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O novo espaço abriu em Janeiro com mais de 30 referências de vinhos naturais, portugueses e de baixa intervenção, e com uma carta de petiscos.

Esqueça as formalidades, deixe os conceitos complicados de lado, e aproveite o ambiente acolhedor e despretensioso que se vive neste pequeno recanto localizado no quarteirão cultural de Miguel Bombarda. É aqui, onde antes existia uma galeria de arte, que se deu forma ao desejo de quatro amigos: o Onze Onze, o novo bar de vinhos naturais, 100% portugueses. Abriu portas no início do ano para ser um ponto de encontro informal e descontraído, com bom vinho e saborosos petiscos a acompanhar.
“Queremos que venham cá beber vinho, mas sem ser aquela coisa mais formal de garrafeira e tudo muito bem montado. Apesar de termos cuidado na escolha dos vinhos, esta é uma ideia mais descontraída, para as pessoas virem e tomarem um copo ao final do dia”, explica Matheus Pinto, arquictecto e co-fundador do Onze Onze. O nome vem da referência à numerologia, em que 11:11 significa intuição, criatividade, equilíbrio e manifestação de desejos. “Tenho um lado meio místico, como a maioria dos brasileiros, e fizemos também esta brincadeira entre o desejo e o imaginário”, sublinha Pedro Reis, também fundador do projecto.
A ideia surgiu da mente de quatro sócios: Matheus e Pedro, que se mudaram do Rio de Janeiro para o Porto há cinco anos, e de Renan Sousa e Natália Dias, responsáveis pelo wine bar Antiga, em Lisboa, e que desafiaram os amigos a abrir um espaço na Invicta, com o seu apoio, diferente daquele que já existe em Lisboa. “Já tínhamos vontade em criar um negócio no Porto. Queríamos uma proposta mais intimista, com mais proximidade aos fornecedores e produtores locais, mais preocupada com vinhos naturais, de baixa intervenção. Uma coisa com mais curadoria e mais cuidada”.
O wine bar é pequeno, mas acolhedor, e pensado ao detalhe. Há garrafas de vinho com rótulos personalizados espalhadas pelas paredes; uma mesa comunitária de inox, que dá um ar industrial ao espaço, onde se recebem diversas provas e workshops; mesas e cadeiras com almofadas confortáveis e ainda um balcão vermelho composto por azulejos, onde o vinho é guardado num compartimento com gelo dentro da própria estrutura.
No Onze Onze, os clientes podem encontrar uma cuidadosa selecção de vinhos naturais portugueses, que são vendidos a copo ou à garrafa, uma das grandes conveniências do projecto. "Os clientes podem vir aqui, experimentar um vinho ou outro, sem terem de ficar obrigados a comprar uma garrafa ou a beber tudo", explica Pedro. A carta conta com mais de 30 referências, vindas de todas as regiões do país, desde o Minho ao Alentejo, passando pelo Dão e, claro, pelo Douro.
Há opções de bolhas, brancos, vinhos verdes, tintos, laranjas, rosés e vinhos do Porto, dos 4€ (copo) aos 48€ (garrafa), mas também propostas como a cidra Nua, de Ponte de Lima(7€), ou kombuchas da marca portuense Aquela Kombucha (3,50€). As referências vão mudando ao longo do tempo, respeitando a sazonalidade. “Apostámos em pequenos produtores, vinhos de baixa intervenção e ausentes do circuito mais comercial”, acrescenta o responsável.
Se a fome apertar, há várias sugestões para petiscar, servidas em bonitas peças de cerâmica feitas exclusivamente para o espaço. Na carta, encontra opções mais simples para acompanhar os vinhos, como o pão de fermentação lenta, produzido na Generosa, com manteiga noissette feita na casa e azeite português (5€), mas também conservas nacionais de peixe, disponíveis com vários molhos (6€). Há ainda opções mais compostas, como rillete de pato com pão e pickles de pepino (8€); húmus de tahine e cogumelos (9€), que tem feito sucesso entre os clientes; e sopa de tomate com queijo quente (10€).
Inspiradas na gastronomia dos quatro cantos do mundo, encontra também opções como as gildas (9€/4 uni.), um saboroso petisco que remete para os tradicionais pintxos originais do País Basco; e também o Smørrebrød (10€), famoso prato dinamarquês feito com uma base de brioche, tapenade de azeitona preta e brandade de bacalhau. “Optamos por fazer pequenas coisas e apostar um pouco na conserva portuguesa e pratos que vão mudando sazonalmente. Apostamos nesta cozinha mais fria, sem muitos processos de cozinha quente e de frituras”, acrescenta Matheus Pinto.
O espaço é pet-friendly e, num futuro próximo, vai também receber eventos com chefs e vários workshops, estando já disponível para organizar jantares privados, com capacidade para 30 pessoas, onde todos os serviços podem ser personalizados, desde a decoração à oferta gastronómica e vínica, passando também pela banda sonora. Por aqui têm passado não apenas turistas, mas também moradores e negócios locais de uma zona em constante crescimento.
Rua da Torrinha, 158 (Porto). Ter-Sáb 18.00-23.11 (a partir de Junho, Seg-Sáb, 17.00-23.11)
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