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Após polémica, autarquia recua e Jardim do Morro já não vai ser vedado

A ideia do vice-presidente da Câmara de Gaia previa que este jardim passasse a ser vedado, com novas regras e horários de funcionamento.

Ana Catarina Peixoto
Escrito por
Ana Catarina Peixoto
Jornalista, Porto
Jardim do Morro em Vila Nova de Gaia
© Matt Roskovec / Unsplash | Jardim do Morro em Vila Nova de Gaia
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Afinal, e depois de se instalar a polémica, a decisão de vedar o Jardim do Morro, em Vila Nova de Gaia, já não vai avançar. A confirmação foi dada por Firmino Pereira, vice-presidente da autarquia, que, inicialmente, avançou com a ideia de vedar este icónico jardim da cidade, que passaria também a ter novas regras e horários de funcionamento. “Como foi uma ideia minha e como percebi que a polémica se instalou – e como eu não pretendo estar na política com polémica e com a agressividade da nossa sociedade – a ideia não vai avançar”, revelou o autarca em declarações ao Observador. 

Segundo a notícia avançada no início desta semana, o objectivo desta empreitada seria melhorar as condições de segurança no jardim e na área envolvente. A obra incluiria a instalação de câmaras permanentes de videovigilância, a presença constante de forças de segurança e o reforço da iluminação, bem como duas entradas controladas – uma junto ao Mosteiro da Serra do Pilar e outra junto à Ponte Luís I –, casas de banho e ainda uma área infantil. O concurso avançaria até Outubro e as obras arrancariam em 2027. 

A decisão, no entanto, não foi unânime e rapidamente se instalou a polémica, ainda antes de chegar a debate no executivo. O Partido Socialista (PS), por exemplo, exigiu um debate público “sobre a gestão e o futuro do Jardim do Morro, desde os órgãos autárquicos aos moradores”, apesar de reconhecer que há problemas a resolver neste local. Foi também lançada uma petição online que pede a suspensão das medidas e que já conta com mais de 1400 assinaturas, contestando “o método pelo qual esta decisão foi tomada e anunciada, sem deliberação conhecida do órgão competente, sem fundamentação escrita publicada, sem consulta pública, sem discussão na Assembleia Municipal e sem qualquer forma de audição dos cidadãos e dos moradores”.

Firmino Pereira admite que a sugestão foi da sua inteira responsabilidade e que não se sente "completamente à vontade para impor uma ideia que está a criar tanto transtorno". “Foi uma ideia que conceptualizei após a observação. A vedação desse espaço permitia a entrada livre de todas as pessoas que desejassem aceder ao Jardim do Morro. A única condicionante que iria surgir é que, no período nocturno, o espaço seria encerrado”, referiu, sublinhando ainda ao Observador que os moradores da zona dizem sentir “um ambiente de intranquilidade” face ao grande número de pessoas que todos os dias acede a este jardim – sobretudo na altura do pôr-do-sol, para aproveitar a vista privilegiada para o rio Douro e para o Porto.

A ideia de vedar o Jardim do Morro não vai, por isso, avançar, e a aposta será em mais policiamento e mais câmaras de videovigilância.

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