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O restaurante está sempre à pinha e não são raras as vezes em que há gente encostada às paredes ou à espera de mesa, no meio da rua. A comida é boa, caseira e tem aquele saborzinho a casa da avó; o espaço é catita, numa vibe retro e muito vintage; mas é o carisma e a boa disposição dos anfitriões – a Tânia e o Rui – que conquistam mais do que tudo o resto. “O conceito deste restaurante é a inexistência de conceito”, atira Rui. “Como gostamos muito de comer, chegou uma altura em que quisemos mudar de vida, por isso, em 2015 decidimos abrir um espaço de restauração aliado à venda de artigos vintage”. Mas o restaurante começou a atrair verdadeiras enchentes e da loja restam hoje alguns objectos que vão criando ambiente, como o quadro do Menino da Lágrima, um telefone antigo ou a loiça Bordallo Pinheiro. Ao almoço têm sempre um prato de carne, outro de peixe e um vegetariano; e num grande quadro de lousa que pertenceu a uma antiga escola primária anunciam o que há para jantar: queijo Brie assado, alheira e amêijoas à Bulhão Pato para entradas; e moqueca de peixe e camarão, uma “ganda posta” e magret de pato com arroz de setas como pratos principais. Quanto às sobremesas, pode escolher entre baba de camelo, pannacota, tarte de lima, cheesecake de caramelo salgado ou mousse de chocolate.
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