[category]
[title]
Entre obras de arte, cartazes e objectos históricos, o novo museu do Porto mostra uma vertente mais lúdica e descontraída sobre o sexo.

Bem-vindo a uma viagem provocadora e cheia de imaginação. Ao longo de 750 metros quadrados, e em formato labiríntico, há um novo museu no Porto que percorre, através de uma vertente lúdica, descontraída e divertida, a forma como a sexualidade é vivida e representada ao longo dos tempos. Os preconceitos são deixados do lado de fora e o Museu do Sexo, aberto desde dia 6 de Setembro (numa alusão ao número 69), na rua do Breiner, traz um espaço cheio de curiosidades para ver, com arte, história e prazer à mistura.
A visita, destinada a maiores de 16 anos, começa com uma cronologia com momentos marcantes da História, que descrevem a forma como o sexo é visto, vivido e até restringido ao longo do tempo – desde o período da pré-história aos dias de hoje. Se acha que sabe tudo sobre o assunto, percorra as várias datas e teste os seus conhecimentos. “Queremos desmistificar um pouco o preconceito que ainda existe quando se pensa em sexo e trazer uma vertente mais educacional e descontraída sobre este tema”, sublinha Pedro Canedo, gestor industrial que, juntamente com Filipe Valinho, engenheiro civil, criou o Museu do Sexo.
A ideia de criar um museu deste género surgiu há mais tempo, em 2022, numa conversa entre amigos sobre um espaço deste género na cidade do Porto. Delineada a ideia, os dois sócios começaram a procurar mais informações e dedicaram-se, sobretudo, a adquirir acervo para expor mais tarde. “É um trabalho difícil e ainda o estamos a fazer”, sublinham. Visitaram vários museus do sexo pelo mundo – desde o Brasil a Miami, Amesterdão e Barcelona – e, três anos depois de uma longa procura por material, abriram o Museu do Sexo.
Ao longo de todo o percurso saltam à vista obras de arte provocadoras, mais ou menos ousadas, adquiridas em vários países, entre desenhos e pinturas que retratam o corpo e a masturbação, mas também diversas obras de artistas nacionais. Há ainda esculturas fálicas, murais de kamasutra pintados à mão, uma sala néon com conhecidas obras de arte adaptadas, publicidade e cartazes de filmes pornográficos antigos, e primeiros números de revistas como a Playboy. A visita, explicam, "é feita de uma forma livre, sem tempo marcado e com a explicação de cada peça". Numa das salas pode ainda viajar até Amesterdão, até ao conhecido Red Light District, com uma representação das cabines que lá existem.
Além da vertente artística que ocupa grande parte do museu, estão ainda expostos diversos objectos que permitem contar e conhecer a história da sexualidade ao longo dos anos. Destacam-se, por exemplo, um exemplar de um dos primeiros vibradores femininos, do século XX, a explicação de como foram inventados e o seu objectivo inicial; ou alguns dos primeiros cintos de castidade de ferro vindos da Índia. O museu “é muito dinâmico”, garantem os responsáveis, uma vez que estão constantemente a adquirir novas peças em feiras, mercados e antiquários em todo o mundo e a expô-las neste espaço. Há ainda uma parte do museu com exposições temporárias, onde os visitantes podem comprar as obras expostas.
E se acha que já viu tudo, saiba que aqui também se podem bater recordes. A visita termina numa zona dedicada aos recordes do Guinness relacionados com a sexualidade e ainda com uma impressionante escultura de um pénis, com cinco metros e 800 quilos, construída pelo artista português António Britos. O objectivo é, no futuro, a escultura entrar para o Guinness como a maior peça em madeira sobre sexualidade. Até lá, é um cartão de visita e local instagramável para muitos.
Rua do Breiner, 59 (Porto). 22 242 7071. Seg-Dom 10.00-18.00. 14€
+ Mercado de Natal anima o Parque de Serralves com três dias gratuitos e muitas actividades
+ Fez-se luz na The Manor House Celeirós, o novo refúgio no Douro
Discover Time Out original video