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O negócio de quase 40 anos cresceu e abriu o seu segundo restaurante em Março, desta vez no centro do Porto.

Da cozinha do novo Yuko, na Rua da Conceição, as francesinhas vão saindo a um ritmo frenético. “Pensamos em cada detalhe e em trazer a essência do espaço de Costa Cabral para aqui”, vai explicando José Cambas, que juntamente com Francine Ferreira, a mulher, está ao leme do negócio e controla cada detalhe. O restaurante que começou por ser uma pequena taberna com petiscos em Paranhos ganhou nome nos últimos anos e, já nas mãos da família Cambas, transformou-se numa referência para quem procura francesinhas na cidade do Porto. Em Março, o Yuko iniciou um novo capítulo da sua história e abriu o seu segundo espaço, desta vez no centro do Porto.
A ideia começou a ser construída há cerca de dois anos e demorou a consolidar-se, para que o negócio mantivesse a sua essência. “Já há alguns anos que queríamos abrir. O primeiro restaurante continua em funcionamento e está sempre cheio. Tínhamos o propósito de crescer, mas não queríamos crescer num registo de fábrica ou de algo muito industrializado. Quisemos transportar toda a técnica e essência que nos caracterizam para este espaço, desde a forma como fazemos as batatas fritas ao tratamento dos ingredientes. Tornar isto fazível no centro do Porto demorou muito tempo e deu muito trabalho, mas finalmente aconteceu”, explica José à Time Out.
Esta atenção aos detalhes e à essência da marca vai-se notando em cada canto do novo restaurante, com capacidade para acolher até 110 pessoas. O ambiente acolhedor do primeiro espaço, bem como alguns elementos da sua fachada, foi replicado, mas ganhou uma roupagem mais moderna, com detalhes feitos à mão que não passam indiferentes – dos cerca de 8000 pregos em ferro à porta de madeira automática também feita exclusivamente para este espaço. A carta e o modo de fazer também se mantêm os mesmos.
A francesinha, claro, continua a ser a estrela da ementa, com uma receita que foi evoluindo ao longo dos anos, mas sempre feita de forma manual e com produtos frescos. “Temos a francesinha desde 1992 e nos últimos 20 anos este prato tem crescido, porque também se foi adaptando ao público e foi-se tornando mais consensual, sem perder a essência do Porto”, refere José.
À mesa chega-nos uma das mais adoradas e populares francesinhas da cidade, com uma boa apresentação: um pão torrado, enchidos de qualidade, queijo, um bife generoso vindo de um talho local e um molho com sabores equilibrados, cuja receita é guardada pelos donos a sete-chaves há vários anos. A carta conta com francesinha com ou sem ovo estrelado (11,50€-12,50€) no topo, mas também francesinha parola com molho especial em pão de cachorro (13,50€) ou a versão vegetariana, com seitan, ovo e molho à base de maçã (14,50€). As batatas que a acompanham são cortadas à mão e fritas até ficarem estaladiças.
Na carta encontra ainda outras opções, além das francesinhas. Nas entradas, há pataniscas de bacalhau (4,50€/4 unidades), ovos rotos (11€), moelas (8€) ou ainda um tradicional chouriço assado em aguardente (10,50). Já nos pratos principais prove o guloso prego na caçarola com pimentos e cogumelos frescos (22€), o pica-pau de lombo de boi (29,50 para duas pessoas) e ainda a lasanha de carne (15,50€). Se preferir, há também saladas, pregos no pão a partir de 10€ ou sandes de presunto a partir dos 8€. Já no que toca a sobremesas, há várias opções tradicionais, entre mouse de chocolate (6€), leite creme (6€), baba de camelo (6€) e bolo de bolacha com creme de ovos (6,50€).
Foi há cerca de 40 anos que o Yuko abriu portas na rua de Costa Cabral. Começou por ser uma pequena taberna com petiscos, aberta por um transmontano e pela mulher japonesa, que acabaria por lhe dar o nome. Mais tarde, o negócio passou para as mãos da família Cambas – primeiro para o pai e actualmente com o filho ao leme, que cresceu na cozinha deste espaço. “Quando era mais pequeno trabalhava na cozinha com a minha mãe, e o meu irmão com o meu pai na sala. Éramos só os quatro. Nessa altura vendíamos umas dez francesinhas por dia e muitas vezes abríamos e não entrava ninguém”, relembra. O projecto foi crescendo e tornando-se referência na cidade, sobretudo devido à sua francesinha, numa altura em que os restaurantes que faziam esta iguaria portuense começavam também a ganhar mais prestígio, com mais conforto e organização.
A história do Yuko não vai parar por aqui. Em Junho, o negócio vai ganhar ainda um terceiro espaço na Arena Liga Portugal, em Ramalde, fruto de um convite dos responsáveis do projecto, que procuravam uma marca que representasse a cidade.
Rua da Conceição, 26 (Porto). Dom-Qui 12.30-14.30/19.00-00.00, Sex-Sáb 12.30-14.30/19.00-01.00.
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