[category]
[title]
A antiga cafetaria do Real by Casa da Calçada deu lugar a um espaço irreverente, onde os cocktails de autor dão o braço a petiscos de conforto. O objectivo? Provocar os cinco sentidos até às tantas.

A Baixa ganhou um refúgio, de alma perdidamente boémia, que vive na Rua do Bonjardim. Onde antes se serviam cafés e pastelaria de hotel, mora agora o Boémio by Casa da Calçada, um gastrobar que nasceu da vontade de unir mundos. Gerido pela Amazing Evolution, o espaço convive paredes meias com o restaurante Real by Casa da Calçada, mas assume uma identidade própria, vibrante e dedicada à arte de bem viver, dizem. "Sentíamos que a cafetaria e o restaurante eram dois universos separados. Quisemos criar uma equipa onde o cliente pode começar com um aperitivo antes de jantar, ou terminar a noite com um digestivo sem ter de procurar mais", explica Daniel Mariz, da equipa do Boémio.
Logo à entrada, percebe-se que a religião aqui é outra. A carta de bebidas, baptizada de "A Nossa Bíblia", é um tomo de tentações, que só não tem versículos porque os trocou por cocktails. Com 99% das referências nacionais e grande foco na produção própria em Amarante, o balcão é o palco de Daniel, que serve clássicos reinventados como o Sabot (13€), um cocktail de gin espanhol e maracujá finalizado com o espumante da casa.
Para quem prefere algo mais tropical, há o Peach Mango Mule (15€), uma variação refrescante do clássico. Com notas de pêssego e manga, funciona como a companhia ideal para fechar o dia sem julgamentos. Se o desejo for algo mais guloso, a escolha recai sobre o Strawberry Cookie Bliss (12€), com vodka, baunilha e bolacha Maria, ou sobre o Espumante Portal da Calçada (6€/copo) para quem não abdica da tradição da casa. Da imperial ao balcão ao Negroni em horas de celebração, a oferta é vasta e inclusiva: esta casa é de todos e para todos.
Na cozinha, o chef portuense Fábio Oliveira, de 28 anos, lidera a operação com o rigor de quem cresceu a observar a "velha guarda" da hotelaria. "No Boémio, não pretendemos provocar somente no sabor, mas também com a louça e com a forma como entregamos o produto", afirma. Se o chef tivesse de escolher apenas um elemento da carta, a eleição recairia sobre as ostras (12€/6 uni.). Apresentadas numa caixa de madeira que remete para o transporte de marisco, chegam à mesa com pérolas de chalota, vinagre e salicórnia, garantindo um toque fresco e salgado.
Conte ainda com os croquetes de rabo de boi (12€), que chegam repousados numa almofada de cerâmica. Panados em panko para garantir uma crocância extra, são um convite para esquecer os talheres e usar as mãos, mergulhando-os na maionese de trufa que os acompanha. Estes croquetes são a ligação entre o passado da cafetaria e a nova alma do gastrobar e, por isso, mantiveram-se no menu desde a abertura original do espaço, por causa do feedback positivo dos clientes.
A provocação visual continua com os ovos rotos com trufa (15€), servidos num prato de pedra rugosa que evoca o pavimento das ruas do Porto, e o prego do lombo (16€), que vem para a mesa com queijo de vaca amanteigado derretido e um molho típico à base de mostarda e alho.
O espaço conta ainda com um jardim vertical, iluminação quente que, por volta das 21.00, cria uma atmosfera mais íntima e a música dita o ritmo sem nunca atropelar as conversas. Em dias específicos, é possível contar com a presença de um DJ no antigo quiosque do café, agora recuperado como cabine.
Rua do Bonjardim, 185. 912 551 909 .Ter-Sáb 15.30-00.00.
+ A LOFT cresceu e transformou-se numa concept store que junta decoração, flores e comida
+ A celebrar uma década, Festival Dias da Dança ocupa Porto, Gaia e Matosinhos com 50 espectáculos
Discover Time Out original video