em segundo lugar ficou a palavra “imigração”, com 22,2% dos votos, e a fechar o pódio “flotilha”, numa referência ao barco com diversas organizações que seguiu caminho em missão humanitária até à Faixa de Gaza. Esta foi a terceira palavra mais votada, com 8% da votação. No boletim de voto deste ano estavam ainda palavras como “agente (Inteligência Artificial)”, “fogos”, “eleições”, “percepção”, “elevador”, “tarefeiro” e “moderado”.
Os votos foram submetidos online entre 3 e 30 de Novembro e a selecção das palavras foi feita com base nas mais de 6500 sugestões enviadas pelos portugueses, nas palavras mais pesquisadas no dicionário de Língua Portuguesa da Infopédia e no trabalho contínuo de observação da língua feito pela Porto Editora, nomeadamente nos meios de comunicação e nas redes sociais. O objectivo desta iniciativa é, por um lado, chamar a atenção para a riqueza da Língua Portuguesa, e, por outro, retratar a vida colectiva de cada ano a partir das dez palavras finalistas.
“Apagão” junta-se assim à lista das palavras escolhidas ao longo de 17 anos: “liberdade" (2024), “professor” (2023), "guerra" (2022), "vacina" (2021), "saudade" (2020), "violência doméstica" (2019), "enfermeiro" (2018), "incêndios" (2017), "geringonça" (2016), "refugiado" (2015), "corrupção" (2014), "bombeiro" (2013), "entroikado" (2012), "austeridade" (2011), "vuvuzela" (2010) e "esmiuçar" (2009).
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